Fernando Torres e James McClean
Há um ano, Fernando Torres se transformou no jogador mais caro da história do futebol inglês. Também há um ano, James McClean era destaque do Derry City, que participa da primeira divisão irlandesa. Torres não marca no campeonato há 19 horas e tem mais cartões amarelos (quatro) do que gols (três) em um ano de Premier League pelo Chelsea. McClean, por sua vez, tem nove jogos pelo Sunderland e decidiu a vitória por 1 a 0 sobre o Stoke, no sábado.
Torres foi razoável no empate por 3 a 3 contra o Manchester United, com destaque para a precisa assistência ao golaço de Mata. Mas, como quase sempre desde que se transferiu a Stamford Bridge, hesitou na hora de marcar seu próprio gol. O espanhol parece fisicamente bem e conta com apoio irrestrito de elenco, técnico e torcedores. Por enquanto, contudo, tem a autoconfiança de um Keirrison depois de 2009. Nem o conforto pela ausência de Drogba, na Copa Africana de Nações, ajuda.
McClean ignorou a neve do Britannia Stadium e, como autêntico left winger que é, costurou o lado direito da defesa do Stoke. Este norte-irlandês que ninguém conhecia até há pouco foi contratado em agosto, ainda com Steve Bruce no comando, por £350 mil. Se Bruce não o aproveitou, Martin O’Neill identificou nele um dos caminhos para resgatar o Sunderland, que ganhou 22 de 30 pontos possíveis desde que o novo treinador assumiu o barco. O craque é Sessegnon, mas o achado é McClean.
O’Neill disse que a ascensão dele poupou ao menos £10 milhões dos cofres do Sunderland. É só mais uma prova de como a observação (aí, é mérito da equipe de Bruce), mesmo a ligas periféricas como a irlandesa, pode garantir bons resultados. Enquanto isso, lá em Bridge, Torres tenta se encontrar. Para quem custou 143 vezes o preço de McClean, o tempo urge.










