O jogo do domingo: Stoke 0 x 0 Chelsea
Stoke-on-Trent recebeu uma partida com toda a pinta da temporada passada. Enquanto nenhum dos jovens reforços do Chelsea atuou, a novidade solitária do Stoke foi o zagueiro Woodgate, que não iniciava um jogo da Premier League há 21 meses. Novidade, aliás, foi ele ter resistido até o fim. Por outro lado, o empate por 0 a 0 nada teve de estranho. O Britannia Stadium é um terreno complicado demais para visitantes.
Além das peças, os times mantiveram, com raras variações, os seus estilos. O Chelsea, posicionado no previsto 4-3-3, teve muitos problemas para lidar com o jogo físico do Stoke no primeiro tempo. Os aspectos positivos foram a capacidade de infiltração de Ramires (pode ser o “Freddy Guarín” de Villas-Boas) e a demonstração de vontade de Fernando Torres, que, embora tenha passado em branco, fez um jogo decente.
Ficou claro que o Chelsea ainda precisa contratar. É louvável a aposta no futuro com o atacante belga Lukaku, mas existem necessidades muito mais urgentes. Há finalizadores em demasia (Torres, Drogba, Lukaku, Sturridge e Anelka), porém poucas opções laterais e nenhuma alternativa confiável a Lampard (Benayoun, McEachran?), que certamente não vai suportar a temporada inteira, como acontecia há alguns anos.
Apesar do bom segundo tempo do Chelsea, o jogo contra o Stoke sinalizou a Roman Abramovich que ele tem de oferecer opções que condigam com o 4-3-3 de Villas-Boas. O português mudou para um 4-3-1-2 no fim porque se viu obrigado a reunir Anelka, Drogba e Torres para tentar derrotar os Potters.
No Stoke, só alegria, ainda que Tony Pulis siga sacrificando o time para criar condições favoráveis ao kick and rush. Delap, um meia central fraco, fica em campo só para cobrar laterais à área. Quando Etherington saiu, a catapulta humana foi jogar pelo lado do campo, onde é ainda pior. Além disso, o critério para escalar os laterais – Huth (1,91m) e Wilson (1,88m) – passa pela privilegiada altura deles.
A posse é sempre limitada, mas o time também joga bola. Os wingers Pennant e Etherington continuam sendo fundamentais para a equipe funcionar, até porque o produto final deles frequentemente é um cruzamento pelo alto a Kenwyne Jones. Sem medo de ser feliz e eficiente, o Stoke exigiu muito de Cech no primeiro tempo e esbanjou dedicação defensiva no segundo. Pelo visto, fica longe de cair outra vez.
Stoke City (4-4-2): Begovic; Huth, Woodgate, Shawcross, Wilson; Pennant, Whelan, Delap (Pugh), Etherington (Whitehead); Walters, Jones (Shotton)
Chelsea (4-3-3): Cech; Bosingwa, Alex, Terry, Cole; Mikel, Ramires, Lampard; Kalou (Drogba), Torres (Benayoun), Malouda (Anelka)
Melhor em campo: Asmir Begovic (Stoke)
Pior em campo: Florent Malouda (Chelsea)
Nova ausência
Por motivo de força maior (ou não), a página não deve ser atualizada até quinta-feira. Na volta, vamos repercutir a primeira rodada do Fantasy (alguém aí cometeu o mesmo erro do colunista, que escalou Gervinho?) e, é evidente, o trabalho dos clubes no início da temporada. Obrigado pela compreensão.

