Jonathan Woodgate | God Save the ball

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 Listas | 13:49

Cuidado, frágil

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As lesões venceram. Aos 31 anos, o ótimo zagueiro Ledley King, do Tottenham, anunciou sua aposentadoria. King tem dores crônicas no joelho que o impediam de treinar e, naturalmente, limitavam sua participação nos jogos. Apesar da desistência precoce de King, a Inglaterra costuma ser tolerante com vítimas constantes de contusões. O blog preparou uma seleção desses jogadores:

Chris Kirkland. É uma espécie de Marcos inglês, mas sem a santidade. Revelado pelo Liverpool, com longa passagem pelo Wigan (onde perdeu espaço para o hoje titular Ali Al-Habsi) e atualmente no Sheffield Wednesday, Kirkland nunca justificou o rótulo de “futuro número 1” da Inglaterra. Contusões em dedo, costas, clavícula e tornozelo o atrapalharam demais.

Woodgate e King: na saúde e, sobretudo, na doença

Kieron Dyer. Como já se aventurou na lateral direita, Dyer pode ser improvisado também em nossa lista. Ele é um exemplo para os jogadores propensos a lesões. Mesmo tendo atuado apenas 35 vezes nos últimos cinco anos – e sete minutos em 2011-12 –, convenceu o QPR a renovar seu contrato. Um mito.

Ledley King. Ao contrário da maior parte dos jogadores desta lista, King quase sempre manteve o alto nível de suas atuações. O problema é que elas se tornaram especialmente raras a partir de 2006. As 14 temporadas dedicadas ao Tottenham, seu único clube na carreira, não serão esquecidas pelos torcedores. Será embaixador dos Spurs.

Jonathan Woodgate. Depois de altos e baixos no Stoke City, o zagueiro retorna a Middlesbrough, onde nasceu e cresceu antes de profissionalizar-se no Leeds. A carreira dele é um autêntico desperdício. Contratado pelo Real Madrid em agosto de 2004, estreou em setembro de 2005. Sem dúvida, um dos piores estrangeiros da história dos Blancos.

Fábio Aurélio. O lateral brasileiro é daqueles que se lesionam logo nos primeiros minutos em atividade após um longo período afastado ou mesmo brincando na praia com a família. Quando conseguiu jogar com alguma regularidade no Liverpool, em 2008-09, foi muito bem. No Grêmio há menos de dois meses, nem sequer estreou e já está fora da temporada.

Darren Anderton. O ex-meia do Tottenham é bem mais conhecido pelas lesões do que pelo desempenho em campo. Pudera! Anderton, que até jogou 30 vezes pela seleção inglesa, teve repetidos problemas em hérnia de disco, virilha, tendão de Aquiles e joelho.

Owen Hargreaves. Talvez o maior expoente da lista. No Bayern e no primeiro ano pelo Manchester United, Hargreaves conseguiu ser importante. A partir de 2008, porém, foram raros os momentos em que esteve disponível. Até ao YouTube ele recorreu antes de persuadir o Manchester City a contratá-lo. Está novamente sem clube.

Ashton desistiu da carreira em dezembro de 2009

Michael Johnson. O nome de sprinter não salvou Johnson dos problemas físicos. Revelado e ainda sob contrato no Manchester City, o meia central de 24 anos provavelmente faria parte do elenco principal se não tivesse enfrentado tantas lesões. Em seis temporadas como profissional, a última delas emprestado ao Leicester, Johnson disputou apenas 54 partidas.

Tomas Rosicky. É o representante do Arsenal. Apesar de ter atuado regularmente no último semestre, o tcheco sempre carregará a imagem de quem teve sucessivas lesões em inúmeras tentativas de retorno e passou praticamente em branco entre 2008 e 2010.

Dean Ashton. Ashton era um centroavante razoável, potencialmente útil a times médios da Premier League. Lamentavelmente, teve de se aposentar aos 26 anos em função de uma contusão crônica no tornozelo esquerdo. Seu último clube foi o West Ham.

Michael Owen. Procure vídeos dele no YouTube. A diferença em relação a hoje é gritante. Owen era um fenômeno físico na juventude. O então muito rápido e frio atacante do Liverpool foi Bola de Ouro em 2001, mas destruiu sua carreira em 2004, quando se mudou para o Real Madrid e passou a frequentar departamentos médicos.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 13 de julho de 2011 Jogadores, Mercado | 18:30

Persistência deles, coragem dos clubes

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Woodgate é recebido sob nuvens de desconfiança em Stoke-on-Trent

Em fevereiro de 2007, os frequentadores de departamento médico Jonathan Woodgate, Owen Hargreaves e Kieron Dyer foram convocados à seleção inglesa por Steve McClaren. A ocasião era um amistoso com a Espanha em Manchester.

Hargreaves se cortou “para não arriscar sua condição física”. Woodgate e Dyer foram titulares. A Inglaterra cumpriu as expectativas e perdeu. Apesar de convocações esporádicas até 2008, o trio desapareceu depois. Nos últimos dois anos, as lesões os limitaram, juntos, a 33 jogos (27 só de Dyer) por seus clubes. Fim da linha para eles?

Nada disso. Nesta semana, Stoke e Queens Park Rangers anunciaram, respectivamente, o zagueiro Woodgate (31) e o meia Dyer (32), que ficam na Premier League. O volante Hargreaves (30), que há pouco divulgou uma série de vídeos a fim de provar aos clubes sua aptidão para jogar, atraiu o interesse do Leicester, da segunda divisão.

Woodgate pode dar certo no Stoke. Como o ex-capitão Faye é mais um dos antigos pupilos de Sam Allardyce a reforçar o West Ham, o time precisava mesmo de nova alternativa a Shawcross e Huth. O ex-zagueiro do Tottenham, assim como Hargreaves e Dyer, estava livre. O contrato de risco protege o clube. Boa sacada de Tony Pulis, que, se conseguir colocá-lo em campo, ganha um ótimo defensor.

A contratação do QPR é bem mais questionável. Taarabt (se ficar), Faurlín e Smith ocupam o espaço de Dyer, só que, mesmo como opção secundária, o ex-meia do West Ham nada fez para merecer um lugar na Premier League. Foi nulo nos Hammers quando conseguiu jogar e não marca um gol há mais de quatro anos – quando ainda estava no Newcastle! Dyer era uma estrela no início da carreira, mas pode agradecer a chance oferecida por Neil Warnock, que dá um tiro no escuro e na própria ambição.

Até pela força de vontade, Hargreaves, que atuou por cinco minutos em 2010-11, merece ser testado após deixar o Manchester United. Embora não tenha certeza sobre o desejo do jogador, Sven-Goran Eriksson, que o comandou na Copa de 2006, parece determinado a lhe oferecer essa oportunidade no Leicester. O técnico só precisa ficar de olho na quantidade de apostas no passado: seu elenco já tem Vassell, Konchesky e Nugent. O West Bromwich também estaria interessado em Hargreaves.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Jogadores, Tottenham | 16:22

Triste rotina

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Woodgate tem oito jogos pela seleção. Poderia ter 80

Em novembro de 2009, o zagueiro Jonathan Woodgate, do Tottenham, descobriu que perderia mais alguns meses da carreira por conta de uma grave lesão na virilha. O jogador foi submetido a cirurgia, e o prazo para o retorno era indeterminado. Woodgate ficou 15 meses sem defender os Spurs. Retornou justamente na terça-feira, contra o Milan, para cobrir a saída do lateral-direito Corluka, atropelado por Flamini. Lesionou-se novamente, desta vez com um estiramento no músculo adutor esquerdo. Normal para quem acaba de voltar, porém dramático para quem chega ao 14º ano da carreira com apenas quatro temporadas completas.

Aos 18 anos, Woodgate já jogava no ótimo time do Leeds. Em 2002, com a crise financeira se instalando em Elland Road, trocou os Peacocks pelo Newcastle. Nos primeiros sete anos como profissional, sempre foi tecnicamente muito bem, mas pequenas e grandes lesões minaram sua consistência. Woodgate só havia feito mais de 30 jogos em suas duas primeiras temporadas. Apostando exclusivamente no potencial dele, o Real Madrid resolveu contratá-lo por £13 milhões. Pior para os merengues, que viram o zagueiro jogar apenas 12 vezes pelo clube. Em enquete do periódico Marca, ele foi eleito “a pior contratação do século 21″ em La Liga.

Após duas temporadas praticamente inexistentes em Madrid (ele nem sequer entrou em campo na primeira), Woodgate passou mais um ano e meio no Middlesbrough antes de o Tottenham resolver apostar nele. O zagueiro até rendeu enquanto pôde: foi, por exemplo, o melhor jogador da final da Carling Cup de 2008, quando os Spurs venceram o Chelsea. Curiosamente, sua única temporada consistente em White Hart Lane foi 2008-09, em que o Tottenham teve um início tenebroso com Juande Ramos e, depois com Harry Redknapp, celebrou um lugar na primeira metade da tabela.

Após a lesão no San Siro, onde o zagueiro jogou por 31 minutos, especulou-se que Woodgate, de 31 anos, estaria “fora da temporada” pela enésima vez na carreira. Por ora, o Tottenham confirma apenas a contusão, mas a extensão dela só será conhecida após avaliação mais detalhada. Como quase não joga, ele nem pode se queixar do calendário sem quebras ou das chuteiras, como faziam várias estrelas inglesas que lesionaram um dos metatarsos (ossos entre o tarso e os dedos do pé) de 2002 a 2006 – a lista é longa, pode acreditar. Assim como com Hargreaves, Ashton, Dyer e seu parceiro Ledley King, não vamos nos lembrar do que Woodgate foi, mas do que poderia ter sido.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,