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terça-feira, 14 de junho de 2011 Listas, Review | 17:56

A temporada: As piores contratações

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Contagioso: no Wolfsburg, Steve McClaren transmite seu espírito vencedor a Dzeko

Após as melhores contratações, fique com a lista dos piores negócios da temporada inglesa:

7) Edin Dzeko, do Wolfsburg para o Manchester City por £27 milhões em janeiro. A ideia foi perfeita. Dzeko era bom demais para brigar contra o rebaixamento na Bundesliga, e o City precisava de complemento e alternativa a Tevez. Só que ele não jogou nada. Foram seis gols por todas as competições, mas apenas dois em 15 jogos na Premier League. Será mais cobrado em 2011-12. Ocupa o lugar que seria de Balotelli.

6) Aliaksandr Hleb, do Barcelona para o Birmingham por empréstimo. O bielorrusso era o cara a oferecer fantasia a um time ajustado, de padrão bem definido, porém muito previsível. Com a piora do Birmingham em relação à temporada passada, o ex-meia do Arsenal preferiu se esconder e argumentar que “o estilo de jogo não o favorecia” a assumir responsabilidade. Um pouco por conta de lesões, nem titular absoluto foi. É símbolo do rebaixamento.

5) Mauro Boselli, do Estudiantes para o Wigan por £6,5 milhões. A política do clube de contratar latino-americanos dá certo: Figueroa, Palacios, Valencia e Rodallega são os melhores exemplos. No entanto, o argentino, artilheiro e campeão da Libertadores pelo Estudiantes em 2009, foi um autêntico flop. Marcou só contra o Swansea, pela Carling Cup. Na Premier League, passou em branco e perdeu até pênalti, defendido por Rob Green. Foi emprestado ao Genoa em janeiro.

4) Stephen Ireland, do Manchester City para o Aston Villa. A transferência de Milner não foi um grande negócio, mas até que, para se livrar de Ireland, ela serviu. O irlandês foi o melhor jogador do Manchester City em 2008-09. Depois, a carreira desandou. O desinteresse à Balotelli não estimulou Gérard Houllier, que não confiou nele nem quando o Villa passou por uma crise terrível de lesões na meia central. O empréstimo ao Newcastle fez Ireland criar notável intimidade com os médicos de lá.

3) Bébé, do Vitória de Guimarães para o Manchester United por £7 milhões. A ascensão do português, um dia sem-teto, é bem legal: de torneios de rua a Old Trafford. O futebol na temporada de estreia é que foi fraco. Bébé até marcou um gol na Champions, contra o Bursaspor, mas não chegou a justificar a aposta. Ferguson, que nunca o tinha visto jogar, foi apresentado a um winger atrapalhado e tímido até diante do Crawley Town, da quinta divisão, pela FA Cup.

Sem traquejo: Fernando Torres e Bébé

2) A turma do Liverpool. Tem de ser assim, coletivo. Individualizados, eles dominariam a lista. Paul Konchesky (Fulham, £3,5 milhões), Christian Poulsen (Juventus, £4,5 milhões), Milan Jovanovic (última herança de Benítez, livre do Standard Liège) e Joe Cole (livre do Chelsea) chegaram para jogar e fracassaram. Konchesky até foi titular na primeira parte da temporada, o que só expôs o erro. O lateral foi emprestado ao Nottingham Forest.

1) Fernando Torres, do Liverpool para o Chelsea por £50 milhões em janeiro. Três temporadas prolíficas em Anfield, mercado interno e desespero dos Blues inflacionaram o preço do espanhol. A contratação era discutível, mas a má fase dos atacantes em Bridge fez muita gente interpretá-la como um passo tardio de reconstrução, que também teve a chegada de David Luiz. O problema é que um Torres travado viveu o pior semestre de sua carreira e fez um negócio aceitável parecer totalmente bizarro. Foram 18 jogos e um gol. Não tem jeito: o Chelsea tem de manter a aposta.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,