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sábado, 14 de maio de 2011 Man Utd, Premier League | 11:07

Absoluto

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O Manchester United garantiu neste sábado seu 19º título inglês, o 12º do técnico Alex Ferguson. O empate fora de casa contra o Blackburn deixa os Red Devils com sete pontos de vantagem sobre o Chelsea, exatamente o necessário para a festa.

Com uma rodada de antecedência, o United volta a levar a Premier League uma temporada após o Chelsea quebrar a sequência de três conquistas do time de Vidic, Rooney e Giggs. O título consolida o domínio doméstico do clube, que ultrapassa o Liverpool em número de troféus no campeonato.

O blog fala da contribuição de cada jogador para a campanha vitoriosa e mostra quem foram os destaques:

O winger português enfim justificou o investimento de quatro anos atrás

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Vidic – 34 jogos – 5 gols
Temporada enorme do capitão. Além de ter sido quase perfeito em suas atribuições defensivas, marcou gols importantes durante a campanha

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Nani – 32 jogos – 9 gols
Perdeu o posto de titular absoluto com o retorno de Valencia, mas participou diretamente de 27 gols (18 assistências) e fez um primeiro turno irrepreensível

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Van der Sar – 32 jogos – 30 gols sofridos
Aos 40 anos, vai encerrar a carreira na final da Liga dos Campeões. Sempre passou tranquilidade ao time e teve várias atuações brilhantes. Um craque com as mãos

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Berbatov – 31 jogos – 21 gols
Com Rooney desinteressado e Hernández se ambientando, o artilheiro do campeonato foi essencial no primeiro turno. A reserva não apaga a ótima temporada

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Rooney – 27 jogos – 11 gols
Teve início preguiçoso e até pediu para sair, mas é outro desde fevereiro. Mais recuado e com boa vontade, articula o time, marca seus gols e é novamente imprescindível

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Giggs – 25 jogos – 2 gols
Consolidou-se, aos 37 anos, como meia pelo centro. Solucionou a crise na posição e ajudou a decidir vários jogos. Joga pelo menos mais um ano

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Chicharito Hernández – 27 jogos – 13 gols
O goleador mexicano superou todas as expectativas. Virou titular e, mesmo enquanto reserva, já colecionava gols decisivos. Ótimo e barato, é a contratação da temporada

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Evra – 34 jogos – 1 gol
Quase sempre sólido, continua sendo um dos principais laterais-esquerdos da liga. É um dos titulares mais absolutos do time

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Ferdinand – 19 jogos
Foi atrapalhado por problemas físicos e passou muito tempo no Twitter. Quando jogou, foi o excelente zagueiro de sempre

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Park – 14 jogos – 4 gols
Fora durante boa parte da temporada por conta da Copa da Ásia e de uma lesão, o sul-coreano, quando disponível, foi presença certa em grandes jogos. Sempre correspondeu

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Carrick – 28 jogos
Parecia ter esquecido o futebol de seus primeiros anos em Old Trafford, mas, com Fletcher ausente, recuperou-se e foi importante no título

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Fletcher – 25 jogos – 2 gols
Ficou fora dois meses e caiu em relação à ótima temporada passada, mas ainda é um dos principais nomes do meio-campo

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Valencia – 10 jogos – 1 gol
Após seis meses se recuperando de grave lesão, retornou melhor do que antes. Atormentando laterais-esquerdos adversários, foi fundamental na reta final

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Rafael – 15 jogos
Apesar da expulsão contra o Tottenham, o lateral brasileiro agradou muito na maioria de seus 14 jogos como titular

Smalling deve ser titular da Inglaterra no futuro

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Scholes – 21 jogos – 1 gol
Começou a temporada bem demais, foi eleito o melhor jogador de agosto, mas perdeu fôlego. Para manter o hábito, é o recordista de cartões do time no campeonato

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Smalling – 15 jogos
Substituto natural de Ferdinand. Sempre que chamado, foi seguro e tranquilo

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O’Shea – 20 jogos
Fez o serviço de sempre. Cobriu as ausências dos laterais titulares com eficiência e foi a primeira opção para a direita em alguns dos jogos mais complicados

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Anderson – 17 jogos
Mais um que sofreu com lesão grave. Voltou mais cedo do que o previsto e contribuiu na medida do possível

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Fábio – 11 jogos – 1 gol
Fábio virou lateral-direito para Ferguson. Titular em ocasiões importantes no fim da temporada, deve ser concorrente direto do irmão Rafael

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Evans – 12 jogos
Perdeu para Smalling o posto de reserva imediato dos zagueiros. É opção até para as laterais (aliás, não deveria ser), mas ainda não passa segurança

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Gibson – 12 jogos
Irritou os torcedores que viam nele o “novo Scholes”, mas teve sua importância na posição mais carente do elenco

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Owen – 10 jogos – 1 gol
Limitado aos minutos finais, foi titular só uma vez e marcou um gol importante. Não é nem sombra daquele atacante fantástico do Liverpool em 2001

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Brown – 7 jogos
Aos 31 anos, perdeu espaço para zagueiros e laterais mais jovens

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Macheda – 7 jogos – 1 gol
O jovem atacante italiano teve participação discreta antes de ser emprestado à Sampdoria

Obertan tem sido mais uma prova de que Ferguson e os olheiros também erram

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Kuszczak – 5 jogos – 5 gols sofridos
O goleiro polonês esteve no jogo do título e foi muito mal. Não se revelou confiável o bastante para substituir van der Sar e decidiu deixar o clube

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Obertan – 7 jogos
O francês é uma decepção. Aos 22 anos, nada evoluiu em relação à temporada passada

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Neville – 3 jogos
Ex-jogador em atividade até fevereiro, o histórico lateral se aposentou após 19 anos de serviços prestados ao clube

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Bébé – 2 jogos
A aposta no jovem português não foi recompensada na primeira temporada

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Hargreaves – 1 jogo
Após dois anos parado, ficou só cinco minutos em campo contra o Wolverhampton. O ótimo volante de 29 anos simplesmente não consegue jogar por conta das lesões

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Alex Ferguson
Novamente preciso, o técnico escocês sempre tomou as decisões certas nos momentos importantes. Merece inteiramente sua 12ª Premier League

Prestação de contas
*Os destaques da campanha também aparecem aqui
*O texto sobre o campeão da FA Cup sai amanhã
*A luta contra a queda, que está sensacional, receberá a devida atenção durante a próxima semana. Blackpool 4 x 3 Bolton foi incrível. O West Ham está praticamente rebaixado
*Veja a classificação da Premier League

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd, Premier League | 12:11

Ritmo de festa

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No dia em que a faixa vai precisar ser atualizada para 0 ou 35, o United pode festejar mais um título

Este sábado, 14 de maio de 2011, pode ser inesquecível para a cidade de Manchester. Às 8h45 de Brasília, o United depende de um empate contra o Blackburn fora de casa para garantir seu 19º título inglês. A provável conquista consolidará o domínio doméstico do clube, que, como tem sido exaustivamente divulgado, está a ponto de ultrapassar o Liverpool em troféus no campeonato.

O recorde, acompanhado do 12º título nacional da era Ferguson, certamente não ofuscaria uma eventual festa do Manchester City. Pouco mais de duas horas após o início de Blackburn x United, Wembley recebe a final da FA Cup. Sem conquistas de primeira grandeza desde 1976 (na foto, a provocação de torcedores do United faz referência a isso), o City luta contra o ímpeto do Stoke para acabar com a longa espera e marcar a nova época do clube.

Em bom português, o United vai ser campeão inglês. Mas quais as chances de isso acontecer já amanhã? Ótimas. No primeiro turno, os Red Devils venceram o Blackburn por 7 a 1 com cinco gols de Berbatov. Aquele time derrotado ainda era treinado por Sam Allardyce e, portanto, bem mais confiante e temente ao técnico. Após a absurda demissão, os Rovers se perderam de vez.

Interino que virou efetivo, Steve Kean se viu sem moral diante do grupo. Defensor de Allardyce, o zagueiro Samba sambou temporariamente da capitania. O time ensaiou uma recuperação, mas depois ficou mais de três meses sem vencer e passou a lutar contra a queda. O Blackburn já se defende melhor (Phil Jones, 19 anos, é fera), mas mal consegue atacar: três gols nos últimos seis jogos.

Por isso, é difícil apostar que o 15º colocado ficará com todos os pontos contra um United tão sólido a essa altura da temporada e com Ferguson à espera de preservar jogadores para a final da Champions na última rodada. Assim, a missão do Manchester City é, em tese, bem mais complicada. A certeza do torcedor que já marcou nas costas* o troféu da FA Cup não se justifica. Os Citizens são favoritos e têm direito ao otimismo, mas não podem descartar um adversário perigoso.

Bicampeão inglês pelo United, Tevez tenta, pelo City, conquistar sua primeira FA Cup

A semifinal da FA Cup contra o Bolton foi um grande teste para o Stoke. Apesar dos erros de Coyle, a goleada por 5 a 0, longe de seu Britannia Stadium, confirmou o caráter do time. Para frear a equipe de Tony Pulis, o Manchester City tem de prestar muita atenção não apenas às bolas aéreas (de arremessos laterais ou não), mas também aos rebotes.

Naquela tarde de festa em Wembley, o Stoke matou o Bolton fora da área com Huth, Etherington (dúvidas para amanhã) e Walters. Aliás, Etherington e Pennant são ótimas armas nos chutes de fora e também pelas pontas. O momento e o histórico ajudam: os Potters vêm de vitória por 3 a 1 sobre o Arsenal e, no ano passado, eliminaram o Manchester City da FA Cup.

Apesar disso, a festa do time de Mancini ainda é bem provável. Adam Johnson, Silva e o certamente recuperado Tevez (jogou 12 minutos contra o Tottenham) serão fundamentais para quebrar a defesa adversária e garantir um título à moda de 1968. O City foi campeão inglês na temporada em que o United conquistou a Europa pela primeira vez, só que com um intervalo de duas semanas.

*Dica do Francisco De Laurentiis

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segunda-feira, 9 de maio de 2011 Curiosidades, Liverpool | 08:26

Maestro Webb

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No dia em que comandou o decisivo Manchester United x Chelsea, Howard Webb pode ter sido exposto a mais uma polêmica. Já é sucesso na internet o vídeo em que, supostamente, o árbitro da final da última Copa aparece regendo o hino do Liverpool, o You’ll Never Walk Alone. O episódio teria acontecido durante uma convenção de árbitros há dois anos. Note que Mike Dean, colega no quadro da Premier League, está na plateia.

Curiosamente, Webb era rotulado de “torcedor do Manchester United”. O fato mais controverso envolvendo o árbitro de Rotherham havia ocorrido em janeiro, no confronto entre United e Liverpool pela FA Cup. Ele assinalou um pênalti (inexistente) em Berbatov e expulsou (corretamente) Gerrard na vitória mancuniana por 1 a 0. Ryan Babel, então no Liverpool, postou em seu Twitpic uma montagem para satirizá-lo. A indicação dele para ontem foi obviamente polêmica.

You’ll Never Walk Alone foi criada para outros fins e embala torcidas de vários clubes pelo mundo. Tudo era festa na convenção, mas o sentido da música no futebol inglês é bem claro…

Championship
Vale registrar a manutenção dos pontos do QPR. Assim, os Hoops garantiram o título da segunda divisão. Os londrinos e o Norwich já estão promovidos à Premier League. Os primeiros confrontos dos play-offs para a terceira vaga, que vão ser discutidos por aqui, são Swansea x Nottingham Forest e Cardiff x Reading.

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domingo, 8 de maio de 2011 Man Utd, Premier League | 15:15

Por que o United é tão bom em casa

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A contratação da temporada. Alguém discorda?

Em Old Trafford, o Manchester United praticamente assegurou seu 19º título inglês. Não só hoje, mas nos 18 jogos que fez em casa. A decisiva vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea foi a 17ª como mandante. O gol de Lampard, apenas o décimo sofrido em seu território: nenhum em primeiro tempo. O único empate veio contra um improvável West Bromwich, que descontou os 2 a 0 da etapa inicial em outubro.

Os 52 pontos de 54 possíveis (96,3%) são seguidos de longe pelos 44 do Chelsea (81,5). Se não cair para o Blackpool na última rodada, o United será pela quinta vez campeão sem perder em Old Trafford e igualará a campanha caseira dos Blues de Mourinho em 2005-06: 18 vitórias e um empate. Abaixo, alguns dos fatores que facilitaram esse domínio do United em seu estádio:

Defesa. Não há parceria que supere Vidic e Ferdinand. O primeiro tempo de hoje teve um ambiente de massacre não por conta do volume dos Blues, até razoável, mas em função da ausência de falhas de um lado e de Ivanovic e David Luiz pisando na bola do outro. É claro que parte do crédito vai para o fenomenal van der Sar e um sistema defensivo de que Carrick (bem) e Giggs (melhor ainda) participam intensamente, mas a dupla é quase perfeita.

Ethos do time. Quando, mesmo controlado pelo City, o Manchester United venceu o dérbi em Old Trafford, a coluna falou do espírito desse time. É difícil demais para qualquer adversário lidar com a atmosfera do OT e a fome de vitória de uma equipe tão homogênea e sobre a qual Ferguson tem total controle. O fato de o elenco mudar pouco, conservando gente experiente que mantém o nível lá em cima, facilita na hora de buscar o resultado num estádio tradicionalmente temido por todo mundo.

Chicharito. Dos 13 gols no campeonato do debutante mexicano, apenas cinco aconteceram em casa. Mas ele tem características absolutamente fundamentais para transformar um resultado desfavorável numa vitória: finalização e posicionamento. Hernández é único para converter uma pressão em bola na rede. No campeonato, quatro gols dele combinaram estes dois fatores: nos vinte minutos finais e decisivo para os três pontos, como há duas rodadas contra o Everton. A contratação do ano.

Berbatov. Sim, Berbatov. Agora reserva, ele ainda é o artilheiro da liga com 21 gols, 17 em Old Trafford. Enquanto Chicharito se ambientava e Rooney brigava internamente e nada acrescentava ao time, Berba dominou o início da temporada. Vale lembrar que o búlgaro não chutou só adversários mortos, como quando marcou cinco vezes nos 7 a 1 sobre o Blackburn. O hat-trick que deu ao United a vitória por 3 a 2 contra o Liverpool é inesquecível.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Copas Europeias, Man Utd | 17:58

Não houve imprudência

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Em algum dicionário alternativo, a definição de "herói improvável" é "Darron Gibson"

Antes do jogo decisivo contra o Schalke 04, algumas reações à escalação do Manchester United foram bem negativas. Ferguson mudou nove peças em relação ao time que venceu facilmente os alemães há oito dias na Veltins-Arena. A vaga na final contra o Barcelona veio com uma vitória por 4 a 1. Falar com o resultado pronto é simples, mas não houve imprudência.

A preocupação com o jogo de domingo não implicou menosprezo aos Azuis Reais. Ferguson escalou com base no time-padrão dos últimos meses, preservando pelo menos oito jogadores que vão iniciar a partida contra o Chelsea. Mesmo assim, a noção de titulares / reservas no United está longe de ser clara. Como a rotação é sempre intensa, todos os 11 de hoje tinham um ritmo aceitável.

O único senão na escalação foi a ausência de Vidic, que, ao lado de Smalling, poderia oferecer uma segurança que não exigisse gols para a classificação sem sustos. Mas Ferguson dosou bem a aposta na vantagem conquistada há uma semana e em seus homens de frente.

Um ataque com Valencia, Nani e Berbatov impõe muito respeito. O equatoriano tem sido brilhante, o português é o mais criativo, e o búlgaro ainda é o artilheiro do time na temporada. Um meio-campo sustentado por Scholes e Anderson não traria problemas. Aliás, trouxe até improváveis alegrias. O brasileiro fez tantos gols num intervalo de quatro minutos quanto em seus outros 127 jogos pelo clube, e o irlandês Gibson, que definitivamente não é o novo Scholes, foi o nome do primeiro tempo.

O time foi muito digno e passou sem ser ameaçado. É a ética de O’Shea, que joga em qualquer lugar e, como Scholes não gosta de liderar, desfrutou a capitania num jogo desse tamanho. Agora, Wembley em 28 de maio, a terceira decisão de Champions em quatro anos e o Barcelona, algoz na final de 2009 e vítima nas semifinais de 2008. A coluna, naturalmente, vai falar bastante da decisão.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

segunda-feira, 2 de maio de 2011 Chelsea, Man Utd, Premier League | 01:17

Flashback

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Nas duas últimas visitas a Old Trafford, Drogba foi reserva e marcou. De novo, Ancelotti?

A vitória do Arsenal (que chega a 67 pontos) sobre o Manchester United (73) reservou uma inesperada decisão à 36ª rodada da Premier League. No próximo domingo, o Chelsea (70) vai a Old Trafford podendo roubar a liderança com um triunfo mínimo.

Mesmo que os Blues travem os Red Devils, o Arsenal seguirá longe demais do título. O United não deve fazer menos que quatro pontos contra Blackburn e Blackpool, os dois últimos adversários. Como se diz na Inglaterra, é uma corrida de dois cavalos.

O United é favorito à taça. O Chelsea se apoia na temporada passada, quando assumiu a primeira posição em Old Trafford. A vitória por 2 a 1 na 33ª rodada de 2009-10 levou os londrinos a 74 pontos, dois a mais que os mancunianos, vantagem decisiva para o título.

Em 3 de abril de 2010, Carlo Ancelotti foi a Manchester com um time mais frágil em relação ao que tem à disposição agora. Paulo Ferreira, Alex, Zhirkov, Deco e Joe Cole, autor do primeiro gol, começaram o jogo. Se Ancelotti repetir a escalação da vitória contra o Tottenham, ocupam essas vagas Ivanovic, David Luiz, Ashley Cole, Essien e Drogba.

No jogo da temporada passada, por sinal, Drogba foi estranhamente preterido, entrou no segundo tempo e decidiu. A ocasião representa tanto para o técnico italiano – uma espécie de clímax de seu trabalho em Stamford Bridge –, que ele tentou emular na Champions o sistema que deu certo naquele dia: 4-3-3 e seu artilheiro marfinense no banco, um engano.

Os Red Devils, invictos em casa nesta temporada, também tinham mais problemas há um ano. Rooney estava lesionado, Gary Neville foi titular, não havia Chicharito para capitalizar a pressão no fim do jogo, e Berbatov ficou isolado até a entrada de Macheda, que fez o gol do time. A desvantagem em relação àquela partida é a possível ausência de Fletcher, em fase final de recuperação.

Apesar do primeiro tempo no Emirates, o United vive seu melhor momento na temporada. O Chelsea também. A despeito da eliminação na Champions, os 25 pontos em nove rodadas impressionam e ressuscitam um ano que parecia perdido. Lampard melhorou tanto, que até ganhou contra Gomes o gol que lhe roubaram na Copa. O confronto tende ao equilíbrio, o que favorece o atual líder.

Vitória do Chelsea não seria definitiva
Se o Chelsea vencer por um gol, chegará aos mesmos 73 pontos do Manchester United e ficará com 39 de saldo contra 37 do concorrente. Os últimos adversários dos Blues são Newcastle (casa) e Everton (fora). Os Red Devils enfrentam Blackburn (fora) e Blackpool (casa), oponentes que podem jogar suas vidas na elite, porém mais sujeitos a goleadas.

Seleção da rodada
Szczesny (Arsenal); Zabaleta (Man City), Koscielny (Arsenal), Terry (Chelsea), Baines (Everton); Mulumbu (WBA), Modric (Tottenham); Simon Davies (Fulham), Ramsey (Arsenal), Olsson (Blackburn); Kuyt (Liverpool).

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sábado, 16 de abril de 2011 Copas Nacionais, Jogadores, Man City | 19:20

Yaya é exceção

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Yaya Touré em sua versão mais faceira

Balotelli, Boateng, Milner, Kolarov (que até foi bem hoje), Dzeko. Qualquer um desses contratados do Manchester City em 2010-11 está sujeito à tradicional provocação What a waste of money (que desperdício de dinheiro). Com David Silva ainda irregular, a grande captura do clube na temporada é Yaya Touré, melhor em campo contra o Manchester United e co-autor do gol (o outro foi Carrick, que lhe entregou a bola) que classificou os Citizens à decisão da FA Cup.

Ironicamente, Yaya é símbolo da irritante cautela de Roberto Mancini. Volante defensivo e até zagueiro em Monaco e Barcelona, o marfinense foi contratado para ser meia ofensivo no 4-2-3-1 de Mancio. É aquela história: dois sistemas semelhantes podem representar estratégias diferentes. O Tottenham, por exemplo, é habitualmente mais ousado que o Manchester City. Van der Vaart é o Yaya de White Hart Lane.

Touré poderia funcionar melhor em sua posição orginal, pois marca muito e tem uma arrancada impressionante. Em temporada sonolenta de Barry, seria o complemento perfeito a De Jong. Mas, se Mancini o escala de outro jeito, Yaya não liga e consegue ser fundamental. Em alguns jogos, inclusive, ele é quase um segundo atacante. O novo posicionamento e a eficiência dele o transformaram na melhor alternativa a Tevez. Quando o Apache não joga, o marfinense costuma ser a principal figura ofensiva do time, como na brilhante atuação contra o West Ham em dezembro.

Yaya marcou sete vezes na temporada e lidera a tabela do Manchester City em assistências. Não deixa de contribuir defensivamente, puxa quase todos os contra-ataques, aparece em momentos decisivos e, junto de Kompany, é o segundo melhor do time em 2010-11. Seu salário de £10 milhões anuais é um absurdo, mas ele justifica ao menos o valor da transferência, de £24 milhões. A ajuda na negociação é o melhor serviço já prestado ao clube pelo irmão Kolo Touré.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 19:23

As facetas de Wayne Rooney

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Após um tempo jogado às traças, Rooney* está definitivamente de volta

O tabu de Stamford Bridge acabou, mas ainda há confronto. A história recente mostra que o Chelsea pode, mesmo em Old Trafford, reverter a derrota por 1 a 0. No entanto, a vantagem do Manchester United é obviamente relevante. Ela é fruto do conjunto mais sólido, da melhor partida de Carrick na temporada e, especialmente, do trabalho de um revigorado Wayne Rooney.

Entre o ótimo atual momento e a brilhante temporada passada, Rooney fracassou na Copa, pediu para sair e ficou um mau tempo sem marcar. A recuperação tem de ser valorizada. Apesar das derrapadas extracampo, o atacante se aproxima da plena maturidade, é um dos jogadores mais coletivistas do mundo e, após a saída de Ronaldo, abraçou o papel de protagonista.

Desde então, ele se reinventou duas vezes. No primeiro ano sem Ronaldo, Rooney marcou 34 gols, dez dos quais de cabeça. Nas cinco temporadas anteriores, haviam sido só três pelo alto. Agora, ele deixa a área adversária para Berbatov e Chicharito, atua recuado, dá mais assistências (11 só na liga) e combate como um leão.

Mesmo assim, os gols aparecem à medida que os jogos vão ficando mais decisivos. Desde o início de fevereiro, com o afunilamento da temporada, Rooney marcou nove vezes. De agosto a janeiro, foram apenas quatro gols. Dos dez jogos em que ele balançou a rede, o Manchester United venceu nove – perdeu apenas para o Chelsea, pela Premier League, em março.

A explosão do Shrek torna ainda mais natural o desabafo dele em frente a uma câmera no último sábado. A atitude, que deve tirá-lo de pelo menos dois jogos domésticos, foi individual e sem dano ao adversário, motivos pelos quais a punição (ao clube) parece exagerada. Uma multa faria mais sentido. Afinal, quando ele pisa na bola no âmbito social, as consequências têm de doer no bolso.

*Rooney apareceu assim no comercial da Nike para a Copa do Mundo

*LeBron James é reforço do Liverpool

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terça-feira, 15 de março de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 20:06

Quê de Solskjaer

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Chicharito repete Solskjaer e abre os braços: ao lado de van der Vaart, do Tottenham, a barganha da temporada

O Olympique de Marselha impôs muitas dificuldades a um Manchester United desfalcado na defesa e sonolento no meio-campo. Carrick acertou quase todos os passes (93%, segundo a Opta Sports), mas segue transmitindo a impressão de que esqueceu seu jogo. Mesmo assim, o time do ótimo Didier Deschamps caiu em Old Trafford. E quem derrubou? Ele, Chicharito Hernández, com mais dois gols decisivos.

O status pode até ser temporário, mas Chicharito é titular do Manchester United. O mexicano capitalizou a queda de Berbatov por ter sido impressionante vindo do banco. Hernández já marcou 16 gols na temporada, dez no campeonato. Por enquanto, tem a melhor média da história da Premier League: um gol a cada 96 minutos. Thierry Henry, o grande jogador da última década na Inglaterra, precisava de 121 para comemorar.

Atributos objetivos (posicionamento, finalização) e subjetivos (estrela em jogos decisivos, empatia com a torcida) nos levam a uma óbvia comparação, já discutida na Inglaterra, com o norueguês Ole Gunnar Solskjaer, no clube de 1996 a 2007. Solskjaer chegou a Old Trafford com 23 anos, ligeiramente mais velho que Chicharito. Também marcou na estreia e impressionou muito na primeira temporada: 18 gols na liga, 19 em todas as competições.

Solskjaer era praticamente desconhecido fora da Noruega. Quando fechou com o Manchester United, três meses antes da Copa, Chicharito também não tinha muitos admiradores longe do México. Ambas as transferências custaram pouco e foram mérito do staff de observadores. No mesmo ritmo de Solskjaer, Hernández ganhou espaço durante a temporada. Mas, pela menor concorrência, tem tudo para ir além e dar ainda mais orgulho aos olheiros. Em pouco tempo, a comparação pode ser outra.

Le Blog du Foot, de Bruno Pessa, comenta a exibição dos franceses.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Fulham, Jogadores, Man Utd | 16:24

A década irrepreensível de van der Sar

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Recordista em exibições pela Seleção Holandesa, melhor goleiro da Europa aos 24 anos e, já na Juventus, condenado a abrir espaço a Gianluigi Buffon. Ainda jovem, aos 30 anos, Edwin van der Sar decidiu se juntar ao recém-promovido Fulham. Era um presente inesperado para a Premier League, pelas portas de um clube que estreava na elite remodelada, pós-1992.

O frio e esguio holandês, que chegou à Inglaterra em 2001, certamente é o grande goleiro da liga na última década. Desde 2005 no Manchester United, van der Sar, o primeiro a amenizar a saudade de Peter Schmeichel, vai deixar o futebol aos emblemáticos 40 anos. Até o fim da temporada, ainda deve jogar muito e tem ótima chance de levar seu quarto título inglês com os Red Devils.

A média de gols sofridos pelo Manchester United em 2010-11 não impressiona tanto. Foram 21 em 23 jogos na Premier League. Com van der Sar em Old Trafford, esse índice costuma passar muito longe de um gol por partida ao fim da temporada. A escrita é mantida, quase no limite. A melhor defesa do campeonato é a do Chelsea, com 19 gols. No balanço entre setores, os Red Devils são aparentemente mais fortes no ataque. O time tem 51 gols na liga, 19 de Berbatov.

O primeiro ato de uma década: quatro anos no Fulham, seis no Manchester United

No entanto, está claro que, números à parte, a diferença fundamental entre o conjunto de Ferguson e os adversários reside na defesa. Isso foi observado em momentos críticos da temporada. Por exemplo, quando o United não sofreu gols contra Tottenham (duas vezes), Manchester City e Arsenal. Dos quatro clean sheets, o mais marcante foi o de White Hart Lane, quando Rafael foi expulso a 20 minutos do fim. A manutenção da invencibilidade, naquele momento, acabou com a ilusão de que os Spurs brigavam pelo título e simbolizou como será difícil – para qualquer time – superar os Red Devils nesta temporada.

Se a defesa falha em ocasiões como a da última terça-feira, em Blackpool, é uma rocha quando o ataque não pode compensar esses equívocos. Isso não é, evidentemente, apenas sobre van der Sar. A dupla Vidic-Ferdinand é a melhor do mundo no setor, e as oportunidades concedidas aos adversários costumam ser limitadas. É aí que entra o holandês. Você pode dizer que ele falhou feio, por exemplo, no empate caseiro por 2 a 2 contra o West Bromwich, em outubro. Mas é difícil contestar alguns números relevantes de um goleiro que atuou em 21 das 23 partidas de liga do United na temporada.

O site do Manchester United publicou hoje um levantamento comparativo entre van der Sar e seus substitutos recentes, Tomasz Kuszczak, Ben Foster, hoje no Birmingham, e Ben Amos, emprestado ao Oldham. O estudo é feito em duas amplitudes: desde 2008-09 e limitado a esta temporada. Nos últimos dois anos e meio, van der Sar conseguiu 59 clean sheets em 103 jogos por todas as competições (índice de 57%), contra 22 em 53 partidas de seus substitutos (41%). Nesse tempo, o goleiro holandês sofreu 77 gols (0.74 por jogo) contra 48 (0.9 por partida) de Kuszczak, Foster e Amos combinados.

Em 2010-11, van der Sar também leva vantagem (desta vez, sobre Kuszczak e Amos) – veja mais detalhes no site do clube. Com um time que costuma controlar os jogos e uma defesa tão sólida, a participação do goleiro não é tão ampla como, por exemplo, a de Joe Hart na temporada passada, quando, no Birmingham, foi o melhor da posição. As chances de se destacar, de fazer a diferença, são reduzidas. E van der Sar ainda consegue. Por isso, não é cascata o fato de a aposentadoria ser motivada por questões familiares, e não físicas ou de desempenho.

Van der Sar, pronto para defender o pênalti de Anelka e comemorar sua segunda Champions

Sempre consistente, mas com alguns pontos ainda mais altos na carreira (como em 2008, ano de seu segundo título europeu), van der Sar deixará saudade. O debate agora gira em torno de seu substituto em Manchester: Kuszczak, Lindegaard, De Gea? Ainda é cedo para cravar. Certo é que, líder de uma das maiores defesas da história do clube, o goleiro de 1.97m encerra a carreira no lugar de onde vê o mundo: lá em cima.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

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