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domingo, 23 de outubro de 2011 Man City | 15:07

A goleada de Silva e Milner

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Se David Silva já era o grande jogador da temporada antes de ir a Old Trafford, agora as dúvidas foram dirimidas de vez. É inegável que a histórica goleada por 6 a 1 do Manchester City sobre o United teve muito a ver com a expulsão e a trágica atuação de Jonny Evans. No entanto, é evidente também que assistimos a uma irrefutável demonstração de força dos líderes e a um concerto do espanhol, que cumpriu todas as tarefas que você pode esperar de um criador de jogadas. Um timaço, um craque.

O roteiro perfeito: coadjuvante e protagonista em harmonia

O melhor jogador da Premier League participou de cinco dos seis gols. A leitura e a execução das jogadas foram perfeitas. A exibição ratificou a importância da liberdade que Roberto Mancini concede a ele. Na formação original, Silva partia do lado esquerdo para fazer o que e onde quisesse. Sem a bola, apesar da recomposição naturalmente mais lenta, o espanhol também incomodava Smalling e Nani.

Silva ainda deixou claro que, quando Mancini precisar de uma formação mais conservadora, o meia barrado será sempre Samir Nasri, ainda não fundamental a ponto de ser comparado ao espanhol. Hoje, James Milner foi quem ocupou o lugar do francês para lidar com Ashley Young e Evra pelo lado direito da defesa. E que atuação dele! Enquanto havia igualdade numérica, Milner foi o melhor em campo.

Logo ele, que, ao fim da temporada passada, era tachado de flop. Contratado por £24 milhões em um negócio que incluiu Stephen Ireland, Milner não teve espaço pelo centro do campo (onde mais se destacara no Aston Villa) e passou o ano inteiro tímido, apagado. Agora é diferente, mesmo quando ele precisa atuar pelos lados. Com duas assistências e ótima relação com Silva, Milner reconquista seu espaço e deve ter muitos minutos pela frente.

Revezando titulares e com este material humano à disposição, Mancini faz do seu o melhor emprego da Inglaterra. Se o grupo se mantiver ligado e confiante, no mínino disputará o título até a última rodada. Não apenas por ser o mais brilhante elenco do país, mas especialmente pela identidade e o espírito coletivo que não existiam no lado azul de Manchester.

Seleção da rodada
John Ruddy (Norwich); Micah Richards (Man City), Vincent Kompany (Man City), Joleon Lescott (Man City); James Milner (Man City), Jack Rodwell (Everton), Rafael van der Vaart (Tottenham), David Silva (Man City), Royston Drenthe (Everton); Mario Balotelli (Man City), Gervinho (Arsenal).

Fantasy
Vá acompanhando. Cedo ou tarde, a classificação será atualizada.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Aston Villa, Inglaterra | 19:26

Villa das lamentações

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Não torce pela Inglaterra? Então, não assista a jogos dela realizados em Wembley. Só paixão ou compromisso para fazer aguentar a seleção de Fabio Capello em Londres, onde ela quase sempre decepciona. Hoje, com sorte no segundo tempo, venceu País de Gales por 1 a 0 e se aproximou muito da classificação à Euro 2012. Precisa de um empate contra Montenegro para se garantir, mas ainda poderia contar com a Suíça na última rodada ou até ser a melhor segunda colocada das Eliminatórias.

Se a Inglaterra chegar a Polônia e Ucrânia, deverá muito a uma classe: a dos ex-jogadores do Aston Villa. Gary Cahill, James Milner, Gareth Barry, Stewart Downing (1 assistência) e Ashley Young (1 gol) atuaram contra Gales. Ainda no Villa Park, Darren Bent, que marcou dois gols na competição, também teria sido aproveitado se não estivesse lesionado. Orgulho dos Villans? Não, está mais para lamentação.

Tudo bem que o dinheiro de Milner foi gasto em Bent, mas Agbonlahor também cairia bem por ali

Desse grupo, o único revelado lá é Gary Cahill. Curiosamente, o zagueiro do Bolton foi também o único a deixar os Lions pela porta dos fundos, por não ter convencido Martin O’Neill. Após empréstimos a Burnley e Sheffield United, ele deu um pulo em Birmingham só para arrumar as malas rumo ao Reebok Stadium. Um dos raros erros de avaliação do treinador norte-irlandês.

Os outros quatro foram boas capturas do clube. À exceção de Barry, que chegou da base do Brighton & Hove Albion, todos eram bem conhecidos (Young se destacava no Watford), mas ainda precisavam provar muito. Do ponto de vista econômico, o Villa deu um show. Pagou £34 milhões para tê-los e recebeu £74 milhões para liberá-los. Isso sem falar nos ótimos serviços prestados. Ainda mais por Barry, que ficou 12 anos lá.

O problema é que, se o proprietário Randy Lerner abriu o sorriso com o lucro de £40 milhões, Martin O’Neill foi embora porque via seu projeto se despedaçando. O campeão europeu de 1982 tinha virado um clube vendedor, não passou da sexta posição e mal reinvestia (Arsenal, alguém?). É claro que a diretoria precisava administrar a vontade dos jogadores, mas a imagem do time que o Villa poderia ser (no campinho) é perturbadora.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sábado, 27 de junho de 2009 Sem categoria | 14:53

É O FIM DA FILA?

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Joe Hart é abraçado depois da última cobrança sueca (foto AP)

Depois de 16 anos (contando profissional e categorias menores), a Inglaterra pode conquistar novamente um torneio de futebol. Os ingleses enfrentarão a Alemanha, que bateu a Itália, na final do Europeu sub21. O time do técnico Stuart Pearce conquistou a vaga da maneira mais desastrada possível.

Depois de conseguir uma vantagem de 3 x 0 no primeiro tempo, graças a três escanteios, os ingleses assistiram os suecos empatar a partida em 13 minutos (dos 23’ aos 36` do 2º tempo). Cranie, Onuoha e um gol contra de Bjasmyr colocaram os ingleses em vantagem. Depois, o excelente Marcus Berg e Toivonem (de falta) igualaram o placar. Berg ainda acertou uma cabeçada no travessão. Se alguém merecia sair vencedor, sem dúvida, era o time amarelo.


Milner se espelhou em John Terry (ou Beckham?) e mandou a bola lá na Finlândia (foto AP)

Nos pênaltis (leia abaixo sobre a conturbada relação de Pearce e os penais), os ingleses venceram por 5 x 4. Os dois melhores jogadores de cada time no torneio, o inglês James Milner e o sueco Marcus Berg (já falei que esse cara é bom?), desperdiçaram a primeira cobrança de cada time. É impressionante como craque gosta de perder pênalti! Depois todo mundo fez o seu. Na primeira rodada dos alternados, Gibbs marcou para a Inglaterra e Mollins chutou na trave. Dois destaques nos pênaltis: o escorregão de Milner na cobrança à la Beckham e a participação de Joe Hart, que além defender a cobrança de Berg, ainda converteu a sua.


Berg é jogador do holandês Groningen e fez 7 gols nos quatro jogos do torneio (foto AP)

A Inglaterra vai para a final sem o goleiro Joe Hart, Agbonlahor (suspensos por amarelos) e Campbell (levou vermelho no final da prorrogação).

Desde 1984, a Inglaterra participou de 64 torneios de futebol (de qualquer idade) e ganhou apenas o sub18 de 1993, time que tinha Robbie Fowler, Gary Neville e Sol Campbell.

PEARCE E OS PÊNALTIS


O técnico Pearce pede aos seus jogadores que chutem onde o goleiro não alcance, mas no gol
(foto Getty Images)

O jogador Stuart Pearce foi eliminado da Copa de 1990 e da Euro 1996 nos pênaltis (na primeira inclusive desperdiçando uma das cobranças). Já como técnico da sub21 inglesa, dois anos atrás, Pearce viu sua equipe cair nas semifinais novamente nas penalidades, dessa vez em um épico 13 x 12 diante dos holandeses. Na manhã de ontem, uma matéria publicada no The Guardian mostrava a preocupação do técnico Pearce com a possibilidade da semifinal diante da Suécia ter de ser decidida dessa maneira. E ele estava certo.

A matéria do The Guardian começava assim:
Stuart Pearce compreende o real sentido da comparação entre pênaltis e loterias. “No passado, o técnico perguntava “quem está a fim?”. Vamos ser sinceros, isso não é exatamente um método científico”, diz o técnico lembrando as fatídicas decisões por pênaltis na Itália em 1990 e Euro 1996.

O artigo posteriormente descreve como Pearce trabalhou nesses últimos dois anos para deixar o mínimo possível para a “roleta russa”. Além de treinar cobranças depois de todos os treinamentos, sua equipe analisou a direção nas quais seus jogadores cobram pênaltis, em quais são bem sucedidos, o percentual de aproveitamento de cada jogador e a técnica de seus goleiros nas cobranças. Para o jogo de ontem, trataram de coletar os dados de todas as cobranças dos jogadores suecos tanto na seleção como nos clubes. Para Pearce, o importante era sair de campo, depois de uma decisão por pênaltis, com a convicção de que fez tudo o que poderia ser feito. Se todo esse trabalhou surtiu efeito no jogo de ontem, nunca saberemos. Mas que deu sorte, deu.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , ,