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Arquivo da Categoria Listas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Listas, Mercado | 18:03

Gossip

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Hleb no Birmingham: departamento médico, chiadeira e rebaixamento

Gossip, do português fofoca. Até o site da BBC, paladino da seriedade no sempre efervescente webjornalismo inglês, criou uma seção com esse nome para publicar rumores do mercado de transferências de janeiro. Como faltam apenas quatro dias para o fechamento da janela, as especulações se multiplicam, e os clubes, quando desesperados, tendem a fazer besteira. O blog tratou de filtrar os boatos mais divertidos:

Alexander (ou Aliaksandr) Hleb no Liverpool. Hã? Isso é sério? Hleb foi ótimo na primeira passagem pelo Stuttgart, razoável no Arsenal, mal no Barcelona e péssimo no Birmingham. Assolado por contusões e de carreira em queda livre nos últimos três anos, o inteligente meia bielorrusso não parece ter muito a oferecer ao Liverpool, especialmente considerando o que ele não fez em sua aventura inglesa mais recente, há um ano. Alex McLeish, que treinou a fera no St. Andrew’s, sabe bem do que estamos falando.

Edinson Cavani no Liverpool. Seria excelente para o time, que reuniria Suárez e Cavani, uruguaios nascidos em Salto, numa combinação explosiva e entrosada. Mas, honestamente, é bem improvável. Por que Cavani, santificado no Napoli, deixaria o San Paolo no meio de uma temporada tão importante para o clube? E, ainda, por que iria ao Liverpool, em fase de reconstrução, diante de um mercado jogado a seus pés? David Teixeira é o uruguaio mais perto de Anfield.

Kevin Davies no Sunderland. Um novo treinador assume, o time marca 16 pontos em oito jogos, e aí aparece esse anticlímax. É claro que o Sunderland tem graves deficiências ofensivas e que, para agravá-las, Bendtner vai perder várias semanas, mas Kevin Davies? O histórico atacante do Bolton, que estreou na seleção inglesa com 33 anos e 200 dias, está em péssima temporada e na reserva de – que rufem os tambores – David N’Gog.

Michael Owen no Brighton & Hove Albion. O uruguaio Gus Poyet (lembra-se dele?), treinador do Brighton, gosta mesmo de uma contratação alternativa. Em agosto, foi Vicente Rodríguez, aquele que fez muito sucesso no Valencia no início dos anos 2000. Agora, seria Owen. Para jogar regularmente, o atacante do Manchester United não precisa se rebaixar à segunda divisão. O problema de Owen, todo mundo sabe, é outro.

Chelsea não vai pagar £83 milhões por Hulk. Jura? Quem inventou essa história? O Chelsea tem um titular que executa muito bem as mesmas tarefas de Hulk: Daniel Sturridge. E, mesmo que não tivesse, a cláusula de rescisão do portista é daquelas que são feitas para ninguém pagar. Não custa recordar que Cristiano Ronaldo foi vendido ao Real Madrid por £80 milhões. Ex-técnico do brasileiro, André Villas-Boas ainda tem pendências mais urgentes para resolver.

Antes do deadline day, quando negócios absurdos, sagazes e previsíveis serão fechados, estaremos de olho no fim de semana de FA Cup.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Listas | 16:41

O Brasil que dá errado

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Jardel celebra em Anfield. Ao fundo, El-Hadji Diouf, outro flop

O atacante Henrique, do São Paulo, está a caminho do Queens Park Rangers por empréstimo. O clube londrino provavelmente se encantou (ou se iludiu, como queira) com o desempenho do brasileiro na Copa do Mundo sub-20 do ano passado, pois a promessa passou longe de agradar no Tricolor. Para quem precisa de respostas imediatas para escapar do rebaixamento, é um risco considerável. Torcendo para que Henrique não entre na lista, a coluna relembra sete flops brasileiros na Inglaterra:

7) Jardel. Comparar o Jardel de Portugal ao Jardel do Bolton é um dos exercícios mais assustadores que o fã de futebol pode fazer. O atacante cearense chegou ao Reebok Stadium ainda com 30 anos, mas os problemas físicos e pessoais o afastaram das redes. Apesar de ter passado em branco na Premier League (foram sete jogos, todos começando no banco), o ex-artilheiro marcou um gol em Anfield na Copa da Liga.

6) Gilberto. Em White Hart Lane, Gilberto descobriu de vez que não era mais lateral-esquerdo. O irmão mais novo de Nélio foi pouco aproveitado por Juande Ramos, seu “mentor” no Tottenham, e depois por Harry Redknapp. Curiosamente, apareceu na Copa de 2010, um ano após deixar os Spurs.

5) Afonso Alves. You are my Alves, Afonso Alves. You make me happy when skies are gray. Assim cantavam os torcedores do Middlesbrough para Afonso Alves, que rapidamente perdeu popularidade e passou sem brilho pelo Riverside. O primeiro semestre foi bom, com direito a cinco gols em dois jogos contra os clubes de Manchester. Mas a temporada seguinte foi terrível, culminando no rebaixamento do Boro e em sua transferência para o catariano Al-Sadd. O clube inglês teve prejuízo de £5 milhões e de um ano e meio de paciência.

4) Roque Júnior. Não há nada que simbolize melhor a queda do Leeds United do que a passagem do zagueiro brasileiro pelo Elland Road. Emprestado pelo Milan, Roque protagonizou em 2003-04 um filme de terror, que incluiu expulsão na estreia, 24 gols sofridos nos sete jogos que ele disputou pelo clube e rebaixamento no fim da temporada.

"Um dos dois será sucesso absoluto", Ferguson deve ter pensado

3) Branco. Novamente, o Middlesbrough, clube do melhor brasileiro da história do futebol inglês, Juninho Paulista, mas também de alguns dos piores. Da mesma forma que vários conterrâneos, o lateral-esquerdo foi contratado na esteira do sucesso na seleção brasileira. Sem físico para suportar o ritmo na Inglaterra, o campeão mundial de 1994 atuou apenas nove vezes na Premier League.

2) Kléberson. Assim como Roque Júnior e Branco, um campeão mundial. Contudo, ao contrário de seus compatriotas, Kléberson não apresentava nenhum indício de carreira em declínio, o que intensifica a sensação de fracasso em Old Trafford. Contratado para substituir Juan Verón, outro flop, o meia paranaense fez ainda pior antes de trocar o Manchester United pelo Besiktas com apenas dois anos de casa.

1) Robinho. Não foi o pior brasileiro na Inglaterra, mas, convenhamos, os £32 milhões investidos e o gordo salário fazem de Robinho a maior decepção. A temporada de estreia no Manchester City foi até razoável, com 15 gols. O problema é que, quando precisou lutar por espaço, o atacante adotou uma postura desinteressada até que conseguisse retornar à Vila Belmiro por empréstimo. No Milan, mostra uma maturidade e um senso coletivo que o teriam ajudado demais em Manchester.

Fantasy
Time mais consistente da liga God Save the Ball, o Corinthian-Casuals (Carlos Pinheiro) manteve a liderança na última rodada. Confira a classificação.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Listas | 15:22

Tributo a Speed

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A defesa do Norwich sabia que, se ele pudesse correr, seria impossível pará-lo

Ironicamente, a morte de Gary Speed aconteceu no ano em que ele se consolidou como técnico. O progresso de sua seleção foi quantificado pelo ranking da FIFA, no qual o País de Gales subiu incríveis 65 posições, da 113ª para a 48ª, durante 2011. Um dos reflexos dessa evolução está na Premier League, que tem sido particularmente positiva para os jogadores galeses.

Speed ficaria orgulhoso se pudesse assistir, por exemplo, às atuações de ontem de Gareth Bale e Wayne Hennessey. Sem precisar mencionar Ryan Giggs ou mesmo o pioneirismo do Swansea na Premier League, a coluna separa cinco destaques galeses desta temporada:

5) Aaron Ramsey. O drama pela perna fraturada há duas temporadas não resistiu ao futebol do garoto. A saída de Fàbregas lhe abriu espaço no meio-campo do Arsenal, onde se estabilizou e pode permanecer mesmo após o retorno de Wilshere. Para isso, disputa posição com Arteta. O tempo é aliado do galês, que ainda precisa evoluir e ser mais consistente.

4) Wayne Hennessey. Na temporada passada, Hennessey era a primeira opção de Mick McCarthy mesmo com dois goleiros experientes na reserva do Wolverhampton: Hahnemann e o brasileiro Adriano Basso. Titular da seleção galesa desde 2007, o arqueiro de 24 anos falha eventualmente, mas é capaz de trancar o gol quando inspirado. Na tarde de ontem, frustrou o Arsenal de van Persie.

3) Craig Bellamy. Uma temporada relativamente discreta no Cardiff o afastou das manchetes, mas, no fim do mercado, havia meia dúzia de bons times da elite interessada nele. Não é difícil saber por quê. Cedido gratuitamente pelo Manchester City, Bellamy é comprometido, joga em três posições e, quando ganha uma chance de Kenny Dalglish, costuma ser muito útil para o Liverpool.

2) Ashley Williams. Após figurar nas duas últimas seleções da segunda divisão, ele tinha um desafio ingrato: destacar-se também na Premier League. Williams não se intimida e lidera a aplicada defesa do Swansea, que sofreu apenas três gols nas nove partidas disputadas em casa, menos do que os outros 19 times da liga.

1) Gareth Bale. Ele voltou a ser aquele jogador que destruiu a defesa da Internazionale há um ano. Talvez seja até melhor, pois não se limita à ala esquerda e decide jogos também pelo centro. Ontem, por exemplo, a defesa do Norwich sentiu o drama (e a velocidade). O maior talento galês foi chamado de “imparável” por Harry Redknapp. Com sete gols e cinco assistências no campeonato, é a peça mais importante do Tottenham ao lado de Modric.

Fantasy
Jayspurs (Jayme Perandin) administra bem a maratona de fim de ano e lidera a liga God Save the Ball. Confira a classificação.

Seleção da rodada
Wayne Hennessey (Wolves); Danny Simpson (Newcastle), Roger Johnson (Wolves), Jonas Olsson (WBA), Patrice Evra (Man Utd); Antonio Valencia (Man Utd), Luka Modric (Tottenham), Park Ji-Sung (Man Utd), Gareth Bale (Tottenham); Juan Mata (Chelsea); Dimitar Berbatov (Man Utd)

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terça-feira, 14 de junho de 2011 Listas, Review | 17:56

A temporada: As piores contratações

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Contagioso: no Wolfsburg, Steve McClaren transmite seu espírito vencedor a Dzeko

Após as melhores contratações, fique com a lista dos piores negócios da temporada inglesa:

7) Edin Dzeko, do Wolfsburg para o Manchester City por £27 milhões em janeiro. A ideia foi perfeita. Dzeko era bom demais para brigar contra o rebaixamento na Bundesliga, e o City precisava de complemento e alternativa a Tevez. Só que ele não jogou nada. Foram seis gols por todas as competições, mas apenas dois em 15 jogos na Premier League. Será mais cobrado em 2011-12. Ocupa o lugar que seria de Balotelli.

6) Aliaksandr Hleb, do Barcelona para o Birmingham por empréstimo. O bielorrusso era o cara a oferecer fantasia a um time ajustado, de padrão bem definido, porém muito previsível. Com a piora do Birmingham em relação à temporada passada, o ex-meia do Arsenal preferiu se esconder e argumentar que “o estilo de jogo não o favorecia” a assumir responsabilidade. Um pouco por conta de lesões, nem titular absoluto foi. É símbolo do rebaixamento.

5) Mauro Boselli, do Estudiantes para o Wigan por £6,5 milhões. A política do clube de contratar latino-americanos dá certo: Figueroa, Palacios, Valencia e Rodallega são os melhores exemplos. No entanto, o argentino, artilheiro e campeão da Libertadores pelo Estudiantes em 2009, foi um autêntico flop. Marcou só contra o Swansea, pela Carling Cup. Na Premier League, passou em branco e perdeu até pênalti, defendido por Rob Green. Foi emprestado ao Genoa em janeiro.

4) Stephen Ireland, do Manchester City para o Aston Villa. A transferência de Milner não foi um grande negócio, mas até que, para se livrar de Ireland, ela serviu. O irlandês foi o melhor jogador do Manchester City em 2008-09. Depois, a carreira desandou. O desinteresse à Balotelli não estimulou Gérard Houllier, que não confiou nele nem quando o Villa passou por uma crise terrível de lesões na meia central. O empréstimo ao Newcastle fez Ireland criar notável intimidade com os médicos de lá.

3) Bébé, do Vitória de Guimarães para o Manchester United por £7 milhões. A ascensão do português, um dia sem-teto, é bem legal: de torneios de rua a Old Trafford. O futebol na temporada de estreia é que foi fraco. Bébé até marcou um gol na Champions, contra o Bursaspor, mas não chegou a justificar a aposta. Ferguson, que nunca o tinha visto jogar, foi apresentado a um winger atrapalhado e tímido até diante do Crawley Town, da quinta divisão, pela FA Cup.

Sem traquejo: Fernando Torres e Bébé

2) A turma do Liverpool. Tem de ser assim, coletivo. Individualizados, eles dominariam a lista. Paul Konchesky (Fulham, £3,5 milhões), Christian Poulsen (Juventus, £4,5 milhões), Milan Jovanovic (última herança de Benítez, livre do Standard Liège) e Joe Cole (livre do Chelsea) chegaram para jogar e fracassaram. Konchesky até foi titular na primeira parte da temporada, o que só expôs o erro. O lateral foi emprestado ao Nottingham Forest.

1) Fernando Torres, do Liverpool para o Chelsea por £50 milhões em janeiro. Três temporadas prolíficas em Anfield, mercado interno e desespero dos Blues inflacionaram o preço do espanhol. A contratação era discutível, mas a má fase dos atacantes em Bridge fez muita gente interpretá-la como um passo tardio de reconstrução, que também teve a chegada de David Luiz. O problema é que um Torres travado viveu o pior semestre de sua carreira e fez um negócio aceitável parecer totalmente bizarro. Foram 18 jogos e um gol. Não tem jeito: o Chelsea tem de manter a aposta.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011 Listas, Review | 10:16

A temporada: As melhores contratações

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Em sua versão "amigo da onça", Tioté tira Elano da Copa do Mundo

Na continuação do review da temporada, o blog fala dos sete grandes negócios de 2010-11 na Premier League. Discorde à vontade:

7) Raul Meireles, do Porto para o Liverpool por £11,5 milhões. Incorretamente rotulado de “substituto de Mascherano”, o meia se revelou uma boa opção ofensiva. Era tímido e subutilizado por Hodgson, mas, com Dalglish, foi adiantado e chegou a marcar cinco gols numa sequência de seis jogos. Na reta final, ainda supriu a carência do Liverpool pelos lados do meio-campo. Tem lugar no processo de reconstrução do clube.

6) David Luiz, do Benfica para o Chelsea por £21 milhões em janeiro. O melhor de 2009-10 em Portugal foi uma ótima jogada dos Blues. O zagueiro brasileiro fez 24 anos há pouco, já é titular absoluto e será o líder natural da defesa pós-Terry. Só precisa conciliar sua contribuição ofensiva com mais prudência e concentração lá atrás. Tem todos os fundamentos para isso.

5) Cheik Tioté, do Twente para o Newcastle por £3,5 milhões. Campeão holandês no time de Steve McClaren, o marfinense foi o ponto de equilíbrio no meio-campo dos Magpies. Tioté deu mais liberdade a Nolan e deixou Barton jogar à vontade, aberto pela direita. Proclamado como o “Essien do Newcastle”, o volante chamou a atenção de gigantes europeus, mas, já em fevereiro, renovou por seis anos. Foi o algoz de Elano na Copa.

4) Rafael van der Vaart, do Real Madrid para o Tottenham por £8 milhões. Uma negociação que levaria o holandês ao Bayern por £18 milhões fracassou a um dia do fechamento do mercado, disse Harry Redknapp e desmentiu o Real Madrid. Van der Vaart caiu na metade final da temporada, mas seus 13 gols e nove assistências na liga deixam claro que os Spurs acertaram em cheio. No suporte a atacante único, foi uma das peças-chave do time em 2010-11.

Com foco e vontade impressionantes, Suárez é um dos jogadores mais competitivos da liga

3) Luis Suárez, do Ajax para o Liverpool por £23 milhões em janeiro. É difícil falar em barganha por esse preço, mas o uruguaio já provou, em quatro meses, que poderia ter custado bem mais: um atacante extremamente habilidoso, incansável e que não guarda posição. Os quatro gols e cinco assistências não representam bem o tamanho da contribuição dele para a ressurreição do Liverpool, que fica com um jogador fantástico de 24 anos.

2) Peter Odemwingie, do Lokomotiv Moscou para o West Brom por £1 milhão. A carreira desse nigeriano nascido na União Soviética não andava legal. Apesar do papel importante na seleção da Nigéria, seu rendimento na Rússia havia caído bastante. Por um preço irrisório, o WBA ganhou seu melhor jogador: 15 gols como atacante isolado (não é sua posição natural) de Di Matteo e Hodgson e dois prêmios de Jogador do Mês na Premier League.

1) Javier Hernández, do Chivas para o Manchester United por £8 milhões. Show de captura, sobretudo por ter sido antes da Copa do Mundo. Os elementos que o fazem revelação servem também para explicar por que ele é a contratação do ano na Inglaterra.

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quarta-feira, 8 de junho de 2011 Jovens, Listas, Review | 16:17

A temporada: Revelações

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Goleador na equipe B, Fábio abriu a contagem no primeiro time contra Wigan e Arsenal

A temporada foi produtiva. Brasileiro, surpresas e até protagonistas deste mercado de transferências estão entre as revelações de 2010-11 na Inglaterra. O blog separou sete:

7) Fábio, Manchester United. Criado lateral-esquerdo, foi deslocado à direita no terço final da temporada. Agradou tanto, que Ferguson não hesitou em escalá-lo nos grandes jogos. Fábio ainda não fez 21 anos, mas o sucesso precoce do irmão Rafael e a escassez de chances contra Evra colocavam sua carreira no United em xeque. Bobagem: ele é ótimo e joga em qualquer uma das quatro posições laterais.

6) Phil Jones, Blackburn. Ainda com 18 anos, foi deslocado ao meio-campo por Sam Allardyce. É zagueiro de origem, posição em que funciona melhor e onde mais se destacou no Blackburn. Hoje aos 19, Jones forma com Smalling dupla defensiva muito promissora na Inglaterra sub-21. O Manchester United está próximo de contratá-lo por £17 milhões.

5) Jordan Henderson, Sunderland. O Liverpool chegou a acordo com o Sunderland para levá-lo a Anfield. Seriam £13 milhões mais N’Gog. Se for isso mesmo, os Reds aproveitam a carência ofensiva dos Black Cats e fazem um ótimo negócio. O meia central de 20 anos, que se consolidou em 2010-11, é o organizador da Inglaterra sub-21 e tem notável visão de jogo. Sua origem como winger também pode oferecer opção interessante a Dalglish. Henderson já jogou ao lado de Gerrard: contra a França pela seleção principal, para a qual mereceu a convocação.

4) Daniel Sturridge, Bolton. Galvão Bueno não diria: “Robinho é famoso, mas quem joga é Sturridge, amigo”. Ainda muito novo, em 2008-09, o atacante inglês acumulou atuações mais interessantes que as da estrela brasileira no Manchester City. No entanto, a transferência para o Chelsea lhe fez mal. Em uma temporada e meia, jogou pouco e, quando entrou, foi tímido. O empréstimo ao Bolton em janeiro mudou sua carreira: oito gols em 12 jogos. Ali estava um atacante dinâmico, de finalização letal e que, de repente, pode ser importante em Stamford Bridge. Tem 21 anos.

Wilshere é titular da seleção inglesa e o inglês mais absoluto do Arsenal

3) Séamus Coleman, Everton. O jovem de 22 anos foi uma grata surpresa. Captura de Moyes em 2009, Coleman atuava no Sligo Rovers, de sua Irlanda. Na temporada passada, fez bons jogos no Everton e durante empréstimo ao Blackpool. Previa-se que pudesse resolver o problema da lateral direita nos Toffees, que teve uma década com o limitado Tony Hibbert. Mas foi como right winger que ele brilhou. O Bale destro fez seis gols e foi indicado ao prêmio da PFA de melhor jovem do ano.

2) Javier Hernández, Manchester United. O mexicano pode aparecer em várias listas. Mesmo depois dos ótimos números no Chivas e dois gols na Copa, quando chegou a ser reserva de Guille Franco (alguém se lembra dele no West Ham?), não se esperava uma temporada de estreia tão prolífica quanto a de Solskjaer em 1996-97. Chicharito, de 23 anos, virou titular, marcou 20 gols e se notabilizou por finalização e senso de colocação impressionantes.

1) Jack Wilshere, Arsenal. Incontestável. O empréstimo ao Bolton na temporada passada sinalizava que Wilshere poderia ter algum impacto no Arsenal. Mas titular absoluto como volante dos Gunners e da seleção inglesa? O meio-campista de 19 anos é ótimo em posicionamento, passe e marcação e joga como se tivesse uma década de profissional. Se aprender a marcar gols, vai marcar época também.

Havia mais opções, é claro. Acha que faltou alguém?

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quinta-feira, 24 de março de 2011 Jovens, Listas | 17:55

Quem pode estourar na próxima temporada (parte 2)

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Sinclair desistiu de perambular emprestado pela Inglaterra e foi viver o sonho galês em Swansea

Fora de casa, a Inglaterra sub-21 atropelou a Dinamarca agora há pouco. Os 4 a 0 no amistoso em Viborg ratificam o valor de uma geração com nomes consolidados, que, exatamente por isso, não estão em nosso guia. Por exemplo, três dos goleadores de hoje: Sturridge (que deixa claro, no Bolton, que já é ótimo atacante) e os Black Cats Welbeck e Henderson. A ideia é falar de quem está para estourar. Aí vão, portanto, os mais promissores:

5) Henri Lansbury (Norwich, emprestado pelo Arsenal). Produto da academia dos Gunners, Lansbury (20) é um dos destaques do surpreendente Norwich, que pode passar direto pela segunda divisão após o título da terceira. Ele já havia tido uma temporada sólida no Watford, joga em qualquer lugar do meio-campo e é carismático.

4) Scott Sinclair (Swansea). Ele dava toda a pinta de um flop no Chelsea. No entanto, a transferência ao galês Swansea por preço de banana parece ter aberto portas a Sinclair (21). Com impressionantes 22 gols na temporada, o winger é a principal peça ofensiva de um forte candidato a disputar a próxima Premier League. Foi o autor do gol que faltava no amistoso em Viborg.

3) Tom Cleverley (Wigan, emprestado pelo Manchester United). Pelo que fez no Watford, na temporada passada, mereceu ser chamado de Iniesta inglês. Cleverley (21) foi o melhor jogador do time de Elton John em 2009-10. Agora, brilha esporadicamente pelo Wigan. O meia tem o hábito de marcar muitos gols e será nos próximos anos um dos postulantes a playmaker do United, tão carente na posição.

2) Josh McEachran (Chelsea). Bem talentoso, McEachran (18) impressionou quase sempre que entrou nesta temporada. Houve quem pedisse a presença dele na vaga de Ramires no problemático (e normal) início de temporada do brasileiro. De repente, Jack Wilshere é tão bom, que já tem até um discípulo.

1) Jack Rodwell (Everton). A versatilidade, a intensidade e o talento até para atacar deixam claro que aqui está um futuro jogador da seleção principal. O volante Rodwell (20) já foi muito atrapalhado por lesões. Agora, ganha espaço nos Toffees justamente por conta da contusão de Fellaini. A próxima temporada tem de ser brilhante para que ele enfim se consolide.

*Infelizmente, muita gente boa ficou fora. Mas isso não significa que Kyle Naughton, Ryan Betrand, Danny Rose e até o sumidaço por lesão Dan Gosling não possam fazer sucesso em breve. O que preocupa, mesmo, é a escassez de novos goleiros.

*Não viu a primeira parte? Clique aqui

*O guia foi inspirado em sugestão do leitor William Randal

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Jovens, Listas | 02:46

Quem pode estourar na próxima temporada (parte 1)

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Comemoração apropriada: Albrighton é o sétimo na lista dos jovens mais promissores para 2011-12

Hoje à tarde, a Inglaterra sub-21 enfrenta a Dinamarca no penúltimo amistoso marcado antes da Eurocopa da categoria. Dia de experiências para o técnico Stuart Pearce. Dia também para pensarmos sobre dez jovens ingleses que podem brilhar na próxima temporada. Oito deles estão na farta lista da sub-21. Eis a primeira parte do guia:

10. Nathan Delfouneso (Burnley, emprestado pelo Aston Villa). Delfouneso (20) perdeu terreno no Villa para atacantes discutíveis e mais experientes. Ainda pode ser melhor que Carew (hoje no Stoke) e Heskey ou até se equiparar a Agbonlahor, mais semelhante a ele. O recente empréstimo ao Burnley deve ajudá-lo.

9. Jonjo Shelvey (Liverpool). Shelvey (19) é o jogador mais jovem (16 anos e 59 dias) a atuar pelo Charlton em todos os tempos. No Liverpool, cavou espaço desde a chegada de Kenny Dalglish, que prestou mais atenção aos potenciais dele e de Spearing. Uma grave lesão atrapalhou seus planos para esta temporada, mas o meia central pode render bem já na próxima.

8. Alex Oxlade-Chamberlain (Southampton). Uma letra do sobrenome para cada ano de idade: 17. O veloz Oxlade-Chamberlain tem nome e futebol chamativos e está na escola que revelou Walcott e Bale. As atuações na League One impressionam, mas o muito jovem winger decepcionou contra o Manchester United pela FA Cup. Apesar da idade, ele já estreou na seleção sub-21.

7. Marc Albrighton (Aston Villa). O novo posicionamento de Ashley Young na era Houllier (o que o ótimo Zonal Marking chama de central winger) garantiu mais jogos e minutos a Albrighton (21), que vai muito bem pelas duas pontas do meio-campo. Mesmo assim, a impressão é de que a temporada dele ainda não foi 2010-11.

6. Connor Wickham (Ipswich). O novo Rooney, dizem. A média de Wickham (17) na segunda divisão é semelhante à do Shrek no início da carreira: por volta de cinco jogos para cada gol. Só em fevereiro, marcou quatro, com um hat-trick. Ele é mais alto: 1,91m. É também um talento de evolução certa, para clubes graúdos abrirem olhos e cofres. Foi eleito o melhor jogador jovem da Football League.

*A segunda parte vem ainda hoje

*O guia foi inspirado em sugestão do leitor William Randal

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