A Liga Europa é logo ali
O empate por 0 a 0 no Craven Cottage ratificou a boa fase do Fulham e a possibilidade de o Chelsea não chegar à próxima Liga dos Campeões. A dois pontos do Tottenham, os Blues estão na quinta posição e veem ameaçada uma vaga de que não abrem mão desde antes da chegada de Roman Abramovich. Em 2002-03, o Chelsea de Terry, Lampard, Desailly, Zola e Hasselbaink facilitou a vida do investidor russo, oferecendo-lhe de bandeja a oportunidade de disputar a Champions em sua primeira temporada. O de Ancelotti, antes favorito incontestável ao título, dá a Abramovich seu pior momento na Inglaterra.

Torres joga como prefere, e os torcedores "plagiaram" a música que ele ouvia no Liverpool. Mesmo assim, não está à vontade
Há duas temporadas, Felipão, sempre vinculado a um período terrível para o clube, deixou o time a sete pontos do então líder Manchester United. Hoje, o Chelsea está a doze. O aproveitamento que foi de 75% em 2009-10 desabou para 57% após 26 rodadas em 2010-11. O desespero da cúpula, sintetizado pela estranha demissão do auxiliar Ray Wilkins, culminou em contratações pesadas num mercado habitualmente utilizado para reparos.
Apesar do desespero sinalizado, o elenco precisava mesmo de injeções. David Luiz e Fernando Torres já jogam regularmente. A despeito do suposto pênalti em Dempsey (eu não marcaria), desperdiçado pelo ianque, o zagueiro brasileiro causou impacto positivo na Inglaterra. David é firme nos desarmes, participa também das ações ofensivas e, em que pese a péssima experiência no Benfica, mostra a Ancelotti que pode ser deslocado a uma lateral quando necessário. Torres, ao contrário, não parece confiante e, após pouco mais de duas horas de futebol insosso, motiva questionamentos sobre o investimento nele. É muito cedo, mas o começo foi decepcionante para quem não precisou fazer nenhum sacrifício tático.
Aliás, Ancelotti parece mesmo inclinado ao 4-3-1-2. No Cottage, Drogba foi relegado ao banco, e Malouda fez a ligação na maior parte do jogo. A formação não foi suficiente para superar um Fulham mais sólido e confiante do que há um par de meses. Sem marcar nas últimas duas rodadas, o Chelsea, mais leve, até melhorou em relação à derrota para o Liverpool. Mas nem o retorno aos trilhos garante a quarta posição. A disputa por duas vagas na Champions com Manchester City e Tottenham tende a ser dura. Os Blues ainda enfrentam Manchester United (duas vezes), Manchester City, Tottenham e Everton. Mesmo longe de ser simples, a missão precisa ser cumprida. O prejuízo embutido em uma eventual ausência na Champions é incalculável.
Seleção da rodada
Ben Foster (Birmingham); Micah Richards (Manchester City), David Luiz (Chelsea), Michael Dawson (Tottenham), Carlos Salcido (Fulham); Nani (Manchester United), Stuart Holden (Bolton), Jack Wilshere (Arsenal), Niko Kranjcar (Tottenham); Demba Ba (West Ham), Wayne Rooney (Manchester United).











