Renovou
Os dois jogos mais chamativos da segunda rodada da Premier League revelaram uma tendência importante. Com o Fair Play financeiro da UEFA batendo à porta e a regra que impõe o mínimo de oito jogadores formados na Inglaterra por elenco, as promessas locais apareceram. Em Arsenal 0 x 2 Liverpool, no sábado, e Manchester United 3 x 0 Tottenham, agora há pouco, 12 ingleses sub-23 foram titulares. Mais de um time.
O Arsenal teve o lateral Carl Jenkinson, o volante Emmanuel Frimpong e o winger Theo Walcott. Jenkinson já atuou em seleções finlandesas de base, e Frimpong nasceu em Gana, porém ambos são potenciais jogadores da Inglaterra. Dos três, apenas Walcott é titular, ainda que a debandada no Emirates possa mudar isso rapidamente. No segundo tempo, entrou mais um sub-23: Henri Lansbury.
O trio do Liverpool que atuou no sábado tem papéis mais importantes. Martin Kelly mostra tanta segurança, que fica complicado afirmar que ele é reserva de Glen Johnson. Fabio Capello, que assistia à partida, elogiou o ótimo lateral. Jordan Henderson, que esteve na seleção principal, tem sido titular durante a ausência de Gerrard. Andy Carroll, por sua vez, carrega uma responsabilidade do tamanho dele. A gente até se esquece de que o ex-atacante do Newcastle tem somente 22 anos.
No Manchester United, foram quatro jovens ingleses: Chris Smalling na lateral direita, Phil Jones na zaga, Tom Cleverley na meia central e Danny Welbeck no ataque. Este, com um gol (após passe de Cleverley) e uma assistência, foi o melhor em campo. O mais impressionante é que o time não sente o impacto dessa renovação. Com média de 23 anos, o United acertou incríveis 21 finalizações contra o Tottenham do lateral Kyle Walker e do volante Jake Livermore.
Uma forma de sustentar o modelo é recorrer a empréstimos. Por exemplo, para botar fé em Cleverley e Welbeck em compromissos difíceis, Alex Ferguson primeiro os cedeu a Wigan e Sunderland, onde eles se desenvolveram demais. Os jovens retornam confiantes e dão respostas imediatas ao clube e a essa ideia. O fenômeno deve ajudar também a seleção nos próximos anos.







