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Posts com a Tag Aston Villa

terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Sunderland | 15:27

Enfim, um novo desafio

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O'Neill chega ao Sunderland com o mesmo projeto de evolução executado no Aston Villa

Martin O’Neill é o Paulo Autuori do futebol inglês. Desde que deixou o Aston Villa, há um ano e meio, ele era especulado em qualquer clube que demitisse treinador. Os rumores eram reconhecimento a quem levantou duas Copas da Liga com o Leicester na década de 90 e recolocou o Villa nos trilhos de 2006 a 2010. Agora, o norte-irlandês enfim abandona o passado e assume um Sunderland que tem feito bem menos do que pode e deve fazer.

Recém-empossado presidente do clube, Ellis Short fez duas escolhas certas. A demissão de Steve Bruce já estava madura por conta das decepções nas últimas temporadas e ficou quase inevitável depois da derrota em casa para o time mais frágil do campeonato, o Wigan. O acerto com O’Neill poderia ser difícil pelo status que o técnico ganhou na Inglaterra, mas, uma vez concretizado, parece ser o caminho para o Sunderland crescer.

Durante sua temporada sabática, O’Neill resistiu várias vezes à tentação de começar um novo trabalho. Se ele aceitou a proposta do Sunderland, certamente é porque vê no Stadium of Light o ambiente para revitalizar o clube, como no Aston Villa. Em quatro temporadas, ele transformou um time habituado à 16ª posição na sexta força da Inglaterra, chegando à mesma colocação em suas últimas três temporadas no Villa Park.

É exatamente o percurso que o Sunderland quer e pode fazer. Bruce fracassou, mas o objetivo de médio prazo ainda é disputar competições europeias. Para começar, Short deve disponibilizar a O’Neill um orçamento de £20 milhões para contratações em janeiro. A mão aberta é necessária porque, embora tenha se reforçado muito no último mercado, o Sunderland perdeu peças importantes e ainda procura novas referências, sobretudo ofensivas.

A troca de Bent, Gyan e Welbeck por Bendtner, Ji e Wickham não caiu bem aos gatos pretos, que têm, no máximo, o ataque do futuro. No presente, são apenas 16 gols marcados em 14 rodadas, pouco para quem tem criadores de jogadas como Sessegnon e Sebastian Larsson. A última referência tática de O’Neill é promissora nesse sentido. No Villa, ele não mediu esforços na criação de alternativas para agredir o adversário.

Em 2009-10, por exemplo, o norte-irlandês fez um ajuste muito interessante a seu time. Mesmo com Ashley Young, Milner e um Albrighton em desenvolvimento, ele buscou mais um jogador para atuar pelas laterais do campo. A contratação de Downing reposicionou Milner, que passou a exercer uma função central. A equipe se fortaleceu nas pontas, ficou mais inteligente no centro e, mesmo com atacantes limitados, o Villa chegou até a ameaçar os líderes antes de perder muito fôlego na reta final.

O Aston Villa na última temporada de O'Neill

O possível Sunderland de O'Neill

Aquele padrão tático dá uma ideia do que O’Neill pode fazer no Sunderland. Enquanto não contrata, algumas mudanças seriam interessantes para criar uma ameaça mais constante pelos lados e garantir mais qualidade no meio-campo. Larsson poderia, como Milner no Aston Villa, exercer uma função central, e o incisivo Richardson, deixar a lateral para ganhar liberdade para atacar pela ala esquerda.

O fato é que O’Neill tem várias opções e deve quebrar a cabeça após assistir, no estádio Molineux, à derrota do Sunderland para o Wolverhampton por 2 a 1. Por ora, o que podemos esperar é uma ligeira melhora do pífio aproveitamento de 26%, que pôs os gatos pretos na 17ª posição, à beira da zona de rebaixamento. Adiante, com mais tempo para trabalhar e dinheiro para gastar, o novo treinador deve ter mais sucesso do que Steve Bruce.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

segunda-feira, 21 de novembro de 2011 Aston Villa | 22:49

McLeish matou o Aston Villa

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A letra de Heskey tem a assinatura de Franz Beckenbauer

Lembra aquele projeto ousado de um Aston Villa que incomodava os gigantes da Inglaterra e até bateu o Manchester United em Old Trafford? Então, ele morreu. A diretoria o adoeceu quando transformou os Lions num clube meramente vendedor e afugentou o técnico Martin O’Neill. O atual treinador, Alex McLeish, deu o tiro de misericórdia.

Há um mês, McLeish precisava de um zagueiro para completar um dos times no treinamento coletivo. Em vez de chamar alguém da base, pediu a Emile Heskey que fizesse a função. Sempre solícito, Heskey quebrou um galho por ali e agradou. Daí o técnico se derreteu em elogios, realçando sua polivalência e o comparando a Franz Beckenbauer.

Seria cômico se não fosse trágico. Heskey dificilmente será aproveitado como zagueiro, mas já virou titular automático de McLeish. Após iniciar a temporada como meia central de um estranho 4-2-3-1, o ex-atacante perdeu algumas partidas por lesão e agora aparece como left winger. Na derrota por 2 a 0 para o Tottenham, em que o Villa foi completamente dominado, ele e o lateral-direito Hutton atuaram abertos num meio-campo que abandonou Bent e Agbonlahor à frente.

Hutton foi escalado por ali para ajudar Cuéllar na missão de segurar Bale. Deu tudo errado, mas você consegue entender a tentativa. Heskey, porém, não faz sentido. E é ainda mais inexplicável quando o elenco lhe oferece os jovens Barry Bannan e Marc Albrighton. Bannan até é eventualmente utilizado, mas Albrighton ainda não iniciou sequer um jogo e foi excluído até do banco de reservas hoje à noite.

Albrighton fez 22 anos na sexta-feira passada e tinha tudo para explodir nesta temporada. Mesmo com concorrência pesada até 2010-11, o garoto provou que poderia minimizar o impacto das vendas de Ashley Young e Stewart Downing. Nada feito. Como Charles N’Zogbia, a grande aposta do mercado de transferências, começou mal no Aston Villa, McLeish se atrapalha, não extrai o melhor de Darren Bent e trava o time como se ainda estivesse no lado azul de Birmingham. Na nova casa, são 12 partidas, 15 pontos e um longo caminho até acalmar uma torcida engasgada pela contratação de um técnico rival.

Fantasy
A classificação deve ser atualizada em breve.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Aston Villa, Inglaterra | 19:26

Villa das lamentações

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Não torce pela Inglaterra? Então, não assista a jogos dela realizados em Wembley. Só paixão ou compromisso para fazer aguentar a seleção de Fabio Capello em Londres, onde ela quase sempre decepciona. Hoje, com sorte no segundo tempo, venceu País de Gales por 1 a 0 e se aproximou muito da classificação à Euro 2012. Precisa de um empate contra Montenegro para se garantir, mas ainda poderia contar com a Suíça na última rodada ou até ser a melhor segunda colocada das Eliminatórias.

Se a Inglaterra chegar a Polônia e Ucrânia, deverá muito a uma classe: a dos ex-jogadores do Aston Villa. Gary Cahill, James Milner, Gareth Barry, Stewart Downing (1 assistência) e Ashley Young (1 gol) atuaram contra Gales. Ainda no Villa Park, Darren Bent, que marcou dois gols na competição, também teria sido aproveitado se não estivesse lesionado. Orgulho dos Villans? Não, está mais para lamentação.

Tudo bem que o dinheiro de Milner foi gasto em Bent, mas Agbonlahor também cairia bem por ali

Desse grupo, o único revelado lá é Gary Cahill. Curiosamente, o zagueiro do Bolton foi também o único a deixar os Lions pela porta dos fundos, por não ter convencido Martin O’Neill. Após empréstimos a Burnley e Sheffield United, ele deu um pulo em Birmingham só para arrumar as malas rumo ao Reebok Stadium. Um dos raros erros de avaliação do treinador norte-irlandês.

Os outros quatro foram boas capturas do clube. À exceção de Barry, que chegou da base do Brighton & Hove Albion, todos eram bem conhecidos (Young se destacava no Watford), mas ainda precisavam provar muito. Do ponto de vista econômico, o Villa deu um show. Pagou £34 milhões para tê-los e recebeu £74 milhões para liberá-los. Isso sem falar nos ótimos serviços prestados. Ainda mais por Barry, que ficou 12 anos lá.

O problema é que, se o proprietário Randy Lerner abriu o sorriso com o lucro de £40 milhões, Martin O’Neill foi embora porque via seu projeto se despedaçando. O campeão europeu de 1982 tinha virado um clube vendedor, não passou da sexta posição e mal reinvestia (Arsenal, alguém?). É claro que a diretoria precisava administrar a vontade dos jogadores, mas a imagem do time que o Villa poderia ser (no campinho) é perturbadora.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de junho de 2011 Aston Villa, Brasileiros, Liverpool | 10:06

Vale a pena apostar em Diego?

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Diego quer a Inglaterra, mas certamente reza para não trabalhar de novo com Steve McClaren

Depois de sete temporadas, três países e quatro clubes na Europa, o brasileiro Diego quer jogar na Inglaterra. “É o meu sonho”, disse ao Independent. O meia do Wolfsburg não chegaria à Premier League com o status que o levou a Porto e Juventus. O antigo parceiro de Robinho precisa reconstruir a carreira após dois anos sem brilho. No Werder Bremen, ele foi bem. Seria um time inglês o melhor lugar para tentar de novo?

Diego é especulado em Liverpool e Aston Villa. Kenny Dalglish tem sido apontado como um de seus admiradores, e Alex McLeish também estaria interessado. O brasileiro afirma que “começou a conversar” com alguns clubes, sem especificá-los. É tudo rumor, mas os eleitos possíveis destinos do meia servem para entender por que os termos do contrato não devem ser o único critério para a decisão dele.

A primeira dificuldade aparece na posição de Diego, que rende mais como um meia de ligação com liberdade para criar. A função tem se tornado frequente na Inglaterra, mas inexiste em várias equipes. Dependendo de seu novo clube, o brasileiro pode ter de se adaptar a um papel com mais responsabilidades defensivas, como o de Modric no Tottenham. Não seria um começo promissor.

No Liverpool, Diego enfrentaria concorrência muito pesada. São opções pelo meio Gerrard, Meireles (pode sair), Henderson, Lucas, Spearing, Shelvey (pode sair) e, provavelmente, Charlie Adam. Com Suárez e Carroll a princípio absolutos, o esquema fica sem tantas variações pela conveniência da dupla de ataque. A figura do meia de ligação perde espaço, sugerindo que Diego não é o jogador de que o time precisa. Pelo menos, não para ser titular de cara.

Apesar da suposta preferência de McLeish pelo 4-4-2 ortodoxo (esquema que não permitiria a Diego jogar em sua posição natural), a situação no Aston Villa seria mais confortável. A formação mais utilizada por Houllier na última temporada tinha um meia de ligação: Ashley Young, adaptado a uma função central. Como Young foi vendido ao Manchester United, Diego seria seu substituto, com dois pontas e Darren Bent para municiar e dois volantes (Makoun e Petrov?) que lhe dariam liberdade.

Por £10 milhões, Diego é aposta válida para qualquer clube que tenha a real intenção de aproveitá-lo onde ele funciona. Vale lembrar que o brasileiro nunca foi um Samir Nasri, que pode jogar nas duas pontas, como meia ofensivo e até como volante no Arsenal, de acordo com a necessidade. Se de fato houver algumas propostas da Inglaterra, qual a melhor opção: Liverpool, Aston Villa, outro? Depende da disposição dele para brigar por espaço, mas o Villa parece ser um destino mais seguro.

Lembrete
A temporada começa hoje para o Fulham, que, classificado pelo Fair Play, abre a participação inglesa na Liga Europa. Veja a prévia do confronto contra o NSI Runavik. O trabalho é dos amigos do Fulham Brasil.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

sábado, 25 de junho de 2011 Aston Villa, Birmingham, Treinadores | 17:16

A unanimidade de Birmingham

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O número 1 exibido pelo novo treinador do Aston Villa, Alex McLeish, representa bem sua posição na segunda metrópole britânica. A deselegância ao se demitir do Birmingham City por e-mail e o sim ao rival Villa o transformaram no sujeito mais odiado da cidade. O trabalho de quatro anos em St Andrew’s começou e terminou com rebaixamentos, mas o saldo é curiosamente positivo.

McLeish rendeu ao Birmingham uma pronta recuperação após a primeira queda, um excelente nono lugar na temporada seguinte e o único título do clube em 48 anos. O surpreendente rebaixamento em 2010-11 não abalou muito de seu prestígio, e o escocês manteve o nome forte no mercado inglês. A questão é mesmo a oportuna mudança para o Villa Park, onde foi muito mal recebido.

O técnico já foi eleito o responsável por todos os problemas dos dois clubes. Ao City, ele deixou o limitado atacante Marlon King como última contratação. Demitido pelo Newcastle em dezembro, Chris Hughton assume seu lugar para as disputas da Championship e da Liga Europa e sabe que não será o principal culpado por eventuais maus resultados. No Villa, uma pressão incompatível o espera.

O perfil do escocês, treinador talentoso que ainda precisa se afirmar na Inglaterra, parece adequado após uma temporada complicada com Gérard Houllier. A dificuldade está no tempo que ele não vai ter e na obscura situação do Villa, de objetivo indefinido. O sucesso de Martin O’Neill e a enganosa nona posição de 2010-11 obrigam McLeish a uma campanha de top 10 com um elenco problemático.

Ninguém queria treinar o Aston Villa. Roberto Martínez, por exemplo, preferiu ficar no Wigan a triplicar o salário. A venda de Ashley Young ao Manchester United e a provável mudança de Stewart Downing para o Liverpool destroem a criatividade do time. A turma da base é boa, mas se revelou imatura no primeiro semestre da última temporada, quando houve uma crise de lesões no elenco.

McLeish é defensivista. Seu Birmingham fez só 37 gols na Premier League, menos do que Cristiano Ronaldo em La Liga. Sem o ótimo goleiro Friedel e com Dunne de volta ao seu normal (o que não é bom), ele vai ter de trabalhar muito para reeditar no Villa a defesa forte do City. A grande vantagem em relação a St Andrew’s é a presença de Darren Bent, o melhor atacante do clube desde Dwight Yorke.

Se há algum bom sinal para McLeish, é o fato de ele ter se destacado justamente quando não havia muitos recursos. Com mais investimento no Birmingham, ele se perdeu. O escocês precisa de definição rápida e repetição do time, chave para seu sucesso há duas temporadas. Reposição mínima das perdas, início forte para contornar a revolta da torcida e sorte com a condição física são obrigatórios.

*McLeish é o segundo a treinar os dois times de Birmingham. O primeiro foi Ron Saunders, campeão inglês pelo Villa em 1981.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

quinta-feira, 2 de junho de 2011 Fulham, Treinadores | 21:46

Não sei se vou ou se fico

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Hora de sossegar, Sparky

A decisão de Mark Hughes de deixar o Fulham pegou mal. Ela acontece no dia seguinte ao da saída de Gérard Houllier do Aston Villa, apontado como o provável destino do técnico galês. Hughes jura que sua posição nada tem a ver com uma eventual proposta, inexistente segundo ele. O manager interrompe seu trabalho porque está à procura de “novas experiências”

Hughes se desmentiu duas vezes em menos de um mês. Em 11 de maio, ele afirmou ao site do Fulham que estava “determinado a continuar o trabalho na próxima temporada”. O discurso bateu de frente com sua visão sobre a vaga na Liga Europa, que o clube buscava pela tabela de Fair Play, mas o obrigaria a atuar já em 30 de junho. “Seria uma tarefa (disputar)”, disse no dia 14.

Só que a Liga Europa, que o Fulham quase ganhou na temporada passada, representa um dos capítulos mais brilhantes da história do clube. Três dias depois, um Sparky mais manso falou que não era bem assim e, apesar da redução das férias, estaria “satisfeito”. Ainda que com uma estranha expulsão, a vaga veio, mas ele foi.

Uma fonte do Fulham garantiu ao Telegraph que, enquanto não havia emprego disponível (em clara referência ao Villa), o técnico estava a ponto de assinar um novo contrato. Ao quebrar a palavra, ele se coloca do outro lado da moeda. No fim de 2009, sua demissão do Manchester City, que admitiu Roberto Mancini no ato, causou comoção entre colegas. Steve Bruce, que, com o Sunderland, perdeu para Hughes no último jogo dele pelo City, até levantou bandeira em nome da “classe dos britânicos”.

A imagem do galês no Brasil não é das melhores por conta do fiasco no Manchester City, mas ele é bom treinador. Foi bem pela seleção de seu país, fez muito com pouco dinheiro durante quatro anos no Blackburn e, agora, levou um Fulham razoável a uma ótima oitava posição na liga. Quando tudo apontava à continuidade, ele recua a menos de um mês do primeiro jogo da temporada. Seu lado calejado pela dura demissão de dois anos atrás tem de sossegar antes que ele vire nômade de vez.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quinta-feira, 28 de abril de 2011 Aston Villa, Curiosidades | 10:56

Best wishes

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Ashley Young está feliz por representar os interesses da realeza em duas vertentes

O casamento de amanhã entre o Príncipe William e Kate Middleton é assunto para o iG Gente. No entanto, o God Save the Ball também oferece sua contribuição. Afinal, o Aston Villa se manifestou. O clube reuniu 50 crianças em seu estádio para a gravação de uma mensagem ao casal (acompanhe no vídeo abaixo). William, que há cinco anos preside a Football Association, torce pela equipe de Birmingham desde a infância.

A relação do príncipe com o Villa é muito íntima. Em 2000, por exemplo, quando o time venceu o Bolton na fase semifinal da FA Cup, ele foi ao vestiário cumprimentar os jogadores. O clube retribui com presentes. Em comemoração ao noivado com Kate, a diplomacia enviou cachecóis aos dois. Há uma semana, repercutiu também o fato de o príncipe ter jogado bola com meias alusivas aos Villans.

“Que desfrutem uma vida longa, feliz e saudável”, disse um porta-voz do clube. Ou simplesmente “tudo de bom”, como na mais simpática mensagem das crianças:

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sexta-feira, 22 de abril de 2011 Aston Villa, Treinadores | 14:09

O sacrifício de Houllier

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A empolgação pelo retorno esbarrou num primeiro semestre terrível no Aston Villa

O técnico do Aston Villa, Gérard Houllier, voltou a sentir dores no peito. Desta vez, não deve precisar de cirurgia. Em outubro de 2001, mesmo ano em que levantou quatro taças pelo Liverpool, o francês passou mal durante um jogo contra o Leeds e teve de ser operado às pressas. Apesar de opções discutíveis no mercado, Houllier provou ser um bom treinador para o futebol inglês durante suas seis temporadas em Anfield. A opção do Aston Villa foi válida. A dele, após três anos parado, talvez nem tanto.

O Villa Park não tem o melhor dos ambientes para um homem de coração problemático. Quem observa o declínio do time em relação à temporada passada (de 56 a 40% de aproveitamento) tende a santificar o ótimo Martin O’Neill e apedrejar Houllier. É claro que o norte-irlandês fazia um trabalho excepcional, mas a decisão voluntária dele de abandonar o clube disse muito sobre o que estava por vir.

A despeito da temporada decepcionante pelo Manchester City, Milner era fundamental ao Villa. Seu trabalho na meia central ao lado do capitão Petrov inspirou o time a lutar por Europa em 2009-10. À ausência dele, somaram-se uma impressionante crise de lesões na posição e um baque psicológico com derrota para o Newcastle por 6 a 0, ainda com técnico interino. O novo treinador, sob a indevida pressão de repetir O’Neill, teve de conviver com problemas internos, lançar os jovens Clark, Bannan e Hogg ao mesmo tempo e correr atrás de Robert Pires no desastroso primeiro semestre.

Depois, Houllier ganhou Bent, Makoun e Walker, livrou-se da má vontade de Ireland e viu Downing e Young brilharem na seleção. Poderia ser melhor, mas o clube vai escapar da queda. Gary McAllister, que foi jogador de Houllier no Liverpool, toca o barco enquanto ele estiver fora. Em 2001, desse jeito, os Reds foram bem. Só que as relações desgastadas e a iminente saída do melhor jogador do time – agora, Ashley Young – pelo terceiro ano seguido levam-nos a uma pergunta: o sacrifício vale a pena?

*Scott Parker foi eleito o Jogador do Ano pelos jornalistas. Reconhecimento a um grande trabalho de condução de um West Ham frágil na maior parte da temporada. Veja o porquê de Parker e Adam serem dois dos melhores de 2010-11.

*A 34ª rodada da Premier League começa amanhã. Favoritos em negrito:

Sábado:
Manchester United x Everton – 8h45, ESPN Brasil
Aston Villa x Stoke – 11h
Blackpool x Newcastle – 11h
Liverpool x Birmingham – 11h
Sunderland x Wigan – 11h
Tottenham x WBA – 11h
Wolves x Fulham – 11h
Chelsea x West Ham – 13h30

Domingo:
Bolton x Arsenal – 12h, RedeTV!, ESPN Brasil e ESPN HD

Segunda:
Blackburn x Manchester City – 16h, ESPN e ESPN HD

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011 Jogadores, Mercado | 10:49

As consequências de um dia inesquecível

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"Quando você tem a chance de jogar em um time assim, não pode dizer não", Fernando Torres

No histórico 31 de janeiro de 2011, 11 clubes da Premier League confirmaram 16 contratações. Fechamentos de mercado são movimentados mesmo, mas ninguém poderia adivinhar que, no deadline da janela de inverno, seriam negociadas as duas maiores transferências da história do futebol inglês em nível interno, uma atrelada à outra. Após £85 milhões, Fernando Torres é do Chelsea, e Andy Carroll é do Liverpool. Os Blues ainda reverteram a negociação por David Luiz, que parecia morta, e levaram o ex-benfiquista por £21 milhões mais o meia sérvio Nemanja Matic.

Vamos aos protagonistas das movimentações:

Chelsea: As duas contratações não deixam dúvidas. David Luiz resolve o já histórico problema de escassez na defesa e certamente será titular em Stamford Bridge durante toda a década. Fernando Torres oferece mais agressividade e não obriga Ancelotti a prescindir do 4-3-3, mais adequado a Essien, Ramires (ou Mikel) e Lampard. Mercado inflacionado à parte, o Chelsea está mais seguro e perigoso. É time para, no mínimo, desafiar o Arsenal no campeonato e candidatar-se seriamente à Champions.

"Andy Carroll, Liverpool's number nine", manifestação óbvia dos Reds

Liverpool: A perda de Torres não prejudica o projeto de reconstrução do clube, insistentemente mencionado pelo proprietário John W. Henry. Carroll e Suárez formam parceria para agora e para o futuro. Os novos atacantes devem roubar uma vaga do meio-campo, certamente a de Maxi Rodríguez. Às escuras, Damien Comolli, olheiro que capturou Modric e Bale para o Tottenham, começa a trabalhar. O meia Conor Thomas, do Coventry City e da Inglaterra sub-17, chega por empréstimo e com opção de compra. O Liverpool, que ainda emprestou Konchesky ao Nottingham Forest, deve terminar a temporada entre os seis primeiros.

Aston Villa: Gerard Houllier é um dos grandes vencedores do mercado de transferências. No deadline, o Villa garantiu a contratação do norte-americano Michael Bradley, por empréstimo. Ele se junta a Jean Makoun, outro recém-chegado, e cobre de vez o rombo da meia central, que chegou a ter seis jogadores lesionados simultaneamente em novembro. Ireland, que foi para o Newcastle, não fará nenhuma falta. Após as contratações, a ameaça de rebaixamento deve ser afastada. Aliás, diziam que o preço de Bent era um exagero. Depois de ontem, o ex-atacante do Sunderland até parece uma barganha, não é?

Outras negociações

O Birmingham contratou o nigeriano Obafemi Martins, ex-Newcastle, por empréstimo. Com o jogador do Rubin Kazan no elenco, McLeish ganha mais uma opção de ataque e fica moralmente proibido de escalar Cameron Jerome toda semana.

Ireland cumprimenta Barton no City: reunidos em St James' Park

O Newcastle, sem Carroll, não conseguiu reposição (Elmander, do Bolton, chegou a ser especulado) e passa a depender de Best, Ameobi e Lovenkrands. Por outro lado, os Magpies acertaram com Ireland, fiasco no Aston Villa, por empréstimo. Ireland e Barton, ex-parceiros no Manchester City, estão juntos novamente. Os pubs do norte que os aguardem.

Não foi apenas o Liverpool que contratou no Noroeste. Com Sturridge, do Chelsea, o Bolton mantém a tradição recente de angariar bons empréstimos em janeiro. O Everton acertou com o atacante grego Apostolos Vellios, de 19 anos e 1.91m. Vellios não deve ser utilizado inicialmente. Ao Blackburn, chegam Mauro Formica, ex-Newell’s, e Rúben Rochina, que estava no Barcelona B. Rochina terá sido outra grande captura de um clube inglês, como Mérida, Piqué e Fàbregas, também da cantera do Barça?

Eidur Gudjohnsen, que mal consegue jogar no retorno à Inglaterra, foi emprestado pelo Stoke ao Fulham. Candidato forte à reserva de Dembélé.

Após 10 meses sem vínculo, o goleiro brasileiro Adriano Basso, ex-Ponte Preta e Atlético Paranaense, acertou contrato com o Wolverhampton. Na Inglaterra desde 2004, Basso chega para o suporte a Hahnemann e Hennesey.

A menção honrosa do mercado fica para o Blackpool, que resistiu bravamente ao assédio por seu melhor jogador, o volante escocês Charlie Adam. No dia final, além de segurar Adam, os Seasiders capturaram Andy Reid, do Sunderland, e James Beattie, que estava no Rangers. Pelo Southampton, em 2002-03, Beattie marcou 23 gols na Premier League. Apesar da baixa pontuação nos últimos jogos, o Blackpool ainda não é forte candidato ao rebaixamento.

Detalhes

* Em sua primeira entrevista como jogador do Chelsea, Torres cutucou o Liverpool. “É um sonho para todos os jogadores de primeira classe jogar em um time de primeira classe. Agora eu posso fazer isso”. Em março de 2005, o zagueiro Jamie Carragher foi questionado por um repórter sobre a possibilidade de se transferir para um “clube maior” que o Liverpool. Ele, prontamente, respondeu: “quem é maior que o Liverpool?”. Dois meses depois, o limitado conjunto dos Reds levou a Champions League.

Aliás, você vai perder Chelsea x Liverpool, no próximo domingo?

* Nos últimos quatro meses, cinco dos melhores atacantes da liga solicitaram transferência formalmente: Rooney, Tévez, Bent, Torres e Carroll. Os motivos são distintos, mas o movimento dá uma boa noção de como o mercado anda aquecido por lá.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Aston Villa, Liverpool, Premier League | 14:50

Dalglish e Bent ao resgate

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Olá, amigos. Com muita satisfação, inicio um novo trabalho no iG, grupo que há vários anos assume a responsabilidade de acompanhar os esportes de perto e em duas vertentes: informando e trazendo discussões à tona. A partir de hoje, esta página será frequentemente atualizada com análises e curiosidades envolvendo as disputas, os clubes e os personagens que, de alguma forma, contribuem à construção do cotidiano do futebol inglês. Espero fazer jus à importância do espaço, tão bem conduzido pelo Rogério Andrade nos últimos anos.

Para iniciar, vamos repercutir os primeiros indícios de que Liverpool e Aston Villa devem passar longe da corrida contra o rebaixamento da Premier League.

Em Anfield, o espírito do treinador Kenny Dalglish é adequado às necessidades do time. “Sinto-me privilegiado por ter sido convidado. Se eu puder ajudar o Liverpool em uma fração do quanto este clube ajudou a mim e à minha família, ficarei satisfeito”, disse o escocês, antes do recomeço, há duas semanas. Dalglish é o maior jogador da história dos Reds e, quando chegou ao Merseyside, em 1977, já era um dos grandes do Celtic em todos os tempos.

Kenny Dalglish e Alex Ferguson: velhos conhecidos

Como treinador, Kenny conquistou os três últimos campeonatos nacionais do Liverpool e, em 1995, desbancou o United de Ferguson com o Blackburn de Sutton e Shearer. Por ora, nada disso pode lhe tirar o estigma de treinador ultrapassado, que não exercia a função há 11 anos. Mas abre espaço para, em contraste com a humildade e o entusiasmo característicos diante dos microfones, agir firmemente e fazer as mudanças necessárias. Sim, o Liverpool que perdeu para o Blackpool e empatou com o Everton já era o time de Dalglish. Assim como o que passou por cima do Wolverhampton (para quem perdeu em Anfield, com Hodgson), no Molineux, após 13 dias de trabalho.

Sem Gerrard, os reparos foram providenciais. Konchesky era um desastre, e Raul Meireles, subutilizado como volante defensivo. Dalglish promoveu o ótimo jovem lateral-direito Martin Kelly, deslocou Glen Johnson à esquerda e adiantou Meireles para aproveitar sua precisão nas assistências e em finalizações longas. A defesa, ainda que sujeita a velhos lapsos, está mais segura, e o português, o grande jogador dos Reds na semana passada, impulsionou também a melhora de Torres. Com 29 pontos e na 11ª posição, o Liverpool ainda parece precisar dos três reforços especulados (Warnock, Adam e Suárez) para brigar por Europa, mas o rebaixamento deve ser descartado em breve.

Com O'Neill, Bent teria sido a diferença entre Liga Europa e Champions

A situação do Aston Villa, com quatro pontos a menos, não é tão simples. No entanto, após o esforço financeiro por Darren Bent (que pode chegar a £24 milhões), Houllier ganha opções e o melhor atacante do clube desde Dwight Yorke. Se mantiver a formação ofensiva que batalhou muito para vencer o Manchester City no sábado, o treinador francês montará um time ainda mais rápido que o de Martin O’Neill na temporada passada. Quando Downing chegou a Birmingham, O’Neill deslocou Milner à meia central, ao lado de Petrov, e abriu Ashley Young e o próprio Downing. Contra o City, Downing foi quem jogou com Petrov, enquanto Albrighton e Agbonlahor foram os wingers. Com Young livre para atacar e Bent na área, saiu o gol da primeira grande vitória de Houllier no Villa Park.

A defesa, longe daquela que foi a melhor da liga por algum tempo em 2009-10 (antes de sucumbir em Stamford Bridge), e o elenco curto, sobretudo na meia central, são entraves significativos a uma eventual grande reação. Por enquanto, o objetivo mais realista é abrir vantagem para a zona de rebaixamento. Mas, com Bent e muita velocidade, Houllier pode dormir mais tranquilo, sem a necessidade de, toda semana, jogar a garotada ao fogo.

Volto mais tarde.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

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