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Arquivo da Categoria Copas Nacionais

sábado, 28 de janeiro de 2012 Copas Nacionais, Man Utd | 19:38

Red Devils

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Um desfalcado Manchester United teve nos pés a classificação à quinta fase da FA Cup. O fatal cochilo de Patrice Evra aos 43 do segundo tempo gerou o gol da vitória do Liverpool e impediu um replay em que os Red Devils seriam claramente favoritos. Isso à parte, perder em Anfield ainda é normal. Pior é a sequência de eliminações que resumiu a temporada do United a Premier e Europa Leagues.

Para quem sempre flerta com doubles e trebles, 2011-12 já é, de certa forma, uma temporada amarga. É claro que a satisfação do torcedor depende de como terminar a corrida pelo título nacional contra o Manchester City, mas a raiva de Alex Ferguson após as derrotas para Crystal Palace (Carling Cup), Basel (Champions League) e Liverpool (FA Cup) sinaliza que esses fracassos não estavam no script.

Reggie, o simpático mascote do Crawley Town, garantiu a alegria da classe neste sábado

A reforma do United tem sido mais dolorosa do que esperávamos por conta da sequência de lesões, apostas que ainda não deram certo, como David De Gea, e o baixo rendimento de quem contribuía bem mais, como Chicharito Hernández. Porém, embora não impressione em campo, a campanha na liga é excepcional na tabela, com 77% de aproveitamento, mais do que os 70 do último título. Ferguson tem de trabalhar os atributos psicológicos de sua nova (nem tanto por Scholes e Giggs) equipe, mas não há nada irreparável em Old Trafford.

Crawley Town
Enquanto isso, no KC Stadium, um diabo vermelho fez festa. O KC, para quem não lembra, é a casa do Hull City, sexto colocado da segunda divisão e hoje eliminado da FA Cup pelo Crawley Town. O Crawley, que tem o mesmo mascote do Manchester United, é o terceiro colocado da quarta divisão. A vitória por 1 a 0 sobre o Hull levou o clube provinciano às oitavas de final da copa pela segunda vez consecutiva.

A diferença é que, na temporada passada, o Crawley não estava sequer na Football League. Era time da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão. Há um ano, o blog tratou dessa jornada, que, curiosamente, terminou com uma derrota por 1 a 0 para o Manchester United em Old Trafford. Desta vez, o diabo vermelho mais bem-sucedido na FA Cup vem do Broadfield Stadium.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Cardiff, Copas Nacionais, Liverpool | 00:24

Cinco motivos para assistir a Cardiff x Liverpool

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Cardiff e Liverpool garantiram seus bilhetes para Wembley ao eliminarem, respectivamente, Crystal Palace e Manchester City. Veja por que você deve assistir à final da Carling Cup, em 26 de fevereiro:

O Bellamy do Liverpool já é melhor que o do Cardiff

Prazer, Wembley. Curiosamente, o Cardiff já foi ao Wembley reconstruído. Em 2008, o ótimo Portsmouth de Harry Redknapp derrotou os galeses por 1 a 0, com gol de Nwankwo Kanu, e conquistou a FA Cup. O Liverpool, ainda não. A decisão da FA Cup em 2006, que gerou o último título dos Reds, aconteceu no Millennium Stadium (em Cardiff!), que devolveria os grandes eventos a Wembley já na temporada seguinte.

O coração de um galês. Craig Bellamy nasceu em Cardiff e garante que, na infância, torcia pelo Liverpool e pelo clube da cidade. Na temporada passada, foi emprestado pelo Manchester City ao Cardiff, realizando um sonho pessoal. Apesar de não ter levado os Bluebirds à Premier League, dá para dizer que ele se divertiu bastante, com direito a golaço contra o rival Swansea no Liberty Stadium. Será uma final especial para o atacante.

A família Gerrard. Steven encontrará seu primo Anthony. Formado na base do Everton, o defensor de 25 anos não é brilhante como o capitão do Liverpool, mas tem uma carreira ascendente. Após quatro anos de Walsall, perambulando entre League Two e League One, ele chegou ao Cardiff, arrebentou quando emprestado ao Hull e voltou cheio de moral a Gales. Anthony, embora nascido em Liverpool, ainda pretende defender a seleção irlandesa.

Um título para Kenny Dalglish. Você pode não gostar do atual trabalho de Dalglish no Liverpool, mas há de reconhecer que o status de maior ídolo da história do clube permanece intacto. O último título de King Kenny foi a épica Premier League de 1994-95 com o Blackburn. As lágrimas do treinador com a vaga na decisão certamente serão multiplicadas em caso de conquista. O entusiasmo dele é emocionante.

A propensão à zebra. O título também pode ir para Cardiff. Em 1927, os Bluebirds venceram o Arsenal e, como foi divulgado à época, “tiraram a FA Cup da Inglaterra”. Para conquistar a Copa da Liga pela primeira vez, a equipe galesa tem onde se apoiar. O ano passado mostrou um Birmingham astuto na exploração dos erros de um Arsenal pressionado por seis anos sem título, mesmo tamanho da fila do Liverpool. Na terceira posição da Championship, o Cardiff tem bola para incomodar.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Copas Nacionais | 23:34

50 horas

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Dalglish e Mancini: ontem em Liverpool, amanhã em Londres

Apesar de congestionar o calendário inglês, a Football League Cup costuma ser vista como uma competição conveniente. Os treinadores dos grandes clubes podem aproveitá-la para oferecer experiência a jogadores jovens e, com um pouco de sorte nos emparelhamentos, até para levantar uma taça. Ninguém superestima uma eliminação e, dependendo das circunstâncias, muita gente valoriza a conquista. A Copa da Liga de 2008, por exemplo, é o único título do Tottenham neste século.

O problema é que a Football League resolveu admitir o status de “competição do rodízio” da pior forma possível. Apenas 50 horas depois de se encontrarem em Anfield, Liverpool e Manchester City visitam, respectivamente, Chelsea e Arsenal na terça-feira. A escala das quartas de final é absurda, pois transforma o que seria uma medida cautelosa em obrigação de preservar a condição física dos atletas. Kenny Dalglish e Roberto Mancini não devem repetir boa parte das escalações do domingo.

O efeito sobre o City deve ser reduzido, considerando que o elenco é mais rico e provavelmente seria explorado mesmo que a partida tivesse sido marcada para quarta-feira. O maior prejuízo fica para o Liverpool, que mantinha o discurso de realmente tentar vencer as copas nacionais. Quando saíram as datas, Dalglish fez críticas ferozes à tabela. “Pedir a um time que faça dois jogos em alta intensidade num espaço de dois dias é uma piada”, esbravejou.

Para repetir o mínimo possível do time titular, o Liverpool iria a Stamford Bridge com Doni; Carragher, Coates, Wilson; Kelly, Spearing, Henderson, Maxi, Fábio Aurélio; Bellamy, Carroll. Complica, não? No Chelsea, André Villas-Boas já disse que pretende usar a Copa da Liga para amadurecer três jovens (Oriol Romeu, McEachran e Lukaku), mas, se assim preferir, pode manter a base titular. Vale registrar que os Blues enfrentaram o Wolverhampton no sábado.

Com Manchester United x Crystal Palace na quarta-feira, fica muito difícil entender o prejuízo em dar três dias de descanso para Liverpool e Manchester City. Oferecer competição aos jovens é uma coisa, mas praticamente impedir que dois clubes valorizem o torneio é outra, equivocada e bem diferente. Os Reds, por exemplo, passaram pelo Stoke nas oitavas porque Luis Suárez virou o confronto. O uruguaio pode não enfrentar o Chelsea porque a tabela é uma ofensa ao bom senso.

Quartas de final da Copa da Liga
Terça, 17h45 – Cardiff x Blackburn
17h45 – Chelsea x Liverpool
18h – Arsenal x Man City
Quarta, 17h45 – Man Utd x Crystal Palace

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

domingo, 7 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man Utd | 18:20

Olá, muito prazer

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De Gea, Jones e Young são a espinha dorsal de uma renovação que vai muito além deles

20, 21, 23, 19, 21, 26, 22, 23, 25, 26 e 21. A sequência, bastante repetida há algumas horas, traz as idades dos titulares do Manchester United na parte final da Supercopa da Inglaterra, contra o Manchester City. Foram eles que transformaram uma desvantagem de 2 a 0 em mais um título para os Red Devils, que venceram por incríveis 3 a 2. O fato de Ashley Young (26) ser o vovô de um time que reagiu assim a um rival forte e experimentado representa bem mais do que uma piada pronta.

Antes da entrada de Berbatov, a dois minutos do fim, Alex Ferguson havia recorrido a quatro das seis substituições permitidas. Sem Giggs desde o início, trocou os experientes Ferdinand, Vidic, Evra e Carrick (que, outra vez, apareceu de surpresa em uma Community Shield) pelos jovens Evans, Jones, Rafael (capitão do time!) e Cleverley. Não foi preciso mudar tanto para chegar à sequência do começo do texto. São os novos tempos em Old Trafford, que nos levam a alguns comentários:

1) Aquele problema ainda existe. A imagem de Messi entre o meio-campo e a defesa do United na final da Champions ainda deve incomodar Ferguson. Hoje, o gol de Dzeko deixou claro que a ausência de um volante defensivo contra adversários difíceis e com alguém no setor (até não foi o caso de Yaya em boa parcela do jogo, é bem verdade) expõe os zagueiros perigosamente. A diferença é que não havia quem pudesse fazer essa proteção na temporada passada. Hoje tem: o polivalente Phil Jones.

2) Combinação letal. O primeiro gol de Nani, batizado por aí de “gol de Barcelona”, mostrou o nível de fluidez a que o jogo do United pode chegar. Muito disso se deve à ousadia de Ferguson, que tem insistido em escalar Young e o próprio Nani abertos no meio-campo. Quando eles chegam ao ataque tabelando com Rooney e mais um (hoje Welbeck), a defesa adversária tem muitos problemas.

Você enxergava um bom lateral-direito aí?

3) Iniesta inglês. Para ter fluidez, alguém precisa vir de trás com qualidade. A entrada de Tom Cleverley, que também participou do golaço de Nani, foi determinante para a virada e até fez Anderson crescer. Cleverley volta do empréstimo ao Wigan confiante e com status de “futuro Iniesta” para vários torcedores. Funciona melhor como meia central do que aberto pela direita, função que lhe foi delegada por Stuart Pearce na Euro sub-21. Tem tudo para ser muito utilizado.

4) Defesa versátil. Na pré-temporada, Ferguson testou todos os seus zagueiros jovens (Smalling, Jones e Evans) nas laterais. Agora, a gente entende por que O’Shea e Brown não ficaram. É claro que ninguém pode depender de Evans para nada, mas as opções legitimam a presença de apenas três laterais de ofício no elenco. Uma das boas surpresas da Community Shield foi o poder ofensivo de Smalling, hoje lateral-direito.

5) De Gea. O goleiro espanhol de 20 anos falhou nos dois gols do City, mas é cedo demais para tachá-lo de novo Taibi, Bosnich, Barthez ou Howard. O ex-colchonero tem talento e precisa se adaptar ao ambiente, às novas responsabilidades e até à fluência no idioma. Por exemplo, em entrevista ao blog, o brasileiro Adriano Basso, agora no Hull, revelou que as dificuldades iniciais com a língua o forçaram a uma transferência para o minúsculo Woking por conta da tarefa de organizar a defesa.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd | 15:50

Um dérbi para começar

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Yaya foi o cara do último dérbi e deve ser uma das preocupações táticas de Ferguson

Não poderia haver confronto melhor para abrir a temporada da elite inglesa. Amanhã, às 10h30, Wembley recebe o dérbi entre Manchester United e Manchester City pela Community Shield, a Supercopa da Inglaterra. Será a primeira vez desde 1956 que eles disputam o título inaugural do ano.

Com retornos de empréstimos e gastos distribuídos entre três bons reforços, o atual campeão inglês parece preparado para enfrentar as ausências de van der Sar e Scholes. Na despedida deste, contra o ressurgido New York Cosmos ontem, Alex Ferguson deu pistas de como vai escalar seu United, uma vez que pouco mudou em relação a outros amistosos.

Ainda que seja um grande vencedor da Community Shield, Ferguson não se importa em fazer experiências e priorizar a preparação para a temporada de fato. Assim, não são improváveis as presenças de várias novas caras. Com base na pré-temporada, existe a tendência de que os contratados David De Gea, Phil Jones e Ashley Young e os resgatados Tom Cleverley e Danny Welbeck ganhem muitos minutos no jogo de amanhã.

A expectativa é de uma abordagem agressiva do United, que tem atuado com Nani e Young abertos no meio-campo de quatro homens. Com Carrick e Hernández excluídos do dérbi, as dúvidas óbvias são os parceiros de Giggs na volância e de Rooney no ataque. Há ainda a curiosidade sobre a escalação e a função de Jones. O ex-defensor e primeiro volante do Blackburn seria uma boa resposta a Yaya Touré, que, entre os meias centrais e os zagueiros adversários, dominou a semifinal da última FA Cup.

Campeão da copa, o City não terá seu ainda capitão Tevez, que segue descansando após a Copa América e umas traquinagens nos bastidores. A estreia do ótimo reforço Sergio Agüero é incerta, mas a pré-temporada indica que Roberto Mancini pode escalar dois atacantes propriamente ditos, mesmo sem abrir mão do trio de meio-campistas, possivelmente com De Jong, Milner e Yaya.

Se finalmente concluir que Milner briga por posição com Barry, Mancini ganha um jogador mais ativo no meio e uma vaga no ataque. David Silva é nome quase certo por ali, partindo da ponta, fechando com a posse de bola e auxiliando Yaya na criação. Caso Mancio siga o modelo da vitória contra a Inter, o revezamento entre Dzeko e Balotelli na área e na ponta pode lhes dar mais confiança.

Na defesa, Kompany oferece segurança a quaisquer parceiros. É provável que Richards, Lescott e Clichy o acompanhem na forte retaguarda de Mancini. Mesmo assim, Community Shield e placar baixo não combinam. Até por sinalizar menos alterações em relação à temporada passada, o City parece ter certa vantagem para amanhã, mas nada que transforme uma eventual vitória do United em zebra.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

domingo, 15 de maio de 2011 Copas Nacionais, Debates, Man City | 14:10

O próximo passo

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A quinta copa nacional de Mancini pode ser o bilhete para sua permanência

O erro básico que se comete ao tentar entender o Manchester City é associá-lo ao caso de riqueza do Chelsea como se não existisse qualquer diferença entre eles. Antes do título da FA Cup, o City havia enfrentado Tony Pulis, hoje técnico do Stoke, pela última vez em 1999. Eram os play-offs da terceira divisão*.

Enquanto isso, o Chelsea de Zola, Poyet e Desailly terminava a Premier League no terceiro lugar. A seguir, foi quadrifinalista da Liga dos Campeões. A renovação do elenco dos Blues foi pesada logo nas primeiras temporadas de Roman Abramovich, mas o caminho a percorrer era bem mais curto. Lampard e Terry, os grandes do clube na década, estavam lá antes do russo.

Sim, o atual status do Chelsea é atrelado a Abramovich, só que a tarefa dele foi um tanto diferente da do Abu Dhabi United. O grupo que comprou o Manchester City há três temporadas recebeu um clube até ambicioso após um ano sob administração do tailandês Thaksin Shinawatra, mas sem troféus em três décadas e ainda se estabilizando na elite.

Quando Abramovich chegou a Londres, em 2003, o Chelsea já estava na Champions. A tão celebrada classificação do City veio somente após três anos de gastos do Abu Dhabi United. A FA Cup, que os Citizens festejaram ontem, foi conquistada pelos Blues duas vezes entre 1997 e 2000. O investimento do grupo do xeque Mansour chega a incríveis £400 milhões em três temporadas.

O Manchester City remou para atingir o patamar que o Chelsea já tinha com Ken Bates, predecessor de Abramovich. Não financeiro, mas na relação de forças com os outros. A questão agora é a postura que será adotada. O título da FA Cup encerra uma série de 34 temporadas em branco e redimensiona, na prática, um clube que é apenas o 12º colocado geral desde a criação da Premier League.

Quando Tim Cahill diz que seu Everton, carrasco do City de Mancini, tem um espírito coletivo que não pode ser comprado, ele ensina uma lição. Não que “dinheiro não traga felicidade”. É só um sinal de que a reconstrução do clube de Manchester chegou a uma nova fase. O título da Copa e a vaga na Champions servem como um marco para isso.

O ótimo Yaya Touré é símbolo de um time que pede uma chance para brilhar na próxima temporada

O City não pode comprar um espírito coletivo, mas tem tudo para criar as condições adequadas. Renovar grande parte do elenco a cada agosto, emprestando uma série de renegados e virando as costas à base, não é o caminho. Com um grupo já muito forte, é hora de fazer reparos para a Champions e manter o que tem dado certo.

Carlos Alberto Torres pode ser otimista por acreditar no prata da casa Micah Richards como “o futuro do futebol inglês”, mas ele tem feito grandes jogos e merece um voto de confiança do clube. Kompany é irrepreensível, De Jong se revelou importante, e não faltam opções pelas pontas e no ataque. O novo Yaya Touré é o herói do título.

Para impressionar a Europa e pensar em títulos maiores, é hora de contratar com base nas carências do elenco e criar um ambiente de continuidade que permita a ascensão de quem já está lá. E Roberto Mancini? De novo associando ao Chelsea, pode haver quem se espelhe no que aconteceu em Stamford Bridge após a demissão do também italiano Claudio Ranieri, antecessor de Mourinho. Mas os objetivos alcançados deveriam dar a ele o direito de seguir trabalhando.

Stoke
Jogou no limite, com Etherington e depois Pennant sacrificados, e impôs dificuldades na medida do possível. Pulis merece os elogios que tem recebido. Que o Stoke faça bom papel na Liga Europa.

West Ham
Com a derrota de virada por 3 a 2 para o concorrente direto Wigan, o West Ham está rebaixado à segunda divisão. Durante a semana, mais sobre a queda e a briga dos outros para evitá-la.

*Saiba mais sobre esse jogo na página do Leonardo Bertozzi

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sexta-feira, 13 de maio de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd, Premier League | 12:11

Ritmo de festa

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No dia em que a faixa vai precisar ser atualizada para 0 ou 35, o United pode festejar mais um título

Este sábado, 14 de maio de 2011, pode ser inesquecível para a cidade de Manchester. Às 8h45 de Brasília, o United depende de um empate contra o Blackburn fora de casa para garantir seu 19º título inglês. A provável conquista consolidará o domínio doméstico do clube, que, como tem sido exaustivamente divulgado, está a ponto de ultrapassar o Liverpool em troféus no campeonato.

O recorde, acompanhado do 12º título nacional da era Ferguson, certamente não ofuscaria uma eventual festa do Manchester City. Pouco mais de duas horas após o início de Blackburn x United, Wembley recebe a final da FA Cup. Sem conquistas de primeira grandeza desde 1976 (na foto, a provocação de torcedores do United faz referência a isso), o City luta contra o ímpeto do Stoke para acabar com a longa espera e marcar a nova época do clube.

Em bom português, o United vai ser campeão inglês. Mas quais as chances de isso acontecer já amanhã? Ótimas. No primeiro turno, os Red Devils venceram o Blackburn por 7 a 1 com cinco gols de Berbatov. Aquele time derrotado ainda era treinado por Sam Allardyce e, portanto, bem mais confiante e temente ao técnico. Após a absurda demissão, os Rovers se perderam de vez.

Interino que virou efetivo, Steve Kean se viu sem moral diante do grupo. Defensor de Allardyce, o zagueiro Samba sambou temporariamente da capitania. O time ensaiou uma recuperação, mas depois ficou mais de três meses sem vencer e passou a lutar contra a queda. O Blackburn já se defende melhor (Phil Jones, 19 anos, é fera), mas mal consegue atacar: três gols nos últimos seis jogos.

Por isso, é difícil apostar que o 15º colocado ficará com todos os pontos contra um United tão sólido a essa altura da temporada e com Ferguson à espera de preservar jogadores para a final da Champions na última rodada. Assim, a missão do Manchester City é, em tese, bem mais complicada. A certeza do torcedor que já marcou nas costas* o troféu da FA Cup não se justifica. Os Citizens são favoritos e têm direito ao otimismo, mas não podem descartar um adversário perigoso.

Bicampeão inglês pelo United, Tevez tenta, pelo City, conquistar sua primeira FA Cup

A semifinal da FA Cup contra o Bolton foi um grande teste para o Stoke. Apesar dos erros de Coyle, a goleada por 5 a 0, longe de seu Britannia Stadium, confirmou o caráter do time. Para frear a equipe de Tony Pulis, o Manchester City tem de prestar muita atenção não apenas às bolas aéreas (de arremessos laterais ou não), mas também aos rebotes.

Naquela tarde de festa em Wembley, o Stoke matou o Bolton fora da área com Huth, Etherington (dúvidas para amanhã) e Walters. Aliás, Etherington e Pennant são ótimas armas nos chutes de fora e também pelas pontas. O momento e o histórico ajudam: os Potters vêm de vitória por 3 a 1 sobre o Arsenal e, no ano passado, eliminaram o Manchester City da FA Cup.

Apesar disso, a festa do time de Mancini ainda é bem provável. Adam Johnson, Silva e o certamente recuperado Tevez (jogou 12 minutos contra o Tottenham) serão fundamentais para quebrar a defesa adversária e garantir um título à moda de 1968. O City foi campeão inglês na temporada em que o United conquistou a Europa pela primeira vez, só que com um intervalo de duas semanas.

*Dica do Francisco De Laurentiis

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domingo, 17 de abril de 2011 Bolton, Copas Nacionais, Debates, Stoke City | 21:17

O Bolton ofereceu, o Stoke aceitou

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A loucura de Coyle: no primeiro tempo, Elmander parecia um boxeador golpeado

O Bolton entregou o ouro ao Stoke, classificado à final da FA Cup contra o Manchester City. Owen Coyle não tinha Holden, fora da temporada, e Sturridge, que havia atuado pelo Chelsea. Foi o suficiente para ele tomar duas decisões infelizes: escalar Klasnic ao lado de Kevin Davies e o atacante Elmander como volante.

Após a chegada de Sturrrige, em janeiro, Coyle manteve o 4-4-2 e deslocou Elmander ao lado direito. Dá certo porque o atacante emprestado pelo Chelsea se movimenta muito, e a equipe se mantém protegida pelo meio com dois autênticos volantes. Na semana passada, Elmander de fato jogou ao lado de Muamba, mas sem o paradão Klasnic à frente e contra um time que também se expõe demais, o West Ham de Avram Grant.

Não é motivo para crucificar Coyle, um treinador de mão cheia, ou mesmo para minimizar os 5 a 0 do Stoke, que aproveitou a oferta do Bolton. Os Potters vinham de resultados terríveis fora de casa, mas os torcedores responderam ao pedido de Tony Pulis e transformaram metade do Wembley no Britannia. Além da vaga na final, esse obstinado time praticamente se garante na Liga Europa.

A goleada sobre um Bolton incrivelmente frágil na defesa também serve para enterrar preconceitos tolos. Ainda que o Stoke tenha um estilo de jogo muito físico, os estereótipos não podem encobrir as outras qualidades do time. É verdade que Delap joga sobretudo por conta de seus arremessos laterais para a área, um recurso como tantos outros, mas a equipe tem muito mais que isso.

Pennant vai mandar a bola para a área... com o pé

O zagueiro Huth ressuscita sua carreira com uma notável habilidade para marcar gols – já são nove na temporada, mesmo número de Fernando Torres. Seu parceiro Shawcross, o capitão do time, é ótimo e, ao lado de Piqué, do Barcelona, poderia formar uma defesa para vários anos no Manchester United, que avaliou mal os dois enquanto eles estavam em Old Trafford.

Pulis tem dois jogadores em ótima fase no meio: os wingers Pennant e Etherington. O primeiro, instável no Liverpool e problemático no Zaragoza, quebra as defesas adversárias, como quando serviu Kenwyne Jones no terceiro gol dos Potters. Etherington é mais técnico, mas também impõe correria quando necessário. À frente deles, Walters e Jones não marcam tantos gols, só que atormentam defesas e seguram bem a bola.

Relativamente tranquilo na tabela, o Stoke já vai para sua quarta temporada consecutiva na elite. Quase sempre era apontado como candidato ao rebaixamento, mas Pulis usou todos os recursos (inclusive e não somente Delap) que poderia para tornar seu time um adversário complicado para qualquer um, especialmente no Britannia. Silenciosamente, o clube se desenvolve, contrata para reduzir suas carências e não poderia ter resultados melhores. Ensiná-los a jogar é uma bobagem.

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sábado, 16 de abril de 2011 Copas Nacionais, Jogadores, Man City | 19:20

Yaya é exceção

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Yaya Touré em sua versão mais faceira

Balotelli, Boateng, Milner, Kolarov (que até foi bem hoje), Dzeko. Qualquer um desses contratados do Manchester City em 2010-11 está sujeito à tradicional provocação What a waste of money (que desperdício de dinheiro). Com David Silva ainda irregular, a grande captura do clube na temporada é Yaya Touré, melhor em campo contra o Manchester United e co-autor do gol (o outro foi Carrick, que lhe entregou a bola) que classificou os Citizens à decisão da FA Cup.

Ironicamente, Yaya é símbolo da irritante cautela de Roberto Mancini. Volante defensivo e até zagueiro em Monaco e Barcelona, o marfinense foi contratado para ser meia ofensivo no 4-2-3-1 de Mancio. É aquela história: dois sistemas semelhantes podem representar estratégias diferentes. O Tottenham, por exemplo, é habitualmente mais ousado que o Manchester City. Van der Vaart é o Yaya de White Hart Lane.

Touré poderia funcionar melhor em sua posição orginal, pois marca muito e tem uma arrancada impressionante. Em temporada sonolenta de Barry, seria o complemento perfeito a De Jong. Mas, se Mancini o escala de outro jeito, Yaya não liga e consegue ser fundamental. Em alguns jogos, inclusive, ele é quase um segundo atacante. O novo posicionamento e a eficiência dele o transformaram na melhor alternativa a Tevez. Quando o Apache não joga, o marfinense costuma ser a principal figura ofensiva do time, como na brilhante atuação contra o West Ham em dezembro.

Yaya marcou sete vezes na temporada e lidera a tabela do Manchester City em assistências. Não deixa de contribuir defensivamente, puxa quase todos os contra-ataques, aparece em momentos decisivos e, junto de Kompany, é o segundo melhor do time em 2010-11. Seu salário de £10 milhões anuais é um absurdo, mas ele justifica ao menos o valor da transferência, de £24 milhões. A ajuda na negociação é o melhor serviço já prestado ao clube pelo irmão Kolo Touré.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

sexta-feira, 15 de abril de 2011 Copas Nacionais, Premier League | 11:20

Guia da 33ª rodada e das semifinais da FA Cup

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O improvável Phillips, que viveu o auge no Sunderland, tem sido titular. Afundará o ex-time amanhã?

A 33ª rodada da Premier League se reduz a seis jogos neste fim de semana por conta das semifinais da FA Cup. Nosso guia fala, portanto, das duas competições:

SÁBADO

11h - Birmingham (16) x Sunderland (13). A caravana do Sunderland, de um ponto em 24 possíveis, chega a Birmingham. Bent faz falta, mas o problema é coletivo. Nos 3 a 0 sobre o Chelsea em novembro, Gyan e Welbeck se viraram sem ele. O time queria o continente e, tal qual seu adversário (já na Liga Europa), agora só quer ficar na elite. Árbitro: Phil Dowd. Palpite: Birmingham.

11h - Blackpool (17) x Wigan (20). Se Ian Holloway diz precisar de seis pontos, três têm de vir daqui. É hora de Charlie Adam arriscar tudo e deixar Evatt se virar como puder lá atrás para vencer o concorrente mais fraco na luta contra a queda. Árbitro: Peter Walton. Palpite: Blackpool.

11h - Everton (7) x Blackburn (15). Lembra-se da saga do Sunderland? Então, o Blackburn também não ganha um jogo há quase três meses. Sem o capitão Nelsen e contra o Everton, o time do momento mesmo cheio de desfalques, a tendência é o jejum persistir. Árbitro: Kevin Friend. Palpite: Everton.

11h - WBA (10) x Chelsea (3), ESPN e ESPN HD. O clima de descontinuidade está escancarado no Chelsea. A temporada se limita a uma nada empolgante obrigação de assegurar um lugar no Top Four, que, amanhã, pode esbarrar no ótimo trabalho inicial de Roy Hodgson no Hawthorns. Árbitro: Lee Probert. Palpite: empate.

11h - West Ham (18) x Aston Villa (14). As pesadas derrotas para United e Bolton quebraram a arrancada dos Hammers. Já o Villa, com seu quarteto da seleção inglesa, não superou a mediocridade nem na última rodada, quando venceu o Newcastle. Árbitro: Michael Oliver. Palpite: empate.

Equivalentes, Rooney e Tevez não jogam o dérbi. Pior para Mancini, que confia demais no argentino

13h15 - FA Cup: Man City x Man Utd, Esporte Interativo, ESPN e ESPN HD. Mancini pode jogar o emprego e a temporada em Wembley. Em dérbi sem Tevez, é difícil que seu velho 4-2-3-1 não volte à pauta. O City precisa, sobretudo, de atitude para não repetir Anfield. O United não conta com Rooney, mas Ferguson tem alternativas seguras. Árbitro: Mike Dean. Palpite: Man Utd.

DOMINGO

12h - Arsenal (2) x Liverpool (6), RedeTV! e ESPN. Das quatro vitórias dos Reds longe de Anfield, três foram sob Dalglish. Entretanto, a coleção de desfalques e a consequente fragilidade pelos lados devem impedir que o Liverpool reedite no Emirates a atuação de segunda-feira. Os Gunners podem derrubar a vantagem do United para quatro pontos. Árbitro: Andre Marriner. Palpite: Arsenal. *Sempre vale lembrar: há 22 anos, uma tragédia no obsoleto estádio Hillsborough, que recebia a semifinal da FA Cup entre Liverpool e Nottingham Forest, vitimava 96 torcedores do Reds. Os tributos não param.

12h - FA Cup: Bolton x Stoke, Esporte Interativo e ESPN HD. Além da vaga na final, uma vitória pode implicar classificação à Liga Europa. Sem Sturridge, que jogou a FA Cup pelo Chelsea, Coyle pode formar um ataque forte com a retomada da parceria entre Elmander e Kevin Davies contra um sempre complicado conjunto de Tony Pulis. Árbitro: Howard Webb. Palpite: Bolton.

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