Na mosca
No ano passado, a coluna elegeu as sete melhores contratações de 2010-11 na Inglaterra. Admitindo que deixou nomes importantes fora da relação, decidiu ampliá-la para esta temporada. Não adiantou. Figuras como Scott Parker, Steven Pienaar e José Enrique, que podem aparecer em qualquer outra lista, não entraram nesta:
10 – Seb Larsson, do Birmingham para o Sunderland sem custo. Herança de Steve Bruce, com quem já havia trabalhado no Birmingham, o meia sueco cria várias chances e é ameaça constante nas bolas paradas. Todo time deveria ter um jogador assim, que bate tão bem na bola. Larsson marcou oito gols na temporada.
9 – Gylfi Sigurdsson, do Hoffenheim para o Swansea por empréstimo em janeiro. O meio-campo dos cisnes já tinha passadores (Britton e Allen) e corredores (Sinclair, Dyer e, eventualmente, Routledge), mas ainda faltava alguém que se aproximasse do centroavante Danny Graham. Sigurdsson foi perfeito para o Swansea. O ótimo islandês, ex-Reading, marcou sete gols e foi o melhor de março na Premier League.
8 – Emmanuel Adebayor, do Manchester City para o Tottenham por empréstimo. O togolês preencheu uma lacuna óbvia no Tottenham. Com 18 gols e 12 assistências, Adebayor ofereceu demais a quem carecia de um grande atacante. Os Spurs deveriam fazer de tudo para mantê-lo.
7 – Juan Mata, do Valencia para o Chelsea por £23 milhões. Ótimo investimento do Chelsea no mais subestimado espanhol desta geração. Ele jogou em todas as posições entre o meio-campo e o ataque e, durante parte da campanha, foi o oásis de um time sem ideias. Mata distribuiu incríveis 21 assistências em todas as competições. Caiu no fim da temporada, mas levantou a Champions League.
6 – Sergio Agüero, do Atlético de Madrid para o Manchester City por £39 milhões. Quando o preço é alto, a chance de aparecer nesta lista é baixa. No entanto, Agüero fez excelente temporada de estreia na Inglaterra, com 30 gols. Um deles, você se lembra, definiu o campeão inglês no apagar das luzes. Mesmo com o retorno de Tevez, o genro de Diego Maradona já é o melhor atacante do elenco.
5 – Michel Vorm, do Utrecht para o Swansea por £1,5 milhão. O goleiro holandês, de apenas 1.83m, foi uma barganha. A saída de seu compatriota Dorus de Vries havia preocupado os torcedores dos cisnes, mas, no fim das contas, o Swansea ganhou com a troca. Vorm não sofreu gol em 14 jogos.
4 – Demba Ba, do West Ham para o Newcastle sem custo. Era uma contratação natural, pois impressionou no West Ham, estava disponível e foi recomendado pelos contatos de Alan Pardew em Upton Park. Ba marcou 16 gols, fez um primeiro turno brilhante e, embora tenha saído dos holofotes no segundo, trabalhou bem na ponta esquerda para que Cissé pudesse jogar dentro da área.
3 – Nikica Jelavic, do Rangers para o Everton por £6 milhões em janeiro. O croata mudou o Everton de patamar porque, logo em seus primeiros meses no clube, resolveu um problema crônico. David Moyes, que não tinha um atacante decente havia várias temporadas, adorou os 11 gols de Jelavic.
2 – Papiss Cissé, do Freiburg para o Newcastle por £10 milhões em janeiro. Cissé marcou um gol a cada 86 minutos em campo. Com conforto, foi o melhor finalizador da Premier League em 2012. Era quase uma rotina: Cissé chutou? É gol.
1 – Yohan Cabaye, do Lille para o Newcastle por £4,4 milhões. Outra grande contratação do Newcastle, cujo time de observadores é comandado pelo ex-jogador e técnico Graham Carr. Cabaye liderou o meio-campo da equipe que mais evoluiu em relação à temporada passada. Ele teve tudo a ver com esse progresso.



