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Posts com a Tag Alex Ferguson

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Mercado, Treinadores | 14:19

O pior fantasma

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José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008

Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.

Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.

Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.

André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.

Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.

Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.

José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

sábado, 28 de janeiro de 2012 Copas Nacionais, Man Utd | 19:38

Red Devils

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Um desfalcado Manchester United teve nos pés a classificação à quinta fase da FA Cup. O fatal cochilo de Patrice Evra aos 43 do segundo tempo gerou o gol da vitória do Liverpool e impediu um replay em que os Red Devils seriam claramente favoritos. Isso à parte, perder em Anfield ainda é normal. Pior é a sequência de eliminações que resumiu a temporada do United a Premier e Europa Leagues.

Para quem sempre flerta com doubles e trebles, 2011-12 já é, de certa forma, uma temporada amarga. É claro que a satisfação do torcedor depende de como terminar a corrida pelo título nacional contra o Manchester City, mas a raiva de Alex Ferguson após as derrotas para Crystal Palace (Carling Cup), Basel (Champions League) e Liverpool (FA Cup) sinaliza que esses fracassos não estavam no script.

Reggie, o simpático mascote do Crawley Town, garantiu a alegria da classe neste sábado

A reforma do United tem sido mais dolorosa do que esperávamos por conta da sequência de lesões, apostas que ainda não deram certo, como David De Gea, e o baixo rendimento de quem contribuía bem mais, como Chicharito Hernández. Porém, embora não impressione em campo, a campanha na liga é excepcional na tabela, com 77% de aproveitamento, mais do que os 70 do último título. Ferguson tem de trabalhar os atributos psicológicos de sua nova (nem tanto por Scholes e Giggs) equipe, mas não há nada irreparável em Old Trafford.

Crawley Town
Enquanto isso, no KC Stadium, um diabo vermelho fez festa. O KC, para quem não lembra, é a casa do Hull City, sexto colocado da segunda divisão e hoje eliminado da FA Cup pelo Crawley Town. O Crawley, que tem o mesmo mascote do Manchester United, é o terceiro colocado da quarta divisão. A vitória por 1 a 0 sobre o Hull levou o clube provinciano às oitavas de final da copa pela segunda vez consecutiva.

A diferença é que, na temporada passada, o Crawley não estava sequer na Football League. Era time da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão. Há um ano, o blog tratou dessa jornada, que, curiosamente, terminou com uma derrota por 1 a 0 para o Manchester United em Old Trafford. Desta vez, o diabo vermelho mais bem-sucedido na FA Cup vem do Broadfield Stadium.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

domingo, 8 de janeiro de 2012 Man City, Man Utd | 18:24

Guerra psicológica empatada

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Paul Scholes troca o blazer pela camisa 22, a que vestiu há 16 anos

Uma equivocada expulsão do capitão do Manchester City, Vincent Kompany, ofereceu ao Manchester United duas boas oportunidades: a de se classificar à quarta fase da FA Cup e a de garantir uma espécie de triunfo psicológico sobre seus rivais para o restante da temporada. A primeira foi aproveitada com uma vitória por 3 a 2. A segunda, talvez igualmente importante, foi por água abaixo na etapa final.

Após ter três gols e um jogador de vantagem ao intervalo, Alex Ferguson certamente sonhava com um Etihad Stadium mais fúnebre quando a partida terminasse. A vitória não deixou de ser uma manifestação de força e poder de recuperação, pois a semana anterior havia sido trágica e o adversário parecia imbatível em casa. Porém, mais do que uma devolução dos 6 a 1 de Old Trafford, uma goleada poderia alimentar os tradicionais jogos psicológicos de bastidores com os quais Ferguson adora minar oponentes.

Em vez de elogios, Sir Alex disparou críticas contra seu time em função da “falta de cuidado” para defender a vantagem no segundo tempo. Para combater a péssima fase, ele parece querer chocar seus jogadores de alguma maneira. É claro que o muito surpreendente retorno do ex-aposentado Paul Scholes tem a ver com a crise de lesões, mas o poder de influência dele sobre o vestiário provavelmente impulsionou o convite de Ferguson.

Do outro lado, o menor dos males. A esta altura, com a liderança na liga e a necessidade de se impor sobre o United por um título mais relevante, a eliminação em si não pesa tanto para o Manchester City, atual campeão da FA Cup. A atuação no segundo tempo, que os aproximou do empate, foi suficiente para evitar um clima negativo ou mesmo o despertar de um velho complexo de inferioridade. No placar, triunfo do United. Na guerra psicológica, não houve vencedores.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

domingo, 4 de dezembro de 2011 Man Utd | 21:22

Na conta do chá

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Manchester United 5 x 1 outros. Este é o placar agregado das últimas cinco partidas do United na Premier League. Religiosamente, um gol marcado por jogo. O único sofrido veio de um pênalti inexistente, concedido pelo árbitro Mike Jones ao Newcastle. A consequência natural da goleada do Manchester City por 6 a 1 em Old Trafford, há seis rodadas, é a cura da insônia de quem assiste ao time de Alex Ferguson.

Phil Jones é símbolo de um United que pouco joga, não deixa jogar e sempre encontra um gol - nada além de um gol

A vitória de ontem, por 1 a 0 sobre o Aston Villa em Birmingham, foi provavelmente o pior jogo da temporada. E as partidas contra Swansea, Sunderland e Everton, também recentes e vencidas por 1 a 0, não ficam muito atrás. É evidente que Ferguson tinha de se cuidar após levar seis gols em casa – e isso se manifesta, entre outros fatores, pelo resgate de Carrick aos titulares –, mas a mudança de perfil não é meramente obra do treinador.

O futebol atrativo e de ótima fluidez no ataque do início da temporada morreu com as ausências de Cleverley e Anderson (hoje lesionados, eram titulares) e o declínio técnico de Nani, Young e Rooney, este por vezes sacrificado para combater a pobreza criativa do meio-campo. Enquanto o trio perdeu fôlego à frente, a defesa ficou muito mais segura com a volta de Vidic, que aconteceu exatamente após a goleada para o City. É natural que partidas insanas, como os 3 a 1 sobre o Chelsea em Old Trafford, tenham sido substituídas por vitórias sonolentas.

Sem o cérebro de Cleverley, que se tornou fundamental de uma hora para outra, o United tem jogado por uma bola, geralmente finalizada por Chicharito. Infelizmente para Ferguson, o mexicano se junta a Cleverley e também vai perder os próximos jogos por lesão. A solução, então, é seguir ganhando na marra. Ontem, atuando no meio-campo, Jones compensou com intensidade as deficiências da equipe e, em ótima chegada à área, marcou o primeiro gol da carreira e definiu outra goleada por 1 a 0.

Não há crise em Old Trafford. Pelo contrário: os resultados domésticos, descontando a eliminação da Copa da Liga, são ótimos. O problema mesmo é o futuro. Em dezembro, o time até deve se virar sem Chicharito, com Welbeck de volta. No segundo turno, porém, o United enfrenta City (também na FA Cup), Tottenham, Chelsea, Newcastle e Arsenal longe de casa. Mesmo com os retornos, um mercado de janeiro sem novidades pode custar a briga pelo título.

Veja a classificação do campeonato.

Seleção do fim de semana
Wayne Hennessey (Wolves); Micah Richards (Man City), Phil Jones (Man Utd), Thomas Vermaelen (Arsenal), Gareth Bale (Tottenham); Daniel Sturridge (Chelsea), Yaya Touré (Man City), Scott Parker (Tottenham), Gervinho (Arsenal); Yakubu (Blackburn), Steven Fletcher (Wolves).

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:49

A medida do fracasso

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Há três temporadas, Agüero chegou às oitavas da Champions com o Atlético

O Manchester City está à beira do precipício em sua primeira Champions League em quatro décadas. A derrota no San Paolo condiciona a classificação a um milagre na última rodada. Para seguir adiante, o City precisa, além de uma vitória sobre o Bayern em casa, que o Villarreal tire pontos do Napoli em El Madrigal. Alemães e espanhóis têm as vidas definidas e não devem alterar a situação, desfavorável aos ingleses.

Mesmo quando você tem a bola em 70% do tempo, perder no San Paolo é aceitável. Mais ingrata é a lembrança do empate por 1 a 1 com o Napoli no Etihad Stadium, quando o City pecou pela ausência de De Jong justamente no espaço de atuação de Lavezzi e Hamsik. Os dois sempre alimentavam um Cavani inspirado e de três gols nos confrontos contra os Citizens.

A sensação, correta, é de que o Manchester City falhou além da conta nos três jogos diante de Napoli e Bayern, que praticamente eliminam da Champions a melhor equipe da Inglaterra. No entanto, os descuidos defensivos da estreia, a submissão ao adversário em Munique e as falhas capitais em Nápoles não devem sacrificar um trabalho que, de forma geral, tem sido muito bem administrado.

Afinal, o sorteio impôs ao City um Bayern precocemente encantador com Jupp Heynckes e um Napoli forte, dedicado e repleto de referências ofensivas em seu retorno à principal copa europeia. Olhar para dentro é necessário para entender que Agüero é importante demais para ser reserva durante 80 minutos numa partida decisiva ou mesmo que o rodízio de atletas precisa ter um limite, mas também é importante reconhecer que os oponentes eram muito bons.

O pior é que a iminente eliminação mal tem um lado positivo. “Ah, o City vai se dedicar à Premier League”. Até vai, mas o elenco é grande e homogêneo o bastante para anular qualquer problema de cansaço. Ainda que ameaçar o emprego de Mancini agora seja um sacrilégio, é impossível não pensar no tamanho do desperdício em ter uma equipe de 34 pontos em 36 possíveis na Inglaterra disputando a Liga Europa a partir de fevereiro. O City não deve maximizar o fracasso, porém tem muito a lamentar.

Time das pontas
Mesmo que seja improvável, quem também pode parar na Liga Europa é o Manchester United, que empatou em casa com o Benfica. A primeira colocação da chave deve ficar com os portugueses. A classificação do United depende de um empate com o Basel na Suíça, o que pode não ser tão simples.

Hoje, Ferguson não teve Cleverley e Rooney. Dá para imaginar a pobreza do meio-campo com a bola. Ashley Young atuou atrás do atacante único, como fazia em sua última temporada no Aston Villa, e foi mal. O United tem infinitas armas para atacar pelas pontas, inclusive Young, e depende demais de um garoto propenso a lesões, que retorna agora de um empréstimo ao Wigan, para criar pelo centro. Isso não está certo.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 Premier League | 17:01

Corajosos e vulneráveis

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Why always him?

Hoje comentarista da BBC, o ex-lateral Lee Dixon está preocupado com os péssimos números defensivos da Premier League nesta temporada. Por enquanto, foram 295 gols em 99 jogos, 2.98 por partida. Não se marcava tanto gol desde 1967-68. A média registrada nas dez primeiras rodadas do ano passado foi de 2.59. O aumento de 15% é legal para o entretenimento, mas também evidencia problemas sérios em algumas equipes.

Em conversa com o analista tático Alistair Magowan, Dixon tentou explicar o fenômeno apontando mudanças nos principais times da liga, mas fez questão de enfatizar o que ele considera uma nova política disciplinar dos árbitros, que, de fato, têm distribuído mais cartões do que o habitual. De acordo com o ex-defensor do Arsenal, o rigor pode inibir o ímpeto do marcador na hora de disputar a bola, o que abre espaço a mais ocasiões de gol.

No entanto, a tese de Dixon pode apresentar uma confusão entre causa e efeito. Mesmo que a expulsão de Bosingwa contra o Queens Park Rangers, há duas rodadas, tenha sido para lá de controversa, a origem do lance está no comportamento do Chelsea em campo, como mostra a ótima análise de Rafael Oliveira.

A equipe de André Villas-Boas sofreu, em dez jogos, o mesmo número de gols concedidos na primeira temporada inteira de José Mourinho. A vulnerabilidade é fruto de uma postura muito mais voltada ao ataque, que vai da defesa adiantada a simples escolhas, como a preferência por Bosingwa em vez de Ivanovic na lateral direita.

Mas é claro que o Chelsea não basta para elevar a média de gols. Os placares nada convencionais em clássicos, por exemplo, envolvem também Manchester United, Arsenal, Tottenham e Manchester City. A questão é que alguns treinadores têm se comportado de forma excessivamente confiante, por vezes até irresponsável, em determinadas situações.

Quando goleado por 5 a 1 pelo Manchester City em Londres, Harry Redknapp escalou uma parceria central entre Kranjcar e Modric, que, evidentemente, tinha sérios problemas para recuperar a bola.

Em Old Trafford, perdendo por 3 a 1 com o time desfalcado e emocionalmente fragilizado, Arsène Wenger trocou seu único marcador (Coquelin) por um ponta (Chamberlain) a meia hora do fim e facilitou a derrota por 8 a 2. A humilhação foi um ponto fora da curva, mas a defesa fraca, simbolizada pela postura desleixada de André Santos, virou um terrível vício. São 21 gols sofridos em dez rodadas.

Até Alex Ferguson reconheceu que o Manchester United não evitou a goleada para o City porque não parou de atacar desordenadamente mesmo em inferioridade numérica e claramente sem chance de buscar o empate. Assim, levou 6 a 1. Chelsea x Arsenal, Tottenham x City, United x Arsenal e United x City produziram 31 gols, quase oito por partida. O aumento da média geral faz sentido agora, não é?

A bermuda denuncia o desleixo

O caso do Manchester United é bem interessante para compreender o que tem acontecido e até para esperar uma queda na média de gols. Ainda na temporada passada, Ferguson certamente ficou devastado pela incapacidade da equipe de agredir o Barcelona na decisão da Champions. Aquela final pode, pelo menos parcialmente, ter condicionado o mercado e a nova proposta do United.

A melhor manifestação da mudança de mentalidade era um meio-campo que visava a aumentar a fluidez ofensiva da equipe, com Nani, Cleverley, Anderson e Ashley Young. Contudo, após uma simples constatação ainda enquanto o time era líder e a goleada no dérbi, a tendência é que Ferguson reconsidere algumas escolhas e que figuras como Park, Valencia, Fletcher e até Carrick ganhem mais minutos mesmo com todo mundo disponível.

No grupo que vai do oitavo ao vigésimo colocado, em que as defesas são naturalmente mais frágeis, o destaque negativo é o Bolton, vazado 27 vezes em dez rodadas. Apesar dos inúmeros problemas no Reebok Stadium, Owen Coyle segue a tendência aventureira dos treinadores e, em diversas ocasiões, recusa-se a adaptar o time a adversários mais fortes. Um pouco de medo faz bem.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

sábado, 15 de outubro de 2011 Liverpool, Man Utd | 13:31

Cinco lições de Anfield

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Acionista do Liverpool, LeBron James debutou em Anfield

Dominante no segundo tempo, o Liverpool merecia mais do que o empate por 1 a 1 com o Manchester United, que quebra uma sequência desfavorável na casa do rival. Veja as cinco lições que tiramos do maior clássico da Inglaterra:

O Liverpool preocupa Ferguson. Não exclusivamente pelo investimento no verão, mas também pelas três vitórias consecutivas que havia conseguido contra o United em Anfield. Nos 3 a 1 da temporada passada, Ferguson escalou, do meio para frente, Nani, Carrick, Scholes, Giggs, Rooney e Berbatov numa ousada formação com os zagueiros reservas (à época, Brown e Smalling).

Desta vez, os escolhidos foram Park, Jones, Fletcher, Giggs, Young e Welbeck, com um meio-campo povoado e Nani e Rooney no banco. Ferguson preferiu preservar o atacante, em fase turbulenta, e dar espaço a Welbeck. Mas a presença do português no banco pareceu uma escolha livre de fatores extracampo, apenas para que Park lutasse contra José Enrique e Downing. O técnico acertou.

Phil Jones é, de fato, opção para o meio-campo. Na final da Champions, um dos argumentos para o passeio do Barcelona sobre o United foi a ausência de um volante entre as linhas, que minimizaria a participação de Messi. A questão é que esse jogador inexistia no elenco. Agora ele existe. Habituado ao meio-campo no Blackburn e adaptado à lateral direita por Ferguson, o zagueiro Phil Jones pode exercer várias funções. Desde que chegou a Old Trafford, foi a primeira vez dele no meio. Em grandes jogos, pode virar rotina.

Lucas ainda está sujeito a recaídas. Sem confiança, impreciso nos passes e meio perdido no centro do campo, o brasileiro esteve muito perto de deixar o Liverpool após três temporadas fracas. No entanto, a recuperação foi fantástica a ponto de ele ser eleito o melhor jogador do clube em 2010-11. Hoje, talvez cansado pela parada internacional (não enfrentou a Costa Rica, mas foi titular contra o México), Lucas lembrou sua má e velha versão, flertou com a expulsão e foi substituído por Henderson no começo do segundo tempo.

Anfield não é fácil. Na verdade, não é exatamente uma lição de hoje. De qualquer forma, os minutos finais chamaram atenção pela inoperância do United, que foi capaz de buscar o resultado, mas, mesmo programado para atacar, foi também muito pressionado pelo Liverpool após o empate. Como escreveu Michael Owen no Twitter, poucos times vão vencer em Anfield na temporada. Talvez nenhum.

Outro fator interessante foi a condução dessa pressão pelo Liverpool, que, sem alterações no fim, prescindiu de Bellamy (poderia ter substituído Downing para oferecer mais velocidade) e Carroll (mesmo sem muito moral, teria sido uma referência importante na vaga de Kuyt). O registro positivo foi a participação de Henderson, que, posicionado bem à frente de onde rende mais, quase decidiu o jogo e ganhou confiança. O United celebra a atuação impecável do não mais questionado De Gea.

Gerrard pode acertar até quando erra. O impacto do retorno dele é enorme. Não foi a melhor das atuações do capitão, titular pela primeira vez na temporada, porém o poder de influência continua grande, próximo do ataque ou, como na parte final do jogo, mais dedicado à marcação. O gol de falta parecia milimetricamente genial com a falha de Giggs, que ofereceu o espaço de que a bola precisava, mas o próprio Gerrard admitiu: “tentei bater por cima da barreira”.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 19:20

Passaporte vencido

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Ao lado de um Ferguson boquiaberto, Mancini se protege do cheiro desta terça-feira

Supostamente absolutos na Inglaterra, os clubes de Manchester derrapam na Liga dos Campeões. Em duas rodadas ou quatro partidas, foram três míseros pontos (dois do United) e 25% de aproveitamento agregado. Enquanto um United com vários titulares sofreu para empatar por 3 a 3 com o Basel em Old Trafford, o City caiu por 2 a 0 sem incomodar o Bayern em Munique.

Aqui
Fabian (1) e Alexander (2) Frei marcaram para o Basel contra os Red Devils. Além de criarem uma piada por conta própria, os três gols dos suíços no segundo tempo já derrubaram a previsão de que o United faria 16 pontos no grupo depois de empatar com o Benfica em Lisboa. Agora, chega no máximo a 14. O resultado não é suficiente para acender sinal amarelo à classificação, mas certamente ampliou a lista de preocupações de Alex Ferguson.

Primeiro porque, com Rafael, Smalling, Evans e Vidic lesionados, ele não pôde preservar defensores. Logo na área mais crítica do time, que tem falhado muito e concedeu, mesmo no primeiro tempo, várias chances ao Basel. Depois porque os próximos jogos, contra o romeno Otelul Galati, ganharam contornos decisivos. A vantagem de ter um grupo fácil não era a classificação em si, mas a chance de concentrar-se na liga nacional. Ela não existe mais.

Não é a primeira vez que o Basel empata por 3 a 3 com um time inglês. A diferença é que, naquela ocasião, o Liverpool foi eliminado da Champions.


Que coisa estranha, o Manchester City hoje. A primeira meia hora foi normal, com o time habitual de Mancini (no 4-4-2, com Kolo Touré no lugar de Lescott) tomando a iniciativa e vendo Silva sofrer pênalti ignorado pela arbitragem. Daí em diante, especialmente a partir do primeiro gol de Mario Gomez, o City simplesmente desapareceu e não ofereceu resistência a um Bayern rápido e eficiente.

À medida que o segundo tempo passava com pleno domínio dos alemães, Roberto Mancini se encolhia, com destaque para a entrada de De Jong, que precisa ser titular em jogos assim. No frigir dos ovos, a derrota por 2 a 0 foi um presente para quem ofereceu ao forte adversário 12 finalizações no alvo. O problema é a vitória do Napoli, que já deixa o City a três pontos da segunda posição e bem pressionado a vencer duas vezes o Villarreal.

O maior prejuízo, no entanto, não aparece na tabela. Dzeko reclamou por sair e, em atitude ridícula, Tevez, que recebe 200 mil libras semanais, disse “não” ao aquecimento e à chance de participar do jogo. Com razão, Mancini descartou o argentino para sempre e alertou o bósnio. Vestiário fácil, não?

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

domingo, 7 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man Utd | 18:20

Olá, muito prazer

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De Gea, Jones e Young são a espinha dorsal de uma renovação que vai muito além deles

20, 21, 23, 19, 21, 26, 22, 23, 25, 26 e 21. A sequência, bastante repetida há algumas horas, traz as idades dos titulares do Manchester United na parte final da Supercopa da Inglaterra, contra o Manchester City. Foram eles que transformaram uma desvantagem de 2 a 0 em mais um título para os Red Devils, que venceram por incríveis 3 a 2. O fato de Ashley Young (26) ser o vovô de um time que reagiu assim a um rival forte e experimentado representa bem mais do que uma piada pronta.

Antes da entrada de Berbatov, a dois minutos do fim, Alex Ferguson havia recorrido a quatro das seis substituições permitidas. Sem Giggs desde o início, trocou os experientes Ferdinand, Vidic, Evra e Carrick (que, outra vez, apareceu de surpresa em uma Community Shield) pelos jovens Evans, Jones, Rafael (capitão do time!) e Cleverley. Não foi preciso mudar tanto para chegar à sequência do começo do texto. São os novos tempos em Old Trafford, que nos levam a alguns comentários:

1) Aquele problema ainda existe. A imagem de Messi entre o meio-campo e a defesa do United na final da Champions ainda deve incomodar Ferguson. Hoje, o gol de Dzeko deixou claro que a ausência de um volante defensivo contra adversários difíceis e com alguém no setor (até não foi o caso de Yaya em boa parcela do jogo, é bem verdade) expõe os zagueiros perigosamente. A diferença é que não havia quem pudesse fazer essa proteção na temporada passada. Hoje tem: o polivalente Phil Jones.

2) Combinação letal. O primeiro gol de Nani, batizado por aí de “gol de Barcelona”, mostrou o nível de fluidez a que o jogo do United pode chegar. Muito disso se deve à ousadia de Ferguson, que tem insistido em escalar Young e o próprio Nani abertos no meio-campo. Quando eles chegam ao ataque tabelando com Rooney e mais um (hoje Welbeck), a defesa adversária tem muitos problemas.

Você enxergava um bom lateral-direito aí?

3) Iniesta inglês. Para ter fluidez, alguém precisa vir de trás com qualidade. A entrada de Tom Cleverley, que também participou do golaço de Nani, foi determinante para a virada e até fez Anderson crescer. Cleverley volta do empréstimo ao Wigan confiante e com status de “futuro Iniesta” para vários torcedores. Funciona melhor como meia central do que aberto pela direita, função que lhe foi delegada por Stuart Pearce na Euro sub-21. Tem tudo para ser muito utilizado.

4) Defesa versátil. Na pré-temporada, Ferguson testou todos os seus zagueiros jovens (Smalling, Jones e Evans) nas laterais. Agora, a gente entende por que O’Shea e Brown não ficaram. É claro que ninguém pode depender de Evans para nada, mas as opções legitimam a presença de apenas três laterais de ofício no elenco. Uma das boas surpresas da Community Shield foi o poder ofensivo de Smalling, hoje lateral-direito.

5) De Gea. O goleiro espanhol de 20 anos falhou nos dois gols do City, mas é cedo demais para tachá-lo de novo Taibi, Bosnich, Barthez ou Howard. O ex-colchonero tem talento e precisa se adaptar ao ambiente, às novas responsabilidades e até à fluência no idioma. Por exemplo, em entrevista ao blog, o brasileiro Adriano Basso, agora no Hull, revelou que as dificuldades iniciais com a língua o forçaram a uma transferência para o minúsculo Woking por conta da tarefa de organizar a defesa.

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sábado, 6 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd | 15:50

Um dérbi para começar

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Yaya foi o cara do último dérbi e deve ser uma das preocupações táticas de Ferguson

Não poderia haver confronto melhor para abrir a temporada da elite inglesa. Amanhã, às 10h30, Wembley recebe o dérbi entre Manchester United e Manchester City pela Community Shield, a Supercopa da Inglaterra. Será a primeira vez desde 1956 que eles disputam o título inaugural do ano.

Com retornos de empréstimos e gastos distribuídos entre três bons reforços, o atual campeão inglês parece preparado para enfrentar as ausências de van der Sar e Scholes. Na despedida deste, contra o ressurgido New York Cosmos ontem, Alex Ferguson deu pistas de como vai escalar seu United, uma vez que pouco mudou em relação a outros amistosos.

Ainda que seja um grande vencedor da Community Shield, Ferguson não se importa em fazer experiências e priorizar a preparação para a temporada de fato. Assim, não são improváveis as presenças de várias novas caras. Com base na pré-temporada, existe a tendência de que os contratados David De Gea, Phil Jones e Ashley Young e os resgatados Tom Cleverley e Danny Welbeck ganhem muitos minutos no jogo de amanhã.

A expectativa é de uma abordagem agressiva do United, que tem atuado com Nani e Young abertos no meio-campo de quatro homens. Com Carrick e Hernández excluídos do dérbi, as dúvidas óbvias são os parceiros de Giggs na volância e de Rooney no ataque. Há ainda a curiosidade sobre a escalação e a função de Jones. O ex-defensor e primeiro volante do Blackburn seria uma boa resposta a Yaya Touré, que, entre os meias centrais e os zagueiros adversários, dominou a semifinal da última FA Cup.

Campeão da copa, o City não terá seu ainda capitão Tevez, que segue descansando após a Copa América e umas traquinagens nos bastidores. A estreia do ótimo reforço Sergio Agüero é incerta, mas a pré-temporada indica que Roberto Mancini pode escalar dois atacantes propriamente ditos, mesmo sem abrir mão do trio de meio-campistas, possivelmente com De Jong, Milner e Yaya.

Se finalmente concluir que Milner briga por posição com Barry, Mancini ganha um jogador mais ativo no meio e uma vaga no ataque. David Silva é nome quase certo por ali, partindo da ponta, fechando com a posse de bola e auxiliando Yaya na criação. Caso Mancio siga o modelo da vitória contra a Inter, o revezamento entre Dzeko e Balotelli na área e na ponta pode lhes dar mais confiança.

Na defesa, Kompany oferece segurança a quaisquer parceiros. É provável que Richards, Lescott e Clichy o acompanhem na forte retaguarda de Mancini. Mesmo assim, Community Shield e placar baixo não combinam. Até por sinalizar menos alterações em relação à temporada passada, o City parece ter certa vantagem para amanhã, mas nada que transforme uma eventual vitória do United em zebra.

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