BRASIL x INGLATERRA B

Um minuto de silêncio em homenagem ao goleiro Enke (foto Getty Images)
Brasil x Inglaterra, no meio do deserto, calor escaldante, a Inglaterra com nove reservas e o Brasil em marcha lenta. Para que serve um jogo desse? Se ignorarmos os milhões que a CBF recebeu pela partida, não serve para muita coisa. Os ingleses saíram satisfeitos por não terem passado vergonha. Jogaram contra o melhor time do mundo (o ranking da Fifa é útil nessas horas), com o time B e só perderam por um gol. O Brasil também saiu contente porque venceu um “time grande” jogando melhor que o adversário.
Na realidade, as duas seleções deveriam estar frustradas. A Inglaterra poderia ter ido melhor, afinal os titulares de Capello já estão na garantidos para a Copa, mas os reservas não. E mesmo brigando por um lugar no vôo para a África do Sul, o time inteiro foi mal, com exceção de Milner. Alguns jogadores como Brown, Jenas e Bent podem ter perdido a última chance de conquistar uma vaguinha na Copa.
Quanto ao Brasil, e se Johnson, Terry, Ferdinand, Cole, Lampard, Gerrard, Carrick, Lennon, Walcott e Heskey estivessem em campo? Sem dúvida, o time de Dunga precisaria ter feito muito mais para sair com a vitória.

Rooney com cara de poucos amigos (quantos camelos teriam oferecido pela Coleen?) (foto Getty Images)
O mais legal quando o Brasil enfrenta a Inglaterra são os elogios da imprensa inglesa ao futebol brasileiro.
- Que os céus nos ajudem caso a Inglaterra encontre (na Copa) um Brasil afinado e a fim de jogo (The Guardian)
- … o maravilhoso Lucio ocasionalmente avança ao ataque com toda a autoridade majestosa do (transatlântico) Queen Mary deixando o porto. (Daily Telegraph)
- A inteligência de Nilmar em antever a intenção de Wes Brown na hora do pênalti é o toque brasileiro. (The Times)
O confronto fica agora com 11 vitórias do Brasil (4 nos 4 jogos de Copas do Mundo), 9 empates e 3 vitórias inglesas (duas em Wembley, 56 e 90, e uma no Maracanã, em 84).

Mesmo com muitos Kassabs em Doha, as barraquinhas na porta do estádio permanecem (foto AP)