GOLEADA NOS PÊNALTIS E TÍTULO
Muitos previam uma goleada do Manchester United sobre o Tottenham na final da Carling Cup, vulgo Copa da Liga por aqui. O que ninguém esperava era que a goleada, de 4 x 1, viria na disputa de pênaltis. O jogo ficou no 0 x 0 até o final da prorrogação. Agora, o time de Alex Ferguson segue firme em busca da quíntupla coroa (já conquistou o Mundial e a Copa da Liga. A Premiership é quase deles. Ficam faltando FA Cup e Liga dos Campeões).
O título poderia ter vindo ainda no tempo normal se não fosse um pouco de falta de sorte de Cristiano Ronaldo. O português arrancou em diagonal da ponta direita, entrou na área e bateu de esquerda. A bola explodiu na trave esquerda de Gomes e a partida acabou logo em seguida. Seria o gol do título no último suspiro do jogo.

Por contusão, O’Hara ficou fora da final do ano passado em que o Tottenham ganhou (do Chelsea). Hoje, saiu do banco para bater o pênalti e… era melhor ter ficado em casa de novo (foto Reuters)
Nos pênaltis, os reservas O’Hara e Bentley desperdiçaram suas tentativas para os Spurs. A cobrança que deu o título ao Manchester foi do brasileiro Anderson. O grande herói do título foi o goleiro Ben Foster, eterno reserva do Manchester, mas que já chegou a jogar pela seleção inglesa. Foster fez pelo menos duas ótimas defesas durante o jogo e pegou o primeiro pênalti da série, batido por O’Hara.

Ben Foster substitui o poupado Van der Sar à altura (foto AFP)
Do lado do Tottenham, o goleiro Gomes, com exceção de uma saída ruim em cruzamento no segundo tempo, fez uma boa partida e pelo menos uma boa defesa. Mas nos pênaltis, os batedores do Manchester não deram muita chance ao brasileiro.
O Manchester foi a campo sem vários titulares. Rooney (oficialmente com uma virose, mas presente no estádio), Carrick, Fletcher, Berbatov, Van der Sar e Rafael (machucado) nem foram para o banco. Vidic e Giggs foram.
O problema maior do Tottenham para a partida foram os “cup-tieds” (jogadores que já participaram do torneio por outro time), ou seja, Robbie Keane (Liverpool), Wilson Palacios (Wigan), Carlo Cudicini (Chelsea) e Pascal Chimbonda (Sunderland). Frazier Campbell (emprestado pelo Manchester) também não podia jogar. E para piorar, Woodgate foi vetado no aquecimento por causa do tornozelo.

A partida também marcava o duelo entre os dois técnicos mais velhos da Premier League: Alex Ferguson (67) e Harry Redknapp (61). No restrospecto dos títulos do torneio, a vantagem era do time de Londres: 4 títulos (71, 73, 99 e 08) contra 2 (92 e 06) do Manchester. (foto AFP)
As escalações:
Manchester United (4-4-2) Foster; O’Shea (Vidic), Ferdinand, Evans, Evra; Ronaldo, Gibson (Giggs), Scholes, Nani; Welbeck (Anderson), Tevez.
Banco: Kuszczak, Park, Possebon, Eckersley.
Tottenham Hotspur (4-4-2) Gomes; Corluka, King, Dawson, Assou-Ekotto; Lennon (Bentley), Jenas (Bale), Zokora, Modric; Bent, Pavlyuchenko (O’Hara).
Banco: Alnwick, Huddlestone, Gunter, Taarabt
ANDERSON: GOL SÓ NOS PÊNALTIS
Acredite se quiser, mas o brasileiro, embora já tenha marcado convertido dois gols de pênaltis em títulos do Manchester United – o primeiro foi na final da Champions League do ano passado, ainda não conseguiu marcar gols com a bola rolando. E olha que Anderson já chegou há um tempinho, em julho de 2007. Tudo quanto é brasileiro já balançou a rede nesse período. Até Rafael da Silva do Manchester, que jogou poucas partidas, e Gilberto do Tottenham, já deixaram suas marcas. Quem sabe dessa vez a porteira se abre para Anderson. (foto AP)


