O Brasil que dá errado
O atacante Henrique, do São Paulo, está a caminho do Queens Park Rangers por empréstimo. O clube londrino provavelmente se encantou (ou se iludiu, como queira) com o desempenho do brasileiro na Copa do Mundo sub-20 do ano passado, pois a promessa passou longe de agradar no Tricolor. Para quem precisa de respostas imediatas para escapar do rebaixamento, é um risco considerável. Torcendo para que Henrique não entre na lista, a coluna relembra sete flops brasileiros na Inglaterra:
7) Jardel. Comparar o Jardel de Portugal ao Jardel do Bolton é um dos exercícios mais assustadores que o fã de futebol pode fazer. O atacante cearense chegou ao Reebok Stadium ainda com 30 anos, mas os problemas físicos e pessoais o afastaram das redes. Apesar de ter passado em branco na Premier League (foram sete jogos, todos começando no banco), o ex-artilheiro marcou um gol em Anfield na Copa da Liga.
6) Gilberto. Em White Hart Lane, Gilberto descobriu de vez que não era mais lateral-esquerdo. O irmão mais novo de Nélio foi pouco aproveitado por Juande Ramos, seu “mentor” no Tottenham, e depois por Harry Redknapp. Curiosamente, apareceu na Copa de 2010, um ano após deixar os Spurs.
5) Afonso Alves. You are my Alves, Afonso Alves. You make me happy when skies are gray. Assim cantavam os torcedores do Middlesbrough para Afonso Alves, que rapidamente perdeu popularidade e passou sem brilho pelo Riverside. O primeiro semestre foi bom, com direito a cinco gols em dois jogos contra os clubes de Manchester. Mas a temporada seguinte foi terrível, culminando no rebaixamento do Boro e em sua transferência para o catariano Al-Sadd. O clube inglês teve prejuízo de £5 milhões e de um ano e meio de paciência.
4) Roque Júnior. Não há nada que simbolize melhor a queda do Leeds United do que a passagem do zagueiro brasileiro pelo Elland Road. Emprestado pelo Milan, Roque protagonizou em 2003-04 um filme de terror, que incluiu expulsão na estreia, 24 gols sofridos nos sete jogos que ele disputou pelo clube e rebaixamento no fim da temporada.
3) Branco. Novamente, o Middlesbrough, clube do melhor brasileiro da história do futebol inglês, Juninho Paulista, mas também de alguns dos piores. Da mesma forma que vários conterrâneos, o lateral-esquerdo foi contratado na esteira do sucesso na seleção brasileira. Sem físico para suportar o ritmo na Inglaterra, o campeão mundial de 1994 atuou apenas nove vezes na Premier League.
2) Kléberson. Assim como Roque Júnior e Branco, um campeão mundial. Contudo, ao contrário de seus compatriotas, Kléberson não apresentava nenhum indício de carreira em declínio, o que intensifica a sensação de fracasso em Old Trafford. Contratado para substituir Juan Verón, outro flop, o meia paranaense fez ainda pior antes de trocar o Manchester United pelo Besiktas com apenas dois anos de casa.
1) Robinho. Não foi o pior brasileiro na Inglaterra, mas, convenhamos, os £32 milhões investidos e o gordo salário fazem de Robinho a maior decepção. A temporada de estreia no Manchester City foi até razoável, com 15 gols. O problema é que, quando precisou lutar por espaço, o atacante adotou uma postura desinteressada até que conseguisse retornar à Vila Belmiro por empréstimo. No Milan, mostra uma maturidade e um senso coletivo que o teriam ajudado demais em Manchester.
Fantasy
Time mais consistente da liga God Save the Ball, o Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) manteve a liderança na última rodada. Confira a classificação.


