Os desesperados
A classificação da Premier League é muito clara. A menos que um time como Aston Villa ou West Bromwich caia vertiginosamente pela tabela, a luta contra o rebaixamento está restrita a cinco clubes:
Os emergentes do Loftus Road. O Queens Park Rangers tem dinheiro, um bom técnico (sim, Mark Hughes é bom) e agora tem até um ataque decente, com Zamora e o precoce Djibril Cissé, que marcou na estreia e foi expulso no segundo jogo. Os outros setores, porém, não são consistentes. A defesa ganhou Onuoha e Taiwo em janeiro, mas ainda agoniza. Sem o argentino Faurlín até o fim da temporada, Hughes tem de quebrar a cabeça para acertar o meio-campo. Mesmo assim, as eventuais boas atuações de Barton, Wright-Phillips e dos atacantes devem salvar os Hoops.
Os hindus do Ewood Park. É incrível que o Blackburn esteja fora da zona de rebaixamento. Proprietários (indianos) trapalhões e omissos, torcedores pedindo a cabeça do técnico e contratações pífias compõem a mistura dos Rovers em 2011-12. Os destaques individuais, ao menos, decidem alguns jogos. E não são apenas Yakubu, o homem dos gols, e Hoilett, o garoto da correria. O volante N’Zonzi e a dupla titular de zagueiros (Dann e, quando disposto, Samba) são boas compensações à bagunça que ainda deve derrubar o time.
Os impacientes do Molineux. Mick McCarthy pode ser medíocre, mas salvar time do rebaixamento, ele sabe. Foi assim com os Wolves nas últimas duas temporadas, aliás. Por isso, a recente demissão de MM é um flerte promissor com a segunda divisão. Para escapar, o ainda desconhecido substituto (pode ser Steve Bruce, que atrasou a vida do Sunderland) precisa arrumar uma defesa que, mesmo sob a liderança de Roger Johnson, sofreu 12 gols nos últimos quatro jogos e tirar o melhor de Steven Fletcher, o artilheiro e grande jogador da equipe na temporada. Não será fácil.
Os periclitantes do Reebok Stadium. Em sequência, o Bolton venceu o Liverpool, eliminou o Swansea da FA Cup with Budweiser (é o nome oficial do torneio mesmo) e empatou com o Arsenal. E aí? Quando parecia estar em evolução, o time, já sem Gary Cahill, cometeu novamente os erros do primeiro turno. Perder para o Norwich no Carrow Road era normal, mas para o lanterna Wigan, em casa, foi inaceitável. O Reebok Stadium, onde a turma de Owen Coyle perdeu nove de 13 jogos, já não representa mais nada. Ataque apático (N’Gog titular, para a alegria do amigo Frederico Maranhão) e defesa à Chelsea podem rebaixar um clube que prometia, porém não cumpriu.
Os impopulares do DW Stadium. Quase sem público, time e esperança, o Wigan não deve mais desafiar a lógica. Há sete anos na elite, os Latics nunca haviam disputado a Premier League com um elenco tão inexpressivo quanto este. Ainda aparecem vitórias improváveis, mas com menos frequência. Desta vez, não há Lee Cattermole, Jimmy Bullard, Wilson Palacios, Antonio Valencia ou até Emile Heskey para assumir a responsabilidade. Mesmo que Roberto Martínez incentive a equipe a passar a bola, a impressão que fica é de que o Wigan sempre está um nível abaixo dos demais.
Stuart Pearce convocou a primeira seleção inglesa pós-Capello. Veja aqui.



