iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

10/11/2009 - 09:27

OS IMPEDIDOS

Álcool e jogador de futebol nunca formaram uma boa dupla. Na Inglaterra, a lista de atletas profissionais renomados que passaram um tempo na cadeia por causa de bebidas e direção é grande.

Lá, diferentemente daqui, não é necessário matar alguém para ser condenado (pensando bem, aqui, a julgar pelos jogadores de futebol, nem mesmo matando o cara vai preso).

Enfim, George Best, Tony Adams, Jermaine Pennant, todos viram o sol nascer quadrado por “apenas” dirigirem embriagados. Em casos mais trágicos, Jordan Robertson (Southampton), Luke McCormick (Plymouth Argyle), Lee Hughes (West Brom) provocaram acidentes que resultaram na morte de pessoas e foram condenados a vários anos de cadeia.

Dia desses, o atacante Marlon King, do Wigan, foi condenado a 18 meses de prisão por agressão a uma mulher em dezembro passado. King, na época jogando pelo Hull, comemorava em um bar de Londres a gravidez de sua mulher e o gol da vitória que marcou pelo seu time. De repente, reagiu violentamente ao desprezo de uma garota de 20 anos com um soco que quebrou seu nariz e rasgou seu lábio. Para piorar, o mesmo King já havia passado um tempo na cadeia em 2002 por receptação de carro roubado.

A agressão de King provavelmente teve a ajuda do álcool, mas prisões provocadas por delitos que não envolvam bebidas também não são inéditas. E isso nos leva ao “Hall of Shame” (hall da vergonha) dos jogadores encarceirados:
 
> Joey Barton (Newcastle): 74 dias de cana, em 2008, por agredir um adolescente enquanto em liberdade condicional por ter agredido o companheiro de equipe Osmane Dabo.
 
> Mickey Thomas (Wrexham, ex-Man United e Chelsea): 18 meses, em 1993, por fabricação de notas falsas.
 
> Peter Storey (ex-Arsenal e seleção inglesa): 28 dias, em 1990, por tentar contrabandear material pornográfico e falsificar moedas. Antes disso, foi dono de um bordel.
 
> Duncan Ferguson (Rangers): 44 dias, em 1994, por ter dado uma cabeçada no adversário durante um jogo contra o Raith Rovers, pelo campeonato escocês. Foi o primeiro jogador a ser preso por um delito em campo. Antes disso, havia sido condenado outras três vezes por agressão, mas não havia passado nenhuma noite na prisão.
 
> Tony Kay, David Layne e Peter Swan (Sheffield Wednesday): 10 semanas, em 1964, por apostarem no adversário Ipswich (e perder o jogo). Kay chegou a ser o jogador mais caro do país em 1962. Layne foi artilheiro do Wednesday nas duas temporadas que jogou por lá (58 gols em 81 jogos). E Swan jogou 19 pela Seleção Inglesa.
 
> Graham Rix (ex-Chelsea e seleção inglesa): 6 meses, em 1999, por fazer sexo com uma garota de 15 anos.
 
> Mark Ward (Everton e Man City): 4 anos, em 2005, por posse de cocaína (4 quilos) e por alugar uma casa para traficantes.

* Coluna publicada no jornal Placar de ontem.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
27/10/2009 - 21:05

À PROCURA DA LENDA

PLJ_2610_11abre

A cada temporada, vasculhamos o planeta inteiro em busca do Melhor do Mundo. Quando encontramos candidatos, nos apressamos em catalogá-los nas várias galerias de grandes da história.

Mas existe no futebol um tipo de jogador que se coloca além do craque. Esse não adianta tentar procurar, eles simplesmente aparecem. Alguns jogadores, às vezes nem tão craques assim, têm a capacidade de extrapolar o futebol e atingir a vida das pessoas. Suas atuações dentro de campo e os títulos que conquistam podem servir de base para que atinjam essa condição, mas o que catapulta um craque ao status de lenda é sua capacidade de inspirar as pessoas. Alguns craques têm isso, outros não.

Ontem, fui à Mostra de Cinema de SP ver À Procura de Eric, do diretor Ken Loach, que tem o francês Eric Cantona como estrela. Cantona é uma lenda no lado vermelho de Manchester, em parte por causa da conquista de quatro ingleses e duas Copas da Inglaterra, em parte pelo futebol refinado e 82 gols que fizeram a alegria dos Red Devils nas cinco temporadas que jogou pelo clube (entre 1992 e 1997). Mas não foram só os títulos e suas atuações que elevaram Cantona à condição de lenda a ponto de servir de inspiração para um filme.

Cantona é desses heróis improváveis que não sabemos exatamente como conseguem sobreviver aos gols contra que marcam na profissão. O currículo do atacante francês durante toda a carreira é notável: cuspiu em torcedor, xingou o técnico da seleção francesa em rede nacional, rasgou a camisa do clube ao ser substituído, deu uma voadora em um hooligan, saiu no tapa com colega de time, atirou a bola em árbitro, xingou pessoalmente os membros de um comitê disciplinar de idiotas…

Entretanto, todas essas coisas que quase o eliminaram do futebol, paradoxalmente, o qualificaram como lenda. Cantona, com a gola de sua camisa levantada, inspirou o Manchester United a se tornar um dos maiores clubes da atualidade. E inspirou Loach no divertido À Procura de Eric.

Coluna do Jornal Placar publicada nesta segunda-feira

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
15/09/2009 - 23:20

JORNAL PLACAR

Já agradeci Fabio Capello aqui no blog, mas vai abaixo outro agradecimento
via coluna do Jornal Placar de ontem.

PLJ_1409_13

Carentes de uma culinária mais palatável, a pizza salva a vida dos ingleses. Cansados de vexames no futebol, esses mesmos ingleses recorreram a outro produto italiano para resgatar sua Seleção da escuridão. E deu certo. Fabio Capello deu uma ajeitada no English Team e hoje é mais popular que a pizza por aquelas bandas.

Desde que o técnico Bobby Robson chegou às semifinais da Copa de 90, nunca o torcedor inglês esteve tão confiante no bi mundial. Os seis técnicos que o sucederam formam um grupo absurdo que parece ter saído de uma esquete de Monty Python:

>> O NABO
Graham Taylor, 1990–93
Deixou a Inglaterra de fora da Copa de 94. Foi apelidado de nabo pelo The Sun por sua semelhança com o legume.

>> O PICARETA
Terry Venables, 1994-96
Perdeu a Eurocopa de 96 em casa e para a arquirrival Alemanha. Fora de campo, era bem enrolado. Com inúmeros processos nas costas, foi condenado a pagar mais de R$ 1,5 milhão por irregularidades nas empresas que administrava dentro e fora do futebol.

>> O INSENSÍVEL
Glen Hoddle, 1996–99
Esse levou uma terapeuta espiritual para a Seleção. Perdeu o emprego após dizer em uma entrevista que pessoas com deficiências físicas estão pagando por erros cometidos em vidas passadas.

>> O ARREGÃO
Kevin Keegan, 1999–2000
Gênio como jogador. Como técnico, tem o pior índice de aproveitamento da história da Seleção. Pediu demissão no primeiro jogo das Eliminatórias de 2002 por não se sentir capaz de melhorar o time.

>> O PEGADOR
Sven-Goran Eriksson, 2001–06
Sueco. Primeiro técnico estrangeiro da Seleção Inglesa. Eliminado de duas copas e uma Eurocopa por Felipão (com Brasil e Portugal). Vai ser lembrado por seus casos extra-conjugais com uma apresentadora sueca e uma secretária da Federação Inglesa.

>> O RÍDICULO
Steve McClaren, 2006–07
Vai ser sempre lembrado segurando um guarda-chuva à beira do gramado enquanto seu time era eliminado da Eurocopa de 2008 pelos croatas em pleno estádio de Wembley. Um empate bastava.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
29/06/2009 - 19:00

TGFF NO JORNAL PLACAR

Abaixo, a coluna do Jornal Placar de sexta-feira.

Alguns de vocês já devem ter notado, outros não, mas não existe Inglaterra em Jogos Olímpicos. Nem Escócia, nem País de Gales e nem Irlanda do Norte. O que existe é a Grã-Bretanha.

E como cada um desses países tem sua própria confederação, eles não se unem para formar um time olímpico de futebol. Apesar de bicampeões olímpicos (1908/1912), os britânicos não jogam futebol nas Olimpiadas desde 1960. Em 2007, por exemplo, a Inglaterra chegou às semifinais do Europeu sub21, colocação que daria a vaga olímpica, mas a Itália acabou indo em seu lugar.

Sendo Londres a sede da próxima Olimpíada, seria bizarro o torcedor local não ter um time no esporte mais popular do país para torcer. Felizmente, os engravatados da Fifa, do Comitê Internacional e das confederações dos países do Reino Unido chegaram a um acordo e decidiram que uma equipe composta somente de ingleses representará a Grã-Bretanha.

Os outros três países – cá entre nós, com muito pouco a acrescentar ao time britânico – se recusaram a participar da equipe mas não se opuseram à ideia do “time inglês”. O argumento oficial para a recusa é um receio de que essa união prejudique o status de independência que cada confederação tem junto à Fifa. Na prática, apesar das históricas desavenças políticas, a rivalidade futebolística é o que mais parece atrapalhar.

Não dá para entrar em um pub de Belfast com a camisa da Inglaterra achando que alguém vai te oferecer uma Guinness.


Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
05/06/2009 - 20:43

TGFF NO JORNAL PLACAR

Abaixo a coluna do Jornal Placar, mas em versão estendida:

Na recém-encerrada temporada inglesa, tivemos a presença de 22 jogadores e um técnico nascidos no Brasil, incluindo os naturalizados Deco (português), Possebon (italiano) e Eduardo (croata). Infelizmente, a maioria não foi muito bem, mas dá para fazer uma seleção respeitável com os 11 melhores. Ao lado do clube, vai a minha nota para o desempenho de cada um:

GOLEIRO

Gomes (G, Tottenham, 7)
Levou vários frangos no início, mas se recuperou e terminou o campeonato em alta.

DEFESA

Rafael (Man United, 7)
Ótima temporada de estreia. Já faz parte do elenco.

Belletti (Chelsea, 6)
Aqui coloquei o Belletti improvisado na zaga, mas ele, que chegou como lateral ao Chelsea, foi ressuscitado por Felipão no meio-campo e ganhou a simpatia da torcida.

Alex (Chelsea, 8 )
Chegou a pedir para sair porque era reserva, mas acabou como titular graças à contusão de Ricardo Carvalho e à chegada de Hiddink.

Fábio Aurélio (Liverpool, 8 )
O melhor brasileiro da Premiership. Não dá para entender porque não tem chance na seleção

MEIO CAMPO

Denílson (Arsenal, 7)
Xerifão do meio-campo do Arsenal, jogou quase todos os jogos.

Lucas (Liverpool, 6)
Mais reserva que titular. Caiu em relação à temporada passada.

Elano (Man City, 5)
Brigou muito com o técnico e apresentou pouco futebol.

Robinho (Man City, 5)
Embora tenha sido artilheiro do time, não fez jus ao valor pago por ele. Não ficou nem entre os três preferidos da torcida.

ATAQUE

Eduardo da Silva (Arsenal, 7)
Voltou de contusão e marcou uns golzinhos, o que já está de bom tamanho pela fratura que teve.

(Everton, 5)
Chutado do City, trocou de clube e melhorou um pouco. Mas deve voltar para o time azul de Manchester.

OS RESERVAS

GOLEIRO

Diego Cavalieri (Liverpool, 5)

DEFESA

Glauber (Man City, 3)
Caçapa (Newcastle, 3)
Gilberto (Tottenham, 2)
Fabio (Man United, 6)

MEIO CAMPO

Mineiro (Chelsea, 2)
Anderson (Man United, 6)
Possebon (Man United, 6)
Deco (Chelsea, 4)

ATAQUE

Geovanni (Hull, 6)
Afonso Alves (Middlesbrough, 4).

Diego, Caçapa, Fabio e Possebon foram reservas absolutos e só participaram de jogos em que os titulares foram poupados. Glauber jogou só seis minutos no último jogo do campeonato. Mineiro fez sua estreia nos 15 minutos finais de um jogo da Premiership e sua despedida em mais alguns minutos pela Copa da Liga. Anderson caiu em relação a temporada passada. Geovanni foi artilheiro do time, jogou 35 partidas, mas foi substituído em 20. Deco e Afonso, pelo que custaram, decepcionaram e devem ser negociados.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
29/05/2009 - 16:10

TGFF NO JORNAL PLACAR

Os leitores deste blog já estão cansados de saber o que é a FA Cup, mas para os leitores do Jornal Placar, nem tão por dentro de futebol inglês assim, o tema é mais apropriado.

Amanhã, três dias após a derrota do Manchester na final da Liga dos Campeões, outra final encerrará a temporada inglesa. Chelsea e Everton lutarão pelo título da F.A. Cup (ou Copa da Inglaterra), o mais antigo torneio de futebol do planeta.

A F.A. Cup não é a copa mais charmosa do mundo por acaso. Não bastasse o fato de ter uma história de 138 anos, a Football Association não economiza pompa no dia da final. Sempre disputada em Wembley, até a Rainha da Inglaterra (ou um representante da Família Real) aparece para ver a partida.

Neste ano, um recorde de 762 clubes (profissionais e amadores) participaram do torneio, que tem um sistema de mata-mata em jogo único. Partidas de volta só em caso de empate.

Além dos 90 000 torcedores presentes ao estádio, estima-se que 500 milhões de pessoas assistirão a partida ao redor do mundo. Para estimular ainda mais as equipes, a F.A. premiará o vencedor com R$ 6,5 milhões. O perdedor leva R$ 3,2 milhões. Esses valores se juntam a mais R$ 5,6 milhões que cada equipe ganhou cada vez que passou de fase.

Vai levar um tempo para que a nossa Copa do Brasil vire uma FA Cup, mas que tal começarmos por agraciá-la com a participação dos melhores clubes do país, ou seja, os times que participam da Libertadores?

NOVO RICO
O bilionário superstar Sulaiman Al-Fahim, dos Emirados Árabes, fez uma oferta de compra ao Portsmouth e ela foi aceita. Pode ser que teremos um novo Manchester City na próxima temporada.

BRASUCAS NA INTER
O meio campo luso-brasileiro Deco, do Chelsea, admitiu que está negociando uma possível transferência para a Inter de Milão, do técnico José Mourinho. Outro brasileiro na mira do tetra campeão italiano é Elano.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
22/05/2009 - 12:06

TGFF NO JORNAL PLACAR

Abaixo a coluna desta semana no jornal Placar, distribuído gratuitamente na ruas de São Paulo.

O torcida do Newcastle é, segundo algumas pesquisas, a mais fiel da Inglaterra. Com glórias em um passado longínquo – quatro Ligas (a última em 1927), seis Copas da Inglaterra (a última em 1955) e uma Trade Fairs Cup (predecessora da Uefa, em 1969) –, a equipe tem a terceira melhor média de público da Premiership: quase 50 mil por partida.

Domingo, o carismático clube do nordeste inglês pode ser rebaixado.

Depois de amargar as últimas posições na temporada passada, o dono do time, Mike Ashley, contratou a lenda Kevin Keegan, que havia tirado a equipe da segundona na última vez que estiveram por lá em 1993. King Kev terminou o campeonato em 12º lugar. Mesmo com o promissor início nesta temporada, uma briga com Ashley levou Keegan à demissão.

Enquanto despencava, o dono tentou vender o clube mas não achou comprador, Joe Kinnear (substituto de Keegan) teve de ser operado do coração, a estrela Michael Owen vive machucada, o melhor goleiro da Liga (Shay Given) foi vendido para o Man City e um novo messias foi chamado para comandar a equipe: Alan Shearer.

Sem nunca ter sido técnico na vida, o ex-comentarista Shearer trocou as cabines da BBC pelo banco de reservas. Resultado até agora: uma vitória em sete jogos.

Quem achou que esse negócio de técnico começar por cima era uma boa idéia?

> DESPRESTIGIADO
Mesmo tendo custado mais de R$100 milhões, Robinho não ficou nem entre os três melhores jogadores do Manchester City nesta temporada, segundo os torcedores do clube. O eleito foi o meio campo Stephen Ireland, seguido por Kompany e Zabaleta.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
25/04/2009 - 00:14

TGFF NO JORNAL PLACAR

O Jornal Placar está de volta. Depois do período de teste que aconteceu no final do ano passado, a Abril lançou definitivamente esse periódico esportivo gratuito nas ruas de São Paulo (se você não é de SP pode ler e baixar o PDF pelo site do jornal).

E assim como aconteceu no período de teste, uma vez por semana (agora às sextas-feiras), terei a incumbência de falar algo sobre o futebol da terra de seus inventores.

Abaixo, a primeira coluna, feita de sopetão. Alguma coisa a comentar, discordar, acrescentar?

Faltam cinco rodadas para o final do Campeonato Inglês. Até agora Robinho jogou 27 vezes pelo Manchester City e marcou 12 gols. Só um deles em 2009. Mais do que gols, o brasileiro tem colecionado uma infinidade de atuações pífias. Fora de campo, tem irritado técnico e dirigentes com seu comportamento insolente. Faz sua própria interpretação do que significa traje fino, não conversa com alguns companheiros e coloca sempre a culpa no seu inglês ruim.

Sua má forma técnica não parece ter motivos físicos. Robinho parece padecer de falta 
de perspectiva.
Desde que saiu do Brasil, sempre teve em mente o título de melhor do mundo. Disse isso quando chegou ao Real Madrid e repetiu quando foi contratado pelo City. Mas foi percebendo que naquele clube não chegaria a lugar nenhum.

O que Robinho não se deu conta é que foi contratado para servir de alicerce para um projeto maior. O City pode se tornar um novo Chelsea. Os mais de 100 milhões de reais gastos pelo dono do time, um sheik dos Emirados Árabes, não visavam só a compra de gols e dribles, mas também de uma fonte de inspiração. Robinho não precisa ser artilheiro, campeão e melhor do mundo. Tudo o que se espera dele é que mostre que está se esforçando. Em campo, Robinho precisa mostrar vontade. Fora, estudar inglês, conversar com seus companheiros, viajar usando gravata e sapato. Só isso. É muito?

> Southampton, -10
Por problemas administrativos, o Southampton, da 2ª divisão inglesa, irá perder 10 pontos. Isso se acabar o torneio fora da zona de rebaixamento. Rebaixado, vai começar a 3ª divisão com 10 pontos a menos.

> Nem Shearer salva
Alan Shearer, um dos maiores ídolos da seleção inglesa, foi chamado às pressas para estrear como técnico e salvar o Newcastle do rebaixamento. Três jogos se passaram e nada mudou.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
14/11/2008 - 01:02

THANK GOD… NO JORNAL PLACAR

Como se não bastasse o trabalho hercúleo na arte do Jornal Placar ainda tenho que escrever uma coluna às quintas-feiras sobre futebol inglês. O chato de escrever para jornal é que tudo tem de ser no tamanho certo. Não pode escrever mais nem menos. Então a minha primeira coluna, essa abaixo, ficou assim, meio telegráfica. São cinco coisas que eu acho interessantes no futebol inglês. Como, obviamente, existem muitas outras, se alguém puder/quiser opinar, eu agradeceria. Daqui alguns dias faço um apanhado geral com os nomes dos devidos colaboradores e pósto (eu sei que não tem acento, mas é uma licença gráfica, coisa de designer) aqui. A coluna:

CINCO MOTIVOS

O Campeonato Inglês está na moda. Outro dia vi um cara na rua com a camisa do Wigan, vê se pode. Mas se você ainda não está contagiado pela febre catapultada por Robinho e Felipão, vou te dar cinco (outros) motivos para assistir ao campeonato mais rico do mundo.

Bando de craques
Dos 23 jogadores que concorrem a melhor do mundo, dez estão na Inglaterra: Adebayor, Ballack, Deco, Drogba, Fabregas, Gerrard, Lampard, Cristiano Ronaldo, Terry e Fernando Torres. A Espanha tem oito, a Itália, coitada, só três. Rússia e Alemanha têm um cada.

A bola não pára
A média de faltas da última rodada do Inglês foi de 23,6 – aqui no Brasil é 39,2. Os juízes não marcam qualquer esbarrão e os jogadores, sabendo disso, tentam sempre ficar em pé.

Harry Redknapp
O técnico do Tottenham com cara de beberrão ressuscitou o time londrino, que havia morrido nas mãos do badalado técnico Juande Ramos. O espanhol havia ganhado dois pontos nos oito primeiros jogos do campeonato. Desde que Redknapp assumiu, o Tottenham venceu cinco partidas e empatou uma.

Joe Kinnear
O técnico do Newcastle chegou calmamente a uma coletiva e perguntou: “Quem é fulano?”. ”Sou eu”, respondeu um repórter. “Você é um cuzão. Quem é cicrano? Você não bate bem da cabeça”. E por aí foi. Foram 52 palavrões em cinco minutos. Sensacional.

Rory Delap
Meio-campo do humilde Stoke City. Nunca existiu no futebol alguém que cobrasse lateral como ele. O sujeito consegue lançar a bola lá no segundo pau. Dos 13 primeiros gols do Stoke no campeonato, sete vieram de seus ‘arremessos’.

Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo