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terça-feira, 20 de março de 2012 Man City | 20:57

De veneta

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Assim como Jaiminho, o carteiro, Tevez pode evitar a fadiga

Roberto Mancini resgatou Carlos Tevez, ausente do primeiro time desde setembro de 2011 por indisciplina. O técnico italiano revelou que a indomável estrela deve aparecer no banco amanhã, quando o Manchester City recebe o Chelsea. Com quatro pontos e um jogo a menos em relação ao United, o City não pode mais falhar até o fim do campeonato, cenário perfeito para Tevez decidir brilhar ou simplesmente se omitir e tumultuar o ambiente. Escolha sua versão:

1) Tevez levará o City ao título porque pode entrar definitivamente na história do clube. Já foi bem demais em suas duas primeiras temporadas, e um retorno triunfal seria suficiente para a torcida perdoá-lo pelas peripécias de 2011-12. Convertendo-se em alternativa confiável a Agüero, Tevez deve marcar gols preciosos na corrida pelo título. A má fase do City exige alguém assim para chamar para si a responsabilidade. Além disso, tirar a Premier League de Alex Ferguson seria especial demais para ele.

2) O retorno de Tevez será um fracasso porque, apesar de Mancini sugerir o contrário, ele está desinteressado. O argentino sabe que a manutenção do emprego do treinador, por quem não tem tanto apreço, é atrelada à conquista da Premier League. Para que se esforçar? Um corpo mole também seria conveniente para derrubar ainda mais seu valor de mercado, deteriorar o clima no Etihad Stadium e criar as condições necessárias para ele deixar o clube sem resistência da diretoria.

3) Tevez não terá impacto porque não joga há seis meses. Ninguém fica fora tanto tempo impunemente. Tevez é ótimo, foi o melhor jogador da última Premier League e se mata em campo quando está a fim, mas não deve reconquistar espaço no ataque de Agüero, Dzeko e Balotelli.

Homenagem a Brian Clough*
Brian Clough passou apenas 44 dias no Leeds United, como nos conta o filme The Damned United (Maldito Futebol Clube na versão brasileira). O histórico treinador reconstruiu a carreira brilhantemente no Nottingham Forest, com o qual foi campeão inglês e bicampeão europeu. Hoje, esteja onde estiver, ele ficou mais feliz.

O Leeds, cujo vestiário queimou Clough em 1974, resolveu homenageá-lo 38 anos depois: pela primeira vez em sua história, levou sete gols em casa numa partida de liga. Ironicamente, o algoz foi o Nottingham Forest, que, mesmo em péssima temporada, aplicou sonoros 7 a 3 no Elland Road. Se estivesse vivo, Clough certamente seria chamado a comentar o resultado e a inexplicável demissão de Simon Grayson, substituído por Neil Warnock no Leeds, mais longe do acesso à Premier League.

*Clough completaria 77 anos amanhã, 21 de março.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011 Inglaterra, Nott'm Forest, Treinadores | 14:07

De Clough a McClaren

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Socorrer o time? Os jogadores precisam de um técnico seco no vestiário

Depois de 18 anos com Brian Clough, o Nottingham Forest teve nove treinadores em período equivalente. Nenhum foi muito bem. A saída de Billy Davies, que fracassou em dois play-offs da segunda divisão, fez a diretoria ajustar o foco. O clube transformado por Clough, provavelmente o melhor inglês que nunca treinou a Inglaterra, contratou um dos piores técnicos da história da seleção: Steve McClaren, que terá a missão de reconduzir o bicampeão europeu à elite após 13 anos.

McClaren substituiu Eriksson depois da Copa de 2006. Ficou na seleção por 16 meses, tempo em que construiu o maior vexame da geração: não se classificar à Euro 2008. Empates com Israel e Macedônia e três derrotas para Rússia e Croácia não o deixaram impune. A repulsa ao ex-treinador do Middlesbrough foi tão grande, que ele se viu sem espaço no país e, com algum nome no continente, exilou-se no holandês Twente. Mas onde ele errou?

Steve estava convicto de que precisava marcar uma nova era na Inglaterra. Apesar dos braços cruzados diante da incompatibilidade entre Lampard e Gerrard, ele agiu – e mal: minimizou Beckham quando ainda seria muito útil e chegou a usar uma formação quase inconstitucional na Inglaterra: três zagueiros contra a Croácia em Zagreb. A seleção perdeu com um gol contra bizarro.

Paul Robinson foi punido após errar mais uma vez, e o estabanado Scott Carson virou titular no jogo derradeiro. Em Wembley, os ingleses sofreram dois gols dos croatas nos primeiros 14 minutos. McClaren, que escalou uma defesa com Richards, Campbell, Lescott e Bridge, preferiu se proteger da chuva (foto) a socorrer o time. A Inglaterra empatou no segundo tempo, com Beckham em campo, mas logo sofreu o terceiro gol: 3 a 2 Croácia e fim da linha para ele.

A chance no Twente, onde foi campeão holandês, apareceu pelo que fez no Middlesbrough. McClaren tem o único título de elite da história do Boro (a League Cup em 2004) e um excelente vice na Copa da UEFA em 2005-06. Steve mostrou consistência no Riverside, mas se perde quando tenta se diferenciar de todo mundo. No último trabalho, nem concluiu a (desastrosa) temporada no Wolfsburg. Enquanto o Forest aposta no lado bom dele, resgatamos musicalmente, com Chris Cohen, os erros na seleção:

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quarta-feira, 18 de maio de 2011 Cardiff, Championship, Nott'm Forest, Reading, Swansea | 09:50

Final justa e impopular

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Muito mais confiante no Swansea, Borini parece ter deixado um irmão gêmeo no Chelsea

O Reading e o galês Swansea vão decidir em Wembley o terceiro promovido à Premier League da próxima temporada. No jogo que determina quem se junta a Queens Park Rangers e Norwich, muita gente queria ver o bicampeão europeu Nottingham Forest e o galês Cardiff de Bellamy (que, lesionado, só assistiu à eliminação) e Bothroyd. Apesar de ser a menos desejada das combinações, a final de 30 de maio é justa.

O Swansea derrotou o Nottingham Forest por 3 a 1 em Gales. O empate por 0 a 0 no primeiro jogo já havia sido uma vitória psicológica do conjunto treinado pelo ótimo Brendan Rogers. Com um a menos desde os 52 segundos, a equipe galesa suportou a pressão e contra-atacou muito bem. Os grandes desempenhos de Williams na defesa e do trio Dyer, Borini e Sinclair à frente foram fundamentais.

Mesmo não marcando nos play-offs, Borini é impecável. O italiano de 20 anos, sem confiança e espaço no Chelsea, precisava do empréstimo ao Swansea. Em três meses, ele fez seis gols pelo novo clube. O fim de seu vínculo com os Blues se aproxima. O retorno a Stamford Bridge é incerto, mas sua atual função, de atacante único no 4-2-3-1 de Rogers (Dyer, Dobbie e Sinclair são os três meias), tem sido importante para o time galês funcionar e certamente lhe rende um status bem superior.

Relevante: Long é o único a jogar hurling e defender a seleção de futebol no maior estádio irlandês

Outro atacante brilhou ainda mais em Cardiff x Reading. Na impressionante vitória dos Royals por 3 a 0 fora de casa, o irlandês Shane Long ratificou sua ótima temporada. Os dois gols levaram Long a 23 no campeonato. Seguro e oportunista, ele já fez todo mundo em Reading esquecer seu compatriota Kevin Doyle, contratado pelo Wolverhampton há dois anos.

Até a temporada passada, Long provavelmente não tinha certeza de que a opção pelo futebol era a melhor que poderia ter feito. Na adolescência (foto), ele jogava hurling, um esporte irlandês semelhante ao hóquei. Agora, em seu melhor ano, sabe que fez a escolha certa. Principal jogador do time do momento na segunda divisão, o atacante tem sido especulado no Liverpool.

Alguém arrisca?
Contra o Cardiff, o Reading marcou muito bem, especialmente com o turco Karacan, acionou Long como tinha de fazer e, estendendo a outros jogos, sempre vai levar perigo em bolas paradas com o lateral-esquerdo Ian Harte. O Swansea, por sua vez, tem uma defesa até mais confiável, gente boa para decidir à frente e um treinador que esteve nos Royals há pouco tempo. Os galeses parecem ter mais saídas, mas a arrancada do Reading é sensacional. Para sair do muro: Reading, 51%.

Trauma
O Cardiff venceu os play-offs de 2003 (terceira divisão), mas ficou pelo caminho em 2002 (terceira divisão), 2010 e 2011. A trajetória do Forest é bem pior: nem sequer passou das semifinais em todas as suas participações. Fracassou em 2003, 2007 (terceira divisão), 2010 e 2011.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Championship | 09:13

Tempo de decisão

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Com nome de atriz e titular da seleção galesa, Ashley Williams já merece a Premier League

Começa hoje uma das fases mais interessantes da temporada inglesa: os play-offs da Championship, a segunda divisão. Com o campeão Queens Park Rangers e o Norwich já promovidos à Premier League, Nottingham Forest, Reading e os galeses Cardiff e Swansea lutam pela última vaga. A disputa desperta a torcida de muita gente. Enquanto alguns querem ver um galês na elite, outros esperam o retorno do Forest, bicampeão europeu.

O Reading esteve na Premier League há pouco tempo, de 2006 a 2008. A última participação do Forest foi em 1998-99. O Swansea está longe da primeira divisão há 28 anos. A ausência do Cardiff já completa 49 temporadas.

O blog apresenta breves considerações sobre as semifinais dos play-offs. As partidas são sempre às 15h45 de Brasília. Quem aparece à esquerda joga primeiro em casa:

Nottingham Forest (6º) x Swansea (3º), 12 e 16 de maio. O Forest venceu por 5 a 4 no placar agregado da temporada regular, mas os galeses são mais confiáveis. O Swansea tem uma defesa forte, sendo Ashley Williams o grande zagueiro do campeonato. Enfim convincentes, Scott Sinclair, ex-Chelsea, e Fabio Borini, emprestado pelos Blues, são os destaques ofensivos de um time que venceu facilmente suas três últimas partidas.

Apesar da boa reta final, o Forest, que parou no Blackpool em 2010, tem trauma de play-offs e não é lá muito sólido. Nos três jogos entre 19 de março e 9 de abril, sofreu 11 gols de Reading, Leeds e do próprio Swansea. A esperança para abrir uma necessária vantagem no City Ground é Kris Boyd, que dominava a artilharia da liga escocesa pelo Rangers, mas fracassou no Middlesbrough. Emprestado ao Forest, ele voltou a marcar regularmente.

Bothroyd jogou Inglaterra x França em novembro. Depois, caiu demais

Reading (5º) x Cardiff (4º), 13 e 17 de maio. Assim como o Forest, o Cardiff caiu em 2009-10 para o Blackpool, que teve espetacular arrancada aos play-offs. Motivo de preocupação para os galeses, que empataram duas vezes na temporada com o Reading. Isso porque os Royals, que estavam lá atrás, chegaram a vencer oito jogos seguidos.

O Reading é um time confiante. Na temporada passada, eliminou o Liverpool da FA Cup em Anfield. Nesta, voltou a Merseyside para despachar o Everton. O irlandês Shane Long finalmente substitui a contento o compatriota Kevin Doyle, que saiu em 2009. O lateral-esquerdo Ian Harte, ex-Leeds, é sempre perigoso em bolas paradas, um Baines mais velho.

A favor do Cardiff, o ataque galáctico com Bellamy e Bothroyd e a experiência de grande parte do time – os trintões Olofinjana, Samuel e Koumas, que estão lá por empréstimo, Naylor e o nada gentil McNaughton são bons exemplos.

Em 30 de maio (segunda-feira), dois dias após sediar a decisão da Champions, Wembley recebe a final dos play-offs.

A permanência de Dalglish
Kenny Dalglish é, de fato, o novo treinador do Liverpool. O clube não poderia estar em melhores mãos. Há dois dias, o blog analisou o trabalho de quatro meses do escocês.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 11 de abril de 2011 Championship, Curiosidades | 18:48

Maldita herança

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No cinema, Michael Sheen foi brilhante no papel de Brian Clough

Ofuscada pela decisão entre Manchester United e Chelsea na Champions, a 41ª rodada da segunda divisão inglesa reserva um encontro interessante a amanhã. Sem muito para fazer na temporada, o Derby County recebe o Leeds United, que tenta garantir vaga nos play-offs. A rivalidade é familiar para quem assistiu ao filme The Damned United (Maldito Futebol Clube).

Derby e Leeds se separam por 98 quilômetros, mas a distância entre os clubes era bem maior ao fim dos anos 60. O então técnico do Derby, Brian Clough, fez o clube crescer assustadoramente enquanto nutria uma obsessão doentia pelo Leeds do antagonista Don Revie, à época o grande time do país.

Ironicamente, Clough foi parar no Leeds em 1974. A passagem dele por Elland Road durou ridículos 44 dias. Culpa de uma maldita herança de Revie, que, mesmo na seleção inglesa, ainda era adorado pelo elenco. Depois, todo mundo sabe o que aconteceu. Clough foi bicampeão europeu com o Nottingham Forest e é reconhecido como um dos maiores técnicos britânicos em todos os tempos.

Nigel e Darren, solidários (na alegria e) na tristeza

Hoje, tem mais gente convivendo com uma maldita herança. O garotinho que aparece no vídeo fazendo pouco caso de uma goleada sofrida em 1973 pelo Brighton de Brian Clough, pai dele, é hoje o técnico do Derby. Desde 2009, o ex-atacante Nigel Clough tem a missão de reconduzir os Rams a seus melhores dias. Os tempos são outros, mas Nigel sabe que os maus resultados e o 19º lugar na segunda divisão fazem todo mundo sentir saudade do já falecido pai.

Filho de Sir Alex, Darren Ferguson também lida com a pressão para seguir os passos do pai, que tentou ajudar, mas acabou atrapalhando. Em 2009-10, ele já havia presenteado o pupilo com o empréstimo de Welbeck ao Preston, então treinado por Darren. No ano passado, o pai mandou três jogadores do Manchester United para lá. Quando o filho foi demitido, chamou todo mundo de volta. Mimo seguido de pirraça, péssimos para a imagem de Darren, que voltou às origens: o Peterborough, da terceira divisão.

A estreia de Carroll
No banho do Liverpool sobre o Manchester City, Andy Carroll mostrou todo o seu repertório. Os dois gols tranquilizam quem tanto investiu nele, mas também reforçam uma necessidade: fortalecer as pontas. O segundo gol, por exemplo, só saiu porque Meireles, fora de posição, fez ótimo cruzamento pela esquerda.

O elenco do Liverpool não tem grandes opções para as laterais e para as “asas” do meio-campo. Na ausência de Johnson e Kelly, o jovem Flanagan, de 18 anos, assumiu a lateral-direita. No meio, Babel foi embora, Jovanovic fracassa, e Maxi não convence ninguém. Por isso e por Carroll, o Liverpool corre atrás de Ashley Young, Jarvis, Downing, Lennon…

Seleção da rodada
Al-Habsi (Wigan); Eboué (Arsenal), David Luiz (Chelsea), Carragher (Liverpool), Evra (Man Utd); Neville (Everton), Spearing (Liverpool), Fàbregas (Arsenal); Valencia (Man Utd), Carroll (Liverpool), Sturridge (Bolton).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , , , , ,