Olho nele, Mano
O meia escocês Charlie Adam, de 25 anos, tinha uma carreira errante. Começou no Rangers, onde não foi além de uma boa temporada, perambulou emprestado pela Escócia e foi parar no Blackpool. Ian Holloway, o ótimo e extravagante treinador que o contratou, pode se orgulhar das irrisórias 500 mil libras que pagou por ele. Em temporada superior até à do ausente Fletcher, Adam é o melhor jogador da seleção escocesa, que enfrenta o Brasil em Londres amanhã.
A trajetória na Inglaterra é meteórica. Na temporada passada, o meia carregou o clube até a Premier League. As previsões, não custa lembrar, apontavam o Blackpool como candidato a retornar à terceira divisão. Em 2010-11, Adam é capitão, organizador e peça imprescindível de um time que luta contra a queda, mas que joga de modo atrativo e venceu mais fora de casa que o Manchester United (5 a 4).
Adam busca o jogo à frente dos zagueiros, dosa o ritmo, troca passes, lança os atacantes, manda nas bolas paradas e já fez até gol olímpico em 2010-11. Na Premier League, são nove gols e sete assistências: líder do time nos dois quesitos. O repertório atraiu Liverpool e Tottenham, que tiveram ótimas propostas recusadas em janeiro. O escocês não deve ficar em Bloomfield Road e ainda precisa brilhar ao lado de mais gente importante, mas já se revelou bom como ninguém imaginava há dois anos. O Brasil, amanhã, vai ser um teste e tanto.
A análise em vídeo da exibição de Adam contra o Sunderland ajuda a entender a importância dele para o Blackpool.



