Spain United
Arsenal e Swansea se enfrentam amanhã, pela 15ª rodada da Premier League. É possível que o confronto seja definido por um passe de Arteta, um lampejo de Cazorla, um cruzamento de Pablo Hernández, ou uma finalização precisa de Michu. Se Arsène Wenger e Michael Laudrup mantiverem as escalações da rodada anterior, serão seis espanhóis em campo. Além dos principais candidatos a decidir a partida, o Swansea deve ter o lateral-direito Rangel e o zagueiro Chico Flores.
A invasão espanhola a ligas inglesas não se resume a Arsenal e Swansea. É um fenômeno bem consistente. De acordo com o Diário AS, além dos 33 na Premier League, há 16 espanhóis na Championship, a segunda divisão.
Equipes como o Brighton explicam por que a Inglaterra tende a importar tantos jogadores do país que virou modelo de futebol nas últimas temporadas. O treinador uruguaio Gus Poyet, meio-campista de Chelsea e Tottenham entre 1997 e 2004, é uma figura conhecida também na Espanha, sua porta de entrada para a Europa e onde defendeu o Zaragoza por sete anos. Como técnico, a predileção de Poyet por espanhóis é evidente: são cinco no elenco do Brighton, incluindo o ex-Valencia Vicente Rodríguez, bicampeão espanhol sob Rafa Benítez.
Benítez, aliás, é o pai da invasão espanhola. Apenas em seu primeiro ano no Liverpool, contratou Josemi, Nunez, Morientes, Luis García e Xabi Alonso. Os dois últimos foram bem; os três primeiros fracassaram. Outro técnico influente é Roberto Martínez, que espanholizou o Swansea, entre 2007 e 2009, e o Wigan, nas últimas três temporadas. Laudrup, que jogou e treinou na Espanha, retomou esse processo no clube galês.
O caso de Cazorla também chama atenção. O Málaga precisava vendê-lo, mas Santi não teria espaço no Real Madrid e no Barcelona. Então, apareceu uma oferta do Arsenal, o lugar perfeito para ele brilhar. Há ainda vários exemplos de jogadores que, muito jovens, trocam a Espanha pela Inglaterra por conta de boas propostas salariais e da expectativa de serem mais bem aproveitados do que nos clubes formadores. Somente da base do Barcelona, podemos lembrar Cesc Fàbregas, Fran Mérida, Oriol Romeu, Gerard Piqué, Rubén Rochina e Daniel Pacheco.
A seleção espanhola da Premier League é impressionante. A defesa não é brilhante, mas o meio-campo controlaria qualquer adversário. É possível imaginar uma escalação com Pepe Reina (Liverpool); Azpilicueta (Chelsea), Cuéllar (Sunderland), Chico (Swansea), José Enrique (Liverpool); Javi García (Man City), Arteta (Arsenal); Silva (Man City), Cazorla (Arsenal), Mata (Chelsea); Michu (Swansea). Até um time reserva é viável: De Gea (Man Utd); Rangel (Swansea), Ramis (Wigan), Romeu (Chelsea; foi zagueiro na base do Barcelona), Garrido (Norwich); Granero (QPR), Jordi Gómez (Wigan); Pablo (Swansea), Suso (Liverpool), Crusat (Wigan); Torres (Chelsea). Se disputasse a Premier League, do que esse elenco seria capaz?











