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Posts com a Tag Fulham

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Copas Europeias | 20:39

“Constrangimento”

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A Europa League será menos inglesa a partir de fevereiro. Depois de o Fulham cair de maneira deprimente, Tottenham e Birmingham também não devem escapar da eliminação amanhã. De qualquer forma, o país já garantiu três dos 32 clubes que estarão envolvidos no sorteio da próxima sexta-feira. O Stoke passou facilmente por um grupo que tinha Dynamo Kiev e Besiktas. Os outros representantes vêm de Manchester: United e City foram premiados com as vagas após o fracasso na Champions.

Para quem torce pela Inglaterra no ranking europeu, a situação não é a pior possível. Afinal, já se esperava que os clubes tivessem dificuldades por conta da origem das vagas. Fulham, Birmingham e Stoke chegaram lá, respectivamente, por Fair Play, League Cup e FA Cup. Como se não bastasse, o único classificado pela posição na Premier League, o Tottenham, anunciava há muito tempo que não apostaria no torneio.

Aliás, o pouco caso com a Europa League é uma questão frequente entre os ingleses. Patrice Evra, por exemplo, falou em “constrangimento” quando perguntado sobre a futura presença do Manchester United na competição. A postura dos Red Devils gerou até uma repreensão de Michel Platini, pai do torneio remodelado. Alex Ferguson, que se considerava “punido” por participar dele, mudou o discurso original e indicou que pode tentar vencê-lo.

Evra mostra todo seu entusiasmo

Conversa fiada, política e artificial. Embora haja alguns exemplos recentes de clubes poderosos que abordaram a Europa League seriamente (um deles é o Manchester City na temporada passada), a visão generalizada para quem se acostumou à Champions é a de Evra. O xodó de Platini é um fiasco na Inglaterra porque as viagens são muito longas, vários adversários são fracos e as rodadas acontecem às quintas-feiras, o que desloca jogos da Premier League para os domingos e segundas.

A cinco confrontos da festa do título, a Europa League aponta dois caminhos para os ingleses: a concretização do discurso do Manchester City, que deve buscar a taça para marcar o nome no continente e melhorar o coeficiente, e uma temporada doméstica sem grandes objetivos para o Stoke, que tem desfrutado sua primeira aventura europeia em 37 anos. Ambos são bem possíveis, porém o status “tanto faz” da competição não deve mudar tão cedo na Inglaterra, que, apesar das ótimas campanhas recentes de Middlesbrough e Fulham, ainda a interpreta como se fosse uma copa nacional qualquer.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

domingo, 6 de novembro de 2011 Fulham | 19:53

Panela velha

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Contratação mais cara da história do Fulham, Bryan Ruiz ainda não é exatamente um sucesso

Na última partida da 11ª rodada da Premier League, o Fulham caiu por 3 a 1 para o Tottenham de maneira inacreditável. O resultado em si era normal. Inadmissível foi acertar 13 finalizações, monopolizar o segundo tempo e ainda depender de uma trapalhada da defesa adversária para marcar seu único gol. Tudo bem que Brad Friedel esteve novamente impecável e o árbitro interferiu no placar, porém seria superficial demais falar simplesmente em “azar”.

Quando admitiu o holandês Martin Jol, a diretoria do Fulham certamente via nele alguém capaz de comandar uma revolução em um dos mais conservadores clubes da Inglaterra nos últimos anos. O mercado de transferências indicou isso com oito contratações, sete de jogadores estrangeiros. No entanto, o novo time ainda não aconteceu. Dos titulares contra o Tottenham, seis (Schwarzer, Baird, Hangeland, Murphy, Dempsey e Zamora) estão no clube há mais de três anos.

Décimo sexto colocado, o Fulham marcou 14 gols em 11 jogos na Premier League. Descontando aqueles 6 a 0 sobre o Queens Park Rangers, há cinco rodadas, sobram oito gols para as outras dez partidas. É muito pouco. O segundo tempo contra o Tottenham resumiu o problema crônico. Entrosado pela manutenção da antiga base, o time até domina o adversário, mas acusa a falta de uma novidade para não se limitar a pressões territoriais e chuveirinhos nestas situações.

A procura por um lateral-esquerdo, que fracassou com Carlos Salcido, continua com John Arne Riise, de atuação fraca hoje. No ataque, como Andy Johnson não oferece garantias físicas, a dependência de Bobby Zamora ainda é maior do que deveria. Sem o melhor Damien Duff, o meio-campo precisa demasiadamente de Clint Dempsey para agredir o oponente. Portanto, fica claro que o Fulham pede mais das contratações Pajtim Kasami e Bryan Ruiz.

O suíço Kasami, que chegou do Palermo, ainda tem 19 anos e deve ganhar tempo para responder ao investimento de £4 milhões. Tempo que Bryan Ruiz, por quem o Fulham pagou £10 milhões ao Twente, não tem. O costarriquenho de 26 anos ainda não atuou bem, marcou só um gol e segue como reserva. Para o bem do conjunto, Bryan precisa ganhar espaço logo e oferecer uma alternativa à mesmice. Por enquanto, é a panela velha que quebra um galho na cozinha de Craven Cottage.

Seleção da rodada
Brad Friedel (Tottenham); Carl Jenkinson (Arsenal), Ashley Williams (Swansea), Thomas Vermaelen (Arsenal), Patrice Evra (Man Utd); Aaron Lennon (Tottenham), Yaya Touré (Man City), Frank Lampard (Chelsea), Gareth Bale (Tottenham); Robin van Persie (Arsenal), Ivan Klasnic (Bolton).

Fantasy
O Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) segue com boa vantagem na liderança. Confira.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

domingo, 2 de outubro de 2011 Chelsea, Fulham, Liverpool, Man City | 22:25

Para lavar a alma

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Elogiá-lo é um perigo, mas Balotelli tem sido um "role model" perto de Tevez

Na sétima rodada da Premier League, eles sacudiram a poeira e deram a volta por cima. É precipitado falar em recuperação definitiva, mas um grupo de jogadores criticados não esquecerá tão cedo este fim de semana:

Andy Carroll, Liverpool. Ainda que o big fella, como diria Dalglish, não tenha sido brilhante no dérbi de Merseyside, o sábado foi bem produtivo para ele. Afinal, o centroavante precisava até mais do que o Liverpool daquele gol aos 71 minutos. Carroll foi irrepreensível contra o Wolverhampton na semana passada, mas ninguém deu bola. Marcar no Everton – e pela primeira vez na liga – significou muito para o, segundo Capello, jovem de vida desregrada.

Mario Balotelli, Manchester City. Para quem manteve Tevez e contratou Agüero, o City precisa demais de Balotelli. De repente, o problemático atacante, que começou a temporada irritando Mancini e como quarta opção ofensiva, ganha um novo status e (é isto mesmo) vira expoente de bom comportamento perto de alguns de seus companheiros. A titularidade, o gol e a boa atuação contra o Blackburn se somam à participação decisiva diante do Everton há uma semana, quando ele veio do banco. A corrida por um lugar no time com o também rebelde Dzeko se equilibrou.

Frank Lampard, Chelsea. Tudo bem que o adversário era um Bolton desfalcado, irresponsável na defesa e fraco em sua essência – Paul Robinson na lateral é dose para leão. Mesmo assim, o hat-trick de Lampard é o maior sinal de que ele pode se recuperar. Após entrar na rotação de Villas-Boas e passar boa parte do tempo no banco, o meia de 33 anos marca em dois jogos seguidos, resgata seu poder de chegada à área e mostra que está vivo. Por dispensá-lo em algumas ocasiões, o Chelsea tem reduzido a dependência dele. É aí que Lamps pode fazer diferença nos momentos certos.

Andy Johnson, Fulham. Depois de quatro temporadas fracas, ele está de volta. Recordista em gols de pênalti em uma só edição da Premier League (oito em 2004-05, pelo Crystal Palace), Johnson agora é o primeiro jogador do Fulham a marcar um hat-trick no campeonato remodelado. E foi logo nos expressivos 6 a 0 sobre o arquirrival QPR, a primeira vitória dos Cottagers na liga. Se ele continuar assim, Martin Jol não tem do que se queixar: ganha concorrência no ataque para acordar Bryan Ruiz e um goleador além de Zamora. O carequinha tem feito bom trabalho também na Liga Europa.

Seleção da rodada
Tim Krul (Newcastle); Kyle Walker (Tottenham), Ashley Williams (Swansea), Phil Jones (Man Utd), José Enrique (Liverpool); Lucas Leiva (Liverpool), Samir Nasri (Man City), Frank Lampard (Chelsea); Daniel Sturridge (Chelsea), Andy Johnson (Fulham), Gabriel Agbonlahor (Aston Villa)

Fantasy
Após quatro rodadas, a liga God Save the Ball tem novo líder: o Corinthian Casuals (Carlos Pinheiro). Veja a classificação atualizada.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Copas Europeias, Fulham, Stoke City | 13:35

Garra inglesa

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Criticado pelo estilo sisudo de futebol, o competente Tony Pulis segue redefinindo o Stoke

A manhã na suíça Nyon foi razoável para os ingleses. Em sua sede, a UEFA sorteou os confrontos dos play-offs das copas continentais. Na Liga dos Campeões, o Arsenal não foi premiado: pega a Udinese, da Itália. Na Liga Europa, o Tottenham faz choque doméstico com os escoceses do Hearts, o Birmingham vai à Ilha da Madeira para enfrentar o Nacional português, o Stoke joga contra o Thun, da Suíça, e o Fulham mede forças com o ucraniano Dnipro, de Giuliano e Juande Ramos.

Stoke e Fulham, aliás, merecem atenção particular por já terem vencido obstáculos. Os Potters, vice-campeões da FA Cup, passaram pelo Hajduk Split, vice-campeão croata, com duas vitórias por 1 a 0. Os Cottagers, que se classificaram pela vaga do Fair Play, eliminaram o NSI Runavik, das Ilhas Faroé, o norte-irlandês Crusaders e o croata RNK Split.

Apesar da relativa segurança de ambos nas eliminatórias, os clubes podem fazer diferentes interpretações de suas participações precoces. O Stoke, que não ia à Europa desde 1974, desfruta vitórias sobre um time com relevante tradição continental e consolida seu redimensionamento pelas mãos do técnico Tony Pulis. Hoje, ninguém em sã consciência aponta os Potters como candidatos claros ao rebaixamento na Premier League.

O Fulham, por sua vez, é punido pelo status conquistado com o vice na Liga Europa em 2010. O time foi bem, mas o nível dos adversários e a longa caminhada de seis jogos até os play-offs provocam a sensação de que cumpriu uma obrigação que o impedia de fazer outras coisas. O novo treinador Martin Jol lamentou a fragilidade da preparação, que teve de sacrificar os tradicionais amistosos de pré-temporada e os minutos de vários jogadores secundários em função da necessidade de vencer.

Circunstâncias à parte, a composição alternativa dos representantes ingleses na Liga Europa, que exclui Liverpool e Everton (sexto e sétimo colocados da Premier League), pode ser interessante. O público desinteresse do Tottenham certamente não atingirá Stoke e Fulham. Se ocuparem posições intermediárias na liga, eles, chegando lá, podem priorizar a disputa na segunda parte da temporada – caso do Fulham em 2010. O Birmingham, na segunda divisão, perdeu força e não deve ir muito longe.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Fulham, Treinadores | 21:46

Não sei se vou ou se fico

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Hora de sossegar, Sparky

A decisão de Mark Hughes de deixar o Fulham pegou mal. Ela acontece no dia seguinte ao da saída de Gérard Houllier do Aston Villa, apontado como o provável destino do técnico galês. Hughes jura que sua posição nada tem a ver com uma eventual proposta, inexistente segundo ele. O manager interrompe seu trabalho porque está à procura de “novas experiências”

Hughes se desmentiu duas vezes em menos de um mês. Em 11 de maio, ele afirmou ao site do Fulham que estava “determinado a continuar o trabalho na próxima temporada”. O discurso bateu de frente com sua visão sobre a vaga na Liga Europa, que o clube buscava pela tabela de Fair Play, mas o obrigaria a atuar já em 30 de junho. “Seria uma tarefa (disputar)”, disse no dia 14.

Só que a Liga Europa, que o Fulham quase ganhou na temporada passada, representa um dos capítulos mais brilhantes da história do clube. Três dias depois, um Sparky mais manso falou que não era bem assim e, apesar da redução das férias, estaria “satisfeito”. Ainda que com uma estranha expulsão, a vaga veio, mas ele foi.

Uma fonte do Fulham garantiu ao Telegraph que, enquanto não havia emprego disponível (em clara referência ao Villa), o técnico estava a ponto de assinar um novo contrato. Ao quebrar a palavra, ele se coloca do outro lado da moeda. No fim de 2009, sua demissão do Manchester City, que admitiu Roberto Mancini no ato, causou comoção entre colegas. Steve Bruce, que, com o Sunderland, perdeu para Hughes no último jogo dele pelo City, até levantou bandeira em nome da “classe dos britânicos”.

A imagem do galês no Brasil não é das melhores por conta do fiasco no Manchester City, mas ele é bom treinador. Foi bem pela seleção de seu país, fez muito com pouco dinheiro durante quatro anos no Blackburn e, agora, levou um Fulham razoável a uma ótima oitava posição na liga. Quando tudo apontava à continuidade, ele recua a menos de um mês do primeiro jogo da temporada. Seu lado calejado pela dura demissão de dois anos atrás tem de sossegar antes que ele vire nômade de vez.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quarta-feira, 16 de março de 2011 Curiosidades, Fulham | 15:11

Que loucura!

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Thriller: Michael Jackson é homenageado pelo Fulham. Ou melhor: pelo fã e amigo Mohamed Al-Fayed

O proprietário do Fulham, o egípcio Mohamed Al-Fayed, tomou uma decisão extravagante: ordenou a construção de uma estátua de Michael Jackson nas imediações do estádio do clube. “Ele era meu amigo, uma figura com quem passei bons momentos e que teve uma morte trágica. Espero que os torcedores gostem da estátua do maior cantor da história”, tentou, sem sucesso, explicar a atitude. A expectativa é de que o monumento seja revelado em 3 de abril, antes do jogo em casa contra o Blackpool.

O Rei do Pop era, de fato, amigo de Al-Fayed. O egípcio assumiu o controle do clube em 1997. Dois anos depois, Jackson assistiu, em Craven Cottage, a Fulham x Wigan, pela terceira divisão. Ele levou sorte ao time, que venceu os Latics por 2 a 0. Mesmo assim, o teor da notícia é bizarro. Mohamed, que é pai do falecido Dodi Al-Fayed (aquele mesmo, da princesa Diana), confundiu interesses do clube com uma apreciação pessoal. Tanto é que o plano inicial era erguer a estátua ao lado de uma loja dele.

Sim, a entrada de Michael Jackson no estádio em 1999 foi triunfal:

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Chelsea, Premier League | 00:03

A Liga Europa é logo ali

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O empate por 0 a 0 no Craven Cottage ratificou a boa fase do Fulham e a possibilidade de o Chelsea não chegar à próxima Liga dos Campeões. A dois pontos do Tottenham, os Blues estão na quinta posição e veem ameaçada uma vaga de que não abrem mão desde antes da chegada de Roman Abramovich. Em 2002-03, o Chelsea de Terry, Lampard, Desailly, Zola e Hasselbaink facilitou a vida do investidor russo, oferecendo-lhe de bandeja a oportunidade de disputar a Champions em sua primeira temporada. O de Ancelotti, antes favorito incontestável ao título, dá a Abramovich seu pior momento na Inglaterra.

Torres joga como prefere, e os torcedores "plagiaram" a música que ele ouvia no Liverpool. Mesmo assim, não está à vontade

Há duas temporadas, Felipão, sempre vinculado a um período terrível para o clube, deixou o time a sete pontos do então líder Manchester United. Hoje, o Chelsea está a doze. O aproveitamento que foi de 75% em 2009-10 desabou para 57% após 26 rodadas em 2010-11. O desespero da cúpula, sintetizado pela estranha demissão do auxiliar Ray Wilkins, culminou em contratações pesadas num mercado habitualmente utilizado para reparos.

Apesar do desespero sinalizado, o elenco precisava mesmo de injeções. David Luiz e Fernando Torres já jogam regularmente. A despeito do suposto pênalti em Dempsey (eu não marcaria), desperdiçado pelo ianque, o zagueiro brasileiro causou impacto positivo na Inglaterra. David é firme nos desarmes, participa também das ações ofensivas e, em que pese a péssima experiência no Benfica, mostra a Ancelotti que pode ser deslocado a uma lateral quando necessário. Torres, ao contrário, não parece confiante e, após pouco mais de duas horas de futebol insosso, motiva questionamentos sobre o investimento nele. É muito cedo, mas o começo foi decepcionante para quem não precisou fazer nenhum sacrifício tático.

Aliás, Ancelotti parece mesmo inclinado ao 4-3-1-2. No Cottage, Drogba foi relegado ao banco, e Malouda fez a ligação na maior parte do jogo. A formação não foi suficiente para superar um Fulham mais sólido e confiante do que há um par de meses. Sem marcar nas últimas duas rodadas, o Chelsea, mais leve, até melhorou em relação à derrota para o Liverpool. Mas nem o retorno aos trilhos garante a quarta posição. A disputa por duas vagas na Champions com Manchester City e Tottenham tende a ser dura. Os Blues ainda enfrentam Manchester United (duas vezes), Manchester City, Tottenham e Everton. Mesmo longe de ser simples, a missão precisa ser cumprida. O prejuízo embutido em uma eventual ausência na Champions é incalculável.

Seleção da rodada
Ben Foster (Birmingham); Micah Richards (Manchester City), David Luiz (Chelsea), Michael Dawson (Tottenham), Carlos Salcido (Fulham); Nani (Manchester United), Stuart Holden (Bolton), Jack Wilshere (Arsenal), Niko Kranjcar (Tottenham); Demba Ba (West Ham), Wayne Rooney (Manchester United).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Premier League, Treinadores, West Bromwich | 14:53

A referência é o Fulham

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Um mês após deixar o Liverpool, Hodgson ganha chance para resgatar sua reputação

A opção do West Bromwich por Roy Hogdson foi a mais sensata após a estranha demissão de Roberto Di Matteo. A referência adequada de Hodgson para o novo emprego não é o fiasco no Liverpool, mas o sucesso no Fulham. A situação em sua chegada ao Hawthorns tem mais semelhanças do que diferenças em relação ao início do trabalho em Craven Cottage.

Quando Lawrie Sanchez foi demitido do Fulham, em dezembro de 2007, o clube estava à deriva. Com duas vitórias em 17 jogos e na 18ª posição da Premier League, os Cottagers enxergavam de perto a queda à segunda divisão, onde não pisavam desde 2001. Hodgson, que vinha de um trabalho respeitável na seleção finlandesa, foi escolhido para tocar o barco.

Ele começou mal. Os nove pontos nos 13 primeiros jogos praticamente sentenciavam o rebaixamento. No entanto, uma espetacular sequência na reta final atribuiu caráter heroico à salvação do Fulham. Na temporada seguinte, a sétima posição na liga rendeu ao clube a vaga na Liga Europa, competição da qual levou um histórico vice-campeonato.

A reconstrução do Fulham foi possível porque Hodgson soube explorar os bons potenciais do elenco. Sob o comando dele, vários jogadores atingiram o ápice de suas carreiras. Schwarzer, Hangeland, Konchesky, Murphy, Dempsey, Gera e Zamora são claros exemplos.

No West Bromwich, o desafio do experiente treinador é semelhante, ainda que ele não chegue a um clube em frangalhos. Hodgson recebe razoável herança de Roberto Di Matteo. A sequência recente de resultados é ruim (13 derrotas em 18 jogos por todas as competições), mas o ótimo início de temporada dos Baggies, que, pelo saldo, ainda os mantém fora da zona de rebaixamento, mostra que muita gente pode jogar mais.

Na Internazionale e no Liverpool, Hodgson provou que não é técnico para sustentar grandes ambições. Entretanto, seus 19 trabalhos em 35 anos o transformaram em um bom reconstrutor. A missão de salvar o clube da queda e justificar a demissão de Di Matteo não é simples, mas ele pode reeditar com os bons Pablo Ibáñez (relegado ao banco), Shorey, Scharner, Brunt (que parou nas dez assistências), Odemwingie e Carlos Vela o que fez às margens do Tâmisa. Ótima chance para ele esquecer o pesadelo de Anfield.

Hodgson não deve estrear amanhã, quando os Baggies recebem o olímpico West Ham na rodada do clássico de Manchester, que será devidamente repercutido por aqui.

A quem possa interessar, falei há uma semana sobre o lado humano envolvido no processo de escolha do futuro administrador do Estádio Olímpico.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 Jogadores, Mercado | 10:49

As consequências de um dia inesquecível

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"Quando você tem a chance de jogar em um time assim, não pode dizer não", Fernando Torres

No histórico 31 de janeiro de 2011, 11 clubes da Premier League confirmaram 16 contratações. Fechamentos de mercado são movimentados mesmo, mas ninguém poderia adivinhar que, no deadline da janela de inverno, seriam negociadas as duas maiores transferências da história do futebol inglês em nível interno, uma atrelada à outra. Após £85 milhões, Fernando Torres é do Chelsea, e Andy Carroll é do Liverpool. Os Blues ainda reverteram a negociação por David Luiz, que parecia morta, e levaram o ex-benfiquista por £21 milhões mais o meia sérvio Nemanja Matic.

Vamos aos protagonistas das movimentações:

Chelsea: As duas contratações não deixam dúvidas. David Luiz resolve o já histórico problema de escassez na defesa e certamente será titular em Stamford Bridge durante toda a década. Fernando Torres oferece mais agressividade e não obriga Ancelotti a prescindir do 4-3-3, mais adequado a Essien, Ramires (ou Mikel) e Lampard. Mercado inflacionado à parte, o Chelsea está mais seguro e perigoso. É time para, no mínimo, desafiar o Arsenal no campeonato e candidatar-se seriamente à Champions.

"Andy Carroll, Liverpool's number nine", manifestação óbvia dos Reds

Liverpool: A perda de Torres não prejudica o projeto de reconstrução do clube, insistentemente mencionado pelo proprietário John W. Henry. Carroll e Suárez formam parceria para agora e para o futuro. Os novos atacantes devem roubar uma vaga do meio-campo, certamente a de Maxi Rodríguez. Às escuras, Damien Comolli, olheiro que capturou Modric e Bale para o Tottenham, começa a trabalhar. O meia Conor Thomas, do Coventry City e da Inglaterra sub-17, chega por empréstimo e com opção de compra. O Liverpool, que ainda emprestou Konchesky ao Nottingham Forest, deve terminar a temporada entre os seis primeiros.

Aston Villa: Gerard Houllier é um dos grandes vencedores do mercado de transferências. No deadline, o Villa garantiu a contratação do norte-americano Michael Bradley, por empréstimo. Ele se junta a Jean Makoun, outro recém-chegado, e cobre de vez o rombo da meia central, que chegou a ter seis jogadores lesionados simultaneamente em novembro. Ireland, que foi para o Newcastle, não fará nenhuma falta. Após as contratações, a ameaça de rebaixamento deve ser afastada. Aliás, diziam que o preço de Bent era um exagero. Depois de ontem, o ex-atacante do Sunderland até parece uma barganha, não é?

Outras negociações

O Birmingham contratou o nigeriano Obafemi Martins, ex-Newcastle, por empréstimo. Com o jogador do Rubin Kazan no elenco, McLeish ganha mais uma opção de ataque e fica moralmente proibido de escalar Cameron Jerome toda semana.

Ireland cumprimenta Barton no City: reunidos em St James' Park

O Newcastle, sem Carroll, não conseguiu reposição (Elmander, do Bolton, chegou a ser especulado) e passa a depender de Best, Ameobi e Lovenkrands. Por outro lado, os Magpies acertaram com Ireland, fiasco no Aston Villa, por empréstimo. Ireland e Barton, ex-parceiros no Manchester City, estão juntos novamente. Os pubs do norte que os aguardem.

Não foi apenas o Liverpool que contratou no Noroeste. Com Sturridge, do Chelsea, o Bolton mantém a tradição recente de angariar bons empréstimos em janeiro. O Everton acertou com o atacante grego Apostolos Vellios, de 19 anos e 1.91m. Vellios não deve ser utilizado inicialmente. Ao Blackburn, chegam Mauro Formica, ex-Newell’s, e Rúben Rochina, que estava no Barcelona B. Rochina terá sido outra grande captura de um clube inglês, como Mérida, Piqué e Fàbregas, também da cantera do Barça?

Eidur Gudjohnsen, que mal consegue jogar no retorno à Inglaterra, foi emprestado pelo Stoke ao Fulham. Candidato forte à reserva de Dembélé.

Após 10 meses sem vínculo, o goleiro brasileiro Adriano Basso, ex-Ponte Preta e Atlético Paranaense, acertou contrato com o Wolverhampton. Na Inglaterra desde 2004, Basso chega para o suporte a Hahnemann e Hennesey.

A menção honrosa do mercado fica para o Blackpool, que resistiu bravamente ao assédio por seu melhor jogador, o volante escocês Charlie Adam. No dia final, além de segurar Adam, os Seasiders capturaram Andy Reid, do Sunderland, e James Beattie, que estava no Rangers. Pelo Southampton, em 2002-03, Beattie marcou 23 gols na Premier League. Apesar da baixa pontuação nos últimos jogos, o Blackpool ainda não é forte candidato ao rebaixamento.

Detalhes

* Em sua primeira entrevista como jogador do Chelsea, Torres cutucou o Liverpool. “É um sonho para todos os jogadores de primeira classe jogar em um time de primeira classe. Agora eu posso fazer isso”. Em março de 2005, o zagueiro Jamie Carragher foi questionado por um repórter sobre a possibilidade de se transferir para um “clube maior” que o Liverpool. Ele, prontamente, respondeu: “quem é maior que o Liverpool?”. Dois meses depois, o limitado conjunto dos Reds levou a Champions League.

Aliás, você vai perder Chelsea x Liverpool, no próximo domingo?

* Nos últimos quatro meses, cinco dos melhores atacantes da liga solicitaram transferência formalmente: Rooney, Tévez, Bent, Torres e Carroll. Os motivos são distintos, mas o movimento dá uma boa noção de como o mercado anda aquecido por lá.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 30 de janeiro de 2011 Curiosidades | 12:40

A cidade dos rivais

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O domingo de FA Cup nos reserva um dos grandes clássicos de Londres: Fulham x Tottenham, em Craven Cottage. Mas essa é apenas uma das inúmeras rivalidades numa cidade que respira futebol e tem 13 times nas quatro primeiras divisões inglesas. Um mapa das áreas de dominância das torcidas dos 15 maiores clubes da capital britânica (e vizinhança, no caso de Watford) ajuda a ilustrar essas relações num lugar em que os times são tão ligados a seus bairros:

Dica de Leonardo Beguoci e Gian Oddi. Clique sobre a imagem para ampliá-la

Existem diversos “focos de tensão”, mas alguns merecem destaque particular:

Tottenham x Arsenal, no norte. A rivalidade tende a se intensificar nos próximos anos, à medida que o Tottenham vá se aproximando das disputas de título. A festa dos Spurs após a vitória por 3 a 2 no Emirates em novembro, que encerrou uma série de 68 jogos sem vencer as equipes do ex-Big Four fora de casa, certamente foi um marco importante para os rivais do norte de Londres.

Fulham x Brentford x Queens Park Rangers x Chelsea, no oeste. O Brentford está na League One, a terceira divisão. O QPR deve se juntar a Fulham e Chelsea na Premier League do próximo ano. Mas é inegável que as relações ficaram muito mais díspares depois que o Chelsea solidificou sua mudança de patamar, com a compra do clube por Roman Abramovich. Os Blues são, estatisticamente, o clube mais odiado pelos londrinos.

West Ham x Millwall, no leste. O mais hostil dos choques, um dos poucos em que as duas torcidas consideram, mutuamente, o adversário como o maior inimigo. Tantos são os episódios de violência, que o clássico é abordado em vários filmes, e todos especulam quando os clubes vão se reencontrar na mesma divisão (na próxima temporada, é bem possível). Mesmo assim, 36 jogadores defenderam os dois lados, incluindo Lucas Neill (ontem, vice-campeão da AFC com a Austrália), Glen Johnson e o já aposentado Teddy Sheringham,

Charlton x Crystal Palace, no sul. A rivalidade cresceu na década de 1980, e os clubes podem se reencontrar na próxima temporada. O Charlton é apenas o oitavo colocado da League One, e o Palace está na zona de rebaixamento do Championship.

Obviamente, há várias outras combinações, e a intensidade dos choques não está relacionada somente a aspectos geográficos. Ainda que o mapa explique por que o Tottenham coleciona tantas rivalidades. Uma delas, já mencionada, contra o Fulham, adversário de hoje. Londres, a cidade dos rivais, já merece um título da Champions League, não é? A decisão desta temporada, vale lembrar, será em Wembley.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

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