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Posts com a Tag Micah Richards

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Inglaterra | 18:10

Livre concorrência

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Titular no Tottenham, Kyle Walker falhou no gol de Ramsey, mas compensou com o míssil que decidiu o dérbi

Ontem, quando Kyle Walker acenou para as bancadas do White Hart Lane após Tottenham 2-1 Arsenal, ele provavelmente saudava os orgulhosos familiares. Mas o entusiasmo do ofensivo lateral-direito, determinante para a vitória dos Spurs, tinha outro endereço: Fabio Capello, que, como quase sempre, acompanhava o jogo do estádio. Deu certo. Walker foi convocado para o decisivo confronto com Montenegro pelas Eliminatórias da Euro.

Não é a primeira vez de Walker, que se beneficia das constantes lesões de Glen Johnson, dono da posição na seleção inglesa. Espera aí… Dono da posição? Johnson fez só um jogo em 2011-12, quando voltava de um período de contusão para entrar em outro. O lateral do Liverpool, de 27 anos, jamais passou de 36 partidas numa temporada, parece ainda mais propenso a problemas físicos agora e se vê muito ameaçado pela nova concorrência.

Nova mesmo. Três dos candidatos a assumir a lateral direita da Inglaterra eram titulares da seleção sub-21 que fracassou na Euro há três meses. Além de Walker, Phil Jones e Chris Smalling são nomes confiáveis para o futuro. Dois zagueiros com explosão e boa chegada à frente, duas descobertas de Alex Ferguson. Jones e Smalling (titular da lateral contra Bulgária e País de Gales, mas ausente da última convocação por contusão) atacam tão bem, que não podem ser qualificados como “laterais defensivos” da ordem de Wes Brown e John O’Shea, antigas alternativas no Manchester United.

A disputa ainda inclui Micah Richards, que se estabilizou como lateral no Manchester City. Por conta da experiência mais vasta e da consistência que traz da temporada passada, Richards é quem parece mais perto de roubar o lugar de Johnson se ele não jogar bem e regularmente. Para depois da Euro, é difícil antecipar qualquer coisa. Jones tende a virar zagueiro titular, mas os outros, incluindo até Martin Kelly, do Liverpool, têm chances de ganhar uma posição mais aberta do que nunca.

Rio Ferdinand
É tempo de renovação. Mesmo disponível, Rio Ferdinand ficou fora da convocação. Reflexo da ascensão de outros nomes e das atuações inseguras dele nos últimos jogos do Manchester United, onde também parece próximo de perder a posição.

Confira a lista dos convocados para Montenegro x Inglaterra

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

terça-feira, 3 de maio de 2011 Debates, Inglaterra, Jovens | 20:52

Eis a questão

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A seleção quer Wilshere mentalmente forte. A Euro sub-21 pode ajudar

O técnico Stuart Pearce anunciou uma lista com 40 pré-convocados para defender a Inglaterra na Eurocopa sub-21, que acontece na Dinamarca de 11 a 25 de junho. Como a referência da UEFA é o início das eliminatórias, quem nasceu a partir de janeiro de 1988 pode ser chamado. Naturalmente, Pearce aproveitou para incluir veteranos no grupo parcial.

A controvérsia da lista não é exatamente essa. Pearce, que também é auxiliar de Fabio Capello, convocou seis jogadores que já atuaram na principal: Richards, Gibbs, Henderson, Welbeck, Wilshere e Carroll, três dos quais importantíssimos para seus clubes. Os dois últimos têm moral com Capello e devem ser titulares na Euro 2012, imaginando que a Inglaterra estará lá.

A reação mais pesada foi a de Arsène Wenger, um Toninho Cecílio dos bastidores. Ele quer Wilshere descansado para uma pré-temporada completa no Arsenal. “Se pensam que Jack está pronto para o time principal, sua presença é discutível”, bradou à BBC há um mês. Um Wenger mais solidário ainda alertou para a possibilidade de o jovem perder jogos da seleção principal em setembro por conta das férias.

Carroll não pensa assim. “Só pode ser bom para a minha carreira”, comemorou. O atacante do Liverpool está certo. A Inglaterra, tão traumatizada pelas últimas aventuras internacionais, precisa aproveitar como puder as oportunidades de desenvolver um grupo habituado a decidir. Esses jogadores têm a chance de guiar a seleção a uma conquista que não vem há 27 anos.

A Inglaterra precisa deixar de ser o Barry de Özil: só correndo atrás

O exemplo germânico está aí. Quando os garotos da Alemanha esmagaram a própria Inglaterra por 4 a 0 na decisão da Euro sub-21 de 2009, ensaiavam uma inesquecível Copa com a seleção principal no ano seguinte. Neuer, Jerome Boateng, Khedira e Özil, titulares na África do Sul, arrebentaram no torneio.

A Inglaterra sentiu na pele duas vezes: goleadas alemãs na Euro sub-21 e na Copa de 2010. O fato é que a seleção inglesa da categoria é muito boa. É impossível escalar o time sem ignorar ótimos valores. Se eles estão aí, por que não usá-los? Legal para Capello, que pode administrar algumas ausências em setembro, e para os jogadores.

Time do colunista: Loach (Watford); Richards (Man City), Smalling (Man Utd), Jones (Blackburn), Gibbs (Arsenal); Rodwell (Everton), Henderson (Sunderland), Wilshere (Arsenal); Sturridge (Bolton / Chelsea), Carroll (Liverpool), Welbeck (Sunderland / Man Utd).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Jogadores, Man City, Premier League | 13:59

Foi um baque daqueles

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Após o choque com Micah, De Jong simbolizou um Manchester City baqueado. Foto: Getty Images

Há 19 dias, o Manchester City vencia o Wolverhampton por 4 a 3 e festejava a liderança provisória da Premier League. Era a estreia de Edin Dzeko, talhado para tirar parte da responsabilidade atribuída a Tévez e levar o City à corrida pelo título. No entanto, era também um disfarce. Não apenas em função da diferença de jogos disputados pelos rivais mancunianos (à época, de três partidas), mas especialmente por conta das fragilidades de um time que ainda subutiliza vários de seus jogadores.

O grande mérito de Mancini em seus primeiros meses em Eastlands, ainda na temporada passada, foi o acerto defensivo. O italiano recebeu de Mark Hughes um time que havia sofrido nove gols nos últimos três jogos. Nos três primeiros compromissos de liga sob o comando do ex-nerazzurro, Shay Given foi batido apenas uma vez. Ontem, após o empate por 2 a 2 com o Birmingham, o técnico protestou contra o desempenho dos defensores. O Manchester City ainda tem uma das grandes defesas do campeonato, mas, após a estreia de Dzeko, sofreu seis gols em três jogos de liga.

Mancini tinha, até há pouco, um esquema imaculado, o 4-2-3-1 com Barry e De Jong à frente dos defensores e Yaya Touré como playmaker na linha de três meias. Com Dzeko no time, isso teve de ser ligeiramente modificado. Não fazia sentido ter o bósnio e Tévez e deixar um deles longe do gol. A solução inicial foi deslocar à esquerda Gareth Barry, que eventualmente abria espaço para Kolarov avançar. Mas Barry é aquele sujeito que mal aparece na tela, correndo atrás de Özil no lance do quarto gol alemão contra a Inglaterra na Copa do Mundo. O ex-capitão do Villa não tem mais velocidade para jogar por ali.

Ontem, o City não teve Yaya Touré. Roberto Mancini lançou mão de Milner e de uma espécie de 4-2-3-1, com Tévez bem próximo a Dzeko, e David Silva trabalhando mais à direita. A exibição não foi exatamente decepcionante, mas o Birmingham fez, no segundo tempo, o suficiente para merecer o empate. Aliás, foi para o segundo tempo que Mancini perdeu De Jong, lesionado, e a sua estrutura habitual. Os dois pontos deixados no St. Andrews mantêm os Citizens longe da luta pelo título, mas muito perto da indesejada corrida pelo quarto lugar, que, até pouco tempo atrás, parecia coisa do passado. O Tottenham, com um jogo a menos, pode chegar a 44 pontos, a dois dos mancunianos.

Dzeko deve ser um sucesso na Inglaterra, mas Mancini ainda precisa se adaptar à presença dele. Nas últimas quatro rodadas, três com o bósnio, o Manchester City marcou cinco pontos. Está a oito do Manchester United, que ainda tem um jogo a menos. Essa sequência, que praticamente inviabiliza o título, foi um baque daqueles. Tal qual o ocorrido ontem entre Micah Richards e Nigel De Jong:

“Micah Richards De Jongs himself” foi a melhor definição para o lance encontrada pela imprensa inglesa. Richards saiu imediatamente, aos 33 minutos do primeiro tempo, e foi encaminhado a hospital em Birmingham. De Jong deixou o jogo no intervalo. Ambos passam bem.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

terça-feira, 30 de junho de 2009 Sem categoria | 00:57

LEÕES QUE MIAM

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Andrew Taylor, Theo Walcott e Craig Gardner assistem a festa alemã 

É… não foi dessa vez que o técnico Stuart Pearce conseguiu criar a tal “mentalidade vencedora” entre os jogadores ingleses. A Inglaterra foi goleada pela Alemanha por 4 x 0 e ficou com o vice-campeonato do campeonato Europeu sub21. Foi uma senhora surra.

Os ingleses entraram em campo sem muitas opções de ataque. Campbell e Agbonlahor estavam suspensos e Walcott, que é ponta, acabou jogando como único atacante. Para piorar, o goleiro reserva Scott Loach (o titular Joe Hart também estava suspenso) não estava numa noite feliz. Poderia ter saído mais rápido no primeiro, levou um frangaço no segundo, tomou o terceiro pelo meio das pernas e também poderia ter ido melhor no quarto gol. Mas os alemães foram superiores em todo o jogo.

O discurso do técnico inglês, que é auxiliar na seleção principal, era de que a Inglaterra não ganha nada há muito tempo (exatamente desde 1993) em qualquer categoria porque não tem uma mentalidade vencedora, ou seja, amarela. Para ele, um grande passo para o fim desse problema seria o formação de uma geração acostumada aos títulos desde as categorias de base. Esse Europeu sub21 seria uma ótima oportunidade para fundação desse novo conceito. Há um ano da Copa do Mundo, espera-se inclusive que uns três ou quatro jogadores façam parte do elenco na África do Sul (Walcott é certo que vai. Milner, Agbonlahor e Micah Richards têm boas chances). Mas ainda não foi dessa vez.

Para ler mais sobre a vitória alemã, vá para o Blog do Alemão.


Sandro Wagner fez dois (fotos AFP)
 

A Inglaterra jogou com:
Loach; Cranie (Gardner), Richards, Onuoha (Mancienne), Gibbs, Muamba (Jack Rodwell), Cattermole; Noble, Milner, Adam Johnson, Walcott

A Alemanha:
Neuer, Beck, Howedes, Boateng (Tottenham) e Boenisch; Hummels (Aogo), Johnson (Schwaab), Castro e Khedira; Ozil (Schmelzer) e Sandro Wagner.

PS> Onuoha e Muamba pelos ingleses. Boateng, Aogo, Castro, Khedira, Ozil e Sandro Wagner pelos alemães. Uma nova geografia surgiu no futebol.

 

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , ,