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quinta-feira, 31 de março de 2011 Brasileiros, Jogadores, Liverpool | 16:33

A notável recuperação de Lucas

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Em cinco meses, Lucas foi de rejeitado a ídolo em Anfield

A renovação do contrato de Lucas com o Liverpool parece natural agora, mas o volante só se achou na quarta temporada em Anfield. A ascensão dele, brevemente mencionada há 11 dias, não foi nada simples.

Bola de Ouro da Placar no Brasileiro de 2006, Lucas, então com 20 anos, transferiu-se do Grêmio para o Liverpool por £5 milhões. A disputa de cinco jogadores (Gerrard, Xabi Alonso, Mascherano, Sissoko e o próprio Lucas) por duas vagas deixava claro que ele precisaria de tempo para achar seu espaço.

Atuando esporadicamente, Lucas mostrou pouco, mas Rafa Benítez confiava nele. Isso ficou evidente em janeiro de 2008, quando o clube vendeu Sissoko à Juventus. Um ano depois, assim que Robbie Keane foi devolvido ao Tottenham, Benitez implantou o 4-2-3-1, alinhando Xabi e Mascherano e deixando Gerrard próximo a Torres. Lucas já era reserva imediato.

O Liverpool terminou 2008-09 no segundo lugar, mas com campanha de campeão (86 pontos, número do Chelsea na temporada passada). A expectativa pelo primeiro título do clube na Premier League só aumentava. A saída de Cristiano Ronaldo do Manchester United fez muita gente pensar: “é agora”. Na contramão, o dínamo do time, Xabi Alonso, deixava Anfield. O substituto era o ex-romanista Alberto Aquilani, que chegou lesionado e fracassou.

Após duas temporadas, Lucas enfim tinha status de titular, mas não do jeito certo. A parceria com Mascherano estava fadada ao insucesso, já que a tarefa de organizar o time não poderia recair sobre nenhum deles. Lucas e o Liverpool tiveram um 2009-10 terrível. A torcida vaiava sistematicamente o brasileiro, que ganhou a enorme (e imprópria) responsabilidade de substituir Alonso e nunca havia atingido seu potencial.

O poder do Kop: aplausos são mais bem recebidos

Em agosto, um inseguro Lucas era possível reforço do Stoke. Acabou ficando e, mais uma vez, não começou bem a temporada. No entanto, a primeira partida do Liverpool sob o novo proprietário John Henry, o clássico contra o Everton em Goodison Park, foi também o último jogo fraco do brasileiro, que parecia ser caso perdido no futebol inglês.

Adaptado à velocidade do jogo e à função mais defensiva, Lucas manda prender e soltar e parece estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Ele sofreu demais até conquistar a torcida, mas a perseverança valeu a pena. Hoje, é um dos preferidos de Kenny Dalglish e merece, de fato, ser titular da seleção brasileira. Renovar o contrato, diz ele, foi uma “decisão fácil”. Depois de cinco meses assim, o Liverpool também não pensou duas vezes.

No início do mês, Lucas concedeu ótima e franca entrevista (em inglês) à TV do Liverpool. Ele fala sobre a comparação com Xabi Alonso, como lidava com as pesadas críticas e aponta a importância de Rafa Benítez em seu desenvolvimento.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 5 de março de 2011 Blackburn, Curiosidades, História, Liverpool, Man Utd, West Ham | 17:19

No mesmo dia, Dalglish perdeu em Anfield e superou o United

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No histórico 14 de maio de 1995, o Blackburn de Dalglish e o Liverpool conciliaram seus interesses

A última rodada da Premier League em 1994-95 foi memorável. O (nem tão) surpreendente Blackburn, treinado por Kenny Dalglish, liderava com dois pontos de vantagem sobre o Manchester United, que vinha de dois títulos consecutivos. Os Rovers visitaram o Liverpool, clube em que Dalglish se consagrara. O United foi até a casa do West Ham, que não tinha mais o que fazer na temporada. Além da vitória em Londres, os Red Devils precisavam que o Blackburn perdesse pontos em Anfield.

Se na temporada passada os Reds não se esforçaram para derrotar o Chelsea, que também disputava o título com o Manchester United, em 1994-95 o conjunto treinado por Roy Evans ignorou a rivalidade com os mancunianos e batalhou pelo resultado.

Garantido na Copa da UEFA via Copa da Liga, o Liverpool buscava a vitória apenas para terminar bem colocado e consolidar seu time promissor, de Fowler, Redknapp e McManaman. Um dos maiores jogadores da história do clube, o left winger John Barnes, que teve participação fundamental naquela partida, afirmou que os Reds tinham “o compromisso de abordar o confronto de forma profissional, ainda que ninguém ali quisesse ver o United campeão”.

Aquele Blackburn era ótimo por ter as pessoas certas com o poder de investimento suficiente. Por exemplo, a dupla de ataque, formada por Shearer e Sutton, fez 49 gols na liga. Shearer, aliás, foi quem marcou primeiro em Anfield. Mesmo assim, o Liverpool teve força para virar o jogo com Barnes e Jamie Redknapp e ajudar o Manchester United. Mas o United não se ajudou. O goleiro tcheco Ludek Miklosko, do West Ham, foi espetacular e limitou o time de Ferguson a um empate por 1 a 1. O Blackburn comemorou seu terceiro título inglês em 14 de maio de 1995, o dia em que ninguém chorou em Anfield.

Assista ao review dessa sensacional rodada. Repare no momento em que o banco do Blackburn, que tinha acabado de sofrer o gol de Jamie Redknapp (filho de Harry Redknapp, então técnico do West Ham), é avisado do resultado final em Londres:

Faz tempo
A rivalidade entre os escoceses Dalglish e Ferguson é antiga. No início dos anos 70, Kenny jogava no Celtic e costumava marcar contra o Falkirk, do atacante Alex Ferguson. O clássico resistiu ao tempo. Quando Ferguson treinava o Aberdeen, o meia-atacante Dalglish, já no Liverpool, o atormentou pela Copa Europeia. Os dois ainda se enfrentaram em confrontos do Manchester United contra Liverpool, Blackburn e Newcastle. No retorno de Dalglish aos Reds, há dois meses, o United venceu por 1 a 0 na FA Cup. Amanhã, depois de muito tempo, eles medem forças em Anfield: rivalidade, história e respeito mútuo nos bancos.

Scott Parker é o cara

O melhor de fevereiro já impressiona em março
O meia central Scott Parker, do West Ham, foi eleito o Jogador do Mês de fevereiro na Premier League. Hoje, na vitória dos Hammers por 3 a 0 sobre o Stoke, ele voltou a jogar demais. Após defender Charlton, Chelsea e Newcastle, Parker vive o melhor momento na carreira e na temporada. O West Ham marcou dez pontos nos últimos cinco jogos e, finalmente, deixou a zona de rebaixamento. Um pouco por Demba Ba, Avram Grant e o retorno de Hitzlsperger. Muito por Parker, certamente o jogador mais importante para um time em toda a liga.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Curiosidades, Liverpool, Temporada | 21:00

A obsessão da primeira-dama

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Dalglish tem agradado a Linda Pizzuti e John W. Henry, que apreciam um bom clean sheet

Entre 2006 e 2008, Pepe Reina, do Liverpool, levou para casa três Golden Gloves consecutivos. É a luva de ouro, prêmio oferecido ao goleiro com mais clean sheets (jogos sem sofrer gol) na liga inglesa. Longe do troféu há duas temporadas, Reina tem desfrutado o início de trabalho de Kenny Dalglish, cujo grande mérito é a melhora da defesa. Os Reds sofreram apenas um gol nos últimos sete jogos. Aliás, Steve Gohouri, do Wigan, parecia estar em posição irregular quando balançou as redes em Anfield, há duas semanas.

Mas não é só Reina quem comemora. Em sua página no Facebook, o proprietário do Liverpool, o norte-americano John W. Henry, disse estar “extremamente feliz com o progresso, a determinação e o trabalho da comissão técnica” por conta do que chamou de “um total empenho do time”. E John, acredite, não é a pessoa mais empolgada. Figura carimbada nos jogos em Anfield, a esposa dele, Linda Pizzuti, tem obsessão por clean sheets. Sempre que o Liverpool consegue um, ela rapidamente se manifesta em seu perfil no Twitter.

Dia desses, mencionando @Linda_Pizzuti, fiz uma observação sobre a adoração dela por clean sheets. Muito atenciosa, a primeira-dama de Anfield confirmou, por mensagem direta, esse interessante gosto: “sou definitivamente vidrada em clean sheets. Adoro o termo (não o utilize nos Estados Unidos), e fico muito feliz quando o Liverpool consegue um”. Linda é norte-americana de ascendência italiana, e o grupo do marido dela administra também o Boston Red Sox, franquia da Major League Baseball.

Ainda que Linda prefira a “folha limpa”, tradução literal de clean sheet, a expressão usada na América é shutout. No beisebol, o pitcher ganha um quando arremessa durante todo o jogo e não cede nenhuma corrida ao adversário. Uma façanha, assim como no futebol. Pelo menos para Linda Pizzuti, que faz a abordagem da boa fase de Kelly, Carragher, Skrtel, Agger e Johnson ficar bem mais interessante.

Jonjo Heuerman
Lembra-se dele? No Twitter, alguém da família (provavelmente a mãe de Jonjo, Donna) anunciou que o garoto cumpriu o primeiro dia da caminhada rumo ao Boleyn Ground. “Um menino muito feliz, porém muito cansado”. Vale lembrar que a jornada termina no domingo, pouco antes de West Ham x Liverpool. Jonjo presenciará, infelizmente para ele, mais um clean sheet dos Reds?

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 Sem categoria | 09:54

ARSENAL AINDA VIVE

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Todo mundo reclamou desse pênalti de Gallas em Gerrard. O inglês já tinha perdido contato com a bola e eu mandaria o lance seguir (foto Getty Images)

Todo mundo reclamou desse pênalti de Gallas em Gerrard. O inglês já tinha perdido contato com a bola e eu mandaria o lance seguir (foto Getty Images)

Liverpool 1 x 2 Arsenal
Outro tabu quebrado. Desde outubro de 2003 que os Gunners não venciam em Anfield.

Foram dois tempos completamente distintos. No primeiro, domínio total dos Reds. Aquele jogo de toque de bola do Arsenal não encaixava e o time, sem um centro-avante na área, não ameaçava o gol de Reina. Com Van Persie e Bendtner machucados e Eduardo desprezado no banco, coube a Arshavin jogar mais avançado. Sem efeito algum.

No intervalo, segundo Fabregas, Arsene Wenger teve um chilique no vestiário. O francês disse a seus jogadores que eles haviam feito um 1º tempo horroroso e “não mereciam vestir a camisa do Arsenal”. Por causa disso, ou simplesmente porque os Gunners encaixaram uma boa troca de passes logo aos 5’ do 2º, o time chegou ao empate. Fabregas cruzou e Glen Johnson, que fazia grande partida até então, tentou cortar e colocou para dentro do próprio gol. A partir daí tudo mudou. Oito minutos mais tarde, outro cruzamento, o mesmo Johnson não conseguiu dominar, a bola sobrou para Arshavin ajeitar e mandar no ângulo de Reina. Golaço! Depois disso, o Liverpool só ameaçou nas faltas. Menção honrosa para a partida de Denílson. O garoto está muito bem.

Agora a equipe de Rafa Benitez coleciona apenas três vitórias nos últimos 15 jogos. Too bad!

Autor: rogerioandrade Tags: , , , ,

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Sem categoria | 20:37

LIVERPOOL

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Cidade: Liverpool
Fundação: 1892
Apelido: The Reds
Estádio: Anfield
Anfield Road, L4 0TH
Capacidade: 45.276
Tamanho do gramado: 101 x 68 m

Estrelas: Fernando Torres e Steven Gerrard

Fique de olho: Alberto Aquilani

Brazucas: Lucas, Fábio Aurélio e Diego Cavalieri

Quem chegou: Alberto Aquilani (AS Roma) £20m, Glen Johnson (Portsmouth) £17m, Chris Mavinga (PSG), Stephen Sama (Borussia Dortmund) grátis

Quem saiu: Xabi Alonso (R Madrid) £30m, Alvaro Arbeloa (R Madrid) £3.5m, Sebastian Leto (Panathinaikos) £3m, Jack Hobbs (Leicester), Sami Hyypia (B Leverkusen) grátis, Jermaine Pennant (R Zaragoza) grátis


Técnico: Rafa Benitez (ESP)

Apostas pagam: 7-2 (3,5-1)

Temporada passada:
Premiership: vice
FA Cup: 4ª fase
Carling Cup: 4ª fase
Liga dos Campeões: quartas

Títulos:
Premiership: 18
FA Cup: 7
Copa da Liga: 7
Liga dos Campeões: 5
UEFA Cup: 3
Recopa: 1

Autor: rogerioandrade Tags: , , , , , , ,