Cuidado, frágil
As lesões venceram. Aos 31 anos, o ótimo zagueiro Ledley King, do Tottenham, anunciou sua aposentadoria. King tem dores crônicas no joelho que o impediam de treinar e, naturalmente, limitavam sua participação nos jogos. Apesar da desistência precoce de King, a Inglaterra costuma ser tolerante com vítimas constantes de contusões. O blog preparou uma seleção desses jogadores:
Chris Kirkland. É uma espécie de Marcos inglês, mas sem a santidade. Revelado pelo Liverpool, com longa passagem pelo Wigan (onde perdeu espaço para o hoje titular Ali Al-Habsi) e atualmente no Sheffield Wednesday, Kirkland nunca justificou o rótulo de “futuro número 1” da Inglaterra. Contusões em dedo, costas, clavícula e tornozelo o atrapalharam demais.
Kieron Dyer. Como já se aventurou na lateral direita, Dyer pode ser improvisado também em nossa lista. Ele é um exemplo para os jogadores propensos a lesões. Mesmo tendo atuado apenas 35 vezes nos últimos cinco anos – e sete minutos em 2011-12 –, convenceu o QPR a renovar seu contrato. Um mito.
Ledley King. Ao contrário da maior parte dos jogadores desta lista, King quase sempre manteve o alto nível de suas atuações. O problema é que elas se tornaram especialmente raras a partir de 2006. As 14 temporadas dedicadas ao Tottenham, seu único clube na carreira, não serão esquecidas pelos torcedores. Será embaixador dos Spurs.
Jonathan Woodgate. Depois de altos e baixos no Stoke City, o zagueiro retorna a Middlesbrough, onde nasceu e cresceu antes de profissionalizar-se no Leeds. A carreira dele é um autêntico desperdício. Contratado pelo Real Madrid em agosto de 2004, estreou em setembro de 2005. Sem dúvida, um dos piores estrangeiros da história dos Blancos.
Fábio Aurélio. O lateral brasileiro é daqueles que se lesionam logo nos primeiros minutos em atividade após um longo período afastado ou mesmo brincando na praia com a família. Quando conseguiu jogar com alguma regularidade no Liverpool, em 2008-09, foi muito bem. No Grêmio há menos de dois meses, nem sequer estreou e já está fora da temporada.
Darren Anderton. O ex-meia do Tottenham é bem mais conhecido pelas lesões do que pelo desempenho em campo. Pudera! Anderton, que até jogou 30 vezes pela seleção inglesa, teve repetidos problemas em hérnia de disco, virilha, tendão de Aquiles e joelho.
Owen Hargreaves. Talvez o maior expoente da lista. No Bayern e no primeiro ano pelo Manchester United, Hargreaves conseguiu ser importante. A partir de 2008, porém, foram raros os momentos em que esteve disponível. Até ao YouTube ele recorreu antes de persuadir o Manchester City a contratá-lo. Está novamente sem clube.
Michael Johnson. O nome de sprinter não salvou Johnson dos problemas físicos. Revelado e ainda sob contrato no Manchester City, o meia central de 24 anos provavelmente faria parte do elenco principal se não tivesse enfrentado tantas lesões. Em seis temporadas como profissional, a última delas emprestado ao Leicester, Johnson disputou apenas 54 partidas.
Tomas Rosicky. É o representante do Arsenal. Apesar de ter atuado regularmente no último semestre, o tcheco sempre carregará a imagem de quem teve sucessivas lesões em inúmeras tentativas de retorno e passou praticamente em branco entre 2008 e 2010.
Dean Ashton. Ashton era um centroavante razoável, potencialmente útil a times médios da Premier League. Lamentavelmente, teve de se aposentar aos 26 anos em função de uma contusão crônica no tornozelo esquerdo. Seu último clube foi o West Ham.
Michael Owen. Procure vídeos dele no YouTube. A diferença em relação a hoje é gritante. Owen era um fenômeno físico na juventude. O então muito rápido e frio atacante do Liverpool foi Bola de Ouro em 2001, mas destruiu sua carreira em 2004, quando se mudou para o Real Madrid e passou a frequentar departamentos médicos.



