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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Chelsea, Premier League | 00:03

A Liga Europa é logo ali

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O empate por 0 a 0 no Craven Cottage ratificou a boa fase do Fulham e a possibilidade de o Chelsea não chegar à próxima Liga dos Campeões. A dois pontos do Tottenham, os Blues estão na quinta posição e veem ameaçada uma vaga de que não abrem mão desde antes da chegada de Roman Abramovich. Em 2002-03, o Chelsea de Terry, Lampard, Desailly, Zola e Hasselbaink facilitou a vida do investidor russo, oferecendo-lhe de bandeja a oportunidade de disputar a Champions em sua primeira temporada. O de Ancelotti, antes favorito incontestável ao título, dá a Abramovich seu pior momento na Inglaterra.

Torres joga como prefere, e os torcedores "plagiaram" a música que ele ouvia no Liverpool. Mesmo assim, não está à vontade

Há duas temporadas, Felipão, sempre vinculado a um período terrível para o clube, deixou o time a sete pontos do então líder Manchester United. Hoje, o Chelsea está a doze. O aproveitamento que foi de 75% em 2009-10 desabou para 57% após 26 rodadas em 2010-11. O desespero da cúpula, sintetizado pela estranha demissão do auxiliar Ray Wilkins, culminou em contratações pesadas num mercado habitualmente utilizado para reparos.

Apesar do desespero sinalizado, o elenco precisava mesmo de injeções. David Luiz e Fernando Torres já jogam regularmente. A despeito do suposto pênalti em Dempsey (eu não marcaria), desperdiçado pelo ianque, o zagueiro brasileiro causou impacto positivo na Inglaterra. David é firme nos desarmes, participa também das ações ofensivas e, em que pese a péssima experiência no Benfica, mostra a Ancelotti que pode ser deslocado a uma lateral quando necessário. Torres, ao contrário, não parece confiante e, após pouco mais de duas horas de futebol insosso, motiva questionamentos sobre o investimento nele. É muito cedo, mas o começo foi decepcionante para quem não precisou fazer nenhum sacrifício tático.

Aliás, Ancelotti parece mesmo inclinado ao 4-3-1-2. No Cottage, Drogba foi relegado ao banco, e Malouda fez a ligação na maior parte do jogo. A formação não foi suficiente para superar um Fulham mais sólido e confiante do que há um par de meses. Sem marcar nas últimas duas rodadas, o Chelsea, mais leve, até melhorou em relação à derrota para o Liverpool. Mas nem o retorno aos trilhos garante a quarta posição. A disputa por duas vagas na Champions com Manchester City e Tottenham tende a ser dura. Os Blues ainda enfrentam Manchester United (duas vezes), Manchester City, Tottenham e Everton. Mesmo longe de ser simples, a missão precisa ser cumprida. O prejuízo embutido em uma eventual ausência na Champions é incalculável.

Seleção da rodada
Ben Foster (Birmingham); Micah Richards (Manchester City), David Luiz (Chelsea), Michael Dawson (Tottenham), Carlos Salcido (Fulham); Nani (Manchester United), Stuart Holden (Bolton), Jack Wilshere (Arsenal), Niko Kranjcar (Tottenham); Demba Ba (West Ham), Wayne Rooney (Manchester United).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Premier League, Treinadores, West Bromwich | 14:53

A referência é o Fulham

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Um mês após deixar o Liverpool, Hodgson ganha chance para resgatar sua reputação

A opção do West Bromwich por Roy Hogdson foi a mais sensata após a estranha demissão de Roberto Di Matteo. A referência adequada de Hodgson para o novo emprego não é o fiasco no Liverpool, mas o sucesso no Fulham. A situação em sua chegada ao Hawthorns tem mais semelhanças do que diferenças em relação ao início do trabalho em Craven Cottage.

Quando Lawrie Sanchez foi demitido do Fulham, em dezembro de 2007, o clube estava à deriva. Com duas vitórias em 17 jogos e na 18ª posição da Premier League, os Cottagers enxergavam de perto a queda à segunda divisão, onde não pisavam desde 2001. Hodgson, que vinha de um trabalho respeitável na seleção finlandesa, foi escolhido para tocar o barco.

Ele começou mal. Os nove pontos nos 13 primeiros jogos praticamente sentenciavam o rebaixamento. No entanto, uma espetacular sequência na reta final atribuiu caráter heroico à salvação do Fulham. Na temporada seguinte, a sétima posição na liga rendeu ao clube a vaga na Liga Europa, competição da qual levou um histórico vice-campeonato.

A reconstrução do Fulham foi possível porque Hodgson soube explorar os bons potenciais do elenco. Sob o comando dele, vários jogadores atingiram o ápice de suas carreiras. Schwarzer, Hangeland, Konchesky, Murphy, Dempsey, Gera e Zamora são claros exemplos.

No West Bromwich, o desafio do experiente treinador é semelhante, ainda que ele não chegue a um clube em frangalhos. Hodgson recebe razoável herança de Roberto Di Matteo. A sequência recente de resultados é ruim (13 derrotas em 18 jogos por todas as competições), mas o ótimo início de temporada dos Baggies, que, pelo saldo, ainda os mantém fora da zona de rebaixamento, mostra que muita gente pode jogar mais.

Na Internazionale e no Liverpool, Hodgson provou que não é técnico para sustentar grandes ambições. Entretanto, seus 19 trabalhos em 35 anos o transformaram em um bom reconstrutor. A missão de salvar o clube da queda e justificar a demissão de Di Matteo não é simples, mas ele pode reeditar com os bons Pablo Ibáñez (relegado ao banco), Shorey, Scharner, Brunt (que parou nas dez assistências), Odemwingie e Carlos Vela o que fez às margens do Tâmisa. Ótima chance para ele esquecer o pesadelo de Anfield.

Hodgson não deve estrear amanhã, quando os Baggies recebem o olímpico West Ham na rodada do clássico de Manchester, que será devidamente repercutido por aqui.

A quem possa interessar, falei há uma semana sobre o lado humano envolvido no processo de escolha do futuro administrador do Estádio Olímpico.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 Jogadores, Mercado | 10:49

As consequências de um dia inesquecível

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"Quando você tem a chance de jogar em um time assim, não pode dizer não", Fernando Torres

No histórico 31 de janeiro de 2011, 11 clubes da Premier League confirmaram 16 contratações. Fechamentos de mercado são movimentados mesmo, mas ninguém poderia adivinhar que, no deadline da janela de inverno, seriam negociadas as duas maiores transferências da história do futebol inglês em nível interno, uma atrelada à outra. Após £85 milhões, Fernando Torres é do Chelsea, e Andy Carroll é do Liverpool. Os Blues ainda reverteram a negociação por David Luiz, que parecia morta, e levaram o ex-benfiquista por £21 milhões mais o meia sérvio Nemanja Matic.

Vamos aos protagonistas das movimentações:

Chelsea: As duas contratações não deixam dúvidas. David Luiz resolve o já histórico problema de escassez na defesa e certamente será titular em Stamford Bridge durante toda a década. Fernando Torres oferece mais agressividade e não obriga Ancelotti a prescindir do 4-3-3, mais adequado a Essien, Ramires (ou Mikel) e Lampard. Mercado inflacionado à parte, o Chelsea está mais seguro e perigoso. É time para, no mínimo, desafiar o Arsenal no campeonato e candidatar-se seriamente à Champions.

"Andy Carroll, Liverpool's number nine", manifestação óbvia dos Reds

Liverpool: A perda de Torres não prejudica o projeto de reconstrução do clube, insistentemente mencionado pelo proprietário John W. Henry. Carroll e Suárez formam parceria para agora e para o futuro. Os novos atacantes devem roubar uma vaga do meio-campo, certamente a de Maxi Rodríguez. Às escuras, Damien Comolli, olheiro que capturou Modric e Bale para o Tottenham, começa a trabalhar. O meia Conor Thomas, do Coventry City e da Inglaterra sub-17, chega por empréstimo e com opção de compra. O Liverpool, que ainda emprestou Konchesky ao Nottingham Forest, deve terminar a temporada entre os seis primeiros.

Aston Villa: Gerard Houllier é um dos grandes vencedores do mercado de transferências. No deadline, o Villa garantiu a contratação do norte-americano Michael Bradley, por empréstimo. Ele se junta a Jean Makoun, outro recém-chegado, e cobre de vez o rombo da meia central, que chegou a ter seis jogadores lesionados simultaneamente em novembro. Ireland, que foi para o Newcastle, não fará nenhuma falta. Após as contratações, a ameaça de rebaixamento deve ser afastada. Aliás, diziam que o preço de Bent era um exagero. Depois de ontem, o ex-atacante do Sunderland até parece uma barganha, não é?

Outras negociações

O Birmingham contratou o nigeriano Obafemi Martins, ex-Newcastle, por empréstimo. Com o jogador do Rubin Kazan no elenco, McLeish ganha mais uma opção de ataque e fica moralmente proibido de escalar Cameron Jerome toda semana.

Ireland cumprimenta Barton no City: reunidos em St James' Park

O Newcastle, sem Carroll, não conseguiu reposição (Elmander, do Bolton, chegou a ser especulado) e passa a depender de Best, Ameobi e Lovenkrands. Por outro lado, os Magpies acertaram com Ireland, fiasco no Aston Villa, por empréstimo. Ireland e Barton, ex-parceiros no Manchester City, estão juntos novamente. Os pubs do norte que os aguardem.

Não foi apenas o Liverpool que contratou no Noroeste. Com Sturridge, do Chelsea, o Bolton mantém a tradição recente de angariar bons empréstimos em janeiro. O Everton acertou com o atacante grego Apostolos Vellios, de 19 anos e 1.91m. Vellios não deve ser utilizado inicialmente. Ao Blackburn, chegam Mauro Formica, ex-Newell’s, e Rúben Rochina, que estava no Barcelona B. Rochina terá sido outra grande captura de um clube inglês, como Mérida, Piqué e Fàbregas, também da cantera do Barça?

Eidur Gudjohnsen, que mal consegue jogar no retorno à Inglaterra, foi emprestado pelo Stoke ao Fulham. Candidato forte à reserva de Dembélé.

Após 10 meses sem vínculo, o goleiro brasileiro Adriano Basso, ex-Ponte Preta e Atlético Paranaense, acertou contrato com o Wolverhampton. Na Inglaterra desde 2004, Basso chega para o suporte a Hahnemann e Hennesey.

A menção honrosa do mercado fica para o Blackpool, que resistiu bravamente ao assédio por seu melhor jogador, o volante escocês Charlie Adam. No dia final, além de segurar Adam, os Seasiders capturaram Andy Reid, do Sunderland, e James Beattie, que estava no Rangers. Pelo Southampton, em 2002-03, Beattie marcou 23 gols na Premier League. Apesar da baixa pontuação nos últimos jogos, o Blackpool ainda não é forte candidato ao rebaixamento.

Detalhes

* Em sua primeira entrevista como jogador do Chelsea, Torres cutucou o Liverpool. “É um sonho para todos os jogadores de primeira classe jogar em um time de primeira classe. Agora eu posso fazer isso”. Em março de 2005, o zagueiro Jamie Carragher foi questionado por um repórter sobre a possibilidade de se transferir para um “clube maior” que o Liverpool. Ele, prontamente, respondeu: “quem é maior que o Liverpool?”. Dois meses depois, o limitado conjunto dos Reds levou a Champions League.

Aliás, você vai perder Chelsea x Liverpool, no próximo domingo?

* Nos últimos quatro meses, cinco dos melhores atacantes da liga solicitaram transferência formalmente: Rooney, Tévez, Bent, Torres e Carroll. Os motivos são distintos, mas o movimento dá uma boa noção de como o mercado anda aquecido por lá.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 30 de janeiro de 2011 Curiosidades | 12:40

A cidade dos rivais

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O domingo de FA Cup nos reserva um dos grandes clássicos de Londres: Fulham x Tottenham, em Craven Cottage. Mas essa é apenas uma das inúmeras rivalidades numa cidade que respira futebol e tem 13 times nas quatro primeiras divisões inglesas. Um mapa das áreas de dominância das torcidas dos 15 maiores clubes da capital britânica (e vizinhança, no caso de Watford) ajuda a ilustrar essas relações num lugar em que os times são tão ligados a seus bairros:

Dica de Leonardo Beguoci e Gian Oddi. Clique sobre a imagem para ampliá-la

Existem diversos “focos de tensão”, mas alguns merecem destaque particular:

Tottenham x Arsenal, no norte. A rivalidade tende a se intensificar nos próximos anos, à medida que o Tottenham vá se aproximando das disputas de título. A festa dos Spurs após a vitória por 3 a 2 no Emirates em novembro, que encerrou uma série de 68 jogos sem vencer as equipes do ex-Big Four fora de casa, certamente foi um marco importante para os rivais do norte de Londres.

Fulham x Brentford x Queens Park Rangers x Chelsea, no oeste. O Brentford está na League One, a terceira divisão. O QPR deve se juntar a Fulham e Chelsea na Premier League do próximo ano. Mas é inegável que as relações ficaram muito mais díspares depois que o Chelsea solidificou sua mudança de patamar, com a compra do clube por Roman Abramovich. Os Blues são, estatisticamente, o clube mais odiado pelos londrinos.

West Ham x Millwall, no leste. O mais hostil dos choques, um dos poucos em que as duas torcidas consideram, mutuamente, o adversário como o maior inimigo. Tantos são os episódios de violência, que o clássico é abordado em vários filmes, e todos especulam quando os clubes vão se reencontrar na mesma divisão (na próxima temporada, é bem possível). Mesmo assim, 36 jogadores defenderam os dois lados, incluindo Lucas Neill (ontem, vice-campeão da AFC com a Austrália), Glen Johnson e o já aposentado Teddy Sheringham,

Charlton x Crystal Palace, no sul. A rivalidade cresceu na década de 1980, e os clubes podem se reencontrar na próxima temporada. O Charlton é apenas o oitavo colocado da League One, e o Palace está na zona de rebaixamento do Championship.

Obviamente, há várias outras combinações, e a intensidade dos choques não está relacionada somente a aspectos geográficos. Ainda que o mapa explique por que o Tottenham coleciona tantas rivalidades. Uma delas, já mencionada, contra o Fulham, adversário de hoje. Londres, a cidade dos rivais, já merece um título da Champions League, não é? A decisão desta temporada, vale lembrar, será em Wembley.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Fulham, Jogadores, Man Utd | 16:24

A década irrepreensível de van der Sar

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Recordista em exibições pela Seleção Holandesa, melhor goleiro da Europa aos 24 anos e, já na Juventus, condenado a abrir espaço a Gianluigi Buffon. Ainda jovem, aos 30 anos, Edwin van der Sar decidiu se juntar ao recém-promovido Fulham. Era um presente inesperado para a Premier League, pelas portas de um clube que estreava na elite remodelada, pós-1992.

O frio e esguio holandês, que chegou à Inglaterra em 2001, certamente é o grande goleiro da liga na última década. Desde 2005 no Manchester United, van der Sar, o primeiro a amenizar a saudade de Peter Schmeichel, vai deixar o futebol aos emblemáticos 40 anos. Até o fim da temporada, ainda deve jogar muito e tem ótima chance de levar seu quarto título inglês com os Red Devils.

A média de gols sofridos pelo Manchester United em 2010-11 não impressiona tanto. Foram 21 em 23 jogos na Premier League. Com van der Sar em Old Trafford, esse índice costuma passar muito longe de um gol por partida ao fim da temporada. A escrita é mantida, quase no limite. A melhor defesa do campeonato é a do Chelsea, com 19 gols. No balanço entre setores, os Red Devils são aparentemente mais fortes no ataque. O time tem 51 gols na liga, 19 de Berbatov.

O primeiro ato de uma década: quatro anos no Fulham, seis no Manchester United

No entanto, está claro que, números à parte, a diferença fundamental entre o conjunto de Ferguson e os adversários reside na defesa. Isso foi observado em momentos críticos da temporada. Por exemplo, quando o United não sofreu gols contra Tottenham (duas vezes), Manchester City e Arsenal. Dos quatro clean sheets, o mais marcante foi o de White Hart Lane, quando Rafael foi expulso a 20 minutos do fim. A manutenção da invencibilidade, naquele momento, acabou com a ilusão de que os Spurs brigavam pelo título e simbolizou como será difícil – para qualquer time – superar os Red Devils nesta temporada.

Se a defesa falha em ocasiões como a da última terça-feira, em Blackpool, é uma rocha quando o ataque não pode compensar esses equívocos. Isso não é, evidentemente, apenas sobre van der Sar. A dupla Vidic-Ferdinand é a melhor do mundo no setor, e as oportunidades concedidas aos adversários costumam ser limitadas. É aí que entra o holandês. Você pode dizer que ele falhou feio, por exemplo, no empate caseiro por 2 a 2 contra o West Bromwich, em outubro. Mas é difícil contestar alguns números relevantes de um goleiro que atuou em 21 das 23 partidas de liga do United na temporada.

O site do Manchester United publicou hoje um levantamento comparativo entre van der Sar e seus substitutos recentes, Tomasz Kuszczak, Ben Foster, hoje no Birmingham, e Ben Amos, emprestado ao Oldham. O estudo é feito em duas amplitudes: desde 2008-09 e limitado a esta temporada. Nos últimos dois anos e meio, van der Sar conseguiu 59 clean sheets em 103 jogos por todas as competições (índice de 57%), contra 22 em 53 partidas de seus substitutos (41%). Nesse tempo, o goleiro holandês sofreu 77 gols (0.74 por jogo) contra 48 (0.9 por partida) de Kuszczak, Foster e Amos combinados.

Em 2010-11, van der Sar também leva vantagem (desta vez, sobre Kuszczak e Amos) – veja mais detalhes no site do clube. Com um time que costuma controlar os jogos e uma defesa tão sólida, a participação do goleiro não é tão ampla como, por exemplo, a de Joe Hart na temporada passada, quando, no Birmingham, foi o melhor da posição. As chances de se destacar, de fazer a diferença, são reduzidas. E van der Sar ainda consegue. Por isso, não é cascata o fato de a aposentadoria ser motivada por questões familiares, e não físicas ou de desempenho.

Van der Sar, pronto para defender o pênalti de Anelka e comemorar sua segunda Champions

Sempre consistente, mas com alguns pontos ainda mais altos na carreira (como em 2008, ano de seu segundo título europeu), van der Sar deixará saudade. O debate agora gira em torno de seu substituto em Manchester: Kuszczak, Lindegaard, De Gea? Ainda é cedo para cravar. Certo é que, líder de uma das maiores defesas da história do clube, o goleiro de 1.97m encerra a carreira no lugar de onde vê o mundo: lá em cima.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 Curiosidades, Fulham, Jogadores, Liverpool, Premier League | 14:00

O papel da sogra num casamento infeliz

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Boselli, Jovanovic, Ireland. Muitas contratações do mercado de verão fracassaram na primeira metade da temporada inglesa, mas o caso mais palpitante é o de Paul Konchesky, do Liverpool. No processo da transferência do Fulham para os Reds, o treinador Roy Hodgson, que também deixava o Craven Cottage em direção a Anfield, preferiu Konchesky ao mexicano Carlos Salcido, que, curiosamente, foi para o Fulham. Após bom começo, o ex-lateral do PSV teve uma quebra de forma por conta de lesão no tornozelo, mas está claro que os londrinos levaram vantagem.

Titular absoluto de Hodgson, Konchesky falhava demais, e quem caía pelo setor dele costumava fazer a festa. Lee Chung-Young, Lennon e tantos outros que o digam. Ofensivamente, também não produzia muito. No primeiro jogo após a compra do Liverpool pelo New England Sports Ventures, o dérbi contra o Everton, ele aprontou isto (preste atenção à reação da torcida do Everton):

Não, não foi um passe de trivela para Babel

Irritada com os constantes comentários de torcedores do Liverpool que criticavam o lateral após a derrota por 2 a 0 para o Stoke, a mãe dele, Carol Konchesky, resolveu desgastá-lo ainda mais com os fãs e extravasou em sua página no Facebook:

Carol disse que Paul não era o único que cometia erros e que os torcedores do Liverpool, a quem se refere como “escória”, deveriam parar de “viver do passado”. Foi tanta a repercussão na Inglaterra, que alguém criou um perfil para satirizar Carol Konchesky no Twitter, o @koncheskysmum, que diz morar “em qualquer lugar, menos Liverpool”.

Curiosamente, os comentários de Carol, já retirados do Facebook, vieram à tona justamente na semana que antecederia Liverpool x Fulham. Para a sorte de Paul, o jogo foi, assim como outros seis da 18ª rodada, adiado em função do mau tempo. Liverpool e Fulham jogam hoje, às 18h de Brasília. Konchesky, mesmo bem fisicamente, não deve atuar. Dalglish tem escalado Kelly na lateral direita e Johnson na esquerda e, eventualmente, deixa o ex-titular fora do banco, dando preferência a Fábio Aurélio.

A propósito, Konchesky retornou a Anfield após o episódio eclodir: contra o Wolverhampton, na derrota do Liverpool por 1 a 0. Fábio Aurélio entrou na vaga dele no segundo tempo. A substituição foi aplaudida.

De volta ao Facebook, Carol ainda escreveu que Paul “nunca deveria ter deixado o Fulham”. Nesse ponto, ela e os torcedores do Liverpool parecem concordar.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quinta-feira, 13 de maio de 2010 Sem categoria | 00:29

FALTOU POUCO

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Diego Forlan, o destruidor de ingleses (foto AFP)

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Acabou a aventura europeia do Fulham. Depois de uma incrível jornada de 285 dias, o pequeno time de Londres conseguiu ir além dos 90 minutos, mas caiu a míseros quatro minutos do fim da prorrogação. Para o desespero de Hugh Grant, novamente presente nas tribunas, ainda não foi desta vez que a espera de 131 anos por um troféu acabou. E sabe-se lá quando uma nova chance baterá à porta dos Cottagers. As perspectivas não são das melhores. Sete jogadores terão seus contratos terminados agora no final da temporada e podem deixar o clube caso recebam propostas. E o pior, especula-se que Roy Hodgson, eleito o técnico da temporada, esteja negociando com o Liverpool.

Na noite de ontem (tarde aqui), todos os gols contaram com uma dose de sorte. No primeiro, Aguero errou o chute e a bola sobrou nos pés de Forlan. No empate, Paulo Assunção “consertou” cruzamento de Gera para Simon Davies marcar. E para matar o torcedor do Fulham de raiva, o segundo gol do Atlético saiu praticamente de um gol contra de Hangeland, depois de um desvio mal-executado por Forlan. Uma pena!

E falando em Forlan, vale mencionar que o uruguaio (ex-Manchester United) marcou todos os quatro gols do Atlético contra os ingleses Liverpool e Fulham.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de abril de 2010 Sem categoria | 14:49

SUPER FULHAM

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Gera agradece aos céus. O Fulham está na final (foto AFP)

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Até onde vai isso? O Fulham deixou mais um para trás. Depois de eliminar Wolfsburg, Juventus e Shakhtar, agora foi a vez do Hamburgo, de Zé Roberto e Van Nistelrooy.

E não foi tarefa fácil. Depois do 0 x 0 da primeira partida, um golaço de falta de Petric (aquele croata que marcou em Wembley e tirou a Inglaterra da Euro 2008) colocou os alemães na frente e ainda deu a vantagem de qualquer empate. Os Cottagers precisavam de dois gols. Simon Davies, que quase nunca marca, empatou também com um golaço, aos 25’ da etapa final. O húngaro Gera, que vem fazendo gols importantíssimos, virou sete minutos mais tarde. Mais uma vez com Hugh Grant na arquibancada, a torcida do Fulham explodiu. O feito é imenso para um time que, historicamente, nunca teve grandes perspectivas. Sua maior conquista é a Copa Intertoto (2002), ou seja, nada.

“Tem sido uma jornada maravilhosa que me deixa cheio de orgulho. O time tem produzido um futebol melhor do que aquele que temos o direito de exigir deles”, disse o técnico Roy Hodgson.

A IRONIA
Assim como acontece na Champions League, a final da Liga Europa é disputada em campo neutro escolhido antes do início da competição. A final desse ano acontecerá em… Hamburgo.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , ,

sexta-feira, 9 de abril de 2010 Sem categoria | 10:22

INGLESES DENTRO

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Em compensação, na Liga Europa, os ingleses Liverpool e Fulham chegaram às semifinais e podem até fazer a final. Os Reds vão pegar um outro ibérico, o Atlético de Madrid, enquanto os Cottagers encaram um outro alemão, o Hamburgo.

LIVERPOOL

Com uma excelente atuação de Lucas, talvez sua melhor com a camisa dos Reds, o Liverpool conseguiu reverter a vantagem que o Benfica de Luisão e Ramíres havia obtido no jogo de ida. O brasileiro fez o segundo gol da partida, depois que Kuyt abriu o placar, e foi o responsável pelo desarme que resultou no importante quarto gol, de Fernando Torres, a oito minutos do fim. O terceiro também foi do El Niño.

A partida parecia um clone de Manchester United x Bayern. Assim como havia acontecido com o time alemão, o Benfica venceu o primeiro jogo em casa por 2 x 1 de virada e levou 3 x 0 na partida de volta. Quando o confronto parecia definido, um gol colocou o time português novamente na briga. Faltava apenas um gol para uma nova tragédia em solo inglês apenas 24 horas depois da ocorrida a 55 km dali, em Manchester. Só que, ao invés do segundo gol do Benfica, quem marcou foi o Liverpool com Fernando Torres. Ao contrário de Rooney, Torres ficou em campo até fim. Ao contrário do Manchester, o Liverpool está nas semifinais.

Lucas encontra as redes depois de 11 meses (foto Getty Images)

FULHAM

Loucura no sudoeste de Londres. O Fulham foi muito mais longe do que Hugh Grant (presente ao Volkswagen Arena) e Lily Allen poderiam esperar e está na semi da Liga Europa. Ontem, o time londrino eliminou o campeão alemão (sinta-se vingado, Man United) Wolfsburg, de Josué e Grafite. Bobby Zamora, com um golaço aos 19 segundos de bola rolando, marcou seu 19º gol da temporada e o placar ficou assim até o final.

O Fulham não ficou só na retranca e teve várias chances de ampliar, mas também esteve perto de levar o empate. Aos 35’ do 2º tempo, o zagueiro do Wolfsburg salvou uma bola de Davies em cima da linha e três minutos depois, foi a vez do time alemão perder uma chance incrível.  Dzeko chutou na trave e, na sequencia,o zagueiro Hangeland tirou de calcanhar, também em cima da linha, o rebote de Grafite.

Acho que não é precipitado dizer que o inglês Roy Hodgson, que 15 anos atrás teve a “brilhante” ideia de colocar Roberto Carlos de ponta-esquerda na Inter de Milão, é o técnico da temporada na Inglaterra.

Hugh Grant ao lado do CEO da Volkswagen Martin Winterkorn (foto Getty Images)

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 19 de março de 2010 Sem categoria | 21:34

LOUCURA EM CRAVEN COTTAGE

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Antes tarde do que nunca, vou falar um pouco sobre a Liga Europa e a loucura em Craven Cottage ontem.

Não que meu time seja assim uma potência futebolística, mas várias vezes me pergunto o que leva um cidadão a torcer para um time pequeno, desses que não têm a mínima perspectiva de ganhar nada. Na Europa, mesmo esses times pequenos enchem os estádios e, no entanto, a grande alegria no final da temporada é não ser rebaixado. Qual é a graça?

Pois o jogo Fulham x Juventus respondeu minha pergunta. Depois de levar um 3 x 1 da poderosa Juventus, em Turim, o resto de esperança do torcedor presente no simpático Craven Cottage evaporou com o gol de Trezeguet, logo aos 2’ de jogo.

O time de Roy Hogson precisava fazer quatro gols em um time italiano. Já era.

Mas o impossível começava a acontecer quando Zamora empatou 9 . Aos 27 , o árbitro deu uma ajuda ao milagre e expulsou Cannavaro num lance que o amarelo estava de bom tamanho. Oito minutos depois, Gera virou a partida. Aos 4′ da etapa final, o árbitro deu mais uma ajuda ao marcar pênalti de Diego, que tocou a mão na bola sem mínima intenção. Gera, de novo, converteu e ampliou. O quarto gol, que cancelava a prorrogação, veio com Clint Dempsey. Dez minutos depois de entrar, não sei ao certo se de propósito ou sem querer, o americano mandou por cobertura sem chance para o goleiro Chimenti. Craven Cottage veio abaixo.

É nesses jogos, que acontecem uma vez a cada alguns anos, que todo o sofrimento da torcida pelo clube se justifica. Algo raro e inesperado que faz o torcedor se renovar e se fortalecer para suportar outros anos de vacas magras. A menos que um magnata russo ou xeque árabe apareça para melhorar as coisas.

O húngaro Zoltan Gera comemora o terceiro (foto AFP)

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OS REDS

O Liverpool também venceu. Com Fernando Torres e Gerrard ganhando rítmo de jogo, o time mostrou uma certa evolução e passou pelo Lille com facilidade. Lucas fez sua melhor partida na temporada e sofreu o pênalti do primeiro gol convertido por Gerrard. Fernando “El Niño” Torres marcou os outros dois.

E agora nas quartas, o Fulham pega o Wolfsburg, de Grafite e Josué. Se passar pega o Hamburgo ou o Standard Liege. O primeiro jogo é em Londres. O Liverpool enfrenta o Benfica – primeiro jogo em Portugal. Os outros jogos das quartas ficaram assim:
- Hamburg x Standard Liege
- Valencia x Atletico Madrid

PS.: E nós vamos para a Copa com o Felipe Melo mesmo, Dunga? Tem certeza? Ai, Jesus…

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , ,

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