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Posts com a Tag Liverpool

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Liverpool, Man Utd | 15:21

Prova de maturidade

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Patrice Evra administrou bem apenas até certo ponto as vaias que recebeu em Anfield há duas semanas. No decisivo confronto contra o Liverpool pela FA Cup, um lapso do lateral francês determinou a derrota do Manchester United. Amanhã, a Premier League nos reserva o outro lado desta história. Luis Suárez, que cumpriu suspensão de oito partidas por ofensas interpretadas como racistas a Evra, vai a Old Trafford pela primeira vez na carreira.

O desafio do uruguaio é um tanto diferente. Se Evra precisava manter a concentração para não oferecer chances ao Liverpool, Suárez terá de controlar seu temperamento, que já é explosivo em qualquer circunstância, diante de mais de 70 mil vozes vorazmente contrárias a ele. O discurso dEl Pistolero é de que as vaias vão, na verdade, ajudá-lo. Seu compromisso é canalizar o sangue quente para correr ainda mais, e não para se envolver em disputas como a que nocauteou Scott Parker há quatro dias, no sonolento Liverpool x Tottenham.

As câmeras não vão dar paz a Evra e Suárez

Suárez tem outra razão para pisar no freio. Phil Dowd, árbitro de United x Liverpool, é uma espécie de Marcelo de Lima Henrique inglês. Ele mostrou 95 cartões amarelos em 24 jogos na temporada, quase quatro por partida. Caso passe no teste e não se transforme na quarta expulsão de Dowd em 2011-12, o atacante pode dar um passo à frente na carreira, provando que suas inesperadas férias serviram para uma reflexão de como ele é muito importante com a cabeça no lugar.

O equilíbrio mental ainda tem de reservar espaço a um Suárez decisivo, como o da vitória em Anfield na temporada passada. O jogo é fundamental para o Liverpool, que depende dos três pontos para não se afastar perigosamente da quarta posição. Mas o favorito é o United, que, em circunstâncias normais, perderá o clássico apenas com uma atuação de gala dos visitantes, o que passa quase necessariamente pelo irritadiço uruguaio.

Confira os jogos da 25ª rodada e a classificação da Premier League. Para a programação na TV, consulte o Papo de Bola, do incansável Edu Cesar.

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Premier League | 21:14

Terça cheia

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Duas temporadas após vendê-lo a preço de banana, o Chelsea sofreu um golaço de Sinclair

Numa terça-feira em que Liverpool, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham atuaram quase ao mesmo tempo, a coluna recapitula a primeira parte da 23ª rodada da Premier League:

Wolverhampton 0 x 3 Liverpool. Kenny Dalglish gosta do Molineux. Foi lá que, na temporada passada, ele iniciou a reação do Liverpool com grandes atuações de Raul Meireles e Fernando Torres. Os ibéricos foram embora, e os britânicos garantiram outra vitória por 3 a 0. Adam, Carroll e Bellamy comandaram a partida que reposicionou os Reds na corrida pelo top four. Mas o que o Liverpool comemora mesmo é o retorno de Suárez já na próxima rodada.

Swansea 1 x 1 Chelsea. O bom segundo tempo do Chelsea, que anulou o domínio do Swansea no primeiro, foi premiado com o gol de Bosingwa aos 92 minutos. Resultado normal, ainda mais quando a gente olha para as exibições dos cisnes contra Tottenham e Arsenal no Liberty. Em Gales, o ótimo time de Brendan Rodgers não perdeu para o trio de ferro londrino.

Everton 1 x 0 Manchester City. Com direito a torcedor algemado à trave no primeiro tempo, um valente Everton deu sinal de que pode fazer um segundo turno melhor, como de costume para David Moyes. É pena que Donovan, que assistiu Gibson no gol do jogo, não fique até o fim da temporada. Aliás, o meia central irlandês prestou um belo serviço ao Manchester United. Finalmente.

Manchester United 2 x 0 Stoke. Tony Pulis estacionou o ônibus na área, mas o United fez o bastante para conquistar dois pênaltis e a co-liderança da Premier League, ao lado do City, com 54 pontos. Sem Rooney, ainda lesionado, dever cumprido e moral renovado após a queda na FA Cup.

Tottenham 3 x 1 Wigan. Bale e Modric ratificaram seu status de principais jogadores dos Spurs e resolveram o jogo sem problemas. Ótimo para quem recentemente empatou com o Wolverhampton num momento-chave da corrida pelo título. A derrota do City ajudou, mas, para reassumir o posto de candidato, o Tottenham precisa vencer o Liverpool na segunda-feira.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Cardiff, Copas Nacionais, Liverpool | 00:24

Cinco motivos para assistir a Cardiff x Liverpool

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Cardiff e Liverpool garantiram seus bilhetes para Wembley ao eliminarem, respectivamente, Crystal Palace e Manchester City. Veja por que você deve assistir à final da Carling Cup, em 26 de fevereiro:

O Bellamy do Liverpool já é melhor que o do Cardiff

Prazer, Wembley. Curiosamente, o Cardiff já foi ao Wembley reconstruído. Em 2008, o ótimo Portsmouth de Harry Redknapp derrotou os galeses por 1 a 0, com gol de Nwankwo Kanu, e conquistou a FA Cup. O Liverpool, ainda não. A decisão da FA Cup em 2006, que gerou o último título dos Reds, aconteceu no Millennium Stadium (em Cardiff!), que devolveria os grandes eventos a Wembley já na temporada seguinte.

O coração de um galês. Craig Bellamy nasceu em Cardiff e garante que, na infância, torcia pelo Liverpool e pelo clube da cidade. Na temporada passada, foi emprestado pelo Manchester City ao Cardiff, realizando um sonho pessoal. Apesar de não ter levado os Bluebirds à Premier League, dá para dizer que ele se divertiu bastante, com direito a golaço contra o rival Swansea no Liberty Stadium. Será uma final especial para o atacante.

A família Gerrard. Steven encontrará seu primo Anthony. Formado na base do Everton, o defensor de 25 anos não é brilhante como o capitão do Liverpool, mas tem uma carreira ascendente. Após quatro anos de Walsall, perambulando entre League Two e League One, ele chegou ao Cardiff, arrebentou quando emprestado ao Hull e voltou cheio de moral a Gales. Anthony, embora nascido em Liverpool, ainda pretende defender a seleção irlandesa.

Um título para Kenny Dalglish. Você pode não gostar do atual trabalho de Dalglish no Liverpool, mas há de reconhecer que o status de maior ídolo da história do clube permanece intacto. O último título de King Kenny foi a épica Premier League de 1994-95 com o Blackburn. As lágrimas do treinador com a vaga na decisão certamente serão multiplicadas em caso de conquista. O entusiasmo dele é emocionante.

A propensão à zebra. O título também pode ir para Cardiff. Em 1927, os Bluebirds venceram o Arsenal e, como foi divulgado à época, “tiraram a FA Cup da Inglaterra”. Para conquistar a Copa da Liga pela primeira vez, a equipe galesa tem onde se apoiar. O ano passado mostrou um Birmingham astuto na exploração dos erros de um Arsenal pressionado por seis anos sem título, mesmo tamanho da fila do Liverpool. Na terceira posição da Championship, o Cardiff tem bola para incomodar.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de janeiro de 2012 Liverpool | 23:06

A fúria de Dalglish

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Até ontem, jogar no Liverpool era garantia de uma vida sem estresse. Ainda que houvesse pressão externa, o treinador tratava de absorver todas as críticas e protegia seus atletas com unhas e dentes vorazes. “Andy (Carroll) tem sido fantástico” e “Stewart (Downing) é melhor do que eu pensava” são frases recentes de Kenny Dalglish que atentam contra a inteligência do torcedor. Mas, hoje, a ternura ficou bem de lado.

Dalglish enojado, cena rara que denuncia a qualidade da atuação do time

A derrota por 3 a 1 para o Bolton foi a pior atuação de um Liverpool que já colecionava exibições preguiçosas e complacentes contra equipes supostamente mais fracas. Até Dalglish, ferrenho defensor de um ambiente leve no vestiário, percebeu que seus jogadores haviam cruzado o limite entre lapsos naturais de um time em formação e total falta de atitude diante de um adversário faminto.

Quem cobre futebol na Inglaterra garante que nunca havia visto um Dalglish tão revoltado, sem interesse em defender seus jogadores, como na entrevista depois da partida. Abaixo, alguns trechos que confirmam a tese:

Atuando assim, alguns jogadores não vão vestir a camisa vermelha por muito tempo.

Este clube sempre respeitou as outras pessoas e teve a filosofia de que o próximo jogo é o mais importante – não os que vêm depois (em clara referência à semifinal da Carling Cup, contra o Manchester City, e à quarta fase da FA Cup, contra o Manchester United, compromissos do Liverpool na próxima semana).

Não estávamos preparados para o jogo.

Se eles (jogadores) pensam que podem conquistar o resultado de qualquer maneira, sem igualarem o esforço e o comprometimento do adversário, então tiveram uma lição hoje.

Esta não é a forma correta de representar este clube de futebol.

Palavras de quem conhece o clube. O Liverpool precisa de muito mais – de outras contratações (de preferência do mercado externo) em janeiro e do retorno de Suárez – para retomar o trilho certo, mas o fim da camaradagem que criava uma perigosa zona de conforto já é um primeiro passo. Dalglish, que tem errado em campo, finalmente acertou fora dele.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Liverpool | 20:59

Máquina de empates

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De Newcastle a Liverpool, nível de Andy Carroll cai cerca de 80%, apontaria estudo

O Liverpool é a grande decepção de um surpreendente Boxing Day. A campanha em Anfield já provocava certa desconfiança, mas seu pior capítulo aconteceu hoje, no 1 a 1 contra o Blackburn, último colocado da liga. Foi o sexto empate dos Reds em nove jogos em casa. Além dos Rovers, os também azarões Sunderland, Norwich e Swansea voltaram de lá sorrindo à toa.

A maioria dos tropeços tem um componente em comum: o time domina, cria inúmeras chances e esbarra na imprecisão dos atacantes ou em atuações brilhantes dos goleiros adversários. Ruddy, Vorm e Bunn (reserva de Robinson no Blackburn), por exemplo, saíram consagrados de Anfield. De qualquer maneira, o Liverpool precisa se investigar para tentar resolver o problema antes que a corrida pela Champions fique inviável.

Por enquanto, não é correto atribuir a Kenny Dalglish e Steve Clarke o pobre aproveitamento de 55% em Anfield. Vale lembrar que a mesma dupla revitalizou a equipe na temporada passada através de atuações empolgantes em casa, com destaque para as enfáticas vitórias sobre Manchester United, Manchester City, Birmingham e Newcastle.

A grande questão é o fracasso de algumas apostas desta temporada. Recuperado da sequência de lesões que o atormentava, Carroll deixou de ser titular absoluto e, quando joga, não é sequer sombra do centroavante que dominava a área pelo Newcastle. Melhor jogador do Aston Villa na temporada passada, Downing oscila demais e ainda não tem gols ou assistências com a camisa vermelha. Na hora de finalizar, até Suárez vai mal.

A reforma dos Reds precisa ir além. A temporada prova que a contratação de Downing passa longe de satisfazer plenamente a maior carência do elenco: jogadores de lado de campo. Portanto, o mercado de janeiro tem de levar a Anfield, no mínimo, velocidade para criar chances ainda mais claras e frieza nas finalizações. O Liverpool, melhor defesa da Premier League, marcou apenas cinco gols a mais do que Robin van Persie. E o holandês ainda vai jogar na 18ª rodada, em casa, contra o Wolverhampton.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 Liverpool | 13:50

Suco de maracujá

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Certa vez, Luis Suárez disse que Marco van Basten, seu ex-treinador no Ajax, foi o responsável por transformá-lo em um jogador muito mais coletivo e, portanto, pronto para dar um salto (sem trocadilho com a cidade natal do uruguaio) na carreira. Agora, o futebol inglês lhe impõe um novo desafio. A suspensão de oito jogos e a multa de 40 mil libras pelas supostas ofensas racistas a Patrice Evra são uma punição pesada, mas devem ser vistas também como uma oportunidade para rever conceitos.

Rei do "quase" na Premier League, Suárez chutou outras duas bolas na trave no último domingo

Pouca gente crê que o atacante seja, de fato, racista. Nem sequer Evra pensa assim, como manifestou na acusação ao uruguaio. A defesa do Liverpool tenta reforçar essa tendência ao mencionar que um avô de Suárez era negro, que ele é colega de vários jogadores negros na seleção e capitaneava um time do Ajax com perfil “multicultural”. O comunicado é falho pela argumentação pobre e também porque nada disso pesa sobre o que houve, particularmente, naquele Liverpool 1 x 1 Manchester United.

O próprio Suárez explicou que o uso da palavra negrito (o termo da discórdia entre Evra e o uruguaio) não faz, em Língua Espanhola, qualquer referência a discriminação por cor de pele. Mas aí mora o problema: o fato de ele precisar explicar. No mínimo, Suárez dá sopa para o azar ao “interagir” dessa maneira com o lateral francês, assim como o fez quando dirigiu gestos supostamente obscenos a torcedores do Fulham há pouco mais de duas semanas ou nos frequentes chiliques contra a arbitragem.

Seria, assim, bastante discutível qualquer medida de punição ou absolvição que viesse da FA – e ele ainda pode pagar pelo incidente em Craven Cottage. De qualquer maneira, o camisa 7 vive flertando com a imprudência. E não apenas na Inglaterra. A chegada de Suárez a Anfield aconteceu apenas dois meses depois de ele literalmente morder Otman Bakkal, do PSV. O Liverpool sabia que estava contratando um jogador de potencial fantástico, mas também que seu temperamento precisava ser administrado ou mesmo corrigido.

Um ano depois, Suárez passar janeiro na geladeira (o Liverpool tem duas semanas para recorrer) será péssimo no curto prazo para o clube, que depende muito dele, mas pode ser surpreendentemente bom para o uruguaio. Ele terá um tempo para descansar (vem de duas “férias” preenchidas por Copa do Mundo e Copa América), refletir sobre sua postura e até seu jogo, que deve ser mais produtivo para o Liverpool sem as constantes crises nervosas e com mais concentração no momento de marcar um gol.

Vale lembrar que Suárez pode jogar contra o Wigan hoje à noite.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Quem diria? | 13:52

Quem diria que…

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Bruce e Hughes foram colegas em Old Trafford

…o substituto de Steve Bruce, demitido do Sunderland, poderia ser Mark Hughes? Quando dispensado pelo Manchester City, há dois anos, Hughes ganhou apoio irrestrito de Bruce, que assumiu uma postura sindical ao reclamar da perda de espaço pelos treinadores britânicos, com quem os clubes não teriam paciência. Naquela ocasião, o italiano Roberto Mancini substituiu Hughes. Agora, o galês é um dos favoritos para suceder seu antigo protetor.

…Carlo Ancelotti seria aliado de André Villas-Boas no Chelsea? “Villas-Boas não faz milagres. Este é um time velho. É exatamente o mesmo que deixei, com as exceções de Mata e Meireles. O problema não é Villas-Boas, mas a organização e os jogadores”, disse o italiano ao Daily Mirror. O Chelsea está, sim, em reforma, mas ela é mais lenta do que deveria. Se quis dizer que o clube precisa depender menos das antigas referências, sobretudo Frank Lampard, Ancelotti está correto.

…Luka Modric estaria acima do Chelsea? O meia croata era a aposta para comandar a tal reforma do elenco em Stamford Bridge. Modric forçou a saída do Tottenham de todas as maneiras, mas Harry Redknapp e o presidente Daniel Levy bateram os pés. Hoje, o Tottenham joga melhor e está mais bem colocado do que o Chelsea na Premier League. E Modric, onde ele estaria melhor? Seria exatamente o croata a diferença entre os dois clubes?

…o Liverpool aguardaria com tanta aflição o resultado de um exame de Lucas Leiva? A lesão sofrida pelo brasileiro na terça-feira, contra o Chelsea, é grave e vai afastá-lo do restante da temporada. A quinta-feira em Liverpool foi dedicada à espera desse diagnóstico. Há pouco mais de um ano, Lucas era especulado no Stoke City e, com alguma razão, muita gente em Anfield preferia que ele saísse. A impressionante recuperação o transformou num dos mais queridos e fundamentais jogadores do clube. O meia Jonjo Shelvey, que foi muito bem no período de empréstimo ao Blackpool, já foi chamado de volta para recompor o elenco. O substituto de Lucas deve ser o competente Jay Spearing. Jordan Henderson é alternativa para ser parceiro de Charlie Adam, mas o time perderia combatividade.

…o Manchester United seria tão contestado a este ponto da temporada? Às vésperas da maratona de fim de ano, período em que o United costuma fazer a diferença, o time não está legal. Após a goleada imposta pelo Manchester City em Old Trafford, Alex Ferguson trancou a equipe, que melhorou o índice defensivo, mas não marca mais de um gol numa partida da Premier League desde 1º de outubro, quando fez dois no Norwich. Ontem, derrota caseira dos reservas para o Crystal Palace e eliminação da Copa da Liga com direito a pedido de desculpa de Ferguson aos torcedores.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Copas Nacionais | 23:34

50 horas

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Dalglish e Mancini: ontem em Liverpool, amanhã em Londres

Apesar de congestionar o calendário inglês, a Football League Cup costuma ser vista como uma competição conveniente. Os treinadores dos grandes clubes podem aproveitá-la para oferecer experiência a jogadores jovens e, com um pouco de sorte nos emparelhamentos, até para levantar uma taça. Ninguém superestima uma eliminação e, dependendo das circunstâncias, muita gente valoriza a conquista. A Copa da Liga de 2008, por exemplo, é o único título do Tottenham neste século.

O problema é que a Football League resolveu admitir o status de “competição do rodízio” da pior forma possível. Apenas 50 horas depois de se encontrarem em Anfield, Liverpool e Manchester City visitam, respectivamente, Chelsea e Arsenal na terça-feira. A escala das quartas de final é absurda, pois transforma o que seria uma medida cautelosa em obrigação de preservar a condição física dos atletas. Kenny Dalglish e Roberto Mancini não devem repetir boa parte das escalações do domingo.

O efeito sobre o City deve ser reduzido, considerando que o elenco é mais rico e provavelmente seria explorado mesmo que a partida tivesse sido marcada para quarta-feira. O maior prejuízo fica para o Liverpool, que mantinha o discurso de realmente tentar vencer as copas nacionais. Quando saíram as datas, Dalglish fez críticas ferozes à tabela. “Pedir a um time que faça dois jogos em alta intensidade num espaço de dois dias é uma piada”, esbravejou.

Para repetir o mínimo possível do time titular, o Liverpool iria a Stamford Bridge com Doni; Carragher, Coates, Wilson; Kelly, Spearing, Henderson, Maxi, Fábio Aurélio; Bellamy, Carroll. Complica, não? No Chelsea, André Villas-Boas já disse que pretende usar a Copa da Liga para amadurecer três jovens (Oriol Romeu, McEachran e Lukaku), mas, se assim preferir, pode manter a base titular. Vale registrar que os Blues enfrentaram o Wolverhampton no sábado.

Com Manchester United x Crystal Palace na quarta-feira, fica muito difícil entender o prejuízo em dar três dias de descanso para Liverpool e Manchester City. Oferecer competição aos jovens é uma coisa, mas praticamente impedir que dois clubes valorizem o torneio é outra, equivocada e bem diferente. Os Reds, por exemplo, passaram pelo Stoke nas oitavas porque Luis Suárez virou o confronto. O uruguaio pode não enfrentar o Chelsea porque a tabela é uma ofensa ao bom senso.

Quartas de final da Copa da Liga
Terça, 17h45 – Cardiff x Blackburn
17h45 – Chelsea x Liverpool
18h – Arsenal x Man City
Quarta, 17h45 – Man Utd x Crystal Palace

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

domingo, 20 de novembro de 2011 Liverpool | 19:49

Maestro Charlie

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Em 26 de outubro de 2008, um chute despretensioso de Xabi Alonso quebrou a incrível invencibilidade de 86 jogos do Chelsea em Stamford Bridge: 1 a 0 para o Liverpool. No fim daquela temporada, o espanhol foi embora, deixando a recordação do gol histórico e um vácuo criativo no meio-campo de Rafa Benítez. Três anos depois, de dono, técnico e estrelas novos, os Reds venceram outra vez em Bridge por conta de Charlie Adam, substituto tardio de Alonso.

Ainda no Rangers, Adam sabia aonde queria chegar

No lance que gerou o primeiro gol, Adam foi perfeito ao roubar a bola de Mikel e entregá-la a Bellamy. No do segundo, enxergou Johnson e uma avenida à frente dele antes de fazer um belo lançamento ao lateral. Bem ou mal, o escocês é o arquiteto que o Liverpool não tinha há duas temporadas e, por isso, a contratação que Kenny Dalglish sempre quis fazer.

Em janeiro deste ano, o Liverpool tentou tirá-lo do Blackpool mesmo sabendo que, até seis meses atrás, a Inglaterra leiga nem sequer o conhecia. Por £7.5 milhões, Adam foi o negócio mais sagaz do clube no último verão. Mas por quê?

1) Porque é o parceiro ideal para Lucas na dupla de volantes do Liverpool. Cerebral e preciso nos passes, ele reduz as responsabilidades do brasileiro quando o time tem a bola. Se houver uma seleção dos piores momentos do ex-gremista em Anfield, Javier Mascherano estará ao lado dele na maior parte do tempo, justamente quando Lucas precisava organizar a equipe.

2) Porque o Liverpool não tinha um lançador para aproveitar os deslocamentos e a velocidade de Luis Suárez ou mesmo a bola alta de Andy Carroll. A equipe ainda pede mais jogadores velozes (Junior Hoilett, do Blackburn, cairia muito bem em Anfield) e boas atuações do jovem centroavante, mas esse recurso para quebrar defesas já existe com o escocês, de visão privilegiada.

3) Porque o time carecia de um especialista em bolas paradas. As cobranças de escanteio de Adam em Stamford Bridge foram ridículas, mas, acredite, ele é muito bom no fundamento e já criou três gols para o Liverpool a partir de set-pieces.

Adam ainda alterna atuações muito boas, como a de hoje, e outras bem mais discretas. Não foi o início perfeito (teve até expulsão contra o Tottenham), mas está claro que o Liverpool ganhou essa aposta.

Seleção do fim de semana
John Ruddy (Norwich); Micah Richards (Manchester City), Rio Ferdinand (Manchester United), Jonas Olsson (WBA), Glen Johnson (Liverpool); Theo Walcott (Arsenal), Michael Carrick (Manchester United), Charlie Adam (Liverpool), Jerome Thomas (WBA); Heidar Helguson (QPR), Robin van Persie (Arsenal).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Liverpool | 10:25

Suárez pode ser mais decisivo

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Nas oitavas de final da Carling Cup, tudo caminhava para mais um fracasso do Liverpool no Britannia Stadium. O Stoke havia marcado primeiro, as chances perdidas eram incontáveis já ao intervalo (como no confronto da Premier League, aliás), e Luis Suárez estava com insatisfação acumulada desde o empate contra o Norwich no sábado. No segundo tempo, porém, o uruguaio transformou a raiva em um gol espetacular, ainda marcou outro e deu uma importante classificação ao Liverpool, cujo discurso é tentar vencer pelo menos uma das copas nacionais.

Boa tentativa, Shawcross

Suárez foi o herói de ontem e tem sido, disparado, o melhor jogador do clube em 2011, seu primeiro ano em Anfield. Ninguém que assista às partidas do Liverpool pode cobrá-lo apenas por gols, pois a produção dele passa também por tirar chances da cartola para os outros. Em 25 jogos na nova casa, o craque da Copa América tem 11 gols e oito assistências. Os números são ótimos, especialmente quando você vê o que ele faz em campo. Mas, acredite, Suárez pode ser ainda mais importante para o Liverpool.

Antes de decidir ontem, o uruguaio vivia outra noite frustrante. Ele perdeu, no primeiro tempo, duas chances claras, criadas pelos volantes Lucas e Spearing. Contra o Norwich, Suárez finalizou 11 vezes e não conseguiu marcar. São 39 finalizações e quatro gols nos nove jogos da Premier League, como se ele precisasse chutar dez bolas até que uma enfim balançasse a rede. Dzeko, por exemplo, marca um gol a cada quatro chutes.

É claro que Suárez não tem um David Silva ao lado dele, mas a disparidade é significativa e expõe a necessidade de ele aperfeiçoar esse fundamento para ser completo e ainda mais decisivo. A gente já sabe que seus 111 gols em 159 jogos pelo Ajax não saíram da fábrica holandesa que produziu Afonso Alves e Mateja Kezman. Afinal, aos 24 anos, ele tem 22 gols pela seleção uruguaia e já caminha a passos largos para roubar de Diego Forlán o posto de maior artilheiro da Celeste. Se puder ser mais preciso, El Pistolero provavelmente estará em breve entre os dez, cinco melhores jogadores do mundo.

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