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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Chelsea, Premier League | 00:03

A Liga Europa é logo ali

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O empate por 0 a 0 no Craven Cottage ratificou a boa fase do Fulham e a possibilidade de o Chelsea não chegar à próxima Liga dos Campeões. A dois pontos do Tottenham, os Blues estão na quinta posição e veem ameaçada uma vaga de que não abrem mão desde antes da chegada de Roman Abramovich. Em 2002-03, o Chelsea de Terry, Lampard, Desailly, Zola e Hasselbaink facilitou a vida do investidor russo, oferecendo-lhe de bandeja a oportunidade de disputar a Champions em sua primeira temporada. O de Ancelotti, antes favorito incontestável ao título, dá a Abramovich seu pior momento na Inglaterra.

Torres joga como prefere, e os torcedores "plagiaram" a música que ele ouvia no Liverpool. Mesmo assim, não está à vontade

Há duas temporadas, Felipão, sempre vinculado a um período terrível para o clube, deixou o time a sete pontos do então líder Manchester United. Hoje, o Chelsea está a doze. O aproveitamento que foi de 75% em 2009-10 desabou para 57% após 26 rodadas em 2010-11. O desespero da cúpula, sintetizado pela estranha demissão do auxiliar Ray Wilkins, culminou em contratações pesadas num mercado habitualmente utilizado para reparos.

Apesar do desespero sinalizado, o elenco precisava mesmo de injeções. David Luiz e Fernando Torres já jogam regularmente. A despeito do suposto pênalti em Dempsey (eu não marcaria), desperdiçado pelo ianque, o zagueiro brasileiro causou impacto positivo na Inglaterra. David é firme nos desarmes, participa também das ações ofensivas e, em que pese a péssima experiência no Benfica, mostra a Ancelotti que pode ser deslocado a uma lateral quando necessário. Torres, ao contrário, não parece confiante e, após pouco mais de duas horas de futebol insosso, motiva questionamentos sobre o investimento nele. É muito cedo, mas o começo foi decepcionante para quem não precisou fazer nenhum sacrifício tático.

Aliás, Ancelotti parece mesmo inclinado ao 4-3-1-2. No Cottage, Drogba foi relegado ao banco, e Malouda fez a ligação na maior parte do jogo. A formação não foi suficiente para superar um Fulham mais sólido e confiante do que há um par de meses. Sem marcar nas últimas duas rodadas, o Chelsea, mais leve, até melhorou em relação à derrota para o Liverpool. Mas nem o retorno aos trilhos garante a quarta posição. A disputa por duas vagas na Champions com Manchester City e Tottenham tende a ser dura. Os Blues ainda enfrentam Manchester United (duas vezes), Manchester City, Tottenham e Everton. Mesmo longe de ser simples, a missão precisa ser cumprida. O prejuízo embutido em uma eventual ausência na Champions é incalculável.

Seleção da rodada
Ben Foster (Birmingham); Micah Richards (Manchester City), David Luiz (Chelsea), Michael Dawson (Tottenham), Carlos Salcido (Fulham); Nani (Manchester United), Stuart Holden (Bolton), Jack Wilshere (Arsenal), Niko Kranjcar (Tottenham); Demba Ba (West Ham), Wayne Rooney (Manchester United).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009 Sem categoria | 19:24

COMEÇA A ERA MANCINI

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Mancini ao lado do diretor Garry Cook (foto Getty Images)

Mancini ao lado do diretor Garry Cook (foto Getty Images)

Mancini chegou à Inglaterra. Mesmo sem nunca ter jogado ou treinado um time que não fosse da Itália (vou desconsiderar os quatro jogos dele pelo Leicester City em 2001), o italiano já mostrou que sabe se expressar bem no idioma inglês. No entanto, já deu para notar também que Mancini não é assim muito chegado em palavras originais.

“É possível (chegar em quarto lugar). É importante que nos concentremos no jogo do Boxing Day (dia 26) em casa contra o Stoke e, depois disso, em um jogo de cada vez”. Entenderam a complexa estratégia?

Em compensação, o novo técnico do City parece não se preocupar muito com a maneira como suas palavras são interpretadas:

“Quando eu for embora do Manchester City, em 15 anos, depois de ganhar cinco títulos de Premier League e quatro Copas, os jogadores reagirão da mesma maneira em relação a mim”, sobre o pedido dos atletas à diretoria para que Mark Hughes ficasse. Estaria o italiano querendo dizer “pó, até parece que o cara estava aqui havia 15 anos e havia ganhado quase dez títulos”?

E sobre a sondagem do Liverpool: “O Liverpool nunca entrou em contato comigo, de jeito nenhum. Eles têm um bom técnico, Rafa é um bom técnico”. Hmm, sei. Logo, o Mark Hughes não era um bom técnico.

 

PAPAI NOEL TROUXE FUTEBOL DE NATAL

E aí aparece aquela semaninha entre Natal e Ano Novo, férias da faculdade, do trabalho… É a época do ano que mais sobra tempo. Não seria justo, principalmente para aquelas pessoas que não viajaram para alguma praia paradisíaca, não ter campeonato inglês na TV. Por isso, viva a Premier League. Teremos jogos no dia 26, 27, 28, 29 e 30 (de sábado a quarta) pela Premiership e dias 2 e 3 de janeiro pela terceira fase da FA Cup.

A rodada do sábado da Premiership

Birmingham x Chelsea
Fulham x Tottenham H.
West Ham  x Portsmouth
Burnley x Bolton W.
Manchester City x Stoke C.
Sunderland  x Everton
Wigan Athletic  x Blackburn R.
Liverpool  x  Wolverhampton W.

27/12 – domingo 

Arsenal  x  Aston Villa
Hull City  x  Manchester United

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , ,

domingo, 20 de dezembro de 2009 Sem categoria | 19:24

DEMISSÃO NO VESTIÁRIO

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Ontem, após a vitória de 4 x 3 sobre o Sunderland, a diretoria do Manchester City anunciou a demissão do técnico Mark Hughes. Imediatamente já foi anunciado também seu sucessor, o italiano Roberto Mancini, ex-Inter.

O fato gerou descontentamento entre os jogadores do elenco. Uma comissão encabeçada por Shay Given bateu à porta do presidente Khaldoon Al Mubarak para tentar persuadi-lo da ideia. Mas não adiantou.

Acredita-se que todo o processo de troca de técnico tenha começado depois da sequência de sete empates consecutivos do City, mas as vitórias sobre Arsenal e Chelsea retardaram sua execução. O técnico Mark Hughes criticou o modo como a situação foi administrada. Tanto ele, quanto alguns jogadores e a imprensa já sabiam da demissão antes da partida – no intervalo, a notícia já circulava nas arquibancadas do estádio City of Manchester. Em seu comunicado oficial, sarcástico, Hughes desejou boa sorte à equipe, principalmente na Carling Cup onde a equipe alcançou as semifinais depois de 28 anos.

JÁ VAI? - Apesar de não ter sido informado oficialmente, Mark Hughes acenou para a torcida em tom de despedida depois da vitória sobre os Sunderland (foto Getty Images)

JÁ VAI? - Mark Hughes já acenava para a torcida em tom de despedida depois da vitória sobre os Sunderland. No vestiário, recebeu a notícia de sua demissão (foto Getty Images)

A rodada, de bate-pronto:

West Ham U. 1 x 1 Chelsea
Dois pênaltis duvidosos. Dois gols de pênalti, sendo o do Chelsea preciso que Lampard convertesse três vezes para valer – o cara marcou um hat-trick de penalidades máximas. Deu empate no confronto entre os dois técnicos italianos que, inclusive, jogaram juntos. O Chelsea mais vez deixa de ganhar dois pontos, mas abre vantagem sobre o Manchester.

Fulham 3 x 0 Manchester United
Oha o Fulham aí de novo. O Man United, desfalcado de todos os seus zagueiros (titulares e reservas, sete, se não me engano), jogou no 3-5-2 com dois zagueiros improvisados (Fletcher e Carrick) e mais o jovem De Laet. Eu acho que cabe uma CPI na preparação física e departamento médico dos Red Devils. É muita gente machucada.

Arsenal 3 x 0 Hull
Só deu brasileiros. Denilson abriu o placar numa bela cobrança de falta. Geovanni perdeu pênalti para o Hull. E Eduardo da Silva fez o segundo dos Gunners. Depois ainda Diaby marcou o terceiro.

Portsmouth 2 x 0 Liverpool
Dois golaços, sem ângulo, de Belhadj e Piquionne. A uma rodada do final do primeiro turno, o Liverpool já perdeu 27 pontos neste campeonato. No campeonato passado inteiro foram 28. E tudo que mudou de um ano para outro foi a troca de Alonso por Glen Johnson. O time perdeu um pouco no meio de campo, mas ganhou na lateral direita. Desnecessário dizer que Benitez, depois dessa derrota para o lanterna, também está com a corda no pescoço. E grande parte da culpa da derrota de hoje tenha sido do usual suspect Mascherano. O argentino foi expulso ainda  no primeiro tempo por deixar o bracinho onde não devia. E como se não bastasse o prejuízo na partida e nas outras quatro da suspensão, Masche ainda teve uma lesão no ligamento do joelho no lance em que recebeu o vermelho. Que fase, hein, Reds!

Manchester City 4 x 3 Sunderland
Vitória suada do City, no último jogo do técnico Mark Hughes. Robinho e Adebayor foram para o banco. Bellamy entrou jogando e novamente marcou. Roque Santa Cruz também foi bem marcando dois gols. Ou seja, todos do ataque do City fazem alguma coisa, menos Robinho, que entra e não causa impacto algum.

Aston Villa 1 x 0 Stoke C.
Villa firme e forte no G4. Carew entrou no lugar de Heskey ainda no 1º tempo e fez o gol da vitória.

Blackburn R. 0 x 2 Tottenham
Double de Peter Crouch. Spurs ainda em 5º mas chegando nos líderes.

Wolverhampton W. 2 x 0 Burnley
Duelo de seis pontos e os Wolves ultrapassaram os Clarets.

Everton 1 x 1 Birmingham C.
Acabou a sequência de cinco vitórias consecutivas do Birmingham, mas o pontinho foi o suficiente para deixar a equipe em 7º lugar, a frente do Liverpool.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , ,

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 Sem categoria | 21:24

CARLITOS DECIDE

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Tevez cabeceia para marcar o terceiro do City (foto Getty Images)

Man City 3 x 1 West Ham
Nesse último jogo da rodada, o City atropelou os Hammers. Carlitos marcou duas vezes contra o ex-clube. Comemorou quase que pedindo desculpas e foi aplaudido pela sua ex-torcida. O outro gol foi de Petrov, de falta.

Apesar da superioridade do City, o time de Londres teve um gol legítimo anulado quando o jogo estava 2 x 1. Carlton Cole marcou o gol do West Ham e foi um belo gol, de letra, com muito reflexo para desviar uma bola que veio em sua direção.

Robinho, machucado não jogou e não consigo ver lugar para ele nesse time. Petrov voltou bem demais, Bellamy está jogando muito, Adebayor, que volta na próxima partida, é o homem-gol e, no jogo de hoje, Mark Hughes ainda pode fazer a estreia de Roque Santa Cruz no campeonato.
Se Robinho quiser voltar ao time, vai ter que jogar em um nível muito próximo do seu máximo – algo em torno de 80% – e com regularidade. Caso contrário, vai para o banco.

teveza
Oops, sorry, guys…

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 Sem categoria | 00:20

MANCHESTER CITY

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Cidade: Manchester
Fundação: 1880 (como St Mark’s)
Apelido: The Blues ou The Citizens
Estádio: City of Manchester Stadium
Sportcity, M11 3FF
Capacidade: 47.715
Tamanho do gramado:105 x 68 m

Estrelas: Stephen Ireland, Shaun Wright Philips, Robinho, Carlos Tevez, Adebayor, Gareth Barry

Fique de olho: o goleiro Shay Given

Brazucas: Robinho

Quem chegou: Emmanuel Adebayor (Arsenal) £25m, Carlos Tevez (Man Utd) £25m, Roque Santa Cruz (Blackburn) £18m, Kolo Toure (Arsenal) £14m, Gareth Barry (Villa) £12m, Stuart Taylor (Villa) grátis

Quem saiu: Elano (Galatasaray) £8m, Ched Evans (Sheff Utd) £3m, Gelson (St Etienne) £2m, Daniel Sturridge (Chelsea) em litígio, Valeri Bojinov (Parma) Felipe Caicedo (Sporting) Joe Hart (Birmingham) Jo (Everton) (todos por empréstimo)

Técnico: Mark Hughes (GAL)

Apostas pagam: 14-1

Temporada passada:
Premiership: 10º
FA Cup: 3ª fase
Carling Cup: 2ª fase
Uefa: quartas

Títulos:
Premiership: 2
FA Cup: 4
Copa da Liga: 2
Recopa: 1

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sábado, 25 de abril de 2009 Sem categoria | 00:14

TGFF NO JORNAL PLACAR

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O Jornal Placar está de volta. Depois do período de teste que aconteceu no final do ano passado, a Abril lançou definitivamente esse periódico esportivo gratuito nas ruas de São Paulo (se você não é de SP pode ler e baixar o PDF pelo site do jornal).

E assim como aconteceu no período de teste, uma vez por semana (agora às sextas-feiras), terei a incumbência de falar algo sobre o futebol da terra de seus inventores.

Abaixo, a primeira coluna, feita de sopetão. Alguma coisa a comentar, discordar, acrescentar?

Faltam cinco rodadas para o final do Campeonato Inglês. Até agora Robinho jogou 27 vezes pelo Manchester City e marcou 12 gols. Só um deles em 2009. Mais do que gols, o brasileiro tem colecionado uma infinidade de atuações pífias. Fora de campo, tem irritado técnico e dirigentes com seu comportamento insolente. Faz sua própria interpretação do que significa traje fino, não conversa com alguns companheiros e coloca sempre a culpa no seu inglês ruim.

Sua má forma técnica não parece ter motivos físicos. Robinho parece padecer de falta 
de perspectiva.
Desde que saiu do Brasil, sempre teve em mente o título de melhor do mundo. Disse isso quando chegou ao Real Madrid e repetiu quando foi contratado pelo City. Mas foi percebendo que naquele clube não chegaria a lugar nenhum.

O que Robinho não se deu conta é que foi contratado para servir de alicerce para um projeto maior. O City pode se tornar um novo Chelsea. Os mais de 100 milhões de reais gastos pelo dono do time, um sheik dos Emirados Árabes, não visavam só a compra de gols e dribles, mas também de uma fonte de inspiração. Robinho não precisa ser artilheiro, campeão e melhor do mundo. Tudo o que se espera dele é que mostre que está se esforçando. Em campo, Robinho precisa mostrar vontade. Fora, estudar inglês, conversar com seus companheiros, viajar usando gravata e sapato. Só isso. É muito?

> Southampton, -10
Por problemas administrativos, o Southampton, da 2ª divisão inglesa, irá perder 10 pontos. Isso se acabar o torneio fora da zona de rebaixamento. Rebaixado, vai começar a 3ª divisão com 10 pontos a menos.

> Nem Shearer salva
Alan Shearer, um dos maiores ídolos da seleção inglesa, foi chamado às pressas para estrear como técnico e salvar o Newcastle do rebaixamento. Três jogos se passaram e nada mudou.

Autor: rogerioandrade Tags: , ,

domingo, 12 de abril de 2009 Sem categoria | 20:18

ROBINHO NO BANCO, FINALMENTE

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Robinho e Elano esquentam o banco. Brasil-sil-sil (foto AFP)

Manchester City 1 x 3 Fulham
Mark Hughes começou com Robinho no banco e promovendo a volta de Martin Petrov, depois de sete meses fora por contusão. A desculpa oficial é que o brasileiro precisava de um descanso, mas sem Craig Bellamy, Vincent Kompany, Wayne Bridge e Shaun Wright-Phillips machucados, talvez não fosse a hora de descansar ninguém. Provavelmente Hughes sonhava com uma vitória sem Robinho e um consequente álibi para tirá-lo do time. Não deu certo. O time perdeu em casa e o técnico galês ainda teve que ouvir a torcida cantar “Nós queremos Robinho” e “Você não sabe o que está fazendo”  o tempo todo. O brasileiro entrou no lugar do búlgaro aos 20’ do 2º sob muitos aplausos, com o jogo em 2 x 1, mas não conseguiu mudar nada.

Alguém pode dizer: “Viu? Mesmo com Robinho no banco, o time continuou a mesma porcaria, isso significa que o problema não é o brasileiro”. Verdade, mas se ele, a contratação mais cara da história do futebol inglês, não é capaz de fazer a diferença, para que ele serve então? 

Ultimamente só mesmo Ireland (e eventualmente Shay Given também) para fazer alguma coisa de bom pelo Man City. E foi dele o gol que abriu o placar do jogo de ontem. Um golaço. Depois disso, só deu Fulham. O surpreendente time do bom americano Clint Dempsey, que fez dois gols hoje, está a apenas um ponto da zona de classificação para a Uefa. Um ano atrás, eles brigavam para não cair.

Aston Villa 3 x 3 Everton
Mais um jogo sem vitória para o Villa, agora já são dez (contando todas as competições). O Everton chegou a abrir 3 x 1, mas cedeu o empate em dois gols de bola parada (um de falta, Milner, e um de pênalti, Barry). Quem ficou feliz com o resultado foi o Arsenal, que agora abriu oito pontos de vantagem para o Aston Villa. A vaga na Champions está praticamente garantida.


Pienaar comemora seu gol, Fellaini também marcou. Cá entre nós, o cabelereiro
do Everton deve tomar umas (foto AFP)

   

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de março de 2009 Sem categoria | 09:47

UM PROJETO DE TIME

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Robinho esteve acordado ontem e jogou bem (foto AFP)

Pela primeira vez, vi a imprensa inglesa vislumbrando algo de bom para o Manchester City para esta temporada. A excelente performance na vitória do time de Mark Hughes sobre o Aalborg por 2 x 0 encheu de esperança os torcedores que anseiam pelo fim do jejum de 33 anos sem um mísero trofeuzinho.

Não vi o jogo, mas pelo que li, foi um massacre do City e o placar poderia ter sido bem mais elástico. Robinho, Ireland e Wright-Phillips finalmente apresentaram o futebol que se espera deles. O grande problema do time é que esse talento todo tem aparecido apenas esporadicamente e ainda assim em turnos. Raramente os três estão bem ao mesmo tempo. Ontem o que se viu foi um City envolvente, veloz e com ótimo toque de bola. Vocês podem argumentar que o Aalborg não é nenhum Man United, mas era um time invicto havia 17 jogos e que chegou a empatar com os Red Devils em Old Trafford na primeira fase da Champions. Eu realmente acredito que a atuação do City tenha sido boa mesmo. E acho que os jogadores têm capacidade para produzir muito mais do que vêm produzindo.

Robinho jogou bem, começou a jogada do primeiro gol e chegou a pedalar 5 ou 6 vezes (segundo alguns jornais, e 93, segundo outro) na frente de um zagueiro dentro da área antes de ser derrubado. O árbitro foi o único no estádio a não ver o pênalti. A jogada deve ter sido parecida com o drible em cima do corintiano Rogério, na final do Brasileiro de 2002. Elano também jogou o tempo inteiro.

O ponto negativo do jogo foi o pequeno número de torcedores presentes no estádio City of Manchester, apenas 25.000 pessoas, pouco mais da metade. Um número muito baixo para os padrões ingleses. O Interessante é que, segundo o The Guardian, boa parte dos cantos da torcida presente, em vez de serem direcionados a incentivarem o time, criticavam a torcida que não apareceu. “Onde está nossa torcida?”, cantavam. Quando o placar anunciou o público, muitas vaias.

Agora, imagine o Manchester United conquistando a Quíntupla Coroa e o City vencendo a Copa da Uefa. Não tenho dúvidas que esse caneco solitário do time azul da cidade seria muito mais comemorado que os cinco do vermelho. E haja Guinness nos pubs da cidade pra comemorar!

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009 Sem categoria | 22:34

BAD APPLES

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Jô, Ben Haim e Elano: má influência no vestiário (fotos Getty Images e AFP)

Eu já havia comentado aqui sobre o mau relacionamento de Elano e Jô com o técnico Mark Hughes. O primeiro até já foi multado em £50 mil (uma semana de salário) por ter ido à imprensa reclamar da falta de diálogo com Hughes e dizer que não entendia porque não era titular. Jô também já foi multado, só que por sair em uma noite que estava doente.

Hoje o The Guardian publicou que esses dois e mais o zagueiro israelense Ben Haim foram identificados por Hughes como bad apples (maçãs podres ou, como dizem por aqui, laranjas podres) do elenco. Segundo o jornal, ao menos um deles já foi reclamar do técnico com o presidente Gary Cook. A diretoria, que apóia o técnico, está agora atrás de interessados para se livrar dos três.

Iniciando esse processo de limpeza do elenco, Ben Haim foi oferecido ao Blackburn como parte de pagamento na compra de Roque Santa Cruz. Elano interessa à Lazio. O problema é Jô. O ex-corintiano custou £19 milhões e acho difícil que alguém, em sã consciência, tenha coragem de bancar esse preço por ele. Ou Hughes engole o Jô ou o City vai ter de se livrar dele por um valor menor e amargar o prejuízo.

 

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 Sem categoria | 14:19

OS 4 PUPILOS DE FERGUSON

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Keane (ao centro) levanta a taça da Copa Intercontinental de 99

Roy Keane, aquele desgraçado que marcou o gol do Manchester United contra o Palmeiras no mundial do Japão de 1999, pediu demissão ontem do posto de técnico do Sunderland. Ele acordou, se perguntou se era a pessoa certa para o cargo e, ao ouvir a resposta negativa de si mesmo, pegou o boné. O Sunderland ocupa a 18ª posição no campeonato Inglês.

Falando em ex-jogadores de Ferguson, dois deles estão na corda bamba. O técnico Paul Ince ainda não  embalou no comando do Blackburn Rovers. Seu time segura a vice-lanterna. Também é forte a pressão em cima de Mark Hughes, no Manchester City. O time é apenas 15º colocado.

Situação um pouco mais confortável vive Steve Bruce. O Wigan, que brigou até o final para não cair na temporada passada, está bem próximo do “top half”, 11º lugar.


Mark Hughes, Steve Bruce e Paul Ince. O trio em ação pelos Red Devils.

 

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