John Terry | God Save the ball

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Posts com a Tag John Terry

domingo, 15 de julho de 2012 Debates | 20:35

Punição necessária

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A absolvição de John Terry das acusações de ofensas racistas a Anton Ferdinand é prejudicial ao futebol inglês. O resultado do julgamento, levado à Justiça Comum porque Ferdinand prestou queixa à polícia, representa negligência em relação ao tema, exatamente o oposto da imagem que a Football Association pretende transmitir. Na esfera esportiva, há sete meses, Luis Suárez foi suspenso por oito partidas domésticas depois de uma discussão bem mais controversa com Patrice Evra.

Terry ainda pode ser punido pela FA

Em outubro do ano passado, quando o Queens Park Rangers recebeu o Chelsea, Terry teria dito a Ferdinand, com o perdão do vocabulário, “fuck off, fuck off… fucking black cunt, fucking nobhead”. O capitão do Chelsea admitiu ter utilizado exatamente essas palavras, porém com uma “exclamação sarcástica”.

Em síntese, o zagueiro da seleção inglesa se defendeu com a velha máxima de que, no calor de uma partida, trocas de ofensas não devem ser levadas a sério. É como se ele reportasse ao juiz que agiu como racista naquele momento, mas não é, realmente, racista. Na esteira de Terry, o promotor Duncan Perry argumentou que, se os árbitros punissem os atletas por linguagem abusiva, todas as partidas terminariam aos dez minutos.

Ao colocar a discriminação étnica no mesmo grupo das habituais trocas de farpas entre jogadores, o julgamento arranha a imagem do futebol, inibe denúncias de atos racistas e cria uma perigosa sensação de impunidade. A Ferdinand, a verdadeira vítima dessa história, sobra o constrangimento. A Terry, a convicção de que não fez nada errado.

É para reparar isso que a FA precisa agir, bem além da destituição de Terry como capitão da seleção. Após o zagueiro sair triunfante da Corte, a esfera esportiva deve tomar as rédeas da situação e não permitir que um caso tão emblemático e com tantas evidências acabe em pizza. Nada impede que Terry seja investigado e punido pelo tribunal da FA. Será assim, ou todas as campanhas de combate ao racismo, aquelas vinculadas ao futebol inglês, perderão credibilidade.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

sexta-feira, 8 de junho de 2012 Euro 2012, Inglaterra | 20:35

Inglaterra na Euro: Defeitos

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Depois das virtudes, aí vão os defeitos da seleção inglesa:

Desfalques. Com algumas improvisações, é possível montar um time bem interessante apenas com jogadores lesionados: Ruddy; Walker, Cahill, Dawson, Smalling; Rodwell, Barry; Cleverley, Lampard, Wilshere; Bent. Ainda tem Ferdinand, excluído em benefício de Terry. Pelo menos Defoe, que perdeu o pai há dois dias, deve retornar à Polônia antes da estreia. As ausências afetam a equipe titular, mas especialmente as opções de banco, outro grave defeito da seleção inglesa.

Reservas limitados. A Inglaterra perde. Roy Hodgson coça a cabeça, olha para os reservas e se depara com Kelly, Henderson e Downing, três dos seis jogadores do Liverpool que ele convocou. Também pelos incontáveis desfalques, o banco inglês é frágil demais. Para que se tenha uma ideia, o melhor game changer (aquele jogador capaz de entrar e mudar a partida) do grupo tem 18 anos. Chamberlain é promissor, mas não deveria carregar tanta responsabilidade agora.

Terry agonizou contra a Alemanha há dois anos

Transição difícil. Enquanto a geração de Terry e Gerrard prepara sua despedida, aparece a de Phil Jones, Chamberlain e Welbeck. E entre elas, na faixa etária que deveria concentrar as referências da seleção, há quem? Não fosse por Rooney e Young, a Inglaterra não teria jogadores confiáveis de 26 a 30 anos. A seleção conta com figuras decadentes, jovens promissores e, com raras exceções, um buraco entre esses grupos.

Terry à direita. A ausência de Gary Cahill é bem relevante. Não apenas por critérios técnicos, mas também por uma peculiaridade da nova parceria, entre Terry e Lescott. Canhoto, o zagueiro do Manchester City tem de jogar à esquerda para se sentir confortável. O problema é que o capitão do Chelsea também se acostumou a atuar por ali. Com Lescott na equipe, ele é deslocado à direita, exatamente onde foi desastroso na derrota por 4 a 1 para a Alemanha em 2010 (Matthew Upson ficou à esquerda). Nesse ponto, a Inglaterra começa a Euro como terminou a Copa.

Falta de criatividade. A Inglaterra não seria criativa nem se estivesse completa, mas a lesão de Lampard agravou a deficiência. Sem ele, Gerrard perde liberdade de se aproximar da área, onde rende mais, porque precisa compor a segunda linha e articular jogadas a partir do próprio campo, o que passa longe de ser sua especialidade. Para piorar, os wingers estão em má fase e não oferecem um escape confiável pelos lados. Tudo isso reforça a dependência de Young, sobretudo durante a suspensão de Rooney.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

terça-feira, 24 de abril de 2012 Chelsea, Copas Europeias | 20:18

Ramires, Terry e o milagre de Barcelona

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O Chelsea de John Terry definhava no Camp Nou. Levou 1 a 0, viu seu capitão ser estupidamente expulso e Iniesta praticamente sacramentar a classificação do Barcelona à final da Champions League. Até que entrou em campo o Chelsea de Ramires. Já em clima de eliminação e de um iminente chocolate blaugrana, o brasileiro, sacrificado na lateral direita, marcou um golaço para recolocar os ingleses no caminho para a decisão, de onde eles não mais saíram. O empate por 2 a 2 foi um milagre.

Pouco antes do intervalo, o Chelsea perdia por 2 a 0 para o melhor time desta geração, tinha um jogador a menos, Ramires na lateral direita, Bosingwa como zagueiro e Drogba circulando pela defesa para cortar quantas bolas pudesse. O Barcelona e Lionel Messi foram muito incompetentes, mas, diante desse cenário, nada tira o mérito do Chelsea pelo esforço para congestionar a área, garantir a vaga na final e ainda empatar o jogo.

Ramires não é mano do Mano, mas é o melhor brasileiro na Inglaterra

Roberto Di Matteo fez questão de atribuir a conquista aos jogadores, destacando que a “paixão valeu mais do que a tática”. Ramires, o mais apaixonado, foi o craque de uma classificação conquistada pela disciplina e a frieza para aproveitar as raras chances. Este fluminense de Barra do Piraí é versátil, rápido, técnico e extremamente aplicado, como se tivesse sido moldado para jogar na Inglaterra. Hoje, sem nenhum exagero, já caminha para ser o melhor brasileiro de todos os tempos no futebol inglês.

Enquanto Ramires decidia o jogo, Terry chorava as pitangas no vestiário. É inaceitável que a maior referência do clube, que já carregava uma tonelada nas costas por ter falhado na decisão de 2008, tenha agredido Alexis Sánchez daquela maneira. O capitão, o suposto role model do Chelsea, famoso pela estupidez no cotidiano, desta vez foi um irresponsável também em campo. A milagrosa classificação o salvou de outra culpa eterna, mas não da ausência na final de Munique, em 19 de maio.

Além de Terry, serão desfalques Ivanovic, Raúl Meireles e Ramires, aquele que mais merecia a ocasião. Di Matteo já deve pensar em Cech; Bosingwa, Cahill (Romeu), David Luiz, Cole; Mikel, Essien; Kalou (Sturridge), Lampard, Mata; Drogba. O banco não terá tantas opções, mas o time que vai a campo pode desafiar Bayern ou Real Madrid, especialmente com David Luiz e Gary Cahill saudáveis.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quinta-feira, 15 de março de 2012 Chelsea, Copas Europeias | 19:06

Hiddink italiano

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A cidade de Manchester caiu diante da Península Ibérica. United e City foram eliminados com justiça da Liga Europa por Athletic Bilbao e Sporting, que venceram três dos quatro jogos das eliminatórias. Houve um pouco de complacência dos ingleses, mas muito de bom futebol do Athletic e de péssima fase do Manchester City, que demorou demais a reagir contra o quarto colocado da liga portuguesa. Para ambos, vida e Premier League que seguem.

Com o completo fracasso inglês na segunda competição continental, o último representante do país na Europa é o Chelsea. Sim, aquele time preguiçoso que havia levado 3 a 1 do Napoli no San Paolo conseguiu se recuperar na Champions. A classificação com a assinatura da oligarquia que derrubou André Villas-Boas, comemorada por um extasiado Roberto Di Matteo (vocês viram quando ele atropelou Fernando Torres logo após o jogo?), lembra demais o que aconteceu há três anos.

Di Matteo faz pênalti em Drogba

Pelo trabalho limitado a meia temporada e a relação insustentável com os senadores do elenco, a crítica adora associar Villas-Boas a Luiz Felipe Scolari. Então, também é pertinente associar Di Matteo a Guus Hiddink, substituto de Felipão em Stamford Bridge. Boa parte do sucesso do holandês no Chelsea (semifinal da Champions e título da FA Cup) pode ser atribuída ao ambiente de camaradagem que ele criou numa rede de amigos que envolvia Abramovich, Lampard, Terry, Drogba e quem mais você imaginar.

Hiddink é muito mais experiente do que Di Matteo, que tem apenas trabalhos consistentes em Milton Keynes Dons e West Brom. A questão não é essa, mas o efeito da substituição de um técnico renegado pelo elenco por outro benquisto. Com três vitórias, um gol sofrido, uma classificação épica e uma celebração engraçada de tão intensa, Di Matteo pelo menos passa a impressão de que seu ambiente é ótimo. Vale registrar que, como jogador, ele foi parceiro de Terry e Lampard até a aposentadoria, em 2002.

Ainda que tenha figuras decadentes, o elenco é capaz. Como em 2008-09, quando o Barcelona de Pep Guardiola contou com sucessivos erros de arbitragem para eliminar o Chelsea, o time pode surpreender na Champions, que, aliás, quase conquistou em 2007-08 com o também interino Avram Grant. O ambiente em Stamford Bridge é tão determinante para o sucesso, que uma melhora repentina dele muda uma temporada. Não dá para lutar pela liga, mas os Blues de Di Matteo estão vivos em duas copas, mesmo cenário que Hiddink encontrou há três anos.

Em longo prazo, porém, o Chelsea erra ao manter o modelo oligárquico com uma panelinha de jogadores no poder.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

segunda-feira, 5 de março de 2012 Chelsea | 10:59

Junta técnica

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Villas-Boas, ator coadjuvante, fotografado durante o "Oscar do Esporte"

O jornalista e torcedor do Fulham Felipe Marra Mendonça, morador de Londres, fez uma sugestão interessante a Roman Abramovich. Em vez de contratar outro treinador ou mesmo ceder o lugar interinamente a Roberto Di Matteo, por que não criar uma espécie de junta técnica com John Terry e Frank Lampard no comando?

Em algum momento do finado trabalho de André Villas-Boas, houve a ilusão de que o Chelsea mudaria seu paradigma de subserviência do manager em relação aos jogadores. O português bateu de frente com Lampard ao transformá-lo em peça de rodízio do elenco e silenciá-lo temporariamente, passando a impressão de que o Super Frankie, que aos quase 34 anos perdeu seus poderes especiais, aceitaria o novo status.

No entanto, o decadente meia rapidamente rompeu o silêncio e adotou um discurso apelativo, de que “só queria jogar” e “o técnico não explicou por que o barrava”. A relação de Lampard e Terry (que também não faz um bom ambiente) com os torcedores é muito emocional, pois, desde José Mourinho, eles são as únicas referências que já estavam no clube antes da chegada de Abramovich. Ou seja, mexeu com eles, mexeu conosco.

Contraditoriamente, a dupla é muito próxima a Abramovich, que, como Luiz Felipe Scolari evidenciou hoje, mantém há bastante tempo um relacionamento íntimo com um grupo de atletas que joga para escanteio qualquer treinador que ameace a oligarquia. Enquanto isso, Villas-Boas foi deteriorado pela panelinha, e o Chelsea perdeu um manager promissor que, na opinião do colunista, claramente sabia o que estava fazendo.

Como Abramovich se recusa a dispensar suas referências problemáticas e sempre prefere a cabeça do manager, a sugestão do início do texto é perfeita: saia do armário, Roman, e assuma de vez quem manda em Stamford Bridge. Terry-Lampard não seria exatamente uma nova era, mas a formalização do que é, há muito, a realidade deste Chelsea.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Inglaterra | 18:47

De braço em braço

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Pela segunda vez em dois anos, John Terry perdeu a faixa de capitão da seleção inglesa. A Football Association se antecipou a Fabio Capello e, por conta da acusação de racismo a que o zagueiro responde, fez justiça com as próprias mãos. Não adianta tentar entender a decisão sob o ponto de vista da capacidade ou da moral que Terry teria para liderar o grupo. Afinal, desta vez, o argumento é político.

A FA tem, plena de razão, tentado combater o racismo com pulso firme, de forma a rebater a tese tacanha de Joseph Blatter de que essa prática não existe no futebol. A suspensão de oito jogos a Luis Suárez, por exemplo, foi um alerta. Com Terry, a situação é diferente, pois, por ter sido apresentada uma queixa à polícia, o caso foi parar na justiça comum, que dará seu veredicto apenas oito dias após a final da Euro.

Gerrard era o terceiro da hierarquia inicial de Capello, atrás de Terry e Rio Ferdinand, que descarta ser capitão novamente

Uma eventual condenação de Terry aconteceria num momento de memórias ainda muito recentes do torneio. A associação da seleção e da FA à imagem de um jogador condenado por racismo é um cenário inadmissível. Apesar de muita gente duvidar, ainda existiria a possibilidade de a Inglaterra conquistar a Europa, com a emblemática cena de Terry levantando a taça a uma semana de visitar o tribunal. Daí, ele continua no grupo, mas não pode liderá-lo.

De toda forma, verdade seja dita, a capitania perdeu valor há muito tempo na seleção. Culturalmente, qualquer coisa que envolva aquela faixa é importante demais para os ingleses, mas Capello banalizou o cargo da pior maneira possível. Primeiro, quando tirou a faixa de Terry por conta de uma picuinha conjugal que envolvia Wayne Bridge, à época o quarto melhor lateral-esquerdo do país, atrás de Cole, Baines e Warnock. Depois, quando devolveu a faixa a Terry, quebrando a própria palavra.

Naturalmente, já existe um intenso debate sobre quem será o substituto da vez. A opção mais adequada é, sem dúvida, Steven Gerrard, que capitaneou a Inglaterra na Copa de 2010 e, ainda com a faixa, pode ter salvado o emprego de Capello com uma atuação fantástica num amistoso contra a Hungria. Mas, para isso, ele precisa se garantir no time.

Autor: Daniel Leite Tags: ,

segunda-feira, 12 de setembro de 2011 Chelsea | 14:58

Fernando e André

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Lento, ele? Torres mexeu com quem estava quieto

Um tem 27 anos, histórico goleador na Inglaterra, a grife de uma transferência de £50 milhões e um grupo acolhedor e paciente diante de seu fracasso inicial. O outro, 33 anos, a pressão de comandar o time de um proprietário imediatista e obcecado e um vestiário difícil de administrar. E aí, qual deles se complicou? Enquanto André Villas-Boas se vira e começa bem no Chelsea, Fernando Torres consegue se destruir também fora de campo.

Com um gol em 22 jogos pelo (nem tão) novo clube, o espanhol parece ter decidido se queimar de vez. Na semana passada, ele concedeu ao site da liga espanhola uma entrevista em que qualificava Juan Mata, meia que ele mesmo ajudou a levar do Valencia para o Chelsea, como uma “contratação necessária”. O motivo? Torres explicou que “os jogadores mais velhos” do time são “muito lentos”.

A declaração até faz sentido, pois ele se referia mais a um estilo do que a um defeito. Só que, quando está sem moral, você não pode alfinetar gente como Terry, Lampard e Drogba com termos tão marcantes – velhos e lentos. Torres, que publicou a entrevista em inglês no próprio site, alegou erros de tradução. As palavras repercutem mal no clube, que pede explicações. Villas-Boas já disse que a entrevista será dissecada para que se chegue a uma conclusão.

Se Torres transfere a responsabilidade pela fase difícil (que, de tão duradoura, pode perder o status de “fase”), Villas-Boas chega muito bem à semana mais importante de seu trabalho no Chelsea até agora. Às vésperas da estreia na Champions, a menina dos olhos de Roman Abramovich, e de um confronto importante para marcar território contra o Manchester United, o português começa a impor voz e estilo em Stamford Bridge.

A própria condução do problema Torres é perfeita. No início da temporada, deu sucessivas chances a ele, fez aposta irrestrita no homem de £50 milhões como um expresso voto de confiança. Como não houve boas respostas em campo e ao microfone, cortou a sequência de jogos do espanhol e abriu, também no ataque, espaço ao que pode impulsionar a temporada do Chelsea: as novidades. Na vitória de sábado sobre o Sunderland, por exemplo, Daniel Sturridge fez um golaço de calcanhar.

Sturridge já era do Chelsea, mas, como volta revigorado do empréstimo ao Bolton, faz parte de um tripé de reforços fundamentais que ainda tem Raul Meireles e Juan Mata. Com os três, Villas-Boas viu o time fazer no Stadium of Light seu melhor jogo na temporada. É assim, Torres, que se faz gestão de grupo: não colocando os líderes na berlinda e, discretamente, ajustando a estrutura de uma equipe que precisava mesmo se renovar.

Caminhos opostos: o português é o ibérico mais confiável

Velho conhecido dos capitães (trabalhava para Mourinho) e publicamente aprovado pelo grupo, Villas-Boas começa a assinar esse time. A clara política de rejuvenescimento do elenco sem desprezar as antigas referências é a melhor que ele poderia fazer. Amanhã, o teste é o Bayer Leverkusen. No domingo, o Manchester United. Hora de o multicampeão pelo Porto se revelar candidato aos dois títulos. Até que se prove o contrário, ele está no páreo.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

sábado, 19 de março de 2011 Inglaterra | 22:23

Virou bagunça

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Capello troca de capitão como quem troca de técnico no Brasil

Fabio Capello tomou várias decisões desastradas como técnico da Inglaterra. O italiano, que até merece crédito pelo renascimento de uma seleção em frangalhos após McClaren, deve ser criticado pelo fracasso na Copa. Mas nada, nem ignorar Hart, Young e Adam Johnson ou insistir em Heskey até o próprio atacante desistir de si mesmo, é mais grave que a postura do treinador no assunto capitania. Após um ano de Rio Ferdinand, ele devolve o cargo a John Terry.

Em fevereiro de 2010, o zagueiro do Chelsea perdeu a faixa por conta da traição a Wayne Bridge, que abandonou a seleção. Bridge já estava tecnicamente abaixo de Baines e Warnock, mas houve um barulho enorme em função da escolha do agora lateral do West Ham. A maioria do grupo, pelo que se sabe, queria a manutenção de Terry. Capello ignorou, misturou comportamento social (área em que muita gente da seleção vai mal) com caráter profissional (o que Terry tem de sobra) e confiou a liderança a Ferdinand.

Destituir Terry era uma “decisão irreversível” para o italiano. Como Ferdinand se lesionou, Gerrard assumiu a capitania temporariamente. Foi o menos pior inglês na Copa e, após o fiasco, garantiu a Capello uma vitória psicologicamente fundamental contra a Hungria. Um autêntico líder pelo exemplo. Se fosse para quebrar a hierarquia, aquele seria o momento. Não o fez. Quebra agora. Ferdinand é muito profissional, mas já manifestou sua tristeza por perder o cargo e teria se recusado a conversar com Capello na última terça-feira.

"I missed you"

No amistoso contra a Dinamarca, no mês passado, a faixa passou por Lampard, Ashley Cole e Barry. Foi a humilhante confirmação de que Terry, sempre em campo, era carta fora do baralho. O defensor ficou mal e teria comovido Capello. “Eu me aborreci ao ver os jogadores se perguntando: ‘quem é o capitão?’”, contou o treinador. Ele devolve a faixa a Terry porque quer um nome definitivo e aposta na vantagem física dele sobre os outros líderes, que têm jogado pouco. Mas erra porque quebra a promessa, banaliza um cargo importante na Inglaterra e pode ter criado um problema. O argumento de que o novo velho capitão “já foi punido o bastante” é fraco.

Em meio à confusão, Capello convoca a seleção amanhã para o importante duelo pelas Eliminatórias da Euro contra País de Bale (e de Gales) e o amistoso diante de Gana. A Inglaterra vai a Cardiff no próximo sábado antes de se exibir em Wembley no dia 29. Ferdinand e Gerrard, lesionados, estão virtualmente fora.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 20 de dezembro de 2009 Sem categoria | 23:19

CAPITÃO INGLÊS PISA NA BOLA

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John Terry foi notícia nos últimos meses por causa de sua mãe, que roubou artigos em uma loja de departamentos (março), e por causa de seu pai, que negociava drogas em um pub (novembro). Agora foi a vez do próprio. O capitão da Seleção Inglesa foi flagrado pelo tablóide inglês News of the World “vendendo” um tour pelas áreas privadas das instalações do centro de treinamento do Chelsea por £10 mil (quase R$ 30 mil).

A negociação foi intermediada pelo cambista Tony Bruce e a parte de Terry, segundo o próprio zagueiro, seria de £8 mil. A atenuante (se é que existe alguma) é de que o dinheiro seria destinado à Fundação Make a Wish, de crianças com doenças terminais.  

O tablóide enviou ao CT do Chelsea, em Cobham, três repórteres que se apresentaram a Bruce e Terry como homens de negócios. Os três passaram duas horas por lá, assistiram o treino e tiveram acesso aos vestiários com a presença de outros jogadores como Ballack e Drogba. No final, o acerto de contas foi feito na cantina do CT, a poucos metros de Ancelotti. Na gravação, Terry pede sigilo absoluto aos impostores.

O clube já se manifestou oficialmente defendendo Terry ainda que de forma meio contraditória. O comunicado diz que as visitas são normais no clube e que Terry, ao contrário do que sugere o vídeo, não pediu ou aceitou dinheiro, mas diz que vai reforçar a segurança em suas instalações. E caso alguém queira saber, o salário de John Terry chega perto dos R$ 2 milhões por mês.

 

Entre no site do News of the World e assista o vídeo.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , ,

sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Sem categoria | 00:10

O MAIOR CAMPEONATO DA TERRA

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Tudo correu bem no sorteio dos grupos da Champions League. Os quatro ingleses – Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal – eram cabeças-de-chave e caíram em grupos perfeitamente viáveis:

Grupo A: Bayern, Juventus, Bordeaux , Maccabi Haifa

Grupo B: Manchester United, CSKA Moscow, Besiktas, Wolfsburg

Grupo C: Milan, Real Madrid, Marseille, Zurich

Grupo D: Chelsea, Porto, Atletico Madrid, Apoel

Grupo E: Liverpool, Lyon, Fiorentina, Debreceni

Grupo F: Barcelona, Internazionale, Dynamo Kiev, Rubin Kazan

Grupo G: Sevilla, Rangers, Stuttgart, Unirea Uriziceni

Grupo H: Arsenal, AZ Alkmaar, Olympiakos, Standard Liege

Achei que todos eles, quem se deu melhor foi o Arsenal. O grupo não chega a ter uma segunda o força como acontece com os outros. AZ, Olympiakos e Standard Liège estão no mesmo nível e não apresentam ameaça aos Gunners. Nos grupos B, D e E, os ingleses têm somente um adversário mais casca grossa. O Manchester deve suar um pouco contra o Wolfsburg, o Chelsea contra o Atlético de Madrid e o Liverpool contra a Fiorentina. Mas é pouco provável que algum deles não chegue nem em segundo lugar no grupo.

Neste ano não tivemos nenhum grupo da morte, mas os grupos A, C e F são os mais complicados por terem duas equipes muito fortes e mais uma média. Numa escorregada, Bayern (apesar da má fase e de Van Gal, ainda considero o clube de Munique um time forte), Juventus, Milan, Real, Barça ou Inter podem ficar de fora. 


O melhor goleiro (Van der Sar), o melhor atacante (Messi, também melhor jogador),
o melhor meio-campo (Xavi Hernandez) e o melhor zagueiro (John Terry) da temporada
passada receberam seus troféus durante a cerimônia de sorteio dos grupos (foto AP)

 

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , ,

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