Publicidade

Posts com a Tag Messi

terça-feira, 8 de março de 2011 Arsenal, Copas Europeias | 20:25

Os pecados do Arsenal

Compartilhe: Twitter

Uma fase de grupos desleixada e, de novo, a Champions acaba aí

Irreconhecível, o Arsenal ganhou um gol, uma chance no fim com Bendtner e uma aula de futebol. A queda na Champions diante do Barcelona seria natural, mas se tornou mais dolorosa porque o time simplesmente não fez jus às oportunidades que se apresentaram. Não as de gol, raríssimas, mas as de uma classificação que passou perto de conseguir e longe de merecer. Aqui, alguns dos pecados cometidos:

Presença de Rosicky. Sem Walcott, que, em ótima temporada, seria o cara a puxar os tão necessários contra-ataques, a escalação do tcheco foi a solução tática de Wenger. Ele quis aproveitar Nasri à esquerda para confrontar Daniel Alves e entendeu que o Pequeno Mozart funcionaria melhor que Arshavin pelo outro lado. Rosicky pode ser mais versátil, mas faz temporada quase nula, não tem o mesmo poder de decisão e foi presa fácil para Adriano Correia. Atuação abaixo da linha da mediocridade.

“Ausência” de Fàbregas. O capitão resolveu ser firme na coletiva que antecedeu o jogo. Escanteou os boatos de retorno ao Barcelona e pôs a vontade de vencer com o Arsenal acima de tudo. Ficou só no discurso. Cesc não deu nenhuma demonstração de vibração e mal tocou a bola. Quando o fez, entregou-a a Iniesta no lance do primeiro gol blaugrana. Saiu sob vaias no Camp Nou. Não fosse o respeito dos torcedores por ele, teria ouvido o mesmo no Emirates. Pelo menos, assumiu a culpa.

Covardia. O Barcelona tem meio-campo mais criativo que Paulo Barros e retoma a posse de bola com muita facilidade. Portanto, ofereceria a qualquer visitante um papel secundário. Mas nada justifica a apatia ofensiva de um Arsenal que se resumiu a Wilshere e Nasri e não teve sequer a decência de fazer o próprio gol. Esta versão dos Gunners é superior à da temporada passada e, mesmo sem Walcott, tinha a obrigação de contra-atacar e evitar estas goleadas: 19-0 (!) em finalizações, 68%-32% em posse de bola e 724-199 em passes bem-sucedidos.

Infantilidade. Perdão. O Arsenal finalizou, sim. Com o jogo parado, van Persie deu um bico na bola e nas chances de classificação. A impressão é de que a expulsão foi injusta, até pela possibilidade de o holandês realmente não ter escutado o apito do árbitro. Se ouviu, falhou feio ao não se prevenir.

Chororô. Este é um pecado que se anuncia. Wenger só fala em Massimo Busacca, mas deveria se preocupar com uma atuação muito abaixo do potencial do seu time, que passou longe do ótimo comportamento do primeiro jogo. Wilshere, por sua vez, já ironizou o árbitro no Twitter. Tudo bem, van Persie poderia não ter sido expulso, e Koscielny não cometeu pênalti em Pedro. Mas, ao que parece, o Barcelona se classificaria de qualquer maneira. O Arsenal tem o direito de reclamar, mas precisa se dedicar mais à correção das próprias falhas e esquecer um pouco as dos outros para não se enterrar de vez em 2010-11.

Desleixo. Cair diante do Shakhtar em Donetsk é aceitável. Mas a derrota para o Braga, que fez o time perder a primeira posição do grupo para os ucranianos, não foi digerida até hoje. Por isso, apareceu o Barcelona tão precocemente. Ao contrário do Arsenal, Eduardo da Silva vai às quartas.

Fernando Vives trata aqui do lado espanhol do confronto.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 Arsenal, Copas Europeias | 21:35

O Arsenal não é mais o mesmo

Compartilhe: Twitter

Quem foi ao Emirates saiu de lá com a sensação de que muita coisa mudou em relação a 2010. Não se trata de uma pobre comparação entre a vitória de hoje e o empate da temporada passada. O Barcelona fez de novo o Arsenal se sentir visitante na própria casa em boa parte do encontro, mas o abismo entre os dois na posse de bola (61% para os blaugranas) diz muito apenas sobre o primeiro tempo. Na metade final do segundo, quando os Gunners já dominavam ligeiramente as ações, Arsène Wenger mudou ao recuar Nasri e Fàbregas para abrir espaço a mais jogadores de ataque. Com uma ajudinha de Pep Guardiola, que decidiu trocar Villa por Keita, conseguiu o inimaginável: sufocar o Barça e virar o jogo em cinco minutos.

Dá filme: O curioso caso de Jack Wilshere, veterano aos 19 anos e um mês

Contudo, ele não chegou lá apenas por ter pensado certo. A substituição-chave (Song por Arshavin) ajudou, mas o Arsenal foi muito mais atuante do que nas quartas do ano passado porque está diferente. Apesar dos recorrentes deslizes, o time desta temporada é forte e chegou mais encorpado ao confronto. Se em 2010 precisou de muita sorte para empatar por 2 a 2 em casa e sucumbiu diante de Messi na Catalunha, desta vez não roubou o favoritismo culé, mas já pode desafiar Guardiola e seus amigos. Por quê?

Porque o Arsenal tem Wilshere, um veterano de 19 anos que acertou todos os (24) passes que arriscou no primeiro tempo. Jack já é um dos melhores volantes do mundo. Ele estava no Bolton enquanto os Gunners caíam no Camp Nou. Hoje, é pura classe e um dos mais importantes fatores na volta dos contra-ataques letais.

Porque van Persie não apenas deixou o Departamento Médico, mas também voltou a ser um atacante de mão cheia, que finaliza bem de qualquer jeito. O gol à Maicon contra a Coreia do Norte prova que o holandês está saudável (bem como Fàbregas) e pegando fogo.

Porque o polonês Wojciech Szczesny, além de ter nome indigesto, parece ser grande goleiro. O que era um equívoco monumental de Wenger (manter o elenco de arqueiros com Almunia, Fabianski e Mannone) acabou, pelas linhas tortas da contusão do compatriota Fabianski, abrindo espaço ao jovem de 20 anos.

Porque o elenco, saudável em sua maioria, oferece mais variáveis a Wenger. Nasri, que começou a temporada à direita, foi deslocado ao outro lado para que Walcott fosse titular. Hoje, ele saiu de lá no segundo tempo e foi centralizado (e recuado) para criar. Avançando no contra-ataque, ajudou a arquitetar o gol de Arshavin. Os três meias, que nem sempre estão na mesma linha, são o ponto forte do esquema.

Porque o time tem mais identidade e caráter. Por exemplo, Clichy bobeou de forma retumbante no gol de Villa ao não acompanhar o movimento da linha de defensores, mas se recuperou ao fazer assistência sensacional a van Persie. O personagem Fàbregas, que apareceu ofensivamente ao iniciar o contra-ataque do segundo gol, foi muito bem cortando bolas lá atrás, especialmente quando Wenger precisou retraí-lo um pouco para abrir o time. O gol da vitória, por sinal, teve assistência do melhor jogador do clube na temporada, Nasri, ao homem que ele relegou ao banco, Arshavin.

E, finalmente, não porque a defesa continua fraca. “Volta, Vermaelen!”, dizem em Londres. Para compensar, o grande zagueiro do Barça, Gerard Piqué, está fora do segundo jogo.

Anyway, fica a imagem de um grande time, ainda sujeito a lapsos, mas que se mostrou pronto para reagir contra o melhor conjunto do mundo. E que vai lutar muito pela ainda difícil classificação.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 7 de abril de 2010 Sem categoria | 00:31

O MESSIAS

Compartilhe: Twitter

Se uma imagem vale por 1.000 palavras, abaixo, minha descrição do jogo com 25.002.

Arsenal eliminado.

(fotos Getty Images)

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , ,

sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Sem categoria | 00:10

O MAIOR CAMPEONATO DA TERRA

Compartilhe: Twitter

Tudo correu bem no sorteio dos grupos da Champions League. Os quatro ingleses – Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal – eram cabeças-de-chave e caíram em grupos perfeitamente viáveis:

Grupo A: Bayern, Juventus, Bordeaux , Maccabi Haifa

Grupo B: Manchester United, CSKA Moscow, Besiktas, Wolfsburg

Grupo C: Milan, Real Madrid, Marseille, Zurich

Grupo D: Chelsea, Porto, Atletico Madrid, Apoel

Grupo E: Liverpool, Lyon, Fiorentina, Debreceni

Grupo F: Barcelona, Internazionale, Dynamo Kiev, Rubin Kazan

Grupo G: Sevilla, Rangers, Stuttgart, Unirea Uriziceni

Grupo H: Arsenal, AZ Alkmaar, Olympiakos, Standard Liege

Achei que todos eles, quem se deu melhor foi o Arsenal. O grupo não chega a ter uma segunda o força como acontece com os outros. AZ, Olympiakos e Standard Liège estão no mesmo nível e não apresentam ameaça aos Gunners. Nos grupos B, D e E, os ingleses têm somente um adversário mais casca grossa. O Manchester deve suar um pouco contra o Wolfsburg, o Chelsea contra o Atlético de Madrid e o Liverpool contra a Fiorentina. Mas é pouco provável que algum deles não chegue nem em segundo lugar no grupo.

Neste ano não tivemos nenhum grupo da morte, mas os grupos A, C e F são os mais complicados por terem duas equipes muito fortes e mais uma média. Numa escorregada, Bayern (apesar da má fase e de Van Gal, ainda considero o clube de Munique um time forte), Juventus, Milan, Real, Barça ou Inter podem ficar de fora. 


O melhor goleiro (Van der Sar), o melhor atacante (Messi, também melhor jogador),
o melhor meio-campo (Xavi Hernandez) e o melhor zagueiro (John Terry) da temporada
passada receberam seus troféus durante a cerimônia de sorteio dos grupos (foto AP)

 

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 27 de maio de 2009 Sem categoria | 21:33

NÃO DEU PRO CHEIRO

Compartilhe: Twitter

Na Euro 2008, após após o jogo da semi Espanha 3 x 0 Rússia, o técnico Guus Hiddink disse que tinha a convicção que seu time (a Rússia) só conseguiria bater a seleção espanhola se tivesse saído na frente no marcador. Depois de fazer o primeiro gol, a seleção espanhola começou a tocar a bola de uma maneira infernal, deixando os russos sem o menor poder de reação.

Hoje, a tive a mesma impressão. O troca de passes do Barcelona, liderados por Xavi e Iniesta, não permite roubadas de bola, não proporciona contra-ataques e faz com que o adversário tenha que correr demais. Ou você faz o primeiro gol (como o Chelsea fez) e fica explorando contra-ataques ou você não consegue mais buscar o empate, e ainda fica exposto a levar mais. O gol de Eto’o, marcado quando o Manchester mandava no jogo, mudou completamente o destino da final. Pode-se dizer que o melhor ataque da Europa (na verdade, do mundo) venceu a melhor defesa, mas acho mais correto dar o crédito ao meio campo azul e grená.

O Manchester, que joga marcando a saída do adversário para roubar a bola e tem um contra-ataque mortal, não achou espaço para fazer seu jogo. A partida pode até ter parecido um pouco chata, mas foi uma aula de futebol do Barcelona.

Enfim, era o jogo mais importante da temporada. O Manchester United não perdia uma partida de Champions League havia 25 jogos, desde 19/9/07, mas todo tabu um dia é quebrado.



Eto’o passou por Vidic e Carrick chegou meio segundo atrasado


AS NOTAS DO MANCHESTER UNITED

Van der Sar – 7.0
Poderia ter sido mais se não fosse ele. Não teve culpa nos gols.
O’Shea – 5.5
Controlou bem seu lado na defesa, mas não fez o algo mais que se espera de um lateral no ataque.
Vidic – 4.5
Perdeu ritmo no final do temporada. Não foi sombra do jogador eleito o melhor da temporada pela Liga Inglesa. Tomou um drible previsível no primeiro gol.
Ferdinand – 5.0
Um pouco melhor que Vidic, mas também falhou no segundo gol. Não poderia ter perdido o contato com Messi.
Evra – 6.5
Não deixou Messi crescer pelo seu lado. Isso já é muita coisa..
Carrick – 5.0
Perdeu o confronto no meio campo. Poderia ter evitado o passé de Iniesta no gol e chegou meio segundo atrasado para bloquear o chute de Eto’o.
Anderson – 4.0
Foi mal, tatica e tecnicamente. Deu uma furada grotesca e foi substituído no intervalo.
Giggs – 4.5
Não impôs seu jogo. Esteve em campo apenas.
Park – 5.0
Correu muito, como sempre, mas não produziu o suficiente para o time. Para comemorar, apenas o fato de ter se tornado o primeiro jogador asiático a jogar uma final de Champions League.
Ronaldo – 6.5
Começou com muita fome de bola, chutou cinco bolas ao gol nos primeiros 20 minutos, mas depois do gol do Barça, assim como todo o time do Manchester, foi caindo de produção. No segundo tempo, perdeu um gol.
Rooney – 5.5
Para mim o melhor jogador da temporada do Manchester, mas hoje não se encontrou.

ENTRARAM
Tevez
– 5.5
Substitui Anderson, mas não causou impacto nenhum no time.
Berbatov – 5.0
Menos ainda.
Scholes – 4,5
Entrou e merecia ter sido expulso. Não usou sua experiência em favor do time.


Messi fez de cabeça. Vê se pode. (fotos AFP)

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de abril de 2009 Sem categoria | 11:28

CUIDADO, CHELSEA!

Compartilhe: Twitter

ela primeira vez nesta temporada a torcida do Barcelona foi ao Nou Camp e não pôde comemorar um gol. Aliás, a última vez que isso aconteceu foi na Champions do ano passado contra o Manchester United. Coisa raríssima.

Mas se eu dissesse que um empate em 0 x 0 contra o Barcelona no Nou Camp não chega a ser um bom resultado, me chamariam de louco. Por isso não vou dizer. Mas acompanhe meu raciocínio. O que é mais fácil: jogar contra o Barça no Nou Camp só se defendendo, apenas com um atacante na frente e conseguir um 0 x 0 ou ter que, em Stamford Bridge, ir para cima de um time com ataque e meio-campo letais sem se expôr a contra-ataques? Não sei, não. Embora o Chelsea tenha conseguido um feito e tanto, acho que a parte mais difícil do trabalho ainda está por fazer. O Barcelona continuará tão perigoso em Londres quanto é em Barcelona. E dificilmente, assim disse Hiddink, Messi ficará apagado pela segunda vez consecutiva.


Para azar de Xavi, Cech pegou tudo ontem (foto AP)

No jogo de ontem, Cech foi um monstro. O goleiro tcheco foi o grande responsável pelo zero do placar. Bonsingwa, escalado no lugar de Cole na lateral esquerda, ficou com a incumbência de marcar Messi e foi muito bem. No primeiro tempo, o Barcelona teve o domínio territorial mas sem criar chances muito claras de gol. Já no segundo, Cech teve que trabalhar mais. Na única vez que o goleiro do Chelsea não conseguiu chegar na bola, Bojan cabeceou para fora aos 45` do 2º tempo.

O time de Londres conseguiu o empate sem muito brilho individual (exceção a Petr Cech). Nem Lampard esteve bem e foi substituído. O que funcionou mesmo foi o ferrolho armado por Hiddink. Ficou até difícil acreditar que aquele time azul era o mesmo que eliminou o Liverpool fazendo sete gols em dois jogos. Mais um detalhe, o Chelsea cometeu o triplo de faltas do Barcelona.

Messi tenta driblar Alex. O argentino esteve apagado (foto AP)

Autor: rogerioandrade Tags: , , ,