MAIS PERTO DO LÍDER

A melhor participação de Robinho no jogo foi na comemoração do gol de Tevez (foto Getty Images)
Manchester City 2 x 1 Chelsea
O clássico dos bilionários árabe e russo foi jogão de gente grande, pra macho! Todo mundo bateu, todo mundo apanho, mas sempre na bola, ou quase sempre. E ninguém fica rolando no chão ou choramingando com o juiz (com exceção de Drogba – como é manhoso esse marfinense). Caiu, levanta e segue o jogo. Na partida de ontem quem bateu mais foi o Chelsea. O time levou seis cartões amarelos (número alto para os padrões ingleses) contra apenas um do City. A defesa azul inteira levou cartão, incluindo Belletti, que entrou no lugar de Ricardo Carvalho.
Mas então, falando agora da parte que inclui a bola, o City derrubou o líder do campeonato. Um empate seria o oitavo consecutivo do time de Manchester, mas a vitória veio graças a Shay Given, que defendeu um pênalti batido por Lampard a sete minutos do fim e ainda fez mais duas ou três excelentes defesas . Atrevo-me a dizer que – faz tempo que eu queria falar isso – o goleiro Shay Given é o melhor do mundo. Buffon, Julio Cesar, Casillas… todos de altíssimo nível, mas se eu tivesse que contratar um deles para o meu time (para a reserva, claro), contrataria o irlandês.

Melhor do mundo?! Thank you, Roger!
OS GOLS: Adebayor fez um contra e outro a favor. No gol contra, Given fez duas defesas e na segunda, a bola rebateu nas costas do togolês e entrou. No empate, reclamação do Chelsea já que a bola parece ter batido na mão de Richards, mas de forma totalmente involuntária. Pra mim, acertou o juiz. E no gol da vitória de Tevez, novamente achei que o juiz acertou. Ricardo Carvalho deu um chutão para a frente e, malandro, deixou o pé nas costas de Tevez. Falta e o mesmo colocou marcou contando com a bobeada de Cech.
ROBINHO: jogou praticamente os 90 minutos, novamente demonstrou muita vontade (saiu muito aplaudido pela torcida), mas fez muito pouco de produtivo. Não há nível de comparação entre o seu desempenho de hoje e a performance de Craig Bellamy no jogo do meio da semana contra o Arsenal. A única atenuante em favor do brasileiro seria a melhor qualidade da defesa do Chelsea em relação à dos Gunners. Mas ainda assim é pouco. Tanto Bellamy quanto Ireland ficaram de fora da partida por contusão.
West Ham 0 x 4 Manchester United
Passeio no parque. No Upton Park para ser mais preciso. Ajudado pela vitória dos arqui-rivais do Man City, o United diminuiu a distância para líder Chelsea para dois pontos. A vitória veio sem sustos, mas a situação da zaga do Manchester está deixando Alex Ferguson apavorado. O técnico do Manchester teve que entrar com Gary Neville na zaga e Fletcher na lateral. Neville se machucou e Carrick teve que ir para a zaga (primeira vez na vida que ele joga de zagueiro). No final do jogo, Brown também se machucou e os Red Devils terminaram com dez em campo. Felizmente, a próxima partida (terça, contra o Wolfsburg, pela Champions) já tem o Manchester classificado, embora o empate seja necessário para assegurar a primeira colocação. Vale mencionar que Anderson jogou muito.
Arsenal 2 x 0 Stoke
Arsenal jogou pro gasto. Mesmo sem um monte de jogadores machucados (Van Persie, Bendtner, Walcott, Eduardo, Clichy, Diaby, Gibbs), os Gunners fizeram o suficiente para sair com os três pontos.
Blackburn R. 0 x 0 Liverpool
N´Gog acertou a trave, mas Kalinic perdeu um gol feito no final a partida. No final, empate justo. Sam Allardyce voltou a acompanhar seu time (das tribunas e no final do jogo, do banco) depois de operar o coração no dia 28/11. Nos Reds, a batata continua assando mais um pouco. Felizmente para Benitez, seu contrato foi renovado no começo desta temporada, caso contrário, já teria dançado.
Portsmouth 2 x 0 Burnley
Primeiros pontos de Avram Grant como técnico do Pompey. No 1º tempo, o islandês Hreidarsson, do Pompey, se jogou vergonhosamente na área e o juiz deu pênalti. O marfinense Dindane foi para a cobrança e a desperdiçou (assim como o rebote). Entretanto, ambos compensaram a lambança marcando na segunda etapa.
Aston Villa 3 x 0 Hull City
Vitória inspirada por Milner. Ele deu excelente assistência para Dunne no primeiro e fez um golaço por cobertura no segundo. Aliás, foi gol para entrar para a história. O goleiro do Hull saiu do gol, quase na lateral, e cabeceou a bola para fora. O reserva do Villa Steve Sidwell, fazendo as vezes de gandula, devolveu a bola para Agbonlahor que cobrou para Milner ajeitar e mandar por cobertura. Tudo muito rápido. Golaço! A nota triste do jogo ficou por conta da contusão de Jimmy Bullard – joelho novamente.

Milner chuta encobrindo o goleiro: assistência do reserva Sidwell (foto Getty Images)

Bullard machucou-se de novo
Wigan Athletic 2 x 3 Birmingham
Três gols em onze minutos viraram o jogo para o Birmingham, que perdia por 1 x 0. Larsson marcou duas vezes de falta. A equipe de Alex McLeish continua sendo a mais surpreendente da Premier League numa improvável 8ª colocação.
Wolverhampton 2 x 1 Bolton
Os Wolves saíram na frente com gol impedido e conquistaram a primeira vitória em oito jogos. Importante, mas ainda insuficiente para livrá-los da zona de rebaixamento.
Everton 2 x 2 Tottenham
Que jogo! Os Spurs abriram 2 x 0 com Defoe e Dawson e tudo parecia definido. Mas aos 33’ e 41’ do 2º tempo, o time de Liverpool empatou com Saha (que havia entrado no lugar do apagado Jô) e Tim Cahill. Mas o herói do jogo foi Tim Howard. Palacios foi derrubado na área aos 47′ e o goleiro americano defendeu a cobrança de Defoe.
Fulham 1 x 0 Sunderland
Zamora marcou e mandou a torcida calar a boca – ela acha que os 10 gols que o atacante de 28 anos marcou nessas duas temporadas no clube é pouco.



