27/10/2009 - 21:05

A cada temporada, vasculhamos o planeta inteiro em busca do Melhor do Mundo. Quando encontramos candidatos, nos apressamos em catalogá-los nas várias galerias de grandes da história.
Mas existe no futebol um tipo de jogador que se coloca além do craque. Esse não adianta tentar procurar, eles simplesmente aparecem. Alguns jogadores, às vezes nem tão craques assim, têm a capacidade de extrapolar o futebol e atingir a vida das pessoas. Suas atuações dentro de campo e os títulos que conquistam podem servir de base para que atinjam essa condição, mas o que catapulta um craque ao status de lenda é sua capacidade de inspirar as pessoas. Alguns craques têm isso, outros não.
Ontem, fui à Mostra de Cinema de SP ver À Procura de Eric, do diretor Ken Loach, que tem o francês Eric Cantona como estrela. Cantona é uma lenda no lado vermelho de Manchester, em parte por causa da conquista de quatro ingleses e duas Copas da Inglaterra, em parte pelo futebol refinado e 82 gols que fizeram a alegria dos Red Devils nas cinco temporadas que jogou pelo clube (entre 1992 e 1997). Mas não foram só os títulos e suas atuações que elevaram Cantona à condição de lenda a ponto de servir de inspiração para um filme.
Cantona é desses heróis improváveis que não sabemos exatamente como conseguem sobreviver aos gols contra que marcam na profissão. O currículo do atacante francês durante toda a carreira é notável: cuspiu em torcedor, xingou o técnico da seleção francesa em rede nacional, rasgou a camisa do clube ao ser substituído, deu uma voadora em um hooligan, saiu no tapa com colega de time, atirou a bola em árbitro, xingou pessoalmente os membros de um comitê disciplinar de idiotas…
Entretanto, todas essas coisas que quase o eliminaram do futebol, paradoxalmente, o qualificaram como lenda. Cantona, com a gola de sua camisa levantada, inspirou o Manchester United a se tornar um dos maiores clubes da atualidade. E inspirou Loach no divertido À Procura de Eric.
Coluna do Jornal Placar publicada nesta segunda-feira
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: cantona, coluna, jornal placar, mostra de cinema
05/06/2009 - 20:43
Abaixo a coluna do Jornal Placar, mas em versão estendida:

Na recém-encerrada temporada inglesa, tivemos a presença de 22 jogadores e um técnico nascidos no Brasil, incluindo os naturalizados Deco (português), Possebon (italiano) e Eduardo (croata). Infelizmente, a maioria não foi muito bem, mas dá para fazer uma seleção respeitável com os 11 melhores. Ao lado do clube, vai a minha nota para o desempenho de cada um:
GOLEIRO
Gomes (G, Tottenham, 7)
Levou vários frangos no início, mas se recuperou e terminou o campeonato em alta.
DEFESA
Rafael (Man United, 7)
Ótima temporada de estreia. Já faz parte do elenco.
Belletti (Chelsea, 6)
Aqui coloquei o Belletti improvisado na zaga, mas ele, que chegou como lateral ao Chelsea, foi ressuscitado por Felipão no meio-campo e ganhou a simpatia da torcida.
Alex (Chelsea, 8 )
Chegou a pedir para sair porque era reserva, mas acabou como titular graças à contusão de Ricardo Carvalho e à chegada de Hiddink.
Fábio Aurélio (Liverpool, 8 )
O melhor brasileiro da Premiership. Não dá para entender porque não tem chance na seleção
MEIO CAMPO
Denílson (Arsenal, 7)
Xerifão do meio-campo do Arsenal, jogou quase todos os jogos.
Lucas (Liverpool, 6)
Mais reserva que titular. Caiu em relação à temporada passada.
Elano (Man City, 5)
Brigou muito com o técnico e apresentou pouco futebol.
Robinho (Man City, 5)
Embora tenha sido artilheiro do time, não fez jus ao valor pago por ele. Não ficou nem entre os três preferidos da torcida.
ATAQUE
Eduardo da Silva (Arsenal, 7)
Voltou de contusão e marcou uns golzinhos, o que já está de bom tamanho pela fratura que teve.
Jô (Everton, 5)
Chutado do City, trocou de clube e melhorou um pouco. Mas deve voltar para o time azul de Manchester.
OS RESERVAS
GOLEIRO
Diego Cavalieri (Liverpool, 5)
DEFESA
Glauber (Man City, 3)
Caçapa (Newcastle, 3)
Gilberto (Tottenham, 2)
Fabio (Man United, 6)
MEIO CAMPO
Mineiro (Chelsea, 2)
Anderson (Man United, 6)
Possebon (Man United, 6)
Deco (Chelsea, 4)
ATAQUE
Geovanni (Hull, 6)
Afonso Alves (Middlesbrough, 4).
Diego, Caçapa, Fabio e Possebon foram reservas absolutos e só participaram de jogos em que os titulares foram poupados. Glauber jogou só seis minutos no último jogo do campeonato. Mineiro fez sua estreia nos 15 minutos finais de um jogo da Premiership e sua despedida em mais alguns minutos pela Copa da Liga. Anderson caiu em relação a temporada passada. Geovanni foi artilheiro do time, jogou 35 partidas, mas foi substituído em 20. Deco e Afonso, pelo que custaram, decepcionaram e devem ser negociados.
Autor: rogerioandrade - Categoria(s): Sem categoria
Tags: coluna, jornal placar