A temporada: As melhores contratações
Na continuação do review da temporada, o blog fala dos sete grandes negócios de 2010-11 na Premier League. Discorde à vontade:
7) Raul Meireles, do Porto para o Liverpool por £11,5 milhões. Incorretamente rotulado de “substituto de Mascherano”, o meia se revelou uma boa opção ofensiva. Era tímido e subutilizado por Hodgson, mas, com Dalglish, foi adiantado e chegou a marcar cinco gols numa sequência de seis jogos. Na reta final, ainda supriu a carência do Liverpool pelos lados do meio-campo. Tem lugar no processo de reconstrução do clube.
6) David Luiz, do Benfica para o Chelsea por £21 milhões em janeiro. O melhor de 2009-10 em Portugal foi uma ótima jogada dos Blues. O zagueiro brasileiro fez 24 anos há pouco, já é titular absoluto e será o líder natural da defesa pós-Terry. Só precisa conciliar sua contribuição ofensiva com mais prudência e concentração lá atrás. Tem todos os fundamentos para isso.
5) Cheik Tioté, do Twente para o Newcastle por £3,5 milhões. Campeão holandês no time de Steve McClaren, o marfinense foi o ponto de equilíbrio no meio-campo dos Magpies. Tioté deu mais liberdade a Nolan e deixou Barton jogar à vontade, aberto pela direita. Proclamado como o “Essien do Newcastle”, o volante chamou a atenção de gigantes europeus, mas, já em fevereiro, renovou por seis anos. Foi o algoz de Elano na Copa.
4) Rafael van der Vaart, do Real Madrid para o Tottenham por £8 milhões. Uma negociação que levaria o holandês ao Bayern por £18 milhões fracassou a um dia do fechamento do mercado, disse Harry Redknapp e desmentiu o Real Madrid. Van der Vaart caiu na metade final da temporada, mas seus 13 gols e nove assistências na liga deixam claro que os Spurs acertaram em cheio. No suporte a atacante único, foi uma das peças-chave do time em 2010-11.
3) Luis Suárez, do Ajax para o Liverpool por £23 milhões em janeiro. É difícil falar em barganha por esse preço, mas o uruguaio já provou, em quatro meses, que poderia ter custado bem mais: um atacante extremamente habilidoso, incansável e que não guarda posição. Os quatro gols e cinco assistências não representam bem o tamanho da contribuição dele para a ressurreição do Liverpool, que fica com um jogador fantástico de 24 anos.
2) Peter Odemwingie, do Lokomotiv Moscou para o West Brom por £1 milhão. A carreira desse nigeriano nascido na União Soviética não andava legal. Apesar do papel importante na seleção da Nigéria, seu rendimento na Rússia havia caído bastante. Por um preço irrisório, o WBA ganhou seu melhor jogador: 15 gols como atacante isolado (não é sua posição natural) de Di Matteo e Hodgson e dois prêmios de Jogador do Mês na Premier League.
1) Javier Hernández, do Chivas para o Manchester United por £8 milhões. Show de captura, sobretudo por ter sido antes da Copa do Mundo. Os elementos que o fazem revelação servem também para explicar por que ele é a contratação do ano na Inglaterra.









