De veneta
Roberto Mancini resgatou Carlos Tevez, ausente do primeiro time desde setembro de 2011 por indisciplina. O técnico italiano revelou que a indomável estrela deve aparecer no banco amanhã, quando o Manchester City recebe o Chelsea. Com quatro pontos e um jogo a menos em relação ao United, o City não pode mais falhar até o fim do campeonato, cenário perfeito para Tevez decidir brilhar ou simplesmente se omitir e tumultuar o ambiente. Escolha sua versão:
1) Tevez levará o City ao título porque pode entrar definitivamente na história do clube. Já foi bem demais em suas duas primeiras temporadas, e um retorno triunfal seria suficiente para a torcida perdoá-lo pelas peripécias de 2011-12. Convertendo-se em alternativa confiável a Agüero, Tevez deve marcar gols preciosos na corrida pelo título. A má fase do City exige alguém assim para chamar para si a responsabilidade. Além disso, tirar a Premier League de Alex Ferguson seria especial demais para ele.
2) O retorno de Tevez será um fracasso porque, apesar de Mancini sugerir o contrário, ele está desinteressado. O argentino sabe que a manutenção do emprego do treinador, por quem não tem tanto apreço, é atrelada à conquista da Premier League. Para que se esforçar? Um corpo mole também seria conveniente para derrubar ainda mais seu valor de mercado, deteriorar o clima no Etihad Stadium e criar as condições necessárias para ele deixar o clube sem resistência da diretoria.
3) Tevez não terá impacto porque não joga há seis meses. Ninguém fica fora tanto tempo impunemente. Tevez é ótimo, foi o melhor jogador da última Premier League e se mata em campo quando está a fim, mas não deve reconquistar espaço no ataque de Agüero, Dzeko e Balotelli.
Homenagem a Brian Clough*
Brian Clough passou apenas 44 dias no Leeds United, como nos conta o filme The Damned United (Maldito Futebol Clube na versão brasileira). O histórico treinador reconstruiu a carreira brilhantemente no Nottingham Forest, com o qual foi campeão inglês e bicampeão europeu. Hoje, esteja onde estiver, ele ficou mais feliz.
O Leeds, cujo vestiário queimou Clough em 1974, resolveu homenageá-lo 38 anos depois: pela primeira vez em sua história, levou sete gols em casa numa partida de liga. Ironicamente, o algoz foi o Nottingham Forest, que, mesmo em péssima temporada, aplicou sonoros 7 a 3 no Elland Road. Se estivesse vivo, Clough certamente seria chamado a comentar o resultado e a inexplicável demissão de Simon Grayson, substituído por Neil Warnock no Leeds, mais longe do acesso à Premier League.
*Clough completaria 77 anos amanhã, 21 de março.







