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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Man Utd | 15:46

Scholes rules

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A infantilidade de Luis Suárez e Patrice Evra gerou uma assustadora quantidade de achismos, clubismos e radicalismos. Cada um defende seu lado num caso em que ninguém – mas ninguém mesmo – deve ser beatificado. Melhor, então, é repercutir a vitória por 2 a 1 do Manchester United sobre o Liverpool. A atuação dos Devils foi excepcional, especialmente pelo controle do meio-campo.

A ótima fase de Michael Carrick não é de hoje. Desde o afastamento de Darren Fletcher e da crise de lesões entre os meias, ele reassumiu o posto de titular absoluto e ofereceu estabilidade e consistência ao setor, com e sem a bola. Quem mais impressionou, no entanto, foi seu parceiro. Considerando que virou o ano aposentado, Paul Scholes é, realmente, um fenômeno.

Scholes acertou 87 dos 96 passes que arriscou, mas foi bem além dos números. A lucidez e o poder de organização ainda estão lá e, aliados a uma boa preparação física, são muito úteis ao United. Aos 37 anos, ele já comprovou o acerto de Ferguson na decisão de chamá-lo de volta. O retorno de Tom Cleverley não precisa ser apressado, e o time tem a quem recorrer para articular suas jogadas.

Old, but gold

Hoje, pela primeira vez, Scholes e Giggs começaram juntos uma partida desta edição da Premier League. O lance que resume a capacidade deles aconteceu no primeiro tempo, com Scholes acionando Giggs, aberto à esquerda como nos velhos tempos, e aparecendo para completar cruzamento cirúrgico do galês. Eles se recusam a passar o bastão.

Everton 2 x 0 Chelsea
Enquanto o Everton tranca os cofres, David Moyes se vira. Três jogadores emprestados determinaram a ótima vitória sobre o Chelsea: Steven Pienaar, Denis Stracqualursi e o melhor deles, Landon Donovan*. Do outro lado, um time bem sonolento, que despeja dúvidas sobre o futuro na corrida pela quarta posição e nas oitavas de final da Champions League.

Swansea 2 x 3 Norwich
O Swansea é o melhor dos recém-promovidos, mas o Norwich é o mais eficiente. O time de Paul Lambert marcou três gols contra uma defesa sempre sólida no País de Gales e já está a quatro pontos do Liverpool. Impressionante.

*Emprestados pela MLS, Donovan, Robbie Keane e Thierry Henry, decisivo na vitória do Arsenal sobre o Sunderland, serão tema do blog em breve.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Liverpool, Man Utd | 15:21

Prova de maturidade

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Patrice Evra administrou bem apenas até certo ponto as vaias que recebeu em Anfield há duas semanas. No decisivo confronto contra o Liverpool pela FA Cup, um lapso do lateral francês determinou a derrota do Manchester United. Amanhã, a Premier League nos reserva o outro lado desta história. Luis Suárez, que cumpriu suspensão de oito partidas por ofensas interpretadas como racistas a Evra, vai a Old Trafford pela primeira vez na carreira.

O desafio do uruguaio é um tanto diferente. Se Evra precisava manter a concentração para não oferecer chances ao Liverpool, Suárez terá de controlar seu temperamento, que já é explosivo em qualquer circunstância, diante de mais de 70 mil vozes vorazmente contrárias a ele. O discurso dEl Pistolero é de que as vaias vão, na verdade, ajudá-lo. Seu compromisso é canalizar o sangue quente para correr ainda mais, e não para se envolver em disputas como a que nocauteou Scott Parker há quatro dias, no sonolento Liverpool x Tottenham.

As câmeras não vão dar paz a Evra e Suárez

Suárez tem outra razão para pisar no freio. Phil Dowd, árbitro de United x Liverpool, é uma espécie de Marcelo de Lima Henrique inglês. Ele mostrou 95 cartões amarelos em 24 jogos na temporada, quase quatro por partida. Caso passe no teste e não se transforme na quarta expulsão de Dowd em 2011-12, o atacante pode dar um passo à frente na carreira, provando que suas inesperadas férias serviram para uma reflexão de como ele é muito importante com a cabeça no lugar.

O equilíbrio mental ainda tem de reservar espaço a um Suárez decisivo, como o da vitória em Anfield na temporada passada. O jogo é fundamental para o Liverpool, que depende dos três pontos para não se afastar perigosamente da quarta posição. Mas o favorito é o United, que, em circunstâncias normais, perderá o clássico apenas com uma atuação de gala dos visitantes, o que passa quase necessariamente pelo irritadiço uruguaio.

Confira os jogos da 25ª rodada e a classificação da Premier League. Para a programação na TV, consulte o Papo de Bola, do incansável Edu Cesar.

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

sábado, 28 de janeiro de 2012 Copas Nacionais, Man Utd | 19:38

Red Devils

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Um desfalcado Manchester United teve nos pés a classificação à quinta fase da FA Cup. O fatal cochilo de Patrice Evra aos 43 do segundo tempo gerou o gol da vitória do Liverpool e impediu um replay em que os Red Devils seriam claramente favoritos. Isso à parte, perder em Anfield ainda é normal. Pior é a sequência de eliminações que resumiu a temporada do United a Premier e Europa Leagues.

Para quem sempre flerta com doubles e trebles, 2011-12 já é, de certa forma, uma temporada amarga. É claro que a satisfação do torcedor depende de como terminar a corrida pelo título nacional contra o Manchester City, mas a raiva de Alex Ferguson após as derrotas para Crystal Palace (Carling Cup), Basel (Champions League) e Liverpool (FA Cup) sinaliza que esses fracassos não estavam no script.

Reggie, o simpático mascote do Crawley Town, garantiu a alegria da classe neste sábado

A reforma do United tem sido mais dolorosa do que esperávamos por conta da sequência de lesões, apostas que ainda não deram certo, como David De Gea, e o baixo rendimento de quem contribuía bem mais, como Chicharito Hernández. Porém, embora não impressione em campo, a campanha na liga é excepcional na tabela, com 77% de aproveitamento, mais do que os 70 do último título. Ferguson tem de trabalhar os atributos psicológicos de sua nova (nem tanto por Scholes e Giggs) equipe, mas não há nada irreparável em Old Trafford.

Crawley Town
Enquanto isso, no KC Stadium, um diabo vermelho fez festa. O KC, para quem não lembra, é a casa do Hull City, sexto colocado da segunda divisão e hoje eliminado da FA Cup pelo Crawley Town. O Crawley, que tem o mesmo mascote do Manchester United, é o terceiro colocado da quarta divisão. A vitória por 1 a 0 sobre o Hull levou o clube provinciano às oitavas de final da copa pela segunda vez consecutiva.

A diferença é que, na temporada passada, o Crawley não estava sequer na Football League. Era time da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão. Há um ano, o blog tratou dessa jornada, que, curiosamente, terminou com uma derrota por 1 a 0 para o Manchester United em Old Trafford. Desta vez, o diabo vermelho mais bem-sucedido na FA Cup vem do Broadfield Stadium.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

domingo, 22 de janeiro de 2012 Arsenal, Man City, Man Utd, Tottenham | 23:25

Lições de Londres x Manchester

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Amor pelo gol: Bale já marcou oito vezes na liga, uma a mais do que na temporada passada

Manchester não teve a facilidade do primeiro turno, mas tornou a vencer Londres em rodada reservada a clássicos entre clubes das cidades. Um espetacular Man City 3 x 2 Tottenham e um também emocionante Arsenal 1 x 2 Man United nos deixam algumas lições:

Savic é o Squillaci do Manchester City. Empurrada pelo medo, a torcida do Arsenal costuma fazer uma conta simples: faltam quantas lesões de defensores para Squillaci entrar em campo? No City, o equivalente ao francês é Stefan Savic. Sem Kompany e Kolo Touré, Mancini é obrigado a escalar o jovem montenegrino, que já coleciona atuações inseguras. Hoje, ele ofereceu a vitória ao Tottenham. Savic precisa de tempo para levar à Premier League a confiança que, há mais de um ano, ele mostra na seleção de Montenegro.

Bale deve se movimentar, mas nem tanto. Nesta temporada, Harry Redknapp escolheu dar mais liberdade a Bale para aproveitar melhor a visão, a velocidade e o poder de decisão de seu principal jogador. O golaço no Etihad Stadium é, de certa forma, resultado disso. Ainda assim, está claro que o galês não pode abandonar completamente o corredor esquerdo, onde é letal. No fim, arrancando por ali, ele deixou Defoe diante do gol.

O Arsenal precisa se livrar de Rosicky e Arshavin. Afinal, se estiverem no Emirates, sempre vão jogar. Na derrota de hoje, ambos foram mal e protagonizaram decisões bem discutíveis de Wenger. Enquanto Ramsey foi injustamente sacado, Rosicky vegetou em campo até o fim. Arshavin, por sua vez, substituiu Chamberlain, o melhor do Arsenal na partida, e falhou no gol da vitória do United. Eles representam um passado do qual o clube tem de se libertar.

Valencia é fundamental para o United. Com um gol e uma assistência, o equatoriano foi o melhor da vitória sobre o Arsenal. Valencia está novamente em plena forma, o que é uma ótima notícia para Ferguson. Ao contrário de Nani e do lesionado Ashley Young, o ex-jogador do Wigan é winger puro, daqueles que vão à linha de fundo por princípio. Como se não bastasse, ele ainda quebra galhos na lateral direita.

Seleção da rodada
John Ruddy (Norwich); Gretar Steinsson (Bolton), Micah Richards (Man City), Zak Whitbread (Norwich), Gareth Bale (Tottenham); Nigel Reo-Coker (Bolton); Antonio Valencia (Man Utd), Stephane Sessegnon (Sunderland), James Milner (Man City), Clint Dempsey (Fulham); Robbie Keane (Aston Villa)

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domingo, 8 de janeiro de 2012 Man City, Man Utd | 18:24

Guerra psicológica empatada

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Paul Scholes troca o blazer pela camisa 22, a que vestiu há 16 anos

Uma equivocada expulsão do capitão do Manchester City, Vincent Kompany, ofereceu ao Manchester United duas boas oportunidades: a de se classificar à quarta fase da FA Cup e a de garantir uma espécie de triunfo psicológico sobre seus rivais para o restante da temporada. A primeira foi aproveitada com uma vitória por 3 a 2. A segunda, talvez igualmente importante, foi por água abaixo na etapa final.

Após ter três gols e um jogador de vantagem ao intervalo, Alex Ferguson certamente sonhava com um Etihad Stadium mais fúnebre quando a partida terminasse. A vitória não deixou de ser uma manifestação de força e poder de recuperação, pois a semana anterior havia sido trágica e o adversário parecia imbatível em casa. Porém, mais do que uma devolução dos 6 a 1 de Old Trafford, uma goleada poderia alimentar os tradicionais jogos psicológicos de bastidores com os quais Ferguson adora minar oponentes.

Em vez de elogios, Sir Alex disparou críticas contra seu time em função da “falta de cuidado” para defender a vantagem no segundo tempo. Para combater a péssima fase, ele parece querer chocar seus jogadores de alguma maneira. É claro que o muito surpreendente retorno do ex-aposentado Paul Scholes tem a ver com a crise de lesões, mas o poder de influência dele sobre o vestiário provavelmente impulsionou o convite de Ferguson.

Do outro lado, o menor dos males. A esta altura, com a liderança na liga e a necessidade de se impor sobre o United por um título mais relevante, a eliminação em si não pesa tanto para o Manchester City, atual campeão da FA Cup. A atuação no segundo tempo, que os aproximou do empate, foi suficiente para evitar um clima negativo ou mesmo o despertar de um velho complexo de inferioridade. No placar, triunfo do United. Na guerra psicológica, não houve vencedores.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Man City, Man Utd | 16:04

Inversão de papéis

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O Manchester United resgatou ao menos parte do futebol atrativo do começo da temporada. Vitórias convincentes sobre Wolverhampton, Queens Park Rangers e, principalmente, Fulham quebraram uma sequência de jogos sonolentos que, cedo ou tarde, levariam a resultados negativos. O bônus pelas ótimas atuações é a redução da diferença para o Manchester City, agora de dois pontos. Sem dúvida, foi a melhor reação possível à eliminação na Champions.

Ignorar o United na corrida pelo título seria um erro sem tamanho. É aí que a gente recorre a Brian Kidd, assistente técnico no City, para entender a situação dessa disputa. Há exatamente um ano, com os dois clubes empatados na liderança (o United tinha duas partidas a mais para fazer), ele disse que a questão não era se o City poderia ganhar a liga, mas se o United poderia perdê-la. Mais do que uma simples vantagem matemática, Kidd reconhecia que os rivais estavam alguns degraus acima.

Alguém aí se lembra de Tevez?

A situação de hoje é muito parecida, porém os papéis estão invertidos. O United pode renovar o título, mas o City dá sinais claros de que o provável destino do troféu é o Etihad Stadium. A queda na Champions e a perda da invencibilidade não tiveram impacto sobre o time de Roberto Mancini, que voltou a vencer com segurança e, como se não bastasse, com um diferencial: já são duas partidas sem sofrer gols. Parece pouco, mas a defesa havia sido vazada em oito jogos consecutivos.

Se a retaguarda comandada pelos excelentes Hart e Kompany mantiver o ritmo, o ataque decide. São impressionantes 53 gols (mais de três por jogo) e um aproveitamento de 22% das finalizações (o do Liverpool, para você ter uma ideia, é de 9%). A temporada de estreia do artilheiro Agüero tem sido a melhor que a Premier League já viu também por conta da capacidade de Mancini para variar esquemas e sempre lhe oferecer chances. Ontem, contra o Stoke, Adam Johnson, Silva e Nasri o serviram.

Em nove partidas, a campanha caseira do City é perfeita. Ótimo para quem, no segundo turno, será visitado por United, Tottenham, Chelsea e Liverpool. O United receberá somente o Liverpool do grupo dos seis primeiros colocados. Apesar de prematuro, o favoritismo é evidente. Hoje à noite, Tottenham e Chelsea ajudam a determinar se os Red Devils serão os únicos desafiantes do óbvio.

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 Arsenal, Chelsea, Copas Europeias, Man City, Man Utd | 22:37

Ups and downs

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Além da eliminação, Ferguson lamenta a lesão de Vidic, que pode ser grave

Há seis temporadas, o Manchester United deu vexame na Liga dos Campeões ao ficar na quarta posição de um grupo com Benfica, Villarreal e Lille. Classificados, portugueses e espanhóis se revelaram fortes quando eliminaram, respectivamente, Liverpool (que defendia o título) e Internazionale. O submarino amarelo, aliás, quase foi finalista. É por isso que, mesmo marcando três pontos a mais do que naquela ocasião, o papelão deste ano parece maior.

Os resultados de hoje derrubam a bancada de Manchester da Champions e a consolam amargamente com vagas na Liga Europa. O City venceu o Bayern no Etihad Stadium, mas parou na dependência de um bem improvável empate do Villarreal com o Napoli. O United fez pior: perdeu para o Basel na Suíça.

Ainda que o Benfica faça ótima temporada e o Basel tenha a nata da nova geração suíça, o aproveitamento de 50% numa chave em que também estava o romeno Otelul Galati (único adversário derrotado pelo United) é para marcar um dos maiores fiascos de Alex Ferguson.

É difícil, nos dois casos, falar em soberba. No exemplo do Manchester City, o único resultado que pode gerar críticas mais enfáticas é o empate em casa com o Napoli. Além disso, nada muito fora da curva. Talvez tenha faltado a Roberto Mancini a sensibilidade para identificar que, em momentos de vida ou morte (como era aquele jogo do San Paolo), Agüero não pode ser limitado a dez minutos e as laterais devem ter os mais confiáveis Richards e Clichy. Rodízio é legal quando se tem um grupo grande e homogêneo, mas não pode comprometer a esse ponto.

No Manchester United, a prática de trocar a escalação também foi bastante utilizada. Mesmo se o grupo fosse mais complicado, seria natural que Ferguson agisse assim em função da alta exigência de aproveitamento na Premier League. O problema é que o time ainda não achou seu ponto. No início da temporada, dava espaço demais aos adversários. Agora, mal consegue construir jogadas. O vexame surpreende em relação às expectativas iniciais, mas não pelo futebol pobre das últimas semanas.

Chelsea sólido na defesa e chilique de treinador português na coletiva: Mourinho voltou?

Londres ao resgate
Arsenal e Chelsea sustentam a Inglaterra. Garantido em primeiro com uma rodada de antecedência, o time de Arsène Wenger aproveitou a competição continental para se reconstruir. Bem ou mal, os cinco novos titulares (Mertesacker, André Santos, Arteta, Ramsey e Gervinho) foram beneficiados pela repetição na Champions da formação habitual. Nas noites europeias, a equipe fez sangrar os olhos várias vezes (Marselha 0 x 1 Arsenal foi jogo duro – de ver), mas esbanjou eficiência e ainda ganhou um ritmo que a beneficia na Premier League.

O Chelsea também venceu seu grupo. O empate com o Genk na Bélgica não foi exclusividade (ninguém ganhou lá), e a derrota para o Leverkusen na Alemanha assumiu proporções exageradas pelo momento ruim do time. A vitória de ontem, sobre o Valencia, teve vários lados bons e um ruim. Os bons são a mudança tática (linhas mais recuadas, defesa mais protegida), o resgate do melhor Drogba, a sequência de Oriol Romeu (bem mais seguro do que Mikel) e a garantia do técnico no cargo. O lado ruim é o desnecessário chilique de André Villas-Boas.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

domingo, 4 de dezembro de 2011 Man Utd | 21:22

Na conta do chá

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Manchester United 5 x 1 outros. Este é o placar agregado das últimas cinco partidas do United na Premier League. Religiosamente, um gol marcado por jogo. O único sofrido veio de um pênalti inexistente, concedido pelo árbitro Mike Jones ao Newcastle. A consequência natural da goleada do Manchester City por 6 a 1 em Old Trafford, há seis rodadas, é a cura da insônia de quem assiste ao time de Alex Ferguson.

Phil Jones é símbolo de um United que pouco joga, não deixa jogar e sempre encontra um gol - nada além de um gol

A vitória de ontem, por 1 a 0 sobre o Aston Villa em Birmingham, foi provavelmente o pior jogo da temporada. E as partidas contra Swansea, Sunderland e Everton, também recentes e vencidas por 1 a 0, não ficam muito atrás. É evidente que Ferguson tinha de se cuidar após levar seis gols em casa – e isso se manifesta, entre outros fatores, pelo resgate de Carrick aos titulares –, mas a mudança de perfil não é meramente obra do treinador.

O futebol atrativo e de ótima fluidez no ataque do início da temporada morreu com as ausências de Cleverley e Anderson (hoje lesionados, eram titulares) e o declínio técnico de Nani, Young e Rooney, este por vezes sacrificado para combater a pobreza criativa do meio-campo. Enquanto o trio perdeu fôlego à frente, a defesa ficou muito mais segura com a volta de Vidic, que aconteceu exatamente após a goleada para o City. É natural que partidas insanas, como os 3 a 1 sobre o Chelsea em Old Trafford, tenham sido substituídas por vitórias sonolentas.

Sem o cérebro de Cleverley, que se tornou fundamental de uma hora para outra, o United tem jogado por uma bola, geralmente finalizada por Chicharito. Infelizmente para Ferguson, o mexicano se junta a Cleverley e também vai perder os próximos jogos por lesão. A solução, então, é seguir ganhando na marra. Ontem, atuando no meio-campo, Jones compensou com intensidade as deficiências da equipe e, em ótima chegada à área, marcou o primeiro gol da carreira e definiu outra goleada por 1 a 0.

Não há crise em Old Trafford. Pelo contrário: os resultados domésticos, descontando a eliminação da Copa da Liga, são ótimos. O problema mesmo é o futuro. Em dezembro, o time até deve se virar sem Chicharito, com Welbeck de volta. No segundo turno, porém, o United enfrenta City (também na FA Cup), Tottenham, Chelsea, Newcastle e Arsenal longe de casa. Mesmo com os retornos, um mercado de janeiro sem novidades pode custar a briga pelo título.

Veja a classificação do campeonato.

Seleção do fim de semana
Wayne Hennessey (Wolves); Micah Richards (Man City), Phil Jones (Man Utd), Thomas Vermaelen (Arsenal), Gareth Bale (Tottenham); Daniel Sturridge (Chelsea), Yaya Touré (Man City), Scott Parker (Tottenham), Gervinho (Arsenal); Yakubu (Blackburn), Steven Fletcher (Wolves).

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 Copas Europeias, Man City, Man Utd | 23:49

A medida do fracasso

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Há três temporadas, Agüero chegou às oitavas da Champions com o Atlético

O Manchester City está à beira do precipício em sua primeira Champions League em quatro décadas. A derrota no San Paolo condiciona a classificação a um milagre na última rodada. Para seguir adiante, o City precisa, além de uma vitória sobre o Bayern em casa, que o Villarreal tire pontos do Napoli em El Madrigal. Alemães e espanhóis têm as vidas definidas e não devem alterar a situação, desfavorável aos ingleses.

Mesmo quando você tem a bola em 70% do tempo, perder no San Paolo é aceitável. Mais ingrata é a lembrança do empate por 1 a 1 com o Napoli no Etihad Stadium, quando o City pecou pela ausência de De Jong justamente no espaço de atuação de Lavezzi e Hamsik. Os dois sempre alimentavam um Cavani inspirado e de três gols nos confrontos contra os Citizens.

A sensação, correta, é de que o Manchester City falhou além da conta nos três jogos diante de Napoli e Bayern, que praticamente eliminam da Champions a melhor equipe da Inglaterra. No entanto, os descuidos defensivos da estreia, a submissão ao adversário em Munique e as falhas capitais em Nápoles não devem sacrificar um trabalho que, de forma geral, tem sido muito bem administrado.

Afinal, o sorteio impôs ao City um Bayern precocemente encantador com Jupp Heynckes e um Napoli forte, dedicado e repleto de referências ofensivas em seu retorno à principal copa europeia. Olhar para dentro é necessário para entender que Agüero é importante demais para ser reserva durante 80 minutos numa partida decisiva ou mesmo que o rodízio de atletas precisa ter um limite, mas também é importante reconhecer que os oponentes eram muito bons.

O pior é que a iminente eliminação mal tem um lado positivo. “Ah, o City vai se dedicar à Premier League”. Até vai, mas o elenco é grande e homogêneo o bastante para anular qualquer problema de cansaço. Ainda que ameaçar o emprego de Mancini agora seja um sacrilégio, é impossível não pensar no tamanho do desperdício em ter uma equipe de 34 pontos em 36 possíveis na Inglaterra disputando a Liga Europa a partir de fevereiro. O City não deve maximizar o fracasso, porém tem muito a lamentar.

Time das pontas
Mesmo que seja improvável, quem também pode parar na Liga Europa é o Manchester United, que empatou em casa com o Benfica. A primeira colocação da chave deve ficar com os portugueses. A classificação do United depende de um empate com o Basel na Suíça, o que pode não ser tão simples.

Hoje, Ferguson não teve Cleverley e Rooney. Dá para imaginar a pobreza do meio-campo com a bola. Ashley Young atuou atrás do atacante único, como fazia em sua última temporada no Aston Villa, e foi mal. O United tem infinitas armas para atacar pelas pontas, inclusive Young, e depende demais de um garoto propenso a lesões, que retorna agora de um empréstimo ao Wigan, para criar pelo centro. Isso não está certo.

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sábado, 5 de novembro de 2011 Man Utd | 15:22

O melhor e o pior dos 25 anos de Ferguson

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Mal sabiam que o melhor estava por vir

A atuação insossa não atrapalhou a festa dos 25 anos de Sir Alex Ferguson no Manchester United. Além da vitória por 1 a 0 sobre o Sunderland, com direito a gol contra do prata da casa Wes Brown, o treinador escocês discursou, viu a tribuna norte de Old Trafford se converter em Sir Alex Ferguson Stand e ganhou a promessa de uma estátua nas imediações do estádio. O casamento chega às bodas de prata só amanhã, mas a celebração foi hoje e já justifica algumas palavras por aqui.

Ferguson levantou 37 taças como treinador do Manchester United, com destaque para 12 títulos da Premier League, dois da Champions League, cinco da FA Cup e quatro da League Cup. Contando a de hoje, foram 1410 partidas pelo clube. Na Premier League (pós-1992), Ferguson conquistou 1600 pontos, 202 a mais do que o Arsenal, segundo colocado no período. Sabe aquele prêmio de Treinador do Mês? Ele já levou 26.

Desde 1986, o elenco do Manchester United foi reconstruído pelo menos cinco vezes. A longa dinastia derrubou, como todo mundo sabe e comenta, a soberania do Liverpool em títulos nacionais. O placar que, até 1993, marcava 18 a 7 para os Reds passou a impressionantes 19 a 18 para os Red Devils. A associação deste sucesso à figura de Ferguson é mais do que justa: é necessária.

Sem invenções táticas, mas com inigualáveis paixão pelas vitórias e capacidade administrativa, este senhor de quase 70 anos é, acima de Bob Paisley, Brian Clough, Bill Shankly, Matt Busby e Bobby Robson, o maior técnico que o futebol inglês já viu. Suas bodas de prata merecem, portanto, um breve retrato do que aconteceu de melhor, pior e curioso em Old Trafford desde 6 de novembro de 1986:

Cantona é a personificação do sucesso do United em campo

Seleção dos melhores: Peter Schmeichel; Gary Neville, Jaap Stam, Nemanja Vidic, Denis Irwin; Cristiano Ronaldo, Paul Scholes, Roy Keane, Ryan Giggs; Wayne Rooney, Eric Cantona.

Seleção dos piores: Massimo Taibi; David May, Laurent Blanc, William Prunier, Quinton Fortune; Kléberson, Juan Verón, Eric Djemba-Djemba, Alan Smith; Dong Fangzhuo, David Bellion.

Melhor contratação: Eric Cantona, do Leeds United, por £1.2 milhão em 1992.

Pior contratação: Juan Verón, da Lazio, por £28.1 milhões em 2001.

Melhor temporada: 1998-99, a do treble (Champions League, Premier League e FA Cup).

Pior temporada: Ironicamente e apesar do primeiro título da era Ferguson (FA Cup), 1989-90. O Manchester United perdeu 16 vezes e encerrou o campeonato na 13ª posição.

Melhor frase: “Ao fim deste jogo, a Copa Europeia estará a dois metros de distância de vocês. Se perderem, não poderão sequer tocá-la. Muitos de vocês não chegarão tão perto dela outra vez. Não ousem voltar a campo sem darem seu máximo”. Famoso sermão de Ferguson no intervalo da final da Champions League de 1998-99. O United perdia para o Bayern por 1 a 0. Venceu por 2 a 1 com gols aos 46 e aos 48 minutos do segundo tempo.

Momento-chave: Em 7 de janeiro de 1990, a vitória por 1 a 0 sobre o Nottingham Forest na terceira fase da FA Cup. O United vinha de seis derrotas e dois empates nas oito partidas anteriores a essa. Acredita-se que o resultado tenha evitado a demissão de Ferguson, então muito pressionado pelos torcedores. Ainda técnico do Forest, Brian Clough poderia ter estragado a história do escocês em Old Trafford.

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