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Posts com a Tag Birmingham

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Copas Europeias | 20:39

“Constrangimento”

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A Europa League será menos inglesa a partir de fevereiro. Depois de o Fulham cair de maneira deprimente, Tottenham e Birmingham também não devem escapar da eliminação amanhã. De qualquer forma, o país já garantiu três dos 32 clubes que estarão envolvidos no sorteio da próxima sexta-feira. O Stoke passou facilmente por um grupo que tinha Dynamo Kiev e Besiktas. Os outros representantes vêm de Manchester: United e City foram premiados com as vagas após o fracasso na Champions.

Para quem torce pela Inglaterra no ranking europeu, a situação não é a pior possível. Afinal, já se esperava que os clubes tivessem dificuldades por conta da origem das vagas. Fulham, Birmingham e Stoke chegaram lá, respectivamente, por Fair Play, League Cup e FA Cup. Como se não bastasse, o único classificado pela posição na Premier League, o Tottenham, anunciava há muito tempo que não apostaria no torneio.

Aliás, o pouco caso com a Europa League é uma questão frequente entre os ingleses. Patrice Evra, por exemplo, falou em “constrangimento” quando perguntado sobre a futura presença do Manchester United na competição. A postura dos Red Devils gerou até uma repreensão de Michel Platini, pai do torneio remodelado. Alex Ferguson, que se considerava “punido” por participar dele, mudou o discurso original e indicou que pode tentar vencê-lo.

Evra mostra todo seu entusiasmo

Conversa fiada, política e artificial. Embora haja alguns exemplos recentes de clubes poderosos que abordaram a Europa League seriamente (um deles é o Manchester City na temporada passada), a visão generalizada para quem se acostumou à Champions é a de Evra. O xodó de Platini é um fiasco na Inglaterra porque as viagens são muito longas, vários adversários são fracos e as rodadas acontecem às quintas-feiras, o que desloca jogos da Premier League para os domingos e segundas.

A cinco confrontos da festa do título, a Europa League aponta dois caminhos para os ingleses: a concretização do discurso do Manchester City, que deve buscar a taça para marcar o nome no continente e melhorar o coeficiente, e uma temporada doméstica sem grandes objetivos para o Stoke, que tem desfrutado sua primeira aventura europeia em 37 anos. Ambos são bem possíveis, porém o status “tanto faz” da competição não deve mudar tão cedo na Inglaterra, que, apesar das ótimas campanhas recentes de Middlesbrough e Fulham, ainda a interpreta como se fosse uma copa nacional qualquer.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 Championship | 15:43

Quem é que sobe?

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Com a temporada perto da metade, a Football League Championship, a popular segunda divisão inglesa, está longe de apresentar contornos definitivos. Apesar de o Southampton liderar há muito tempo, não existe uma equipe claramente acima das outras, como se revelaram Queens Park Rangers e Newcastle nos últimos anos. A corrida pelo acesso direto ou mesmo por uma vaga nos play-offs (da terceira à sexta posição) é, mais uma vez, bastante acirrada.

O Leeds se esforçou para segurar Snodgrass e pode voltar à Premier League por conta dele

O sucesso do Southampton de Nigel Adkins, recém-promovido da League One, já foi discutido em setembro. A equipe segue em alta, mas os últimos resultados e a queda de rendimento do craque do time, Adam Lallana, acendem a luz amarela. O improvável artilheiro Rickie Lambert, porém, não sente a mudança de nível (é a primeira vez que ele joga a segunda divisão) e, com 13 gols, mantém a boa forma. O brasileiro Guilherme Guly do Prado, que o apoia no ataque, também faz temporada especial pelos Saints.

Entre os clubes que mais gastaram e os mais tradicionais, boas campanhas e decepções. Ao contrário do Leicester, que já dispensou Sven-Goran Eriksson, o West Ham de Sam Allardyce convive bem com a obrigação de retornar à Premier League e continua namorando a liderança. Enquanto o Nottingham Forest, que desistiu de Steve McClaren já em outubro, está imerso na zona da degola, o Leeds assumiu seu lugar na faixa dos play-offs. Na equipe do competente Simon Grayson, quem dá as cartas é o escocês Robert Snodgrass, um dos craques da liga com oito gols e nove assistências.

Apesar dos Hammers, a temporada dos recém-rebaixados da Premier League não é exatamente um sucesso. O Birmingham, com jogos a mais para fazer por conta da participação na Liga Europa, ainda sofre com Chris Hughton. O Blackpool belisca alguns resultados interessantes, mas sente falta de pés mais brilhantes. Hoje, esses pés estão no Liverpool: Charlie Adam, vendido após a queda à segunda divisão, e Jonjo Shelvey, que arrebentou no empréstimo aos Tangerines e foi chamado de volta pelos Reds depois da lesão de Lucas.

Se a Championship terminasse hoje, os relegados à League One seriam, além do Forest, o Doncaster e o Coventry. Destes, apesar das cinco derrotas nas últimas seis partidas, só o bicampeão europeu parece ter alguma força para escapar. Com Southampton e West Ham nas posições de acesso direto, os play-offs pela terceira vaga na elite teriam Cardiff x Leeds e Middlesbrough x Hull. É bem cedo para antecipar, mas a tendência é que a Premier League receba velhos conhecidos na próxima temporada.

Veja a classificação da Championship.

A quem gosta das divisões inferiores do futebol inglês, recomendo o Football League Brasil.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , ,

domingo, 27 de fevereiro de 2011 Arsenal, Birmingham, Copas Nacionais, Temporada | 20:37

McLeish merece a Copa da Liga

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Fàbregas, que acabava de completar 18 anos, comemorou muito o último título do Arsenal, a FA Cup de 2004-05

É difícil decidir qual fila pesava mais: a de 48 anos do Birmingham ou a de seis do Arsenal. A lamentação dos Gunners, bem representada pelas lágrimas do grande Wilshere, foi do tamanho da comemoração dos jogadores e torcedores azuis. Após a vitória por 2 a 1, o Brum levou a Carling Cup, apenas seu segundo título de primeira grandeza. Em temporada superior a 2009-10, os Gunners sofrem um baque terrível com a perda da taça. Mas não dependia só deles. Do outro lado, havia um time pronto para tornar as coisas mais complicadas.

A tentação de atribuir o resultado a uma suposta amarelada de um Arsenal sem Vermaelen, Fàbregas e Walcott não pode encobrir a notável atuação do Birmingham, que também tinha seus desfalques. Alex McLeish armou um 4-1-4-1 para segurar os três meias adversários e explorar a altura de Zigic. Apesar da maior cautela, o time de hoje em muito lembrou o da temporada passada, que se defendia bem demais e terminou a liga no nono lugar. Apontado como candidato ao rebaixamento, aquele conjunto se superou a partir da força defensiva de Hart, Carr, Dann, Johnson e Ridgewell. Hart retornou a Manchester, e Dann está fora da temporada. Problema? Não para Foster e Jiranek, impecáveis na final.

Aliás, Foster está entre os cinco melhores goleiros da Premier League. Contestado por conta de falhas esporádicas em Old Trafford, o tricampeão consecutivo da Carling Cup desfruta o prêmio de melhor do jogo e a grande temporada que tem feito. O título é um boost para ele e para uma defesa que não conseguia reeditar o bom desempenho de 2009-10. E também para Alex McLeish, treinador que, por um semestre ruim, teve o emprego ameaçado após reconstruir o Birmingham nas últimas duas de suas três temporadas em St Andrew’s.

A temporada passada anunciou que McLeish entraria para a história do Birmingham

O time de 2009-10, anterior aos razoáveis investimentos do proprietário chinês Carson Yeung, era mais humilde, mas a repetição o tornou muito forte: Hart; Carr, Dann, Johnson, Ridgewell; Larsson, Ferguson, Bowyer, McFadden; Chucho Benítez e Jerome foram os titulares por nove jogos consecutivos! A consistência deu à equipe sua melhor fase naquela temporada. É a tal da “química”, escassa quando chegaram Beausejour, Hleb, Zigic e Derbyshire, que se revezavam enquanto o treinador não encontrava um time e um rumo.

A atual 16ª posição na liga (com dois jogos a menos) é consequência de um início decepcionante. Nos últimos 13 jogos por todas as competições, o time venceu oito. O título ratifica a fase mais tranquila e premia o bom trabalho de três anos que tem feito McLeish. “Foi minha maior conquista pessoal”, diz ele. O escocês merece o título. O ataque, que decidiu a parada com Zigic e Martins, precisa capitalizá-lo. Jerome, Derbyshire, Phillips e os goleadores do dia: toda essa artilharia aí é a pior da Premier League com apenas 25 gols.

Premier League
O garoto Jonjo Heuerman concluiu sua caminhada e acredita ter arrecadado cerca de 20 mil libras (o dobro do mínimo planejado) ao Fundo Bobby Moore para Pesquisa sobre o Câncer. Foi um dia e tanto: ele ainda comemorou a ótima vitória do West Ham sobre o Liverpool. O hammer Scott Parker, que marcou um golaço, está em nossa seleção do fim de semana: van der Sar (Man Utd); Walker (Aston Villa), Hangeland (Fulham), Jagielka (Everton), José Enrique (Newcastle); Ashley Young (Aston Villa), Parker (West Ham), O’Hara (Wolves), Jarvis (Wolves); Chicharito (Man Utd), Beckford (Everton).

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Jogadores, Man City, Premier League | 13:59

Foi um baque daqueles

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Após o choque com Micah, De Jong simbolizou um Manchester City baqueado. Foto: Getty Images

Há 19 dias, o Manchester City vencia o Wolverhampton por 4 a 3 e festejava a liderança provisória da Premier League. Era a estreia de Edin Dzeko, talhado para tirar parte da responsabilidade atribuída a Tévez e levar o City à corrida pelo título. No entanto, era também um disfarce. Não apenas em função da diferença de jogos disputados pelos rivais mancunianos (à época, de três partidas), mas especialmente por conta das fragilidades de um time que ainda subutiliza vários de seus jogadores.

O grande mérito de Mancini em seus primeiros meses em Eastlands, ainda na temporada passada, foi o acerto defensivo. O italiano recebeu de Mark Hughes um time que havia sofrido nove gols nos últimos três jogos. Nos três primeiros compromissos de liga sob o comando do ex-nerazzurro, Shay Given foi batido apenas uma vez. Ontem, após o empate por 2 a 2 com o Birmingham, o técnico protestou contra o desempenho dos defensores. O Manchester City ainda tem uma das grandes defesas do campeonato, mas, após a estreia de Dzeko, sofreu seis gols em três jogos de liga.

Mancini tinha, até há pouco, um esquema imaculado, o 4-2-3-1 com Barry e De Jong à frente dos defensores e Yaya Touré como playmaker na linha de três meias. Com Dzeko no time, isso teve de ser ligeiramente modificado. Não fazia sentido ter o bósnio e Tévez e deixar um deles longe do gol. A solução inicial foi deslocar à esquerda Gareth Barry, que eventualmente abria espaço para Kolarov avançar. Mas Barry é aquele sujeito que mal aparece na tela, correndo atrás de Özil no lance do quarto gol alemão contra a Inglaterra na Copa do Mundo. O ex-capitão do Villa não tem mais velocidade para jogar por ali.

Ontem, o City não teve Yaya Touré. Roberto Mancini lançou mão de Milner e de uma espécie de 4-2-3-1, com Tévez bem próximo a Dzeko, e David Silva trabalhando mais à direita. A exibição não foi exatamente decepcionante, mas o Birmingham fez, no segundo tempo, o suficiente para merecer o empate. Aliás, foi para o segundo tempo que Mancini perdeu De Jong, lesionado, e a sua estrutura habitual. Os dois pontos deixados no St. Andrews mantêm os Citizens longe da luta pelo título, mas muito perto da indesejada corrida pelo quarto lugar, que, até pouco tempo atrás, parecia coisa do passado. O Tottenham, com um jogo a menos, pode chegar a 44 pontos, a dois dos mancunianos.

Dzeko deve ser um sucesso na Inglaterra, mas Mancini ainda precisa se adaptar à presença dele. Nas últimas quatro rodadas, três com o bósnio, o Manchester City marcou cinco pontos. Está a oito do Manchester United, que ainda tem um jogo a menos. Essa sequência, que praticamente inviabiliza o título, foi um baque daqueles. Tal qual o ocorrido ontem entre Micah Richards e Nigel De Jong:

“Micah Richards De Jongs himself” foi a melhor definição para o lance encontrada pela imprensa inglesa. Richards saiu imediatamente, aos 33 minutos do primeiro tempo, e foi encaminhado a hospital em Birmingham. De Jong deixou o jogo no intervalo. Ambos passam bem.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 Jogadores, Mercado | 10:49

As consequências de um dia inesquecível

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"Quando você tem a chance de jogar em um time assim, não pode dizer não", Fernando Torres

No histórico 31 de janeiro de 2011, 11 clubes da Premier League confirmaram 16 contratações. Fechamentos de mercado são movimentados mesmo, mas ninguém poderia adivinhar que, no deadline da janela de inverno, seriam negociadas as duas maiores transferências da história do futebol inglês em nível interno, uma atrelada à outra. Após £85 milhões, Fernando Torres é do Chelsea, e Andy Carroll é do Liverpool. Os Blues ainda reverteram a negociação por David Luiz, que parecia morta, e levaram o ex-benfiquista por £21 milhões mais o meia sérvio Nemanja Matic.

Vamos aos protagonistas das movimentações:

Chelsea: As duas contratações não deixam dúvidas. David Luiz resolve o já histórico problema de escassez na defesa e certamente será titular em Stamford Bridge durante toda a década. Fernando Torres oferece mais agressividade e não obriga Ancelotti a prescindir do 4-3-3, mais adequado a Essien, Ramires (ou Mikel) e Lampard. Mercado inflacionado à parte, o Chelsea está mais seguro e perigoso. É time para, no mínimo, desafiar o Arsenal no campeonato e candidatar-se seriamente à Champions.

"Andy Carroll, Liverpool's number nine", manifestação óbvia dos Reds

Liverpool: A perda de Torres não prejudica o projeto de reconstrução do clube, insistentemente mencionado pelo proprietário John W. Henry. Carroll e Suárez formam parceria para agora e para o futuro. Os novos atacantes devem roubar uma vaga do meio-campo, certamente a de Maxi Rodríguez. Às escuras, Damien Comolli, olheiro que capturou Modric e Bale para o Tottenham, começa a trabalhar. O meia Conor Thomas, do Coventry City e da Inglaterra sub-17, chega por empréstimo e com opção de compra. O Liverpool, que ainda emprestou Konchesky ao Nottingham Forest, deve terminar a temporada entre os seis primeiros.

Aston Villa: Gerard Houllier é um dos grandes vencedores do mercado de transferências. No deadline, o Villa garantiu a contratação do norte-americano Michael Bradley, por empréstimo. Ele se junta a Jean Makoun, outro recém-chegado, e cobre de vez o rombo da meia central, que chegou a ter seis jogadores lesionados simultaneamente em novembro. Ireland, que foi para o Newcastle, não fará nenhuma falta. Após as contratações, a ameaça de rebaixamento deve ser afastada. Aliás, diziam que o preço de Bent era um exagero. Depois de ontem, o ex-atacante do Sunderland até parece uma barganha, não é?

Outras negociações

O Birmingham contratou o nigeriano Obafemi Martins, ex-Newcastle, por empréstimo. Com o jogador do Rubin Kazan no elenco, McLeish ganha mais uma opção de ataque e fica moralmente proibido de escalar Cameron Jerome toda semana.

Ireland cumprimenta Barton no City: reunidos em St James' Park

O Newcastle, sem Carroll, não conseguiu reposição (Elmander, do Bolton, chegou a ser especulado) e passa a depender de Best, Ameobi e Lovenkrands. Por outro lado, os Magpies acertaram com Ireland, fiasco no Aston Villa, por empréstimo. Ireland e Barton, ex-parceiros no Manchester City, estão juntos novamente. Os pubs do norte que os aguardem.

Não foi apenas o Liverpool que contratou no Noroeste. Com Sturridge, do Chelsea, o Bolton mantém a tradição recente de angariar bons empréstimos em janeiro. O Everton acertou com o atacante grego Apostolos Vellios, de 19 anos e 1.91m. Vellios não deve ser utilizado inicialmente. Ao Blackburn, chegam Mauro Formica, ex-Newell’s, e Rúben Rochina, que estava no Barcelona B. Rochina terá sido outra grande captura de um clube inglês, como Mérida, Piqué e Fàbregas, também da cantera do Barça?

Eidur Gudjohnsen, que mal consegue jogar no retorno à Inglaterra, foi emprestado pelo Stoke ao Fulham. Candidato forte à reserva de Dembélé.

Após 10 meses sem vínculo, o goleiro brasileiro Adriano Basso, ex-Ponte Preta e Atlético Paranaense, acertou contrato com o Wolverhampton. Na Inglaterra desde 2004, Basso chega para o suporte a Hahnemann e Hennesey.

A menção honrosa do mercado fica para o Blackpool, que resistiu bravamente ao assédio por seu melhor jogador, o volante escocês Charlie Adam. No dia final, além de segurar Adam, os Seasiders capturaram Andy Reid, do Sunderland, e James Beattie, que estava no Rangers. Pelo Southampton, em 2002-03, Beattie marcou 23 gols na Premier League. Apesar da baixa pontuação nos últimos jogos, o Blackpool ainda não é forte candidato ao rebaixamento.

Detalhes

* Em sua primeira entrevista como jogador do Chelsea, Torres cutucou o Liverpool. “É um sonho para todos os jogadores de primeira classe jogar em um time de primeira classe. Agora eu posso fazer isso”. Em março de 2005, o zagueiro Jamie Carragher foi questionado por um repórter sobre a possibilidade de se transferir para um “clube maior” que o Liverpool. Ele, prontamente, respondeu: “quem é maior que o Liverpool?”. Dois meses depois, o limitado conjunto dos Reds levou a Champions League.

Aliás, você vai perder Chelsea x Liverpool, no próximo domingo?

* Nos últimos quatro meses, cinco dos melhores atacantes da liga solicitaram transferência formalmente: Rooney, Tévez, Bent, Torres e Carroll. Os motivos são distintos, mas o movimento dá uma boa noção de como o mercado anda aquecido por lá.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 12 de janeiro de 2010 Sem categoria | 23:45

OS SOBREVIVENTES

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Enquanto eu derretia neste final de semana em uma praia do litoral norte, os jogos do campeonato inglês iam sendo adiados por causa da neve. Mas no final, sobraram três.

Carlitos destruiu os Rovers com um hat-trick, o primeiro dele pelos Citizens. Com o que ele e o Messi estão jogando fica difícil imaginar a Argentina fora de, no mínimo, uma semifinal da Copa. Mas a gente sabe que no futebol as coisas não funcionam dessa maneira. Não é, Maradona? Mas dá gosto de ver o argentino jogando. So, em homenagem ao hat-trick, aqui vão três imagens do Carlitos:

Carlitos: alegria da metade azul de Manchester (foto Getty Images)

Carlitos: alegria da metade azul de Manchester (foto Getty Images)

Como manda a tradição, o argentino levou a bola para casa (foto AP)

Como manda a tradição, o argentino levou a bola para casa (foto AP)

Ele só precisa melhorar esse jeito de comemorar (foto AP)

Ele só precisa melhorar esse jeito de comemorar (foto AP)

Bem, ontem:

Man City 4 x 1 Blackburn
Além do hat-trick de Carlitos, Benjani também foi muito bem participando dos três primeiros gols. O zimbabuano estava meio encostado por Hughes mas agora, com técnico novo, voltou ao time pela FA Cup marcando seu primeiro gol em um ano – na vitória contra o Boro no dia 2 – e agora reivindica seu lugar no ataque com outra boa atuação. Tevez, Adebayor, Bellamy, Ireland e Wright-Phillips já conquistaram seus espaços. Robinho, Roque Santa Cruz e Petrov precisam mostrar serviço. Mancini tem noves craques para quatro (ou até três) vagas do meio para a frente. Concorrência duríssima.

No sábado, mais dois jogaços:

Arsenal 2 x 2 Everton
Os Gunners chegaram ao empate aos 47’ do 2º tempo, com Rosicky contando com um desvio do zagueiro. O mesmo aconteceu no primeiro gol do time da casa, de Denilson. Para os Toffees, Osman abriu o placar de cabeça e o sul-africano Pienaar fez 2 x 1 com um belo gol arrancando do meio de campo e dando um toque por cobertura em Almunia. Denilson se contundiu misteriosamente já no final da partida logo após o gol de Piennar. O brasileiro conduzia a bola e, de repente, caiu, iniciando um contra-ataque do adversário. Se não fosse Almunia, o Everton teria feito 3 x 1. Um scan vai determinar que tipo de lesão é essa que o brasileiro sentiu.

Birmingham 1 x 1 Manchester United
Mais um jogo invicto e os Blues fazem história. Já são doze jogos sem derrota, a maior sequência invicta que o clube já teve em seus 124 anos. E o que é mais impressionante: são NOVE JOGOS ENTRANDO EM CAMPO COM OS MESMOS ONZE JOGADORES. Quanto ao Manchester, sinal amarelo ligado já que a equipe acabou de ser eliminada pelo Leeds, em casa, na FA Cup. Mesmo com 62% de posse de bola, o time de Alex Feguson não conseguiu criar muitas oportunidades contra o disciplinado Birmingham. Fletcher foi expulso por uma falta absolutamente normal. Juiz inglês também pisa na bola.

Autor: rogerioandrade Tags: , , , ,

terça-feira, 27 de outubro de 2009 Sem categoria | 12:36

MAIS DUAS COISAS SOBRE OS REDS

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1) A torcida do Liverpool, mais uma vez, se reuniu para manifestar sua insatisfação contra os proprietários americanos do clube, George Gillett e Tom Hicks, aflorada principalmente depois das quatro derrotas seguidas. A passeata que começou no centro de torcedores do Liverpool foi até o pub Albert (ao lado de Anfield) e aconteceu antes da partida contra o Manchester United. A torcida cantava “What do we want? Yanks out. When do we want it? Now” (O que nós queremos? Os ianques fora. Quando nós queremos? Agora). Bem, resolver não resolveu, mas a passeata deu sorte.

Go home, Yanks! (foto Getty Images)

Go home, Yanks! (foto Getty Images)

2) Durante esse período de derrotas do Liverpool, Lucas foi um dos mais criticados da equipe. O The Sun colocou o brasileiro como uma das dez piores contratações de Rafa Benitez. O grande problema é que Lucas não é um volante marcador como Mascherano, mas também não é um meia criativo ou finalizador como Gerrard. Ficando no meio do caminho, o brasileiro acaba aparecendo pouco. No jogo do final de semana, Lucas fez uma boa partida, como de costume. Roubou bolas, marcou bem, correu muito e se apresentou ao ataque (inclusive perdeu um gol). Mas o que destacou sua participação foi a arrancada que resultou no segundo gol da equipe. Lucas se apresentou para o contra-ataque e deixou N’Gog na cara do gol. Se fizesse mais isso de vez em quando seria mais respeitado por lá.

Lucas: vida-dura na Inglaterra (foto Getty Images)

Lucas: vida-dura na Inglaterra (foto Getty Images)

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , ,