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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Listas, Mercado | 18:03

Gossip

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Hleb no Birmingham: departamento médico, chiadeira e rebaixamento

Gossip, do português fofoca. Até o site da BBC, paladino da seriedade no sempre efervescente webjornalismo inglês, criou uma seção com esse nome para publicar rumores do mercado de transferências de janeiro. Como faltam apenas quatro dias para o fechamento da janela, as especulações se multiplicam, e os clubes, quando desesperados, tendem a fazer besteira. O blog tratou de filtrar os boatos mais divertidos:

Alexander (ou Aliaksandr) Hleb no Liverpool. Hã? Isso é sério? Hleb foi ótimo na primeira passagem pelo Stuttgart, razoável no Arsenal, mal no Barcelona e péssimo no Birmingham. Assolado por contusões e de carreira em queda livre nos últimos três anos, o inteligente meia bielorrusso não parece ter muito a oferecer ao Liverpool, especialmente considerando o que ele não fez em sua aventura inglesa mais recente, há um ano. Alex McLeish, que treinou a fera no St. Andrew’s, sabe bem do que estamos falando.

Edinson Cavani no Liverpool. Seria excelente para o time, que reuniria Suárez e Cavani, uruguaios nascidos em Salto, numa combinação explosiva e entrosada. Mas, honestamente, é bem improvável. Por que Cavani, santificado no Napoli, deixaria o San Paolo no meio de uma temporada tão importante para o clube? E, ainda, por que iria ao Liverpool, em fase de reconstrução, diante de um mercado jogado a seus pés? David Teixeira é o uruguaio mais perto de Anfield.

Kevin Davies no Sunderland. Um novo treinador assume, o time marca 16 pontos em oito jogos, e aí aparece esse anticlímax. É claro que o Sunderland tem graves deficiências ofensivas e que, para agravá-las, Bendtner vai perder várias semanas, mas Kevin Davies? O histórico atacante do Bolton, que estreou na seleção inglesa com 33 anos e 200 dias, está em péssima temporada e na reserva de – que rufem os tambores – David N’Gog.

Michael Owen no Brighton & Hove Albion. O uruguaio Gus Poyet (lembra-se dele?), treinador do Brighton, gosta mesmo de uma contratação alternativa. Em agosto, foi Vicente Rodríguez, aquele que fez muito sucesso no Valencia no início dos anos 2000. Agora, seria Owen. Para jogar regularmente, o atacante do Manchester United não precisa se rebaixar à segunda divisão. O problema de Owen, todo mundo sabe, é outro.

Chelsea não vai pagar £83 milhões por Hulk. Jura? Quem inventou essa história? O Chelsea tem um titular que executa muito bem as mesmas tarefas de Hulk: Daniel Sturridge. E, mesmo que não tivesse, a cláusula de rescisão do portista é daquelas que são feitas para ninguém pagar. Não custa recordar que Cristiano Ronaldo foi vendido ao Real Madrid por £80 milhões. Ex-técnico do brasileiro, André Villas-Boas ainda tem pendências mais urgentes para resolver.

Antes do deadline day, quando negócios absurdos, sagazes e previsíveis serão fechados, estaremos de olho no fim de semana de FA Cup.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Cardiff, Copas Nacionais, Liverpool | 00:24

Cinco motivos para assistir a Cardiff x Liverpool

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Cardiff e Liverpool garantiram seus bilhetes para Wembley ao eliminarem, respectivamente, Crystal Palace e Manchester City. Veja por que você deve assistir à final da Carling Cup, em 26 de fevereiro:

O Bellamy do Liverpool já é melhor que o do Cardiff

Prazer, Wembley. Curiosamente, o Cardiff já foi ao Wembley reconstruído. Em 2008, o ótimo Portsmouth de Harry Redknapp derrotou os galeses por 1 a 0, com gol de Nwankwo Kanu, e conquistou a FA Cup. O Liverpool, ainda não. A decisão da FA Cup em 2006, que gerou o último título dos Reds, aconteceu no Millennium Stadium (em Cardiff!), que devolveria os grandes eventos a Wembley já na temporada seguinte.

O coração de um galês. Craig Bellamy nasceu em Cardiff e garante que, na infância, torcia pelo Liverpool e pelo clube da cidade. Na temporada passada, foi emprestado pelo Manchester City ao Cardiff, realizando um sonho pessoal. Apesar de não ter levado os Bluebirds à Premier League, dá para dizer que ele se divertiu bastante, com direito a golaço contra o rival Swansea no Liberty Stadium. Será uma final especial para o atacante.

A família Gerrard. Steven encontrará seu primo Anthony. Formado na base do Everton, o defensor de 25 anos não é brilhante como o capitão do Liverpool, mas tem uma carreira ascendente. Após quatro anos de Walsall, perambulando entre League Two e League One, ele chegou ao Cardiff, arrebentou quando emprestado ao Hull e voltou cheio de moral a Gales. Anthony, embora nascido em Liverpool, ainda pretende defender a seleção irlandesa.

Um título para Kenny Dalglish. Você pode não gostar do atual trabalho de Dalglish no Liverpool, mas há de reconhecer que o status de maior ídolo da história do clube permanece intacto. O último título de King Kenny foi a épica Premier League de 1994-95 com o Blackburn. As lágrimas do treinador com a vaga na decisão certamente serão multiplicadas em caso de conquista. O entusiasmo dele é emocionante.

A propensão à zebra. O título também pode ir para Cardiff. Em 1927, os Bluebirds venceram o Arsenal e, como foi divulgado à época, “tiraram a FA Cup da Inglaterra”. Para conquistar a Copa da Liga pela primeira vez, a equipe galesa tem onde se apoiar. O ano passado mostrou um Birmingham astuto na exploração dos erros de um Arsenal pressionado por seis anos sem título, mesmo tamanho da fila do Liverpool. Na terceira posição da Championship, o Cardiff tem bola para incomodar.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Everton | 16:35

Haja paciência

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David Moyes não está satisfeito. Terceiro treinador em longevidade na Premier League, o escocês deve completar, em clima de estagnação, dez anos de Everton daqui a dois meses. Em entrevista recente ao Guardian, o manager confirmou que não poderá reinvestir os £10 milhões arrecadados ainda em agosto com a venda de Arteta ao Arsenal e revelou certa tristeza diante do crescimento do Tottenham, clube que, até há pouco, ele costumava superar. “É frustrante”, disse.

Na temporada passada, houve boatos de que Moyes deixaria o Everton se novos proprietários não chegassem. Eles não apareceram, a presidência e o controle continuaram nas mãos de Bill Kenwright, e o técnico, meio resignado, acabou ficando. Afinal, em 2008, ele assinou um contrato de cinco anos, que o prende a Goodison Park até 2013. Difícil será encontrar argumentos para renovar outra vez.

Moyes vende para comprar (com restrições) e ri para não chorar

Como o dinheiro de Arteta não volta mais, Moyes precisa recorrer, em janeiro, a um velho expediente: vender para comprar. O winger russo Diniyar Bilyaletdinov, que fracassou na Inglaterra, deve reforçar o Spartak Moscou por £5 milhões, pouco mais da metade do que o Everton pagou por ele. Antes de liberar Bilyaletdinov, Moyes apostou £500 mil no irlandês Darron Gibson, projeto frustrado de novo Scholes no United.

Gibson é outra sobra de Old Trafford, juntando-se a Tim Howard, Phil Neville e Louis Saha. Além dele, na temporada, o Everton garantiu apenas transferências sem custos e três empréstimos: Stracqualursi tem fracassado, Drenthe é um bom assistente, e Donovan deve ajudar até o fim de fevereiro. Mas, quando a gente vai à tabela e encontra o Everton na 14ª posição, fica claro que os recursos são muito escassos.

O segundo turno de Moyes costuma ser bem melhor do que o primeiro, mas há vários indícios de que a recuperação, desta vez, não será tão impressionante. O maior deles é o evidente envelhecimento do elenco, sinalizado pela queda vertiginosa de Tim Cahill em 2011-12. A renovação é limitada, embora seja liderada pelo ótimo Jack Rodwell e tenha a esperança de evolução do wonderkid Ross Barkley, de 18 anos.

Hoje, o Sunderland de Martin O’Neill parece muito mais talhado para uma arrancada no segundo turno. Enquanto isso, Moyes esbarra nos problemas financeiros e no incomparável poder dos concorrentes. A pergunta é: até onde vai a motivação de um treinador deste calibre num clube em que o progresso é aparentemente proibido?

Fantasy
O Corinthian-Casuals, de Carlos Pinheiro, segue na liderança da liga. Veja a classificação.

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domingo, 22 de janeiro de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd, Tottenham | 23:25

Lições de Londres x Manchester

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Amor pelo gol: Bale já marcou oito vezes na liga, uma a mais do que na temporada passada

Manchester não teve a facilidade do primeiro turno, mas tornou a vencer Londres em rodada reservada a clássicos entre clubes das cidades. Um espetacular Man City 3 x 2 Tottenham e um também emocionante Arsenal 1 x 2 Man United nos deixam algumas lições:

Savic é o Squillaci do Manchester City. Empurrada pelo medo, a torcida do Arsenal costuma fazer uma conta simples: faltam quantas lesões de defensores para Squillaci entrar em campo? No City, o equivalente ao francês é Stefan Savic. Sem Kompany e Kolo Touré, Mancini é obrigado a escalar o jovem montenegrino, que já coleciona atuações inseguras. Hoje, ele ofereceu a vitória ao Tottenham. Savic precisa de tempo para levar à Premier League a confiança que, há mais de um ano, ele mostra na seleção de Montenegro.

Bale deve se movimentar, mas nem tanto. Nesta temporada, Harry Redknapp escolheu dar mais liberdade a Bale para aproveitar melhor a visão, a velocidade e o poder de decisão de seu principal jogador. O golaço no Etihad Stadium é, de certa forma, resultado disso. Ainda assim, está claro que o galês não pode abandonar completamente o corredor esquerdo, onde é letal. No fim, arrancando por ali, ele deixou Defoe diante do gol.

O Arsenal precisa se livrar de Rosicky e Arshavin. Afinal, se estiverem no Emirates, sempre vão jogar. Na derrota de hoje, ambos foram mal e protagonizaram decisões bem discutíveis de Wenger. Enquanto Ramsey foi injustamente sacado, Rosicky vegetou em campo até o fim. Arshavin, por sua vez, substituiu Chamberlain, o melhor do Arsenal na partida, e falhou no gol da vitória do United. Eles representam um passado do qual o clube tem de se libertar.

Valencia é fundamental para o United. Com um gol e uma assistência, o equatoriano foi o melhor da vitória sobre o Arsenal. Valencia está novamente em plena forma, o que é uma ótima notícia para Ferguson. Ao contrário de Nani e do lesionado Ashley Young, o ex-jogador do Wigan é winger puro, daqueles que vão à linha de fundo por princípio. Como se não bastasse, ele ainda quebra galhos na lateral direita.

Seleção da rodada
John Ruddy (Norwich); Gretar Steinsson (Bolton), Micah Richards (Man City), Zak Whitbread (Norwich), Gareth Bale (Tottenham); Nigel Reo-Coker (Bolton); Antonio Valencia (Man Utd), Stephane Sessegnon (Sunderland), James Milner (Man City), Clint Dempsey (Fulham); Robbie Keane (Aston Villa)

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sábado, 21 de janeiro de 2012 Liverpool | 23:06

A fúria de Dalglish

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Até ontem, jogar no Liverpool era garantia de uma vida sem estresse. Ainda que houvesse pressão externa, o treinador tratava de absorver todas as críticas e protegia seus atletas com unhas e dentes vorazes. “Andy (Carroll) tem sido fantástico” e “Stewart (Downing) é melhor do que eu pensava” são frases recentes de Kenny Dalglish que atentam contra a inteligência do torcedor. Mas, hoje, a ternura ficou bem de lado.

Dalglish enojado, cena rara que denuncia a qualidade da atuação do time

A derrota por 3 a 1 para o Bolton foi a pior atuação de um Liverpool que já colecionava exibições preguiçosas e complacentes contra equipes supostamente mais fracas. Até Dalglish, ferrenho defensor de um ambiente leve no vestiário, percebeu que seus jogadores haviam cruzado o limite entre lapsos naturais de um time em formação e total falta de atitude diante de um adversário faminto.

Quem cobre futebol na Inglaterra garante que nunca havia visto um Dalglish tão revoltado, sem interesse em defender seus jogadores, como na entrevista depois da partida. Abaixo, alguns trechos que confirmam a tese:

Atuando assim, alguns jogadores não vão vestir a camisa vermelha por muito tempo.

Este clube sempre respeitou as outras pessoas e teve a filosofia de que o próximo jogo é o mais importante – não os que vêm depois (em clara referência à semifinal da Carling Cup, contra o Manchester City, e à quarta fase da FA Cup, contra o Manchester United, compromissos do Liverpool na próxima semana).

Não estávamos preparados para o jogo.

Se eles (jogadores) pensam que podem conquistar o resultado de qualquer maneira, sem igualarem o esforço e o comprometimento do adversário, então tiveram uma lição hoje.

Esta não é a forma correta de representar este clube de futebol.

Palavras de quem conhece o clube. O Liverpool precisa de muito mais – de outras contratações (de preferência do mercado externo) em janeiro e do retorno de Suárez – para retomar o trilho certo, mas o fim da camaradagem que criava uma perigosa zona de conforto já é um primeiro passo. Dalglish, que tem errado em campo, finalmente acertou fora dele.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 Áudio | 11:18

Podcast: 22ª rodada

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A edição desta semana traz Papiss Cissé no Newcastle, uma venda que afasta o Leeds da Premier League, Dalglish à Muricy e os jogos da 22ª rodada. Léo Macario me acompanha. Faça o download por aqui ou escute abaixo:

Jogos da rodada
Sábado, 10h45 – Norwich x Chelsea (ESPN Brasil e ESPN HD)
13h – Everton x Blackburn
13h – Fulham x Newcastle (ESPN Brasil e ESPN HD)
13h – QPR x Wigan
13h – Stoke x WBA
13h – Sunderland x Swansea
13h – Wolves x Aston Villa
15h30 – Bolton x Liverpool (RedeTV! e ESPN HD)
Domingo, 11h30 – Man City x Tottenham (ESPN)
14h – Arsenal x Man Utd (ESPN Brasil)

Veja a classificação do campeonato.

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Team GB | 21:40

Tarefa ingrata

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O técnico Stuart Pearce, da seleção britânica, já sabe com quem pode contar para a disputa dos Jogos de Londres entre julho e agosto. David Beckham, Ryan Giggs e outros 182 jogadores disseram “sim” ao time olímpico do Reino Unido. Apesar disso, a convocação será uma tarefa ingrata. Veja por quê:

Ramsey reza publicamente para ir aos Jogos

O obstáculo da Euro. Para não prejudicar os clubes além da conta, Stuart Pearce já se comprometeu a não convocar os jogadores que participarem da Euro pela Inglaterra. Portanto, é improvável que Phil Jones, Jack Rodwell, Theo Walcott, Daniel Sturridge e Danny Welbeck, todos com idade olímpica, estejam livres.

O elenco é curto. São 18 convocados. Além de contar com apenas dois goleiros, Pearce tem de procurar jogadores versáteis. Martin Kelly e Chris Smalling atuam na lateral direita e no centro da defesa. Gareth Bale pode jogar na lateral esquerda. Scott Sinclair é um winger que quebra galhos no ataque. E por aí vai.

Compromisso com os ídolos. Se Beckham e Giggs se declararam disponíveis, é quase certo que estarão entre os três acima da idade olímpica. Embora o setor mais abastado da futura seleção britânica seja o meio-campo, Pearce não poderia dispensá-los impunemente. Beckham é garoto-propaganda dos Jogos, e Giggs pode encerrar a carreira disputando, enfim, uma grande competição entre seleções. As consequências devem ser uma defesa inexperiente e ausências de peso no meio-campo.

Compromisso com a comunidade britânica. Tem sido complicado administrar a formação do time, considerando que há muita resistência das federações. Então, para justificar os esforços e montar uma seleção realmente britânica, o ideal é que os quatro países tenham representantes. Daí, Pearce que se vire para encaixar ao menos um norte-irlandês. Com Inglaterra, Escócia e Gales, nenhum problema.

Time olímpico x time principal. Numa temporada muito decepcionante, Andy Carroll espera por um milagre para ir à Euro. No entanto, com as possíveis ausências de Sturridge e Welbeck nos Jogos de Londres, ele pode, sem preconceito, ser uma aposta razoável para o time olímpico.

É hora de, levando tudo isso em conta, esboçar uma convocação:

Goleiros: Wayne Hennessey* (Gales, Wolverhampton) e Jason Steele (Middlesbrough)
Defensores: Kyle Walker (Tottenham), Martin Kelly (Liverpool), Chris Smalling (Man Utd), Craig Dawson (West Brom), Craig Cathcart (Irlanda do Norte, Blackpool) e Neil Taylor (Gales, Swansea)
Meias: David Beckham* (sem clube), Jordan Henderson (Liverpool), Aaron Ramsey (Gales, Arsenal), Tom Cleverley (Man Utd), Ryan Giggs* (Gales, Man Utd),  Gareth Bale (Gales, Tottenham) e Scott Sinclair (Swansea)
Atacantes: Andy Carroll (Liverpool), Connor Wickham (Sunderland) e Jordan Rhodes (Escócia, Huddersfield)
*Jogadores nascidos antes de 1989 e, portanto, acima da idade olímpica

Lista de espera: Ben Amos (Man Utd), Danny Wilson (Escócia, Blackpool – emprestado pelo Liverpool), Joe Allen (Gales, Swansea) e David Goodwillie (Escócia, Blackburn)

Time-base: Hennessey; Walker, Smalling, Dawson, Taylor; Beckham, Henderson, Cleverley, Bale; Giggs; Carroll

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Listas | 16:41

O Brasil que dá errado

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Jardel celebra em Anfield. Ao fundo, El-Hadji Diouf, outro flop

O atacante Henrique, do São Paulo, está a caminho do Queens Park Rangers por empréstimo. O clube londrino provavelmente se encantou (ou se iludiu, como queira) com o desempenho do brasileiro na Copa do Mundo sub-20 do ano passado, pois a promessa passou longe de agradar no Tricolor. Para quem precisa de respostas imediatas para escapar do rebaixamento, é um risco considerável. Torcendo para que Henrique não entre na lista, a coluna relembra sete flops brasileiros na Inglaterra:

7) Jardel. Comparar o Jardel de Portugal ao Jardel do Bolton é um dos exercícios mais assustadores que o fã de futebol pode fazer. O atacante cearense chegou ao Reebok Stadium ainda com 30 anos, mas os problemas físicos e pessoais o afastaram das redes. Apesar de ter passado em branco na Premier League (foram sete jogos, todos começando no banco), o ex-artilheiro marcou um gol em Anfield na Copa da Liga.

6) Gilberto. Em White Hart Lane, Gilberto descobriu de vez que não era mais lateral-esquerdo. O irmão mais novo de Nélio foi pouco aproveitado por Juande Ramos, seu “mentor” no Tottenham, e depois por Harry Redknapp. Curiosamente, apareceu na Copa de 2010, um ano após deixar os Spurs.

5) Afonso Alves. You are my Alves, Afonso Alves. You make me happy when skies are gray. Assim cantavam os torcedores do Middlesbrough para Afonso Alves, que rapidamente perdeu popularidade e passou sem brilho pelo Riverside. O primeiro semestre foi bom, com direito a cinco gols em dois jogos contra os clubes de Manchester. Mas a temporada seguinte foi terrível, culminando no rebaixamento do Boro e em sua transferência para o catariano Al-Sadd. O clube inglês teve prejuízo de £5 milhões e de um ano e meio de paciência.

4) Roque Júnior. Não há nada que simbolize melhor a queda do Leeds United do que a passagem do zagueiro brasileiro pelo Elland Road. Emprestado pelo Milan, Roque protagonizou em 2003-04 um filme de terror, que incluiu expulsão na estreia, 24 gols sofridos nos sete jogos que ele disputou pelo clube e rebaixamento no fim da temporada.

"Um dos dois será sucesso absoluto", Ferguson deve ter pensado

3) Branco. Novamente, o Middlesbrough, clube do melhor brasileiro da história do futebol inglês, Juninho Paulista, mas também de alguns dos piores. Da mesma forma que vários conterrâneos, o lateral-esquerdo foi contratado na esteira do sucesso na seleção brasileira. Sem físico para suportar o ritmo na Inglaterra, o campeão mundial de 1994 atuou apenas nove vezes na Premier League.

2) Kléberson. Assim como Roque Júnior e Branco, um campeão mundial. Contudo, ao contrário de seus compatriotas, Kléberson não apresentava nenhum indício de carreira em declínio, o que intensifica a sensação de fracasso em Old Trafford. Contratado para substituir Juan Verón, outro flop, o meia paranaense fez ainda pior antes de trocar o Manchester United pelo Besiktas com apenas dois anos de casa.

1) Robinho. Não foi o pior brasileiro na Inglaterra, mas, convenhamos, os £32 milhões investidos e o gordo salário fazem de Robinho a maior decepção. A temporada de estreia no Manchester City foi até razoável, com 15 gols. O problema é que, quando precisou lutar por espaço, o atacante adotou uma postura desinteressada até que conseguisse retornar à Vila Belmiro por empréstimo. No Milan, mostra uma maturidade e um senso coletivo que o teriam ajudado demais em Manchester.

Fantasy
Time mais consistente da liga God Save the Ball, o Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) manteve a liderança na última rodada. Confira a classificação.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Swansea | 16:51

Brilho coletivo

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Fabio Capello assistiu in loco à vitória do Swansea sobre o Arsenal por 3 a 2. Dos Gunners, ele observou Walcott, que jogou mal apesar de ter marcado um gol, e Chamberlain, que provavelmente não teria entrado se o Arsenal estivesse bem. Sinal de que presta atenção aos ingleses do Swansea. Eram cinco titulares: Caulker, Britton, Sinclair, Dyer e Graham. Os três últimos decidiram a partida.

Na excelente décima posição da Premier League, a equipe galesa coleciona destaques individuais na temporada. O goleiro Vorm, o zagueiro Williams, o lateral-esquerdo Taylor, o meia Allen, os wingers Dyer e Sinclair e o atacante Graham atraem manchetes elogiosas, especulações ligando seus nomes a outros clubes e, no caso dos ingleses, até um murmúrio de convocação por Capello.

Sinclair, Rodgers e Dyer estão em casa

Para contratar ou para convocar, a observação precisa ser especialmente bem detalhada, pois o Swansea tem um senso coletivo incomum para clubes com baixo orçamento. A média de 56% de posse de bola é a quarta maior da Premier League. Nos passes, apenas Chelsea e Manchester City têm aproveitamento melhor. Antes de perder no Liberty Stadium, Thierry Henry já alertava sobre como o Swansea vai bem coletivamente.

Em outras palavras, brilhar no Swansea pode ser mais simples do que em outros lugares. É como estar em casa, num miniBarcelona (daí a já popular denominação Swanselona) que não investe ou revela o bastante para estar entre os primeiros, mas sabe encantar à sua maneira e domina praticamente todos os jogos em casa. É por isso que Josh McEachran, do Chelsea, deve ser emprestado para o clube certo. A parceria com o galês Joe Allen no meio-campo promete bastante.

Os destaques individuais vêm, portanto, de um brilho coletivo intacto em relação à temporada passada, quando os cisnes estavam na segunda divisão. Assim como Paul Lambert, o norte-irlandês Brendan Rodgers merece todos os créditos por arquitetar esse jeito de jogar, com passes curtos, valorizando a posse de bola e desenvolvendo um trabalho que começou há cinco anos com Roberto Martínez, hoje no Wigan.

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sábado, 14 de janeiro de 2012 Norwich | 22:29

Efeito Lambert

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Os últimos três anos da vida de Paul Lambert renderiam um belo livro. Foi nesse tempo que, de maneira meteórica e no mesmo clube, o treinador escocês subiu da terceira divisão à metade superior da tabela da Premier League. Hoje, o Norwich venceu fora de casa o West Brom por 2 a 1, consolidou-se na nona posição e abriu 11 pontos sobre a zona de rebaixamento, onde os canários estariam se o futebol fosse um esporte previsível.

Previsível? A história de Paul Lambert já prova o contrário. Em agosto de 2009, o manager britânico conduziu o Colchester United a uma vitória inesquecível: longe de casa, 7 a 1 sobre o Norwich na primeira rodada da terceira divisão. Dez dias depois, ele voltou ao Carrow Road por outro motivo. Após a goleada, a diretoria dos canários encerrou a carreira de Bryan Gunn e o substituiu ironicamente com seu algoz, Lambert, que aceitou o desafio sem hesitar.

Como sugerem suas iniciais, Paul Lambert nasceu para treinar na Premier League

De lá para cá, você sabe o que aconteceu. O Norwich se recuperou de forma espetacular, venceu a terceira divisão e precisou de apenas uma temporada para sair da segunda. Em dois anos e meio de clube, Lambert jamais recebeu dos diretores um orçamento generoso, mas o administrou com muita competência. Dos 14 jogadores que atuaram hoje, 12 (a grande maioria de divisões inferiores) foram contratados pelo escocês. Apenas Grant Holt e Wes Hoolahan já estavam por lá quando ele chegou.

Em setembro do ano passado, o God Save the Ballrasgava elogios a Lambert, que soube adaptar o Norwich à primeira divisão logo nas primeiras rodadas. O ex-volante era bom de bola e tem em seu currículo a Champions League de 1996-97 com o Borussia Dortmund. No entanto, não será surpreendente se o sucesso como técnico superar o dos tempos de jogador. Lambert está entre os melhores managers da Premier League.

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