O goleiro reserva do Tottenham Carlo Cudicini colidiu sua moto BMW com um carro às 10h30 (horário de Londres).
Um porta-voz da polícia informou ao Evening Standard que o goleiro sofreu fraturas que “podem mudar sua vida”. Segundo ele, o italiano quebrou os dois pulsos e a bacia.
E completando a rodada, o Liverpool recebeu o Birmingham e empatou em 2 x 2 graças a um mergulho de N’Gog quando os visitam venciam por 2 x 1. Será ele punido como foi Eduardo da Silva? Ops, mas Eduardo foi absolvido no recurso. Ou seja, “divers”, fiquem à vontade para se atirarem na área.
Álcool e jogador de futebol nunca formaram uma boa dupla. Na Inglaterra, a lista de atletas profissionais renomados que passaram um tempo na cadeia por causa de bebidas e direção é grande.
Lá, diferentemente daqui, não é necessário matar alguém para ser condenado (pensando bem, aqui, a julgar pelos jogadores de futebol, nem mesmo matando o cara vai preso).
Enfim, George Best, Tony Adams, Jermaine Pennant, todos viram o sol nascer quadrado por “apenas” dirigirem embriagados. Em casos mais trágicos, Jordan Robertson (Southampton), Luke McCormick (Plymouth Argyle), Lee Hughes (West Brom) provocaram acidentes que resultaram na morte de pessoas e foram condenados a vários anos de cadeia.
Dia desses, o atacante Marlon King, do Wigan, foi condenado a 18 meses de prisão por agressão a uma mulher em dezembro passado. King, na época jogando pelo Hull, comemorava em um bar de Londres a gravidez de sua mulher e o gol da vitória que marcou pelo seu time. De repente, reagiu violentamente ao desprezo de uma garota de 20 anos com um soco que quebrou seu nariz e rasgou seu lábio. Para piorar, o mesmo King já havia passado um tempo na cadeia em 2002 por receptação de carro roubado.
A agressão de King provavelmente teve a ajuda do álcool, mas prisões provocadas por delitos que não envolvam bebidas também não são inéditas. E isso nos leva ao “Hall of Shame” (hall da vergonha) dos jogadores encarceirados:
> Joey Barton (Newcastle): 74 dias de cana, em 2008, por agredir um adolescente enquanto em liberdade condicional por ter agredido o companheiro de equipe Osmane Dabo.
> Mickey Thomas (Wrexham, ex-Man United e Chelsea): 18 meses, em 1993, por fabricação de notas falsas.
> Peter Storey (ex-Arsenal e seleção inglesa): 28 dias, em 1990, por tentar contrabandear material pornográfico e falsificar moedas. Antes disso, foi dono de um bordel.
> Duncan Ferguson (Rangers): 44 dias, em 1994, por ter dado uma cabeçada no adversário durante um jogo contra o Raith Rovers, pelo campeonato escocês. Foi o primeiro jogador a ser preso por um delito em campo. Antes disso, havia sido condenado outras três vezes por agressão, mas não havia passado nenhuma noite na prisão.
> Tony Kay, David Layne e Peter Swan (Sheffield Wednesday): 10 semanas, em 1964, por apostarem no adversário Ipswich (e perder o jogo). Kay chegou a ser o jogador mais caro do país em 1962. Layne foi artilheiro do Wednesday nas duas temporadas que jogou por lá (58 gols em 81 jogos). E Swan jogou 19 pela Seleção Inglesa.
> Graham Rix (ex-Chelsea e seleção inglesa): 6 meses, em 1999, por fazer sexo com uma garota de 15 anos.
> Mark Ward (Everton e Man City): 4 anos, em 2005, por posse de cocaína (4 quilos) e por alugar uma casa para traficantes.
Com a classificação do LA Galaxy para os playoffs e se conseqüente corte da Seleção Inglesa, ficou impossível para David Beckham bater até a Copa do Mundo o recorde de Peter Shilton de jogos pelo English Team.
Becks tem 115 partidas pela sua Seleção enquanto o ex-goleiro fez 125. Mas o Spice Boy ainda pode igualar o feito. Para isso basta jogar todos os dez jogos até a final (ou disputa de 3º lugar) da Copa da África do Sul.
10/3 – Amistoso (116º)
Maio/junho – Dois amistosos (117º e 118º)
11 a 25/6 – Copa do Mundo, fase de grupos (119º, 120º e 121º)
26 a 29/6 – Copa do Mundo, oitavas (122º)
2 ou 3/7 – Copa do Mundo, quartas (123º)
6 ou 7/7 – Copa do Mundo, semi-final (124º)
10 ou 11/7 – Copa do Mundo, final ou disputa de 3º e 4º (125º)
Em futebol, já ouvi falar em fazer barba, cabelo e bigode, dar banho de bola, ficar na banheira… mas escovar os dentes é inédito. E o caso aconteceu durante o Chelsea x Manchester United de ontem.
Além disso, óculos escuros em pleno novembro inglês?! Sério, é alguma pegadinha.
Abaixo, os 24 convocados de Capello para enfrentar o Brasil, no próximo dia 14, em Doha (isso mesmo. Nada de Londres, nada de Rio, nem São Paulo. Doha, Catar). Algumas novidades como Gary Cahill, Stephen Warnock, Tom Huddlestone e Darren Bent. Lembrando que Steven Gerrard, Rio Ferdinand, Ashley Cole, David James, Aaron Lennon, Emile Heskey e Carlton Cole estão machucados.
Goalkeepers: Foster (Manchester United), Green (West Ham), Hart (Manchester City)
Defenders: Bridge (Manchester City), Brown (Manchester United), Cahill (Bolton), Johnson (Liverpool), Lescott (Manchester City), Terry (Chelsea), Upson (West Ham), Warnock (Aston Villa)
Midfielders: Barry (Manchester City), Beckham* (Los Angeles Galaxy), Carrick (Manchester United), Huddlestone (Tottenham), Jenas (Tottenham), Lampard (Chelsea), Milner (Aston Villa), Wright-Phillips (Manchester City), Young (Aston Villa)
Cuidado com o vão! O “gap”, no caso é a distância entre o líder Chelsea e os vice-líderes Man United e Arsenal. E esse gap está em cinco pontos. Tem muito jogo pela frente, mas o campeonato inglês não é o Brasileirão que todo mundo perde toda hora.
Terry e Lampard: mais líderes ainda (foto AP)
Chelsea 1 x 0 Manchester United Jogo de gente grande, equilibrado e com nervos à flor da pele. No fim, quando o Manchester parecia mais perto do gol, John Terry abriu o placar. O United reclamou muito de impedimento de Drogba, mas, convenhamos, com ou sem Drogba ali a bola entraria. Foi a 11ª vitória consecutiva dos Blues em Stamford Bridge, um recorde do clube, com mais de 14 horas sem levar um gol perante a sua torcida.
Hull City 2 x 1 Stoke City O holandês Vennegoor saiu do banco aos 38’ do 2º tempo e, nos acréscimos, marcou o gol da vitória que deu (será?) sobrevida ao técnico Phil Brown. Bullard finalmente fez sua estreia em casa depois de 10 meses contratado, jogou a partida inteira e teve excelente atuação. O gol de Vennegoor veio no rebote de um chute seu. Assistindo os dois torcedores abaixo, parece que foi um jogão.
West Ham 1 x 2 Everton Hammers de volta à zona de rebaixamento. Que coisa! O Everton se recupera da surra que levou em casa do Benfica. Primeira vitória em oito jogos. Saha e Gosling marcaram. Jô no banco do começo ao fim.
Wigan 1 x 1 Fulham
A lojinha do Wigan prometeu dar 5% de desconto para cada gol marcado pelo time. No fim, o desconto não foi lá essas coisas. E pior, mesmo superior durante todo o jogo, o Wigan não conseguiu derrotar o valente Fulham.
Rodada do Remembrance Sunday, domingo próximo ao Remembrance Day (11/11), dia de homenagear aqueles que perderam suas vidas em batalhas, principalmente a partir da 1ª Guerra Mundial. Daí o minuto de silêncio em todos os jogos do final de semana e aquela flor na camisa de vários times.
Fabregas, usando o “Poppy” (flor vermelha em cima da palavra Fly), jogou muito de novo (foto AP)
Wolverhampton 1 x 4 Arsenal Isso é que é receber bem as visitas! O Arsenal saiu na frente com dois gols contra do Wolverhampton. Depois ainda marcou mais dois com Fabregas e Arshavin (quando esse moleque vai parar de comemorar colocando o indicador na frente da boca? Parece que está mandando todo mundo calar a boca). Já são 36 gols em 11 jogos dos Gunners.
Eduardo da Silva, talvez ainda traumatizado por aquele pênalti cavado contra o Celtic, se apressou em avisar todo o mundo que o primeiro gol do Arsenal não havia sido dele (e sim contra). Ele recusava cumprimentos dos companheiros. Muito estranho. No segundo gol, também contra e também com a sua participação, a coisa já foi diferente. Eduardo comemorou e até mostrou uma camisa que dizia “Paz na Vila Kennedy, RJ”.
Aston Villa 5 x 1 Bolton Se o John Carew jogasse assim uma vez por mês, certamente comparações com Thierry Henry pipocariam por aí de vez em quando. Foram três assistências e um gol do norueguês. Milner perdeu um pênalti, mas acabou fazendo no (segundo) rebote.
Blackburn 3 x 1 Portsmouth Jason Roberts mostrou que está recuperado da gripe suína entrando no intervalo e fazendo dois dos três dos Rovers na vitória por virada. O Portsmouth, pelo menos por enquanto, dá uma congelada na sua recuperação.
Manchester City 3 x 3 Burnley Nossa, que jogo! O Burnley abriu 0 x 2, levou a virada e depois empatou aos 43’ do 2º tempo. Sensacional! O Man City só empata. Já é o quinto seguido. Os Clarets conseguiram seu primeiro ponto fora de casa.
O City está empacado (foto Getty Images)
Tottenham 2 x 0 Sunderland “Foi por isso que vendemos você”, assim a torcida do Tottenham cantou após o pênalti desperdiçado por Darren Bent (ex-Spurs) que daria o empate ao Sunderland. Geralmente jogadores marcam contra seus ex-clubes, mas o goleiro brasileiro Gomes foi bem e defendeu a cobrança.
Justiça divina: Bent deu uma mergulhada no pênalti, Gomes pegou (foto AP)
Bom, está cheirando a pizza a punição do Chelsea de duas janelas de transferência sem contratações. A Corte Arbitral do Esporte suspendeu a pena até que o recurso seja julgado. Sendo assim, mais do que poder comprar jogadores livremente em janeiro, o tme inglês pode se planejar. Mesmo que fique duas janelas sem contratar, o impacto será mínimo.
Acho certo que a punição aconteça somente depois que o recurso seja julgado, mas seria mais justo ainda se esse julgamento acontecesse até o final de dezembro. Passando dessa data, o castigo não será eficiente.
E é com essa boa notícia que o líder Chelsea encara o vice-líder Manchester United amanhã em Stamford Bridge. A diferença entre eles pode aumentar para cinco pontos. Ou o campeonato pode ganhar novo líder.
BAIXA O zagueirão do Man United Rio Ferdinand deve ficar afastado por tempo indeterminado dos gramados para consertar as costas. Desde o Mundial da Fifa, em dezembro, Rio vem sentindo dores e os médicos desconfiam que esse problema esteja relacionado às contusões que ele tem tido na panturrilha, coxa e virilha.
Uma noite para esquecer do Fulham, na quinta-feira. O time jogou contra a Roma, na Itália, e vencia por 1 x 0 no intervalo. O técnico Roy Hodgson retornou para a segunda etapa com Nevland no lugar de Kamara. Quatro minutos depois, o norueguês já estava expulso. Para piorar as coisas, aos 24’ do 2º tempo, Riise (aquele que era do Liverpool) chutou de fora da área, a bola bateu no seu irmão menor Bjorn Helge (que joga pelo Fulham) e enganou o goleiro Schwarzer. O gol da vitória da Roma veio aos 31’ do 2º com o italiano Okaka Chuka (sim, italiano) depois de cruzamento de Taddei. Koncheski também foi expulso, já nos descontos.
O Fulham está em 3º no grupo e ainda pega o CSKA Sofia em casa e depois vai à Suíça enfrentar o Basel.
O outro inglês da Liga Europa também perdeu. Depois de levar de cinco em Portugal, o Everton recebeu o Benfica e levou outra surra: 0 x 2. Mas a situação do time não é desesperadora. O Everton está em segundo no grupo, visita o AEK Atenas e recebe o BATE Borisov (Bielorrússia).
É editor de arte da revista Placar. Durante uma temporada que passou na terra da Rainha, entre fish’n'chips e pints de lager, no meio da briga entre Oasis e Blur, percebeu que o futebol inglês não era só correria e hooligans.