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Posts com a Tag Blackburn

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 Blackburn, Sunderland, Wigan | 10:49

Times de caráter

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O gol de Ji Dong-Won fez O'Neill levitar no Estádio da Luz

A frequência de resultados inesperados durante a maratona de ano-novo na Premier League tem um motivo especial: o caráter mostrado por algumas equipes. Sunderland, Wigan e Blackburn, para citar três, têm extraído forças de onde a gente nem imagina:

Sunderland. Quando assumiu os Black Cats, Martin O’Neill diagnosticou falta de confiança no vestiário, mas deixou claro que a “paixão”, como dizem os ingleses, ainda estava lá. Com alguns ajustes e o entusiasmo de sempre (a comemoração após o gol sobre o Manchester City foi qualquer coisa), o norte-irlandês tirou a equipe do buraco, marcou dez pontos em cinco partidas e celebrou uma grande vitória, pela qual os jogadores batalharam demais, sobre o líder do campeonato no primeiro dia de 2012. A notável atuação do capitão Lee Cattermole é o símbolo do novo Sunderland.

Wigan. Apesar de ainda estar na zona de rebaixamento e ter o pior saldo de gols da liga, o Wigan de Roberto Martínez não para de surpreender. O elenco mais frágil da elite inglesa tem arrancado resultados improváveis: nas últimas sete rodadas, houve vitórias fora de casa sobre Sunderland (ocasionando a demissão de Steve Bruce) e West Bromwich e empates contra Chelsea, Liverpool e Stoke. Este, conquistado no sábado, veio de forma heroica. Após sofrer a virada, com um jogador a menos, os Latics ganharam um pênalti no Britannia Stadium. Ben Watson entrou a quatro minutos do fim só para cobrá-lo e dar o empate ao, segundo Martínez, “inacreditável” Wigan.

Blackburn. Quem imaginava que, após perderem em Ewood Park para o Bolton, os Rovers levariam quatro pontos de Anfield e Old Trafford? No “clássico do porão”, há três rodadas, os torcedores locais pareciam querer uma derrota do Blackburn, para que o técnico Steve Kean fosse demitido. O Bolton ganhou, mas Kean, de forma até surpreendente, permaneceu no cargo. A partir daí, os jogadores se superaram, limitando o Liverpool a um gol e marcando três vezes contra o Manchester United, sempre longe de casa. A lanterna não está mais com eles.

Seleção da rodada
Simon Mignolet (Sunderland); Craig Gardner (Sunderland), Per Mertesacker (Arsenal), James Collins (Aston Villa), Leighton Baines (Everton); Scott Sinclair (Swansea), Steven Gerrard (Liverpool), Lee Cattermole (Sunderland), Craig Bellamy (Liverpool); Stephen Ireland (Aston Villa); Yakubu (Blackburn)

20ª rodada
Segunda-feira, 13h – Aston Villa x Swansea
13h – Blackburn x Stoke
13h – QPR x Norwich
13h – Wolves x Chelsea (ESPN, ESPN HD)
15h30 – Fulham x Arsenal (ESPN Brasil, ESPN HD)
Terça-feira, 17h45 – Tottenham x WBA
17h45 – Wigan x Sunderland
18h – Man City x Liverpool (RedeTV!, ESPN, ESPN HD)
Quarta-feira, 18h – Everton x Bolton
18h – Newcastle x Man Utd (ESPN Brasil, ESPN HD)

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

sábado, 31 de dezembro de 2011 Blackburn | 16:49

A ressurreição de Yak

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Se 2011 foi particularmente ótimo para um jogador na Inglaterra, este é Yakubu Aiyegbeni. É claro que Robin van Persie teve um ano espetacular, de 35 gols na Premier League, mas o nigeriano ressurgiu das cinzas e, no último dia do calendário, silenciou Old Trafford duas vezes para oferecer ao Blackburn uma vitória para lá de inesperada.

Yak, como é carinhosamente chamado pelos torcedores, vinha de dois, três anos fracos, estranhos para uma carreira que, ao contrário do que bastante gente pensa, notabiliza-se pela tranquilidade para marcar gols. No ano passado, quando ainda estava em péssima fase, ele virou folclore mundial por perder um dos gols mais feitos da história das Copas. A crise de confiança parecia não ter fim.

Os sempre atentos olhos de Harry Redknapp levaram Yakubu à Inglaterra

Depois de uma primeira temporada produtiva no Everton, o centroavante havia desaparecido, sucumbido à maldição de Goodison Park, onde nenhum atacante deu realmente certo após Wayne Rooney. Até que, no primeiro semestre de 2011, ele foi emprestado ao Leicester, então comandado por Sven-Goran Eriksson. Foram 11 gols em 20 partidas na Championship, números suficientes para ele retornar às manchetes.

Insuficientes, porém, para David Moyes segurá-lo no Everton. O treinador escocês preferiu o empréstimo do argentino Denis Stracqualursi, que até agora passa em branco no novo clube. Yakubu foi vendido ao Blackburn por apenas £1 milhão. A equipe vai muito mal, mas o nigeriano arrebenta. Com direito a quatro gols na partida contra o Swansea, ele já marcou 12 vezes em 14 jogos na liga. O preciso finalizador de meados da década passada não desaprendeu o ofício.

O técnico Steve Kean, que deve seu emprego a Yakubu, já o “desafiou” a romper a barreira de 20 gols. Seria um feito inédito para Yak, que passou perto em seus primeiros quatro anos na Inglaterra, entre Porstmouth (sua porta de entrada para o país, aberta por Harry Redknapp) e Middlesbrough. Há 12 meses, o nigeriano era piada. Hoje, persegue a artilharia da Premier League.

Que seu 2012 seja tão feliz quanto o 2011 de Yakubu. Ótimo ano-novo a todos!

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Blackburn | 16:13

A eterna crise do Blackburn

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A Premier League acaba de conhecer a primeira demissão de treinador na temporada: Steve Bruce está fora do Sunderland. Demorou mais do que o esperado. A suposta paciência dos clubes surpreende, mas é bem improvável que todas as outras cabeças sobrevivam a dezembro. Como você percebe na foto à direita, a situação mais crítica é a de Steve Kean, do Blackburn.

Ontem, o time jogou fora o único lado bom de sua temporada até agora. Sem cinco titulares, os Rovers perderam para o Cardiff, em Gales, por 2 a 0 e foram eliminados da Copa da Liga. Kean ficou obviamente desapontado, mas se defendeu das críticas por ter preservado jogadores como Samba, Hoilett e Yakubu, que têm carregado o que resta da equipe. “Nós precisamos tratar as próximas partidas (da Premier League) como se elas fossem finais”, disse ao Guardian.

Kean prevê um dezembro daqueles. No mês mais denso do ano, o Blackburn enfrenta Swansea, Sunderland, West Brom, Bolton, Liverpool e Manchester United. O que seria uma tabela abordável virou uma batalha pela sobrevivência – do técnico e de um time que marcou sete pontos em 13 jogos (aproveitamento de 18%) e só venceu um Arsenal à época em frangalhos. O manager não aguardou a diretoria e já lançou o próprio ultimato: “o jogo contra o Swansea tem de alavancar nossa temporada”.

Não dá mesmo para esperar que essa diretoria assuma alguma postura. Os proprietários do Venky’s, ás da produção de aves no mercado asiático, não sabem lidar com futebol. Depois da inexplicável demissão de Sam Allardyce, há um ano, os indianos aparentemente se traumatizaram com o resultado dessa trapalhada e desistiram de tomar decisões importantes para os rumos do clube.

Até a líder da assembleia de Blackburn, Kate Hollern, criticou publicamente os diretores por “falta de liderança” e “sérios problemas de comunicação no clube”. Em um ano de Ewood Park, o Venky’s dispensou um técnico benquisto por todo mundo, quase viu o time cair, fez um péssimo mercado de verão e agora se limita a “pedir o apoio da torcida neste momento difícil”.

Em crise administrativa, com média de público de 70% da capacidade do estádio, treinador perdido e elenco enfraquecido, o Blackburn é favorito ao rebaixamento. Mas nem tudo é tragédia. Apesar dos resultados recentes, a equipe esboçou uma melhora nas últimas semanas. À base da velocidade de Hoilett, que pode deixar o clube no mercado de janeiro, os Rovers tiveram atuações razoáveis. Em dezembro, porém, será preciso fazer mais para largar a lanterna.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

terça-feira, 9 de agosto de 2011 Guia, Premier League, Temporada | 14:21

Guia da Premier League: Quem cai?

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A temporada impressionante de Odemwingie foi fundamental para a permanência tranquila do WBA

Na temporada passada, a corrida contra o rebaixamento na Premier League envolveu seis clubes. West Ham, Blackpool e, de forma surpreendente, Birmingham foram relegados à segunda divisão. A zebra (nem tanto pelas contratações sagazes) fora dessa disputa foi o West Bromwich, 11º colocado. A campanha dos Baggies se sustentou no bom início sob Roberto Di Matteo e na inesperada recuperação final com Roy Hodgson. Em 2011-12, novamente, pelo menos seis times iniciam o campeonato com essa preocupação.

Desta vez, os recém-promovidos (Queens Park Rangers, Norwich e Swansea) parecem, na média, mais ameaçados do que quem chegou à Premier League em 2010 (Newcastle, WBA e Blackpool). O campeão QPR dava pinta de que gastaria para nem sequer entrar na conversa. No entanto, a diretoria dividida se limitou a transferências gratuitas – Dyer, Gabbidon (que não eram úteis ao West Ham) e Bothroyd – e à chegada de DJ Campbell. Mesmo com Taarabt, é muito pouco.

O Norwich, de dois acessos seguidos, preencheu suas carências com seis contratações, mas deve sofrer o maior dos choques com a mudança de nível. Por exemplo, o pesado e bom finalizador Grant Holt, que marcou 21 gols na Championship, pode ter problemas para fazer um terço disso na Premier League. Há ambiente, treinador e boa pré-temporada para surpreender, mas os Canaries aparecem em quase todas as previsões como um dos favoritos ao rebaixamento.

Mercado consciente também faz o Swansea. Embora as saídas do goleiro De Vries e de Darren Pratley não estivessem nos planos, o clube tem lidado bem com a tarefa de segurar seus principais jogadores, como Ashley Williams, Nathan Dyer e Scott Sinclair. A promessa do técnico Brendan Rodgers de honrar o apelido de Swanselona e algumas boas contratações (especialmente as de Danny Graham – artilheiro da segunda divisão – e Leroy Lita) podem fazer a aventura galesa durar mais de um ano.

Grande Mick: está para nascer um treinador mais nerd em corridas contra o rebaixamento

Outro com chances consideráveis de escapar é o Wolverhampton. Com a chegada do ótimo zagueiro Roger Johnson, ex-Birmingham, e a captura definitiva do meia Jamie O’Hara, os Wolves se fortalecem. O técnico Mick McCarthy, um ás em lutas contra a queda, será decisivo se puder repetir a imposição de força nos jogos mais complicados. Em 2010-11, seu time venceu United, City, Chelsea e Liverpool.

Ao contrário dos Wolves, o Wigan não costuma inspirar admiração. Aliás, muita gente não entende como, desde o acesso, há seis anos, o clube se segura na Premier League. Apesar desse ímã que o prende à elite e da demonstração de comprometimento do técnico Roberto Martínez, que rejeitou o Aston Villa, a possibilidade de queda é realmente maior agora. Sem N’Zogbia ou grandes reforços, os Latics contam mais com a fraqueza alheia do que com as próprias qualidades.

O Blackburn também está nessa. Muito mal dirigido pelos indianos do Venky’s, os Rovers foram contaminados por uma mania de grandeza que quase os afundou na temporada passada. Quem sonhou com Neymar acordou com David Goodwillie, um dos dois reforços de um elenco cheio de problemas ofensivos, que perdeu Phil Jones e manteve um técnico inexperiente, Steve Kean.

Três correm por fora. O WBA continua seguro, sem perder gente importante (substitui Carson com Foster, mais goleiro) e com a confiança de quem terminou 2010-11 muito bem. Há pouco, anunciou a contratação do ótimo atacante irlandês Shane Long, ex-Reading. O Newcastle tropeçou no mercado, mas, com as chegadas de Cabaye, Marveaux e Ba, tem grupo para não passar sustos. O continental Stoke subiu tanto, que mal aparece em qualquer análise. Se outros times sofrerem, será surpresa.

Aposta do blog: Norwich, Queens Park Rangers e Wigan

Saiba aqui sobre o cancelamento de Inglaterra x Holanda

Bolão ou Fantasy?
O blog vai organizar uma novidade nesta temporada da Premier League. Só resta saber qual. Você prefere um bolão ou uma liga no Fantasy (equivalente ao popular Cartola FC)? Vote aqui. Detalhe: não há previsão de prêmios; é só pela diversão.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

terça-feira, 7 de junho de 2011 Blackburn, Liverpool, Review | 18:51

A temporada: Sob nova direção

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Epic Swindle, é? O homem do charuto aí, John W. Henry, não estava para brincadeira

Para os novos padrões, a temporada não viu tantas trocas de proprietários em clubes da Premier League. Houve duas, número moderado diante das cinco (três só no Portsmouth) de 2009-10. Entretanto, a batalha pela compra do Liverpool e as trapalhadas dos indianos que chegaram ao Blackburn pedem espaço no review de 2010-11.

Pressionados pela torcida após três anos de más decisões e acúmulo de dívidas, os norte-americanos Tom Hicks e George Gillett colocaram o Liverpool à venda em abril de 2010. A condução do processo foi atribuída a diretores independentes, e o clube viu o débito com o Royal Bank of Scotland chegar a 285 milhões de libras.

O RBS estabeleceu um prazo para o pagamento antes de tomar o controle dos Reds. Se não cumprido, o banco colocaria o clube em leilão ou o levaria à concordata. A última alternativa provocaria a perda de nove pontos, o mesmo que aconteceu com o Portsmouth na temporada passada. O time, que já agonizava em campo, iria a três pontos negativos na liga. Mas aí apareceu o também ianque New England Sports Ventures (NESV), que teve sua proposta de 300 milhões de libras aceita pela diretoria independente.

Hicks e Gillett, que não simpatizam com o NESV (hoje Fenway Sports Group) e queriam mais, tentaram barrar a venda e até trocar os diretores por apadrinhados. A Alta Corte de Londres negou, o negócio foi concluído na data-limite, 15 de outubro, e a dívida foi zerada. Os antigos proprietários chamaram o resultado de Epic Swindle (algo como “épica fraude”, que os torcedores julgaram ser uma gíria do sul dos Estados Unidos) e ainda buscaram, sem sucesso, deslocar a decisão a um tribunal do Texas.

John W. Henry, o sócio majoritário do Fenway, levou só alegria a Anfield: confiança, saúde financeira, perspectiva de investimento, um staff competente (Damien Comolli, Kenny Dalglish e Steve Clarke), Carroll (ainda veremos se será bom mesmo), Suárez, vitórias e uma primeira-dama legal. A sexta posição ficou de bom tamanho. Para a próxima temporada, anuncia-se uma pesada aplicação em jovens (será assunto aqui) e, sem jogar na Europa, a busca até do título doméstico.

Henry é um herói do mundo moderno. No momento em que tudo sugeria uma tragédia administrativa, um ianque cheio de ambição e de sucesso no beisebol com o Boston Red Sox assumiu o controle. O exemplo do Liverpool escancarou o lado B do futebol de oportunidades na Inglaterra, que deixa quase qualquer um explorar um clube. Crescimento e queda repentinos são sempre possíveis nesse cenário.

Descaminho das Índias: Balaji e Venkatesh Rao se perderam

Utopia indiana
A compra do Blackburn não teve drama. Por 23 milhões de libras, em 19 de novembro, o indiano Venky’s tomou conta do clube. A família Rao, proprietária do grupo, é de ótimos negociadores, os maiores produtores asiáticos de aves. No futebol, entretanto, eles parecem meio lunáticos. Com mania de grandeza, demitiram o técnico Sam Allardyce em dezembro. A decisão soou estúpida para todo mundo, inclusive para o elenco.

O treinador do futebol feio foi substituído pelo inexperiente Steve Kean, transformado em efetivo pela necessidade. Uma tímida sequência de vitórias empolgou os Rao, que queriam uma “estrela brasileira” para liderar a revolução do clube. Era o simbolismo fracassado da ida de Robinho para o Manchester City. Só que a realidade se revelou dura com uma série de derrotas, e o time deixou de sonhar para tentar não cair. O Blackburn se salvou na bacia das almas. Que a lição tenha sido aprendida.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

sábado, 5 de março de 2011 Blackburn, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd, West Ham | 17:19

No mesmo dia, Dalglish perdeu em Anfield e superou o United

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No histórico 14 de maio de 1995, o Blackburn de Dalglish e o Liverpool conciliaram seus interesses

A última rodada da Premier League em 1994-95 foi memorável. O (nem tão) surpreendente Blackburn, treinado por Kenny Dalglish, liderava com dois pontos de vantagem sobre o Manchester United, que vinha de dois títulos consecutivos. Os Rovers visitaram o Liverpool, clube em que Dalglish se consagrara. O United foi até a casa do West Ham, que não tinha mais o que fazer na temporada. Além da vitória em Londres, os Red Devils precisavam que o Blackburn perdesse pontos em Anfield.

Se na temporada passada os Reds não se esforçaram para derrotar o Chelsea, que também disputava o título com o Manchester United, em 1994-95 o conjunto treinado por Roy Evans ignorou a rivalidade com os mancunianos e batalhou pelo resultado.

Garantido na Copa da UEFA via Copa da Liga, o Liverpool buscava a vitória apenas para terminar bem colocado e consolidar seu time promissor, de Fowler, Redknapp e McManaman. Um dos maiores jogadores da história do clube, o left winger John Barnes, que teve participação fundamental naquela partida, afirmou que os Reds tinham “o compromisso de abordar o confronto de forma profissional, ainda que ninguém ali quisesse ver o United campeão”.

Aquele Blackburn era ótimo por ter as pessoas certas com o poder de investimento suficiente. Por exemplo, a dupla de ataque, formada por Shearer e Sutton, fez 49 gols na liga. Shearer, aliás, foi quem marcou primeiro em Anfield. Mesmo assim, o Liverpool teve força para virar o jogo com Barnes e Jamie Redknapp e ajudar o Manchester United. Mas o United não se ajudou. O goleiro tcheco Ludek Miklosko, do West Ham, foi espetacular e limitou o time de Ferguson a um empate por 1 a 1. O Blackburn comemorou seu terceiro título inglês em 14 de maio de 1995, o dia em que ninguém chorou em Anfield.

Assista ao review dessa sensacional rodada. Repare no momento em que o banco do Blackburn, que tinha acabado de sofrer o gol de Jamie Redknapp (filho de Harry Redknapp, então técnico do West Ham), é avisado do resultado final em Londres:

Faz tempo
A rivalidade entre os escoceses Dalglish e Ferguson é antiga. No início dos anos 70, Kenny jogava no Celtic e costumava marcar contra o Falkirk, do atacante Alex Ferguson. O clássico resistiu ao tempo. Quando Ferguson treinava o Aberdeen, o meia-atacante Dalglish, já no Liverpool, o atormentou pela Copa Europeia. Os dois ainda se enfrentaram em confrontos do Manchester United contra Liverpool, Blackburn e Newcastle. No retorno de Dalglish aos Reds, há dois meses, o United venceu por 1 a 0 na FA Cup. Amanhã, depois de muito tempo, eles medem forças em Anfield: rivalidade, história e respeito mútuo nos bancos.

Scott Parker é o cara

O melhor de fevereiro já impressiona em março
O meia central Scott Parker, do West Ham, foi eleito o Jogador do Mês de fevereiro na Premier League. Hoje, na vitória dos Hammers por 3 a 0 sobre o Stoke, ele voltou a jogar demais. Após defender Charlton, Chelsea e Newcastle, Parker vive o melhor momento na carreira e na temporada. O West Ham marcou dez pontos nos últimos cinco jogos e, finalmente, deixou a zona de rebaixamento. Um pouco por Demba Ba, Avram Grant e o retorno de Hitzlsperger. Muito por Parker, certamente o jogador mais importante para um time em toda a liga.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 Sem categoria | 14:45

GRIPE SUÍNA NOS ROVERS

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Mais um jogador do Blackburn está com gripe suína. Além de David Dunn, Christopher Samba e do técnico Sam Allardyce, agora foi a vez de Jason Roberts cair de cama..

Allardyce assistiu a sua equipe vencer o Peterborough pela Copa da Liga das tribunas por medo de passar o vírus para outros atletas.

Deu hoje no jornal Placar:

Cuspe apavora ingleses

Depois de cancelar jogos da Libertadores e dos campeonatos argentino e mexicano, o vírus H1N1 chegou ao futebol europeu. Quem atua na Inglaterra recebeu a recomendação da Agência de Proteção à Saúde do país para não cuspir no campo, depois que três jogadores do Blackburn foram diagnosticados com gripe suína.
Ontem, o treinador do Bolton, Gary Megson, disse que parte do elenco teria sido afetada. O clube enfrenta o Chelsea amanhã. O técnico rival, Carlo Ancelotti, ameniza a situação. “A gripe está em todos os lugares. Para isso, eu tenho a receita da minha avó: leite quente, álcool e vinho tinto. Fantástico.”
Na Suécia, atletas foram proibidos de dar as mãos. No último final de semana, o clássico francês Olympique e PSG, em Marselha, foi cancelado após três jogadores do time visitante contraírem o vírus.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , ,

segunda-feira, 10 de novembro de 2008 Sem categoria | 01:21

HAPPY BIRTHDAY, BIG PHIL

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And to Big Phil nothing, everything… (foto AP) 

BLACKBURN 0 x 2 CHELSEA
De baixo de chuva, Anelka garantiu um feliz aniversário para Felipão, que completou ontem 60 anos, e também a liderança da Premiership. No primeiro gol, o francês contou com a sorte. O chute de Bonsingwa desviou nele e entrou. No segundo, Anelka teve calma e categoria para colocar por cima do goleiro Paul Robinson, que, aliás, pegou muito durante a partida.

 

Autor: rogerioandrade Tags: , , ,