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Posts com a Tag Chelsea

domingo, 5 de fevereiro de 2012 Chelsea, Sunderland | 22:40

Fernando Torres e James McClean

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Com dois gols e duas assistências na liga, McClean já virou ídolo no Stadium of Light

Há um ano, Fernando Torres se transformou no jogador mais caro da história do futebol inglês. Também há um ano, James McClean era destaque do Derry City, que participa da primeira divisão irlandesa. Torres não marca no campeonato há 19 horas e tem mais cartões amarelos (quatro) do que gols (três) em um ano de Premier League pelo Chelsea. McClean, por sua vez, tem nove jogos pelo Sunderland e decidiu a vitória por 1 a 0 sobre o Stoke, no sábado.

Torres foi razoável no empate por 3 a 3 contra o Manchester United, com destaque para a precisa assistência ao golaço de Mata. Mas, como quase sempre desde que se transferiu a Stamford Bridge, hesitou na hora de marcar seu próprio gol. O espanhol parece fisicamente bem e conta com apoio irrestrito de elenco, técnico e torcedores. Por enquanto, contudo, tem a autoconfiança de um Keirrison depois de 2009. Nem o conforto pela ausência de Drogba, na Copa Africana de Nações, ajuda.

McClean ignorou a neve do Britannia Stadium e, como autêntico left winger que é, costurou o lado direito da defesa do Stoke. Este norte-irlandês que ninguém conhecia até há pouco foi contratado em agosto, ainda com Steve Bruce no comando, por £350 mil. Se Bruce não o aproveitou, Martin O’Neill identificou nele um dos caminhos para resgatar o Sunderland, que ganhou 22 de 30 pontos possíveis desde que o novo treinador assumiu o barco. O craque é Sessegnon, mas o achado é McClean.

O’Neill disse que a ascensão dele poupou ao menos £10 milhões dos cofres do Sunderland. É só mais uma prova de como a observação (aí, é mérito da equipe de Bruce), mesmo a ligas periféricas como a irlandesa, pode garantir bons resultados. Enquanto isso, lá em Bridge, Torres tenta se encontrar. Para quem custou 143 vezes o preço de McClean, o tempo urge.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

terça-feira, 31 de janeiro de 2012 Premier League | 21:14

Terça cheia

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Duas temporadas após vendê-lo a preço de banana, o Chelsea sofreu um golaço de Sinclair

Numa terça-feira em que Liverpool, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham atuaram quase ao mesmo tempo, a coluna recapitula a primeira parte da 23ª rodada da Premier League:

Wolverhampton 0 x 3 Liverpool. Kenny Dalglish gosta do Molineux. Foi lá que, na temporada passada, ele iniciou a reação do Liverpool com grandes atuações de Raul Meireles e Fernando Torres. Os ibéricos foram embora, e os britânicos garantiram outra vitória por 3 a 0. Adam, Carroll e Bellamy comandaram a partida que reposicionou os Reds na corrida pelo top four. Mas o que o Liverpool comemora mesmo é o retorno de Suárez já na próxima rodada.

Swansea 1 x 1 Chelsea. O bom segundo tempo do Chelsea, que anulou o domínio do Swansea no primeiro, foi premiado com o gol de Bosingwa aos 92 minutos. Resultado normal, ainda mais quando a gente olha para as exibições dos cisnes contra Tottenham e Arsenal no Liberty. Em Gales, o ótimo time de Brendan Rodgers não perdeu para o trio de ferro londrino.

Everton 1 x 0 Manchester City. Com direito a torcedor algemado à trave no primeiro tempo, um valente Everton deu sinal de que pode fazer um segundo turno melhor, como de costume para David Moyes. É pena que Donovan, que assistiu Gibson no gol do jogo, não fique até o fim da temporada. Aliás, o meia central irlandês prestou um belo serviço ao Manchester United. Finalmente.

Manchester United 2 x 0 Stoke. Tony Pulis estacionou o ônibus na área, mas o United fez o bastante para conquistar dois pênaltis e a co-liderança da Premier League, ao lado do City, com 54 pontos. Sem Rooney, ainda lesionado, dever cumprido e moral renovado após a queda na FA Cup.

Tottenham 3 x 1 Wigan. Bale e Modric ratificaram seu status de principais jogadores dos Spurs e resolveram o jogo sem problemas. Ótimo para quem recentemente empatou com o Wolverhampton num momento-chave da corrida pelo título. A derrota do City ajudou, mas, para reassumir o posto de candidato, o Tottenham precisa vencer o Liverpool na segunda-feira.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 Bolton | 13:53

Tchau, Bolton?

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Enfim, livre: Cahill tem tudo para ser titular no Chelsea

O Bolton aceitou a proposta do Chelsea por Gary Cahill. Do ponto de vista dos Blues, ótimo negócio. Cahill é seguro, ainda tem possibilidade de evolução aos 26 anos e resolve a maior deficiência do elenco. Na perspectiva dos Trotters, uma medida de proteção para não perder o jogador gratuitamente no meio de 2012, mas também uma venda que expõe um erro e aumenta a chance de rebaixamento à segunda divisão.

O contrato do zagueiro da seleção inglesa com o Bolton termina no fim desta temporada. Hoje, está claro que ele deveria ter sido liberado em agosto. Em alguns meses, o valor de Cahill diminuiu consideravelmente, com a imprensa inglesa especulando uma oferta do Chelsea na região de £7 milhões, mais ou menos metade do que se cogitava no mercado de verão. Arrecadando mais, seria possível tapar os inúmeros buracos do elenco sem precisar mudá-lo no meio do caminho.

O Bolton tem uma série de problemas, como um meio-campo viúvo dos ausentes por lesão (Lee e Holden) e má fase dos atacantes, mas o maior deles é um sistema defensivo que sofreu 41 gols em 18 jogos. Sem Cahill, a situação pode piorar. Como Boyata, emprestado pelo Manchester City, tem sido utilizado na lateral, os zagueiros titulares devem ser Knight e Wheater. Para terminar o filme de terror, Paul Robinson (não o goleiro do Blackburn) volta a ganhar espaço com a lesão de Marcos Alonso.

A quatro pontos de sair da zona do rebaixamento (não é tão simples: conquistou apenas três em seu estádio), o Bolton se vê favorito à queda sem seu quase ex-principal jogador. A esperança pode estar num passado recente, quando o time goleou o Stoke ou dominou o Blackburn no primeiro tempo de um jogo decisivo. Janeiro até costuma ser um ótimo mês para Coyle, que tem um histórico de empréstimos bem interessante, com Weiss, Wilshere e Sturridge nos últimos anos. Mas, agora, tudo é mais difícil.

19ª rodada
Sexta, 17h45 – Liverpool x Newcastle (RedeTV!, ESPN Brasil, ESPN HD)
Sábado, 10h45 – Man Utd x Blackburn (ESPN Brasil, ESPN HD)
13h – Arsenal x QPR (ESPN Brasil)
13h – Bolton x Wolves
13h – Chelsea x Aston Villa (ESPN, ESPN HD)
13h – Norwich x Fulham
13h – Stoke x Wigan
13h – Swansea x Tottenham
Domingo, 10h30 – WBA x Everton
13h – Sunderland x Man City (ESPN Brasil, ESPN HD)

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

terça-feira, 13 de dezembro de 2011 Chelsea | 10:53

Em paz

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Guus Hiddink pode assinar em paz com o Anzhi Makhachkala. Os últimos resultados do Chelsea reduzem a pó a chance de André Villas-Boas ser demitido nas próximas semanas. Durante e após a vitória de ontem sobre o Manchester City, o Chelsea mostrou que está com o treinador português ao correr demais pelos três pontos e, sobretudo, ao celebrá-los com direito a corrente no gramado de Stamford Bridge.

Entre eles, um ano de idade

As recentes extravagâncias de Villas-Boas, que incluem uma “bofetada” moral nos críticos e um pedido aos jogadores que comemorassem gols coletivamente, não tiveram efeito negativo sobre o elenco. A melhor representação disso é Frank Lampard. A conduta do vice-capitão, hoje mais reserva do que titular, foi exemplar do banco em que se sentou por 73 minutos à bola que decidiu a partida. Mesmo que não entenda por que está afastado da escalação, ele não permitiu que isso contaminasse seu jogo ou o ambiente.

Embora Villas-Boas tenha ido da água ao vinho em dezembro, nem tudo é alegria. As merecidas vitórias sobre Valencia, Newcastle e Manchester City enterram o mito do vestiário avesso ao treinador e recolocam os Blues na corrida pelos títulos nacional e continental, mas não podem simplesmente camuflar os problemas do time.

Você deve se lembrar do esforço que o Chelsea fez para contratar Luka Modric no mercado de verão. O “não” do Tottenham determinou a chegada de Raul Meireles, que foi importante, mas não resolveu a questão.

Sem contar com Lampard como titular absoluto, Villas-Boas tem a verticalidade em Ramires e enfim achou a segurança em Oriol Romeu, porém ainda carece de um pensador. O time disfarça a deficiência porque Juan Mata sai a toda hora da ponta esquerda para compensá-la.

No ataque, verdade seja dita, Drogba só ressurgiu porque Fernando Torres não aproveitou o embalo do ótimo jogo que fez contra o Manchester United (em que pese aquela chance perdida) e resgatou a apatia da temporada passada. Mas dá para contar, sem qualquer restrição, com um atacante instável de 33 anos que também fazia temporada fraca até duas semanas atrás?

Ainda há questões como o baixo número de zagueiros no elenco após a dispensa de Alex (Anelka, o outro liberado, estava sobrando mesmo), a excessiva responsabilidade sobre Oriol Romeu, que não tem sequer um reserva à altura, e a eterna nuvem de problemas imaginários que paira sobre Stamford Bridge a ponto de criar um mal-estar entre grupo e técnico que, aparentemente, jamais existiu de fato.

Villas-Boas pode ser criticado por vários aspectos, mas não por medo de mudar. Apostou em Sturridge como o Hulk do Chelsea, trocou um ineficaz Obi Mikel por Romeu (de 20 anos), recuou uma linha defensiva que expunha os zagueiros e não parava de levar gol e tirou de Lampard o lugar cativo. Por método tentativa-e-erro ou não, o Chelsea ensaia, atrasado, o que se esperava dele nesta temporada.

Seleção da rodada
Michel Vorm (Swansea); Martin Skrtel (Liverpool), John Terry (Chelsea), Ryan Shawcross (Stoke); Daniel Sturridge (Chelsea), Ramires (Chelsea), Charlie Adam (Liverpool), Victor Moses (Wigan); Nani (Man Utd); Grant Holt (Norwich), Robin van Persie (Arsenal).

Fantasy
Após algum tempo afastado da liderança, o Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) está de volta ao topo da liga God Save the Ball. Veja a classificação.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 Arsenal, Chelsea, Copas Europeias, Man City, Man Utd | 22:37

Ups and downs

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Além da eliminação, Ferguson lamenta a lesão de Vidic, que pode ser grave

Há seis temporadas, o Manchester United deu vexame na Liga dos Campeões ao ficar na quarta posição de um grupo com Benfica, Villarreal e Lille. Classificados, portugueses e espanhóis se revelaram fortes quando eliminaram, respectivamente, Liverpool (que defendia o título) e Internazionale. O submarino amarelo, aliás, quase foi finalista. É por isso que, mesmo marcando três pontos a mais do que naquela ocasião, o papelão deste ano parece maior.

Os resultados de hoje derrubam a bancada de Manchester da Champions e a consolam amargamente com vagas na Liga Europa. O City venceu o Bayern no Etihad Stadium, mas parou na dependência de um bem improvável empate do Villarreal com o Napoli. O United fez pior: perdeu para o Basel na Suíça.

Ainda que o Benfica faça ótima temporada e o Basel tenha a nata da nova geração suíça, o aproveitamento de 50% numa chave em que também estava o romeno Otelul Galati (único adversário derrotado pelo United) é para marcar um dos maiores fiascos de Alex Ferguson.

É difícil, nos dois casos, falar em soberba. No exemplo do Manchester City, o único resultado que pode gerar críticas mais enfáticas é o empate em casa com o Napoli. Além disso, nada muito fora da curva. Talvez tenha faltado a Roberto Mancini a sensibilidade para identificar que, em momentos de vida ou morte (como era aquele jogo do San Paolo), Agüero não pode ser limitado a dez minutos e as laterais devem ter os mais confiáveis Richards e Clichy. Rodízio é legal quando se tem um grupo grande e homogêneo, mas não pode comprometer a esse ponto.

No Manchester United, a prática de trocar a escalação também foi bastante utilizada. Mesmo se o grupo fosse mais complicado, seria natural que Ferguson agisse assim em função da alta exigência de aproveitamento na Premier League. O problema é que o time ainda não achou seu ponto. No início da temporada, dava espaço demais aos adversários. Agora, mal consegue construir jogadas. O vexame surpreende em relação às expectativas iniciais, mas não pelo futebol pobre das últimas semanas.

Chelsea sólido na defesa e chilique de treinador português na coletiva: Mourinho voltou?

Londres ao resgate
Arsenal e Chelsea sustentam a Inglaterra. Garantido em primeiro com uma rodada de antecedência, o time de Arsène Wenger aproveitou a competição continental para se reconstruir. Bem ou mal, os cinco novos titulares (Mertesacker, André Santos, Arteta, Ramsey e Gervinho) foram beneficiados pela repetição na Champions da formação habitual. Nas noites europeias, a equipe fez sangrar os olhos várias vezes (Marselha 0 x 1 Arsenal foi jogo duro – de ver), mas esbanjou eficiência e ainda ganhou um ritmo que a beneficia na Premier League.

O Chelsea também venceu seu grupo. O empate com o Genk na Bélgica não foi exclusividade (ninguém ganhou lá), e a derrota para o Leverkusen na Alemanha assumiu proporções exageradas pelo momento ruim do time. A vitória de ontem, sobre o Valencia, teve vários lados bons e um ruim. Os bons são a mudança tática (linhas mais recuadas, defesa mais protegida), o resgate do melhor Drogba, a sequência de Oriol Romeu (bem mais seguro do que Mikel) e a garantia do técnico no cargo. O lado ruim é o desnecessário chilique de André Villas-Boas.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011 Chelsea | 14:54

Soluções dos jornais

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Em fase primorosa, Tioté é o alvo mais pertinente do Chelsea

Os problemas domésticos do Chelsea chegaram à Europa. Pressionado também na Champions League após a derrota de ontem, André Villas-Boas precisa encontrar soluções imediatas para reduzir a absurda média de gols concedidos por sua defesa adiantada. Enquanto o português realiza reparos, Roman Abramovich pensa em fazer o de sempre quando vê os objetivos do clube naufragando. Antes de demitir o técnico, ele cede ao desespero e, como no meio da temporada passada, vai às compras.

Aproveitando-se da fama do proprietário russo, várias publicações, confiáveis ou não, apontam alvos do Chelsea já para o mercado de inverno, em janeiro de 2012. O blog filtrou os mais chamativos:

Elias e Ricky van Wolfswinkel, Sporting. O que faria Elias no Chelsea? O brasileiro chegaria para brigar pela posição mais abastada do elenco, que pode ser naturalmente ocupada por Ramires, Raul Meireles e, quando retornar, Essien. O atacante holandês também teria dificuldades para encontrar seu espaço. A aposta do futuro no ataque dos Blues já está lá: Romelu Lukaku. São rumores, aparentemente, sem sentido e até divertidos.

Cheick Tioté, Newcastle. Não será fácil tirá-lo de St. James’ Park (por enquanto, vamos manter o nome original do estádio) no meio da temporada. O Chelsea teria de investir demais para corrigir um de seus maiores defeitos: a ausência de um volante defensivo confiável. Mikel tem fracassado em oferecer proteção à defesa, Villas-Boas parece não confiar plenamente no promissor Oriol Romeu, e esta não é posição natural de Meireles ou mesmo de Essien. O interesse pelo marfinense é pertinente.

Diego Godín, Atlético Madrid. O Chelsea procura, com razão, um zagueiro. Desde que percebeu a necessidade de ter Ivanovic em vez de Bosingwa na lateral direita, Villas-Boas se vê obrigado a usar David Luiz ao lado de Terry. David é ótimo e pode evoluir, mas precisa de um concorrente em melhor forma do que Alex para atuar de maneira mais responsável ou até para voltar ao banco por um tempo. Além disso, Terry também não está legal. O uruguaio do Atlético é boa opção.

Eduardo Vargas, Universidad de Chile. Se não dá para ter Neymar, vamos de Vargas. Em Copa Sul-Americana irrepreensível, o chileno é a especulação universal do próximo mercado. Ele se sente à vontade aberto pela direita, onde o Chelsea não tem tantas opções. Seguindo a lógica de David Luiz, Vargas representaria concorrência e obrigação de melhora para Sturridge, agora em posição cômoda. Não seria solução imediata para nada, mas um passo à frente na necessária reforma do elenco.

Kaká, Real Madrid. Ele nunca quis sair de lá, mas janela de transferências que se preze tem de apontar um possível destino para Kaká. No Chelsea, seria para causar um impacto que pode não valer a pena. Villas-Boas precisaria abandonar o habitual 4-3-3 em benefício de um 4-2-3-1 semelhante ao do segundo tempo contra o Liverpool, quando Juan Mata virou meia avançado pelo centro. Ainda que a recuperação do brasileiro seja real, o time tem outras necessidades e, assim, prioridades também.

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domingo, 20 de novembro de 2011 Liverpool | 19:49

Maestro Charlie

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Em 26 de outubro de 2008, um chute despretensioso de Xabi Alonso quebrou a incrível invencibilidade de 86 jogos do Chelsea em Stamford Bridge: 1 a 0 para o Liverpool. No fim daquela temporada, o espanhol foi embora, deixando a recordação do gol histórico e um vácuo criativo no meio-campo de Rafa Benítez. Três anos depois, de dono, técnico e estrelas novos, os Reds venceram outra vez em Bridge por conta de Charlie Adam, substituto tardio de Alonso.

Ainda no Rangers, Adam sabia aonde queria chegar

No lance que gerou o primeiro gol, Adam foi perfeito ao roubar a bola de Mikel e entregá-la a Bellamy. No do segundo, enxergou Johnson e uma avenida à frente dele antes de fazer um belo lançamento ao lateral. Bem ou mal, o escocês é o arquiteto que o Liverpool não tinha há duas temporadas e, por isso, a contratação que Kenny Dalglish sempre quis fazer.

Em janeiro deste ano, o Liverpool tentou tirá-lo do Blackpool mesmo sabendo que, até seis meses atrás, a Inglaterra leiga nem sequer o conhecia. Por £7.5 milhões, Adam foi o negócio mais sagaz do clube no último verão. Mas por quê?

1) Porque é o parceiro ideal para Lucas na dupla de volantes do Liverpool. Cerebral e preciso nos passes, ele reduz as responsabilidades do brasileiro quando o time tem a bola. Se houver uma seleção dos piores momentos do ex-gremista em Anfield, Javier Mascherano estará ao lado dele na maior parte do tempo, justamente quando Lucas precisava organizar a equipe.

2) Porque o Liverpool não tinha um lançador para aproveitar os deslocamentos e a velocidade de Luis Suárez ou mesmo a bola alta de Andy Carroll. A equipe ainda pede mais jogadores velozes (Junior Hoilett, do Blackburn, cairia muito bem em Anfield) e boas atuações do jovem centroavante, mas esse recurso para quebrar defesas já existe com o escocês, de visão privilegiada.

3) Porque o time carecia de um especialista em bolas paradas. As cobranças de escanteio de Adam em Stamford Bridge foram ridículas, mas, acredite, ele é muito bom no fundamento e já criou três gols para o Liverpool a partir de set-pieces.

Adam ainda alterna atuações muito boas, como a de hoje, e outras bem mais discretas. Não foi o início perfeito (teve até expulsão contra o Tottenham), mas está claro que o Liverpool ganhou essa aposta.

Seleção do fim de semana
John Ruddy (Norwich); Micah Richards (Manchester City), Rio Ferdinand (Manchester United), Jonas Olsson (WBA), Glen Johnson (Liverpool); Theo Walcott (Arsenal), Michael Carrick (Manchester United), Charlie Adam (Liverpool), Jerome Thomas (WBA); Heidar Helguson (QPR), Robin van Persie (Arsenal).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quinta-feira, 17 de novembro de 2011 Chelsea | 14:39

Fantasma

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A Turquia perde um confronto para a Croácia, e André Villas-Boas ganha um fantasma de presente. Após fracassar nas Eliminatórias para a Euro, Guus Hiddink já deixou Istambul para trás e tornou público seu desejo de retornar a Stamford Bridge. No Chelsea, o técnico holandês, que substituiu Luiz Felipe Scolari em 2009, teve o melhor aproveitamento de sua carreira (71%) e conquistou a FA Cup.

Este não é o tipo de imagem em que Villas-Boas deve pensar antes de dormir

O trabalho de Hiddink nos Blues durou apenas três meses por conta de um compromisso com a federação russa. A saída dele teve um cenário raríssimo no clube: referências do elenco lutaram por sua permanência. Sucesso em campo, ambiente favorável, proximidade a Roman Abramovich, vontade de voltar… Você pode entender o efeito de tudo isso sobre quem está no Chelsea.

Ao Daily Telegraph, Hiddink diz precisar de “tempo para refletir” e que também considera uma função distante do campo, como consultor ou conselheiro, por exemplo. Vale lembrar que, quando as especulações de Villas-Boas no Chelsea vieram à tona, o holandês foi cogitado para um cargo administrativo. Ainda assim, ao manifestar o desejo de resgatar o que chama de “época maravilhosa”, ele deve incomodar o português.

Um eventual escritório para Hiddink em Stamford Bridge é uma ameaça constante a qualquer treinador. Se até Avram Grant passou da administração à prancheta para substituir José Mourinho, um ex-técnico com grife e querido no vestiário seria o próprio argumento para, à primeira temporada de insucesso ou sem título da Champions League, dispensar um garoto nerd de 34 anos.

Mesmo que tenha muito a oferecer, Hiddink é potencial arma de destruição em massa para o Chelsea. Apesar das falhas defensivas do time, o trabalho de Villas-Boas continua muito promissor em termos de remodelação e pode fazer jus à intenção do presidente Bruce Buck de segurá-lo por vários anos. O flerte com a política que fez Abramovich demitir cinco treinadores em oito anos é um passo atrás que o clube não precisa dar.

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sábado, 29 de outubro de 2011 Swansea | 21:46

Home, sweet home

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O Swansea foi, finalmente, vazado em casa na temporada. Ainda assim, não deixou nenhum jogador do Bolton, derrotado por 3 a 1 no Liberty Stadium, assumir a autoria do gol: o centroavante Danny Graham marcou contra. Além do único gol sofrido, são 11 pontos conquistados nos cinco jogos realizados em Gales, que se somam a um solitário empate na Inglaterra (onde o time levou 14 gols) e põem os cisnes na décima posição da Premier League.

Neste simpático estádio galês, apenas os jogadores do Swansea balançam as redes

Na segunda divisão de 2010-11, o Swansea teve um aproveitamento de 72% como mandante, acumulando 50 de seus 80 pontos na temporada regular. O time de Brendan Rodgers sofreu apenas 11 gols em 23 partidas no Liberty, 20 a menos do que levou longe de casa. Em 2011-12, a campanha caseira pode não impressionar pelos adversários (Wigan, Sunderland, WBA, Stoke e Bolton), mas já mostra que será o carro-chefe da equipe na luta contra o rebaixamento.

Se mantiver o aproveitamento de 73% em casa, mesmo que não pontue como visitante, o Swansea certamente escapará da queda com seus 42, 43 pontos. É claro que os cisnes devem roubar pontos longe de Gales, porém o grande mérito de Rodgers é mesmo a transformação do Liberty num estádio indesejado pelas outras equipes.

O treinador norte-irlandês faz isso, como os números sugerem, a partir de uma defesa sólida, que não admite conceder muitas chances ao adversário em sua casa. Destaque para Ashley Williams, que conseguiu levar sua impressionante consistência da segunda à primeira divisão. No entanto, o ataque demorou a funcionar. Os dois primeiros resultados do Swansea no Liberty, contra Wigan e Sunderland, foram empates por 0 a 0. Para vencer, faltava ao time mais brilho à frente.

Nathan Dyer e Scott Sinclair, grandes referências do clube na temporada passada, estavam aquém do esperado. Assim como Danny Graham, artilheiro da última segunda divisão pelo Watford. Quando eles passaram a dar boas respostas (apesar do gol contra, Graham melhorou demais nas últimas rodadas), o Swansea parou de perder os pontos que fariam falta no fim do campeonato.

E o Chelsea, hein?
Ao contrário de Brendan Rodgers, André Villas-Boas não soube – ou não quis – proteger a defesa do Chelsea em casa. Mérito do Arsenal, que aproveitou os espaços para vencer por 5 a 3, mas é preciso que se diga: se o dérbi foi sensacional como entretenimento, expôs muito mais os defeitos do que as virtudes dos rivais. Não será surpreendente se Ivanovic retornar à lateral direita no lugar de Bosingwa para que os problemas da defesa não superem a qualidade do ataque dos Blues.

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domingo, 2 de outubro de 2011 Chelsea, Fulham, Liverpool, Man City | 22:25

Para lavar a alma

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Elogiá-lo é um perigo, mas Balotelli tem sido um "role model" perto de Tevez

Na sétima rodada da Premier League, eles sacudiram a poeira e deram a volta por cima. É precipitado falar em recuperação definitiva, mas um grupo de jogadores criticados não esquecerá tão cedo este fim de semana:

Andy Carroll, Liverpool. Ainda que o big fella, como diria Dalglish, não tenha sido brilhante no dérbi de Merseyside, o sábado foi bem produtivo para ele. Afinal, o centroavante precisava até mais do que o Liverpool daquele gol aos 71 minutos. Carroll foi irrepreensível contra o Wolverhampton na semana passada, mas ninguém deu bola. Marcar no Everton – e pela primeira vez na liga – significou muito para o, segundo Capello, jovem de vida desregrada.

Mario Balotelli, Manchester City. Para quem manteve Tevez e contratou Agüero, o City precisa demais de Balotelli. De repente, o problemático atacante, que começou a temporada irritando Mancini e como quarta opção ofensiva, ganha um novo status e (é isto mesmo) vira expoente de bom comportamento perto de alguns de seus companheiros. A titularidade, o gol e a boa atuação contra o Blackburn se somam à participação decisiva diante do Everton há uma semana, quando ele veio do banco. A corrida por um lugar no time com o também rebelde Dzeko se equilibrou.

Frank Lampard, Chelsea. Tudo bem que o adversário era um Bolton desfalcado, irresponsável na defesa e fraco em sua essência – Paul Robinson na lateral é dose para leão. Mesmo assim, o hat-trick de Lampard é o maior sinal de que ele pode se recuperar. Após entrar na rotação de Villas-Boas e passar boa parte do tempo no banco, o meia de 33 anos marca em dois jogos seguidos, resgata seu poder de chegada à área e mostra que está vivo. Por dispensá-lo em algumas ocasiões, o Chelsea tem reduzido a dependência dele. É aí que Lamps pode fazer diferença nos momentos certos.

Andy Johnson, Fulham. Depois de quatro temporadas fracas, ele está de volta. Recordista em gols de pênalti em uma só edição da Premier League (oito em 2004-05, pelo Crystal Palace), Johnson agora é o primeiro jogador do Fulham a marcar um hat-trick no campeonato remodelado. E foi logo nos expressivos 6 a 0 sobre o arquirrival QPR, a primeira vitória dos Cottagers na liga. Se ele continuar assim, Martin Jol não tem do que se queixar: ganha concorrência no ataque para acordar Bryan Ruiz e um goleador além de Zamora. O carequinha tem feito bom trabalho também na Liga Europa.

Seleção da rodada
Tim Krul (Newcastle); Kyle Walker (Tottenham), Ashley Williams (Swansea), Phil Jones (Man Utd), José Enrique (Liverpool); Lucas Leiva (Liverpool), Samir Nasri (Man City), Frank Lampard (Chelsea); Daniel Sturridge (Chelsea), Andy Johnson (Fulham), Gabriel Agbonlahor (Aston Villa)

Fantasy
Após quatro rodadas, a liga God Save the Ball tem novo líder: o Corinthian Casuals (Carlos Pinheiro). Veja a classificação atualizada.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

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