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sexta-feira, 8 de abril de 2011 Guia, Premier League | 11:50

Guia da 32ª rodada

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Cahill é dúvida para Wolves x Everton. Copa da Ásia e problemas físicos derrubaram o segundo turno do australiano dos Toffees

Saiba onde assistir e o que esperar dos jogos de sábado a segunda com o nosso guia da 32ª rodada da Premier League:

SÁBADO

8h45 – Wolves (19) x Everton (7). A ausência de Doyle pesou para os Wolves já na rodada passada, contra o Newcastle. O Everton vive boa fase e, mesmo sem Fellaini, Arteta e Saha, pode pontuar no Molineux. Árbitro: Phil Dowd. Palpite: empate.

11h – Blackburn (14) x Birmingham (15). Embora os Rovers não vençam desde 23 de janeiro, o empate com o Arsenal alimentou a confiança do time. Mas o Birmingham, campeão da Copa da Liga, é um dos rivais mais chatos na luta contra o rebaixamento. Árbitro: Chris Foy. Palpite: empate.

11h – Bolton (8) x West Ham (18). O Manchester United foi brilhante, mas a defesa dos Hammers não se ajudou na virada da semana passada. Upson e Manuel da Costa devem ser muito pressionados no Reebok. Árbitro: Lee Probert. Palpite: Bolton.

11h – Chelsea (4) x Wigan (20), ESPN HD. Um empate em casa contra o Wigan, com direito a gol de Heskey, acabou com as chances de título dos Blues em 2007-08. Nem o baixo astral em Stamford Bridge faz acreditar que vai acontecer de novo. Árbitro: Howard Webb. Palpite: Chelsea.

11h – Man Utd (1) x Fulham (10), RedeTV! e ESPN. Em Craven Cottage, o Fulham tem dominado o United. O problema é que a turma de Mark Hughes agoniza fora de casa. Já sem o suspenso Rooney, Ferguson pode preservar outros titulares. Árbitro: Michael Jones. Palpite: Man Utd.

11h – Sunderland (12) x WBA (13). Os Black Cats saem do calendário espinhoso para enfrentar o invicto Hodgson. A forma recente e o desempenho horroroso em Manchester assustam, mas a chance de vencer após dois meses e meio de seca é esta. Árbitro: Peter Walton. Palpite: Sunderland.

11h – Tottenham (5) x Stoke (11). Os Spurs, que tentam esquecer Madri, perderam em casa para o Stoke na temporada passada. Os Potters, aliás, foram muito bem nas últimas duas rodadas. No entanto, já são seis derrotas seguidas fora do Britannia. Árbitro: Kevin Friend. Palpite: Tottenham.

DOMINGO

Kelly mandou Johnson para a esquerda e foi o melhor do Liverpool em fevereiro. Sem os laterais titulares, Dalglish vai penar até maio

9h30 – Blackpool (17) x Arsenal (2), ESPN Brasil e ESPN HD. Tem tudo para ser um encontro mais franco do que os empates recentes dos Gunners. O Blackpool deve agredir muito e deixar os já tradicionais buracos na defesa. Árbitro: Lee Mason. Palpite: Arsenal.

12h – Aston Villa (16) x Newcastle (9). Jogo crucial para o decepcionante Villa, que tenta dar o troco num Newcastle muito enfraquecido pelas ausências de Tioté e Nolan. Young, Downing e Bent devem atormentar a desconfiável defesa dos Magpies. Árbitro: Stuart Attwell. Palpite: Aston Villa.

SEGUNDA

16h – Liverpool (6) x Man City (3), ESPN e ESPN HD. Dalglish perdeu Gerrard, Agger e os laterais titulares. Frágil pelos lados e na defesa, o Liverpool depende demais de três ou quatro figuras. Se Mancini ousar de novo, pode até vencer em Anfield. Árbitro: Mark Halsey. Palpite: empate.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

quinta-feira, 7 de abril de 2011 Curiosidades | 15:50

Amigos íntimos

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Olha aí, Liverpool: LeBron will never walk alone

Basquete, você sabe, é com o Fábio Sormani. Hoje, o God Save the Ball abre espaço às estrelas da NBA porque LeBron James virou sócio minoritário do Liverpool. O acordo, anunciado ontem, não é uma jogada apenas de LeBron. O clube de Merseyside aproveitará o vínculo com o bi-MVP (jogador mais valioso) do basquete americano para, em harmonia com o projeto do proprietário, o também ianque John Henry, fortalecer a marca.

Por outro lado, é impossível limitar o negócio à mera oportunidade de lucro. O intercâmbio entre Premier League e NBA é constante, por vezes espontâneo e facilitado por ações de clubes e franquias. Há um mês, New Jersey Nets e Toronto Raptors foram a Londres para dois jogos da temporada regular da liga de basquete. As partidas atraíram vários jogadores de clubes da capital britânica.

Na outra mão, os ingleses também captam fãs famosos. O Chelsea, por exemplo, conquistou Paul Pierce e Kevin Garnett, do Boston Celtics, durante uma pré-temporada nos Estados Unidos. Garnett até ganhou a camisa 5 dos Blues:

Ferrenho rival de San Antonio, Nash não se furtou de torcer pelos Spurs

A relação mais gratuita é a do canadense Steve Nash, do Phoenix Suns, com o Tottenham. A despeito de sua simpatia pelo Corinthians, catalisada pela amizade com o antigo colega de franquia Leandrinho, Nash torce pelos Spurs (não o San Antonio, é claro). O pai dele, o ex-jogador de futebol John Nash, é inglês de Londres e transmitiu a paixão ao filho.

Steve é amigo de Damien Comolli, ex-diretor do clube, hoje no Liverpool. Com a ajuda dele, o armador conheceu o proprietário Daniel Levy. À época, o também bi-MVP da NBA deixou claro que adoraria ser sócio do Tottenham no futuro. “Não sou mais um buscando lucro. Quero ver os Spurs lá em cima. Poderia fazer isso a vida toda”, disse ao Guardian.

Inúmeras outras manifestações de intercâmbio podem ser mencionadas. No Los Angeles Galaxy há quatro anos, David Beckham já descobriu o que os jogos dos Lakers podem oferecer. Magic Johnson é um Red Devil. Kobe Bryant realizou seu sonho ao assistir a um Chelsea x Arsenal. Com tanta intimidade entre esses mundos, não é improvável que um novo negócio à moda LeBron apareça em breve.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

quarta-feira, 6 de abril de 2011 Copas Europeias, Jogadores, Man Utd | 19:23

As facetas de Wayne Rooney

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Após um tempo jogado às traças, Rooney* está definitivamente de volta

O tabu de Stamford Bridge acabou, mas ainda há confronto. A história recente mostra que o Chelsea pode, mesmo em Old Trafford, reverter a derrota por 1 a 0. No entanto, a vantagem do Manchester United é obviamente relevante. Ela é fruto do conjunto mais sólido, da melhor partida de Carrick na temporada e, especialmente, do trabalho de um revigorado Wayne Rooney.

Entre o ótimo atual momento e a brilhante temporada passada, Rooney fracassou na Copa, pediu para sair e ficou um mau tempo sem marcar. A recuperação tem de ser valorizada. Apesar das derrapadas extracampo, o atacante se aproxima da plena maturidade, é um dos jogadores mais coletivistas do mundo e, após a saída de Ronaldo, abraçou o papel de protagonista.

Desde então, ele se reinventou duas vezes. No primeiro ano sem Ronaldo, Rooney marcou 34 gols, dez dos quais de cabeça. Nas cinco temporadas anteriores, haviam sido só três pelo alto. Agora, ele deixa a área adversária para Berbatov e Chicharito, atua recuado, dá mais assistências (11 só na liga) e combate como um leão.

Mesmo assim, os gols aparecem à medida que os jogos vão ficando mais decisivos. Desde o início de fevereiro, com o afunilamento da temporada, Rooney marcou nove vezes. De agosto a janeiro, foram apenas quatro gols. Dos dez jogos em que ele balançou a rede, o Manchester United venceu nove – perdeu apenas para o Chelsea, pela Premier League, em março.

A explosão do Shrek torna ainda mais natural o desabafo dele em frente a uma câmera no último sábado. A atitude, que deve tirá-lo de pelo menos dois jogos domésticos, foi individual e sem dano ao adversário, motivos pelos quais a punição (ao clube) parece exagerada. Uma multa faria mais sentido. Afinal, quando ele pisa na bola no âmbito social, as consequências têm de doer no bolso.

*Rooney apareceu assim no comercial da Nike para a Copa do Mundo

*LeBron James é reforço do Liverpool

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

terça-feira, 5 de abril de 2011 Copas Europeias, Tottenham | 18:49

Jenas da discórdia

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Redknapp escolheu Jenas, o segundo jogador a menos do Tottenham. Uma salada

Aplausos irônicos: Redknapp escolheu Jenas, o segundo jogador a menos do Tottenham, e o time virou uma salada

O Tottenham sucumbiu em Madri. Os 4 a 0 foram uma prorrogação do sorteio que colocou Real e Barcelona no caminho até Wembley. Deu tudo errado. A ausência de Lennon, que passou mal minutos antes do jogo, foi catastrófica porque o time perdeu metade do poder de contra-atacar e o padrão de jogo. A imbecil e precoce (15′) expulsão de Crouch e a lesão de Corluka ainda forçaram Redknapp a outras modificações pesadas durante a partida.

O time entrou no habitual 4-4-1-1, mas com o estranho deslocamento de Bale à direita para incomodar Marcelo. Aberto pela esquerda, Modric jogava como antes da ascensão do galês e se desperdiçava por ali. No centro, Sandro e Jenas. Sim, Jenas! Redknapp tinha Huddlestone e Kranjcar no banco, mas escolheu a antiga revelação do Nottingham Forest, que passou pelo Newcastle e nada joga há uns três anos. Inexplicavelmente, era ele quem marcava (sic) Adebayor no primeiro gol.

Quando Crouch foi expulso, Bale voltou à esquerda para correr feito um condenado e dar ao time a única alternativa a um ilhado van der Vaart. Modric foi para o centro, e Jenas, para o lado direito. Ali acabava a noite do Tottenham. Jenas tomou um baile de Ronaldo e Marcelo, não defendeu e não atacou. E a salada de Redknapp prosseguiu. No fim, sem Corluka, ele teve de trocar Assou-Ekotto (que, aliás, ainda procura Di María) de lado e mandou Bassong para a esquerda.

O tamanho do desastre foi determinado especialmente pela expulsão, mas o Tottenham também não se ajudou. O time fará um amistoso contra o Real Madrid em White Hart Lane, atura Adebayor (10 gols em 13 jogos contra os Spurs – em suma, o mesmo que Drogba representa para o Arsenal) e leva ótimas recordações de sua primeira Champions em 48 anos. A campanha foi notável.

Abaixo, os diferentes posicionamentos do Tottenham durante o jogo:

Até 15′: Gomes (muito mal, aliás); Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Bale, Sandro, Jenas, Modric; van der Vaart; Crouch

De 15′ a 45‘: Gomes; Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Jenas, Sandro, Modric, Bale; van der Vaart

De 45′ a 80′: Gomes; Corluka, Gallas, Dawson, Assou-Ekotto; Jenas, Sandro, Modric, Bale; Defoe

Desde 80′:  Gomes; Assou-Ekotto, Gallas, Dawson, Bassong; Jenas, Sandro, Modric, Bale; Defoe

Yet to come
Para a Inglaterra, o melhor está por vir: amanhã, Chelsea e Manchester United começam um confronto que, com a provável eliminação da Inter, pode ser interpretado como uma semifinal antecipada.

Samba Rock
Em seu El Pichichi, Fernando Vives fala da noite do Seu Jorge togolês

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

segunda-feira, 4 de abril de 2011 Copas Europeias, Tottenham | 21:56

Fala, Juande Ramos

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No Tottenham, Ramos foi campeão e teve o pior início de temporada do clube em todos os tempos

Hoje, ele treina o brasileiro Giuliano, campeão e protagonista da Libertadores pelo Inter, no ucraniano Dnipro Dnipropetrovsk. No entanto, Juande Ramos já teve pontos mais altos na carreira. Rei de Copas pelo que fez no Sevilla, o técnico espanhol passou recentemente por Tottenham e Real Madrid, que, amanhã, abrem as quartas-de-final da Champions no Santiago Bernabéu. Ramos, é claro, foi procurado pela imprensa para dar seu pitaco sobre o confronto.

A análise dele foi, digamos, simplista. “O Real é favorito porque tem mais estrelas, mas tudo vai depender da vantagem que eles levarem a Londres”, constatou. À exceção de van der Vaart, que pulou do Santiago Bernabéu para White Hart Lane nesta temporada, Ramos talvez seja a pessoa mais familiarizada com os dois ambientes. Até por ser neutro hoje, sua opinião ganha um status importante, que ele acaba de banalizar.

A quem não se lembra, a passagem de Ramos pelo Tottenham começou bem e terminou de modo desastroso. O espanhol, que substituiu Martin Jol e ganhava um dos maiores salários da Inglaterra, deu aos Spurs seu único título no século: a Copa da Liga de 2008, após emocionante final contra o Chelsea. Entretanto, na temporada seguinte, teve o pior início da história do clube, com dois pontos em oito jogos, seus últimos por lá. Redknapp assumiu, Juande foi parar no Real Madrid e recomendou um dos empréstimos mais bizarros da história.

No confronto que Ramos reduziu ao número de estrelas, os dois times vivem momentos difíceis. Enquanto o Real Madrid praticamente abandona La Liga, o Tottenham segue se debatendo contra os pequenos na Inglaterra e pode precisar ganhar a Champions para retornar a ela na próxima temporada. Para piorar, as lesões e as dúvidas prejudicam os dois times. Nos Spurs, por exemplo, há cinco defensores importantes no estaleiro. O único que ainda pode aparecer no jogo é Gallas.

Mourinho conta com Cristiano Ronaldo e Marcelo. Redknapp, por sua vez, deve ter Bale. Os duelos laterais serão fundamentais. Os possíveis Corluka x Ronaldo, Assou-Ekotto x Di María, Bale x Sergio Ramos e Lennon x Marcelo sugerem ligeira vantagem ao Real Madrid. E é exatamente nisso que os londrinos têm de acreditar: o favoritismo espanhol não é tão grande assim e pode ser subvertido. Se repetir a aplicação de San Siro, o Tottenham briga.

Provável Tottenham: Gomes; Corluka, Dawson, Bassong, Assou-Ekotto; Lennon, Sandro, Modric, Bale; van der Vaart; Crouch.

Curiosidade: o Real Madrid venceu o Tottenham nas quartas-de-final da Copa da UEFA de 1984-85. Os Spurs defendiam o título.

Aqui, detalhes do Real Madrid

Repasso a indicação do jornalista Dassler Marques. O uruguaio Gus Poyet, que jogou no Tottenham e auxiliou Juande Ramos por lá, de fato aproveitou o que conhece do clube e fez uma análise decente.

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domingo, 3 de abril de 2011 Arsenal, Premier League | 18:37

Os 15 pontos que o Arsenal jogou fora

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Inaugurado o brinquedo de Al-Fayed: a estátua de Michael Jackson em Craven Cottage. Na "estreia", o Fulham venceu o Blackpool. Getty Images

José Mourinho perdeu em casa por liga nacional pela primeira vez em nove anos, três dos quais com o Chelsea. O Tottenham, que havia feito 12 a 1 no Wigan nos dois jogos de 2009-10, empatou com os Latics no DW e consumou a derrota por 1 a 0 no agregado da temporada. O Fulham inaugurou uma estátua de Michael Jackson (foto) em seu estádio. Mancini fez o City marcar cinco gols. Tudo muito estranho, mas o fim de semana também teve rotina.

O normal era o Arsenal vencer o Blackburn com facilidade, mas o empate por 0 a 0 não chega a ser uma aberração entre outros resultados dos Gunners em 2010-11. O time de Wenger perdeu pelo menos 15 pontos tolos, que lhe dariam uma confortável liderança na Premier League. Mais um início promissor de temporada foi abafado com três derrotas em casa em menos de dois meses e outros significativos tropeços:

Arsenal 2 x 3 WBA, 25 de setembro. O West Bromwich de Di Matteo, eleito o melhor treinador daquele mês, aprontou muito, mas foi no mínimo intrigante ver os Baggies abrirem 3 a 0 no Emirates.

Arsenal 0 x 1 Newcastle, 7 de novembro. O gol de Carroll garantiu aos Magpies um resultado completamente inesperado. Duas semanas antes, o Arsenal venceu o Newcastle por 4 a 0, no St. James’ Park, pela FA Cup.

Arsenal 2 x 3 Tottenham, 20 de novembro. Foi a primeira vitória do Tottenham como visitante contra Arsenal, Chelsea, United ou Liverpool em 68 jogos. Os Gunners dominavam e abriram 2 a 0 no primeiro tempo.

Newcastle 4 x 4 Arsenal, 5 de fevereiro. O Arsenal tinha quatro gols de vantagem ao intervalo e quase perdeu o jogo no segundo tempo, que teve atuações decisivas de Tioté, Barton e do árbitro Phil Dowd. Mas nada justifica a perda de mais dois pontos.

Arsenal 0 x 0 Sunderland, 5 de março. O Sunderland não vence desde 22 de janeiro, mas uma exibição aplicada (ao contrário do desastre de hoje, diga-se) barrou o Arsenal no Emirates.

Arsenal 0 x 0 Blackburn, 2 de abril. O Blackburn vive fase semelhante à do Sunderland, só que tem time bem pior. A não-vitória de ontem foi, pelo adversário, a mais lamentável da série.

Rooney fez seu melhor jogo em 2010-11 e desabafou em seu pior estilo

Like champions
A vitória do Manchester United sobre o West Ham, que deu aos Red Devils sete pontos de vantagem, teve um quê de time campeão. Sair de uma desvantagem de 2 a 0 no Boleyn Ground contra os londrinos em ótima fase foi tão brilhante quanto a ousadia de Ferguson e o hat-trick de Rooney.

Mancini faceiro
O Manchester City, acredite, foi fantástico hoje. Mancini abandonou seu constitucional 4-2-3-1 e sacou até Barry, o homem de confiança em má temporada. Um ofensivo 4-4-2 teve Adam Johnson (finalmente!) e David Silva abertos e Balotelli e Tévez à frente. O Sunderland esteve nulo, mas o City, por si só, justificou os 5 a 0.

Seleção da rodada
Foster (Birmingham); Fábio (Man Utd), Samba (Blackburn), Kompany (Man City), Figueroa (Wigan); Adam Johnson (Man City), Yaya Touré (Man City), Nolan (Newcastle), Rooney (Man Utd); Zamora (Fulham), Bent (Aston Villa).

Veja mais:

Resultados da 31ª rodada e classificação da Premier League

O que levou o proprietário do Fulham, Mohamed Al-Fayed, a construir uma estátua de Michael Jackson em Craven Cottage

Matéria bem bacana do Rodrigo Bueno sobre as torcidas de clubes ingleses no Brasil

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 1 de abril de 2011 Chelsea, Curiosidades | 13:57

Ancelotti e David Luiz são os melhores de março

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De volta à luta pelo título, o Chelsea dominou um mês atípico

Há 60 dias na Inglaterra, David Luiz recebeu um fantástico reconhecimento. A intensidade, a precisão nos desarmes e os dois gols nos três jogos que disputou em março lhe garantiram o prêmio de Jogador do Mês na Premier League. Houve, na realidade, uma recompensa à ótima forma do Chelsea, que venceu suas três partidas de março, contra Manchester United, Blackpool e Manchester City. Por isso, após tempos difíceis, Carlo Ancelotti foi eleito o Treinador do Mês.

O que se vê na foto (Action Images) é comum. Outros três clubes já fizeram a dobradinha na temporada. Di Matteo, que nem está mais no West Bromwich, e Odemwingie foram os melhores de setembro. Em novembro, Coyle e Elmander, do Bolton, levaram os prêmios. Ferguson e Berbatov, do Manchester United, ficaram com os troféus há dois meses. Raridade, aqui, é a presença de um zagueiro. O último a levar o prêmio de Jogador do Mês havia sido Jagielka, do Everton, em fevereiro de 2009. Vale lembrar que março foi um mês atípico. A maioria dos times atuou apenas duas vezes.

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Guia, Premier League | 13:05

Guia da 31ª rodada

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Titulares da Inglaterra contra Gana, Downing e Young tentam, ao lado de Bent, tirar o Villa do buraco

A 31ª rodada da Premier League, que começa amanhã, promete vários confrontos equilibrados. O God Save the Ball apresenta um guia para você saber onde assistir aos jogos e o que esperar deles:

SÁBADO

8h45 – West Ham x Man Utd, ESPN e ESPN HD. Os reforços de janeiro melhoraram demais o West Ham, que já atropelou o Liverpool e segurou o Tottenham. Com Parker no comando, é possível evitar o rebaixamento e competir até com o United, que, se Ferguson quiser, enfim terá Valencia e Nani juntos. Palpite: empate.

11h – Everton x Aston Villa. O Everton é sempre imprevisível, mas, mesmo sem Saha e Fellaini, é melhor que um Aston Villa de ambiente difícil e defesa fraca. Nos últimos seis jogos, ninguém pontuou mais que os Toffees e apenas dois times avançaram menos que o Villa. Palpite: Everton.

11h – Birmingham x Bolton. O Birmingham não está despedaçado como há três semanas, quando o Bolton foi ao St. Andrew’s e se classificou às semifinais da FA Cup. Desde então, Coyle perdeu Holden, peça-chave para os Trotters, por conta de entrada do red devil Evans. Palpite: empate.

11h – Newcastle x Wolves. Fundamental para o 4-5-1 de McCarthy, o atacante Doyle se machucou pela seleção irlandesa e tirou o favoritismo dos Wolves. Por outro lado, o inconsistente Newcastle não costuma se ajudar e só venceu um dos últimos seis jogos em casa. Palpite: empate.

11h – Stoke x Chelsea, ESPN. O Stoke fez seu melhor jogo na temporada há duas semanas, quando passou por cima do Newcastle com acachapantes 4 a 0 e show de Pennant. Mesmo assim, a boa fase do Chelsea deixa o time pronto para enfrentar o sempre difícil Britannia Stadium. Palpite: Chelsea.

11h – WBA x Liverpool, ESPN HD. Aparentemente recuperado, Suárez precisa manter a forma contra um WBA mais intenso e invicto com Hodgson, que revê seu antigo clube. Se a parceria com Carroll evoluir, os Reds podem vencer de novo fora, coisa raríssima na era Hodgson. Palpite: Liverpool.

O técnico Steve Kean começou bem e está terminando mal no Blackburn

11h – Wigan x Tottenham. Os Spurs pressionam (o City, pela Champions) e é pressionados (pelo Liverpool, em busca da Liga Europa). Não há jogo simples como visitante, mas, apesar da vitória em White Hart Lane no primeiro turno, o Wigan é o time mais fraco da Premier League. Palpite: Tottenham.

13h30 – Arsenal x Blackburn, RedeTV! e ESPN HD. Os Gunners também têm rodada favorável. O Blackburn de Steve Kean enfim acusa a ausência de Allardyce e só conseguiu dois pontos em seis rodadas. O Arsenal tem de vencer com tranquilidade para se impor na luta pelo título. Phil Dowd apita. Palpite: Arsenal.

DOMINGO

9h30 – Fulham x Blackpool. O Blackpool é traiçoeiro, mas, se Charlie Adam jogar tão mal quanto contra o Brasil, no way. O Fulham de Hughes vai bem e deve aproveitar a fragilidade da defesa dos Tangerines no jogo inaugural para Michael Jackson no Craven Cottage. Palpite: Fulham.

12h – Man City x Sunderland, ESPN Brasil e ESPN HD. A campanha recente do Sunderland é bizarra: um ponto em seis rodadas. No entanto, o jogo não é simples para o entediante City. Os Black Cats têm só dois titulares lesionados (melhorou, acredite) e podem complicar. Palpite: empate.

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quinta-feira, 31 de março de 2011 Brasileiros, Jogadores, Liverpool | 16:33

A notável recuperação de Lucas

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Em cinco meses, Lucas foi de rejeitado a ídolo em Anfield

A renovação do contrato de Lucas com o Liverpool parece natural agora, mas o volante só se achou na quarta temporada em Anfield. A ascensão dele, brevemente mencionada há 11 dias, não foi nada simples.

Bola de Ouro da Placar no Brasileiro de 2006, Lucas, então com 20 anos, transferiu-se do Grêmio para o Liverpool por £5 milhões. A disputa de cinco jogadores (Gerrard, Xabi Alonso, Mascherano, Sissoko e o próprio Lucas) por duas vagas deixava claro que ele precisaria de tempo para achar seu espaço.

Atuando esporadicamente, Lucas mostrou pouco, mas Rafa Benítez confiava nele. Isso ficou evidente em janeiro de 2008, quando o clube vendeu Sissoko à Juventus. Um ano depois, assim que Robbie Keane foi devolvido ao Tottenham, Benitez implantou o 4-2-3-1, alinhando Xabi e Mascherano e deixando Gerrard próximo a Torres. Lucas já era reserva imediato.

O Liverpool terminou 2008-09 no segundo lugar, mas com campanha de campeão (86 pontos, número do Chelsea na temporada passada). A expectativa pelo primeiro título do clube na Premier League só aumentava. A saída de Cristiano Ronaldo do Manchester United fez muita gente pensar: “é agora”. Na contramão, o dínamo do time, Xabi Alonso, deixava Anfield. O substituto era o ex-romanista Alberto Aquilani, que chegou lesionado e fracassou.

Após duas temporadas, Lucas enfim tinha status de titular, mas não do jeito certo. A parceria com Mascherano estava fadada ao insucesso, já que a tarefa de organizar o time não poderia recair sobre nenhum deles. Lucas e o Liverpool tiveram um 2009-10 terrível. A torcida vaiava sistematicamente o brasileiro, que ganhou a enorme (e imprópria) responsabilidade de substituir Alonso e nunca havia atingido seu potencial.

O poder do Kop: aplausos são mais bem recebidos

Em agosto, um inseguro Lucas era possível reforço do Stoke. Acabou ficando e, mais uma vez, não começou bem a temporada. No entanto, a primeira partida do Liverpool sob o novo proprietário John Henry, o clássico contra o Everton em Goodison Park, foi também o último jogo fraco do brasileiro, que parecia ser caso perdido no futebol inglês.

Adaptado à velocidade do jogo e à função mais defensiva, Lucas manda prender e soltar e parece estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Ele sofreu demais até conquistar a torcida, mas a perseverança valeu a pena. Hoje, é um dos preferidos de Kenny Dalglish e merece, de fato, ser titular da seleção brasileira. Renovar o contrato, diz ele, foi uma “decisão fácil”. Depois de cinco meses assim, o Liverpool também não pensou duas vezes.

No início do mês, Lucas concedeu ótima e franca entrevista (em inglês) à TV do Liverpool. Ele fala sobre a comparação com Xabi Alonso, como lidava com as pesadas críticas e aponta a importância de Rafa Benítez em seu desenvolvimento.

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quarta-feira, 30 de março de 2011 Inglaterra | 01:03

Tempo de mudança

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Se beber da fonte certa, Carroll deve ser titular

Diante de fantásticos 20 mil torcedores africanos, Inglaterra e Gana empataram por 1 a 1 em Wembley. O ótimo teste foi marcado pelas sete ausências inglesas e as estreias de Jarvis e Welbeck. Aliás, o último tem ascendência ganesa e chegou a flertar com a seleção africana. A sequência, que começou no sábado com a vitória sobre País de Gales pelas Eliminatórias da Euro, rendeu à seleção um novo esquema, pelo menos um novo titular e a exposição de problemas.

4-3-3. Capello tem falhado, mas ainda sabe acertar. A temporada de Wilshere e Parker pedia um setor mais povoado. O 4-3-3 dos dois jogos deixa o conjunto mais forte e não desperdiça Rooney. À esquerda, Shrek sacrifica os números, mas cansa o lateral-direito adversário e aproveita melhor a visão de jogo, o que parece bem razoável numa temporada de poucos gols. Após sete jogos seguidos sem Gerrard e Lampard juntos, já parece viável que só um deles seja titular.

Ashley Young ganhou a posição. Há um ano e meio, com Lennon on fire e Gerrard deslocado à esquerda, os wingers eram bem definidos. Depois, Walcott, Adam Johnson, Milner e até o decadente Wright-Phillips passaram por ali sem que houvesse claramente dois titulares. Hoje, o lado esquerdo é de Rooney. Mesmo ignorado na Copa e atuando como atacante no Aston Villa, Young arrebentou contra Gales, foi bem ontem (à esquerda) e deve se estabilizar na outra ponta do 4-3-3. Walcott é seu principal concorrente.

Ups and downs. A vitória em Gales e, até pelos sete desfalques, o empate contra Gana deixam a sensação de saldo positivo. No entanto, a Inglaterra continua muito sujeita a altos e baixos. A superioridade em Cardiff era tão grande, que o esboço de reação dos galeses, mesmo à base de empolgação, poderia ter sido evitado. Ontem, o gol de Gyan no fim escancarou a dificuldade em conservar o resultado num jogo difícil. Falta manter o ritmo.

Andy Carroll em pauta. Capello avisou: beba menos. Se ele tem exagerado no consumo de álcool, a recomendação é obviamente muito válida. Poderia não ter saído do vestiário, mas a informação em domínio público deve servir até para encorajar o atacante a uma resposta rápida. Em campo, ontem, o titular Carroll novamente acusou a falta de ritmo, mas marcou um golaço e foi mais um a desfrutar o 4-3-3. O homem de área do Liverpool, de 22 anos, parece ser receptivo a conselhos e tem salvação.

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