Um talento entre os piores
A eliminação do Manchester City da Europa League está na conta de Mario Balotelli. O golpe do italiano em Goran Popov, do Dynamo Kiev, foi intencional e obrigou o árbitro turco Cuneyt Cakir a expulsá-lo no primeiro tempo. Por maior que fosse a vantagem do Dynamo, o 1 a 0 e a apatia ofensiva dos ucranianos sugerem que, no dia de São Patrício, Super Mario tirou do City a chance de chegar à final na Irlanda. O peso de outro não-título é incalculável.
A patacoada ratifica a candidatura de Balotelli ao posto de pior contratação da temporada. E a concorrência é pesada. A turma do Liverpool (Joe Cole, Jovanovic, Poulsen e Konchesky), Squillaci (Arsenal), Boselli (já emprestado pelo Wigan) e Ireland (Aston Villa, enviado ao Newcastle) se esforçaram para tirar o italiano da conversa.
O mais talentoso e produtivo é Balotelli, não há dúvida. Pelo Manchester City, foram 10 gols em 18 jogos. No entanto, o preço alto (£24 milhões), o evidente desinteresse, as declarações imbecis, o baixo número de partidas (duas lesões o tiraram de combate por um bom tempo) e a expulsão de hoje ridicularizam uma aposta que não parecia tão absurda em agosto. Mancini já conhecia Balotelli e, com dinheiro sobrando, comprou um potencial e a crença de que poderia domá-lo. Tem sido um desastre.
Até quando se destaca, ele dá um jeito de pisar na bola. Meia hora depois de marcar seus dois primeiros gols na Premier League, contra o West Bromwich, Super Mario agrediu Mulumbu e foi expulso. Ao ganhar o Golden Boy, prêmio concedido pelo Tuttosport ao melhor jogador jovem da Europa, disse não saber quem é o excelente Jack Wilshere, o segundo colocado. No mesmo dia, colocou apenas Messi acima dele. Aos 20 anos, Balotelli se desperdiça e é um talento entre os piores.







