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domingo, 7 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man Utd | 18:20

Olá, muito prazer

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De Gea, Jones e Young são a espinha dorsal de uma renovação que vai muito além deles

20, 21, 23, 19, 21, 26, 22, 23, 25, 26 e 21. A sequência, bastante repetida há algumas horas, traz as idades dos titulares do Manchester United na parte final da Supercopa da Inglaterra, contra o Manchester City. Foram eles que transformaram uma desvantagem de 2 a 0 em mais um título para os Red Devils, que venceram por incríveis 3 a 2. O fato de Ashley Young (26) ser o vovô de um time que reagiu assim a um rival forte e experimentado representa bem mais do que uma piada pronta.

Antes da entrada de Berbatov, a dois minutos do fim, Alex Ferguson havia recorrido a quatro das seis substituições permitidas. Sem Giggs desde o início, trocou os experientes Ferdinand, Vidic, Evra e Carrick (que, outra vez, apareceu de surpresa em uma Community Shield) pelos jovens Evans, Jones, Rafael (capitão do time!) e Cleverley. Não foi preciso mudar tanto para chegar à sequência do começo do texto. São os novos tempos em Old Trafford, que nos levam a alguns comentários:

1) Aquele problema ainda existe. A imagem de Messi entre o meio-campo e a defesa do United na final da Champions ainda deve incomodar Ferguson. Hoje, o gol de Dzeko deixou claro que a ausência de um volante defensivo contra adversários difíceis e com alguém no setor (até não foi o caso de Yaya em boa parcela do jogo, é bem verdade) expõe os zagueiros perigosamente. A diferença é que não havia quem pudesse fazer essa proteção na temporada passada. Hoje tem: o polivalente Phil Jones.

2) Combinação letal. O primeiro gol de Nani, batizado por aí de “gol de Barcelona”, mostrou o nível de fluidez a que o jogo do United pode chegar. Muito disso se deve à ousadia de Ferguson, que tem insistido em escalar Young e o próprio Nani abertos no meio-campo. Quando eles chegam ao ataque tabelando com Rooney e mais um (hoje Welbeck), a defesa adversária tem muitos problemas.

Você enxergava um bom lateral-direito aí?

3) Iniesta inglês. Para ter fluidez, alguém precisa vir de trás com qualidade. A entrada de Tom Cleverley, que também participou do golaço de Nani, foi determinante para a virada e até fez Anderson crescer. Cleverley volta do empréstimo ao Wigan confiante e com status de “futuro Iniesta” para vários torcedores. Funciona melhor como meia central do que aberto pela direita, função que lhe foi delegada por Stuart Pearce na Euro sub-21. Tem tudo para ser muito utilizado.

4) Defesa versátil. Na pré-temporada, Ferguson testou todos os seus zagueiros jovens (Smalling, Jones e Evans) nas laterais. Agora, a gente entende por que O’Shea e Brown não ficaram. É claro que ninguém pode depender de Evans para nada, mas as opções legitimam a presença de apenas três laterais de ofício no elenco. Uma das boas surpresas da Community Shield foi o poder ofensivo de Smalling, hoje lateral-direito.

5) De Gea. O goleiro espanhol de 20 anos falhou nos dois gols do City, mas é cedo demais para tachá-lo de novo Taibi, Bosnich, Barthez ou Howard. O ex-colchonero tem talento e precisa se adaptar ao ambiente, às novas responsabilidades e até à fluência no idioma. Por exemplo, em entrevista ao blog, o brasileiro Adriano Basso, agora no Hull, revelou que as dificuldades iniciais com a língua o forçaram a uma transferência para o minúsculo Woking por conta da tarefa de organizar a defesa.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , , ,

sábado, 6 de agosto de 2011 Copas Nacionais, Man City, Man Utd | 15:50

Um dérbi para começar

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Yaya foi o cara do último dérbi e deve ser uma das preocupações táticas de Ferguson

Não poderia haver confronto melhor para abrir a temporada da elite inglesa. Amanhã, às 10h30, Wembley recebe o dérbi entre Manchester United e Manchester City pela Community Shield, a Supercopa da Inglaterra. Será a primeira vez desde 1956 que eles disputam o título inaugural do ano.

Com retornos de empréstimos e gastos distribuídos entre três bons reforços, o atual campeão inglês parece preparado para enfrentar as ausências de van der Sar e Scholes. Na despedida deste, contra o ressurgido New York Cosmos ontem, Alex Ferguson deu pistas de como vai escalar seu United, uma vez que pouco mudou em relação a outros amistosos.

Ainda que seja um grande vencedor da Community Shield, Ferguson não se importa em fazer experiências e priorizar a preparação para a temporada de fato. Assim, não são improváveis as presenças de várias novas caras. Com base na pré-temporada, existe a tendência de que os contratados David De Gea, Phil Jones e Ashley Young e os resgatados Tom Cleverley e Danny Welbeck ganhem muitos minutos no jogo de amanhã.

A expectativa é de uma abordagem agressiva do United, que tem atuado com Nani e Young abertos no meio-campo de quatro homens. Com Carrick e Hernández excluídos do dérbi, as dúvidas óbvias são os parceiros de Giggs na volância e de Rooney no ataque. Há ainda a curiosidade sobre a escalação e a função de Jones. O ex-defensor e primeiro volante do Blackburn seria uma boa resposta a Yaya Touré, que, entre os meias centrais e os zagueiros adversários, dominou a semifinal da última FA Cup.

Campeão da copa, o City não terá seu ainda capitão Tevez, que segue descansando após a Copa América e umas traquinagens nos bastidores. A estreia do ótimo reforço Sergio Agüero é incerta, mas a pré-temporada indica que Roberto Mancini pode escalar dois atacantes propriamente ditos, mesmo sem abrir mão do trio de meio-campistas, possivelmente com De Jong, Milner e Yaya.

Se finalmente concluir que Milner briga por posição com Barry, Mancini ganha um jogador mais ativo no meio e uma vaga no ataque. David Silva é nome quase certo por ali, partindo da ponta, fechando com a posse de bola e auxiliando Yaya na criação. Caso Mancio siga o modelo da vitória contra a Inter, o revezamento entre Dzeko e Balotelli na área e na ponta pode lhes dar mais confiança.

Na defesa, Kompany oferece segurança a quaisquer parceiros. É provável que Richards, Lescott e Clichy o acompanhem na forte retaguarda de Mancini. Mesmo assim, Community Shield e placar baixo não combinam. Até por sinalizar menos alterações em relação à temporada passada, o City parece ter certa vantagem para amanhã, mas nada que transforme uma eventual vitória do United em zebra.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Copas Europeias, Fulham, Stoke City | 13:35

Garra inglesa

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Criticado pelo estilo sisudo de futebol, o competente Tony Pulis segue redefinindo o Stoke

A manhã na suíça Nyon foi razoável para os ingleses. Em sua sede, a UEFA sorteou os confrontos dos play-offs das copas continentais. Na Liga dos Campeões, o Arsenal não foi premiado: pega a Udinese, da Itália. Na Liga Europa, o Tottenham faz choque doméstico com os escoceses do Hearts, o Birmingham vai à Ilha da Madeira para enfrentar o Nacional português, o Stoke joga contra o Thun, da Suíça, e o Fulham mede forças com o ucraniano Dnipro, de Giuliano e Juande Ramos.

Stoke e Fulham, aliás, merecem atenção particular por já terem vencido obstáculos. Os Potters, vice-campeões da FA Cup, passaram pelo Hajduk Split, vice-campeão croata, com duas vitórias por 1 a 0. Os Cottagers, que se classificaram pela vaga do Fair Play, eliminaram o NSI Runavik, das Ilhas Faroé, o norte-irlandês Crusaders e o croata RNK Split.

Apesar da relativa segurança de ambos nas eliminatórias, os clubes podem fazer diferentes interpretações de suas participações precoces. O Stoke, que não ia à Europa desde 1974, desfruta vitórias sobre um time com relevante tradição continental e consolida seu redimensionamento pelas mãos do técnico Tony Pulis. Hoje, ninguém em sã consciência aponta os Potters como candidatos claros ao rebaixamento na Premier League.

O Fulham, por sua vez, é punido pelo status conquistado com o vice na Liga Europa em 2010. O time foi bem, mas o nível dos adversários e a longa caminhada de seis jogos até os play-offs provocam a sensação de que cumpriu uma obrigação que o impedia de fazer outras coisas. O novo treinador Martin Jol lamentou a fragilidade da preparação, que teve de sacrificar os tradicionais amistosos de pré-temporada e os minutos de vários jogadores secundários em função da necessidade de vencer.

Circunstâncias à parte, a composição alternativa dos representantes ingleses na Liga Europa, que exclui Liverpool e Everton (sexto e sétimo colocados da Premier League), pode ser interessante. O público desinteresse do Tottenham certamente não atingirá Stoke e Fulham. Se ocuparem posições intermediárias na liga, eles, chegando lá, podem priorizar a disputa na segunda parte da temporada – caso do Fulham em 2010. O Birmingham, na segunda divisão, perdeu força e não deve ir muito longe.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Championship, Treinadores | 18:00

O peso do treinador

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Holloway caiu com o Blackpool, mas não vai sair da sua telinha

Está encerrada a longa e sonolenta espera pela nova temporada na Inglaterra. Com direito a transmissão na televisão brasileira*, a Football League Championship, a popular segunda divisão inglesa, começa amanhã. O jogo de abertura, entre Hull City e Blackpool, faz a gente se lembrar de: 1) como é difícil definir os favoritos à promoção e 2) quão importante é a figura do manager.

Mesmo sem despontarem como candidatos sólidos no início de suas temporadas de sucesso, os estreantes de sexta-feira conseguiram acessos recentes à Premier League. O Hull de 2007-08 era comandado por Phil Brown, que assumiu em dezembro de 2006, quando o time estava na zona de rebaixamento à League One. A ascensão do Blackpool em 2009-10 foi inspirada por Ian Holloway, que, com elenco fraco, teve a sensibilidade de arriscar e concentrar as ações nos pés de Charlie Adam, hoje no Liverpool.

Em 2011-12, Brown tenta reconduzir o Preston à segunda divisão, e Holloway segue firme em Bloomfield Road após o rebaixamento com campanha empolgante na Premier League – ele provou que isso é possível. Os dois treinadores excêntricos usam as divisões inferiores também como trampolim, mas não só de vitrine vive a Football League. Em um cenário sem tanta disparidade de investimento, alguns clubes apostam em figuras carimbadas do futebol inglês para se diferenciarem pelo comando técnico.

Depois de frustrante experiência com Avram Grant, o West Ham confia a Sam Allardyce a obrigação de um pronto retorno à elite antes da mudança para o Estádio Olímpico. Big Sam acredita em conhecidos do melhor trabalho da carreira: os reforços Abdoulaye Faye e Kevin Nolan (craque da Championship há dois anos, aliás) jogaram com ele no Bolton. Embora não seja o caso de Matt Taylor, o winger chega do Reebok Stadium. Sammy Lee, que o assistiu por lá, foi especulado para a comissão técnica.

Eriksson e McClaren, ex-treinadores da seleção, estão na Championship. Quem disse que Capello não tem um futuro na Inglaterra?

Se Allardyce ainda é muito respeitado, nem o êxito no holandês Twente afastou a desconfiança sobre Steve McClaren, especialmente após temporada complicada na Alemanha. O ex-técnico da seleção inglesa assume o Nottingham Forest para tentar vencer a difícil barreira dos play-offs. Com dinheiro disponível e reforços importantes (principalmente Kasper Schmeichel, Michael Johnson – conhecidos do técnico – e Sean St Ledger), o Leicester segue a mesma receita com o revigorado Sven-Goran Eriksson.

Allardyce, McClaren e Eriksson fazem parte do grupo com grife, mas outros também podem fazer a diferença. Aos 43 anos, o uruguaio Gus Poyet, ex-jogador de Chelsea e Tottenham, já tem moral alto no recém-promovido Brighton & Hove Albion. O talentoso e ainda mais jovem Simon Grayson, do Leeds, é a principal esperança do time depois de um mercado tímido.

Fato é que poucos dos 24 clubes não podem sonhar com o acesso. Basta observar as campanhas de Norwich (2º), Leeds (7º) e Millwall (9º), então promovidos da League One, na temporada passada. Neil Warnock (QPR), Paul Lambert (Norwich) e Brendan Rodgers (Swansea) merecem todos os créditos pelo sucesso em 2010-11. Amanhã, começa uma nova corrida, com vários novos personagens. O West Ham de Allardyce e o Leicester de Eriksson parecem mais fortes, mas fazer previsão na Championship é flertar com o erro.

*Sexta-feira, às 15h45 – Hull x Blackpool na ESPN
Domingo, às 9h – West Ham x Cardiff na ESPN Brasil

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 Newcastle | 09:39

Quem vai ficar com Joey?

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Barton criou uma relação única com os árbitros

Quando chegou ao Twitter, há dois meses, Joey Barton oferecia uma pauta certa aos jornalistas. Cedo ou tarde, o polêmico meia do Newcastle criaria uma confusão. E ela começou depois da derrota por 3 a 2 de seu time para o Leeds, no domingo. Barton, que já havia se desentendido com a diretoria em negociação de contrato, repercutiu o amistoso com a habitual sutileza: “Se eu quiser sair, digo que quero sair. (…) Não estou preparado para cair de novo (em referência ao rebaixamento de 2009)”, disparou na rede social.

A reação do Newcastle é, na verdade, uma autopunição. Barton foi multado em duas semanas de salário, afastado dos treinos e, mais importante, está liberado para uma transferência sem custos para outro clube. Estava declarada uma guerra de palavras que, de qualquer maneira, será perdida pela diretoria. Ainda que tenha um rico histórico de problemas, com direito a duas prisões, Barton enfim joga regularmente e vive o grande momento da carreira. Após Andy Carroll e Kevin Nolan, esta deve ser a terceira vez em seis meses que os Magpies perdem seu melhor jogador.

A iminente saída de Barton, que teria mais um ano de contrato, faz parte de um processo cíclico, para o qual também contribui o lateral-esquerdo José Enrique. O jogador vai ao Twitter, reclama da política do proprietário Mike Ashley (é insubordinação, mas o mandatário não se ajuda) e sai dos planos do clube, que, ironicamente, justifica as queixas e pode criar novos insatisfeitos. Além disso, a ausência de um reinvestimento dos £35 milhões arrecadados com Carroll cria um cenário de incerteza.

O caso de Barton pesa muito. Ele é uma liderança relevante e o grande criador de jogadas do time. Aberto pela direita, fora de sua posição natural, teve nove assistências na última Premier League e formou combinação explosiva com Carroll, que poderia ser reeditada com o recém-contratado Demba Ba. Em resumo, o Newcastle precisa mais dele do que o contrário. O agente do meia, Willie McKay, pode até ser presunçoso, mas está certo quando diz que arrumar um novo clube não será problema.

Ninguém é louco de santificar Barton. No entanto, seu status de barganha é inegável. Associando a técnica a um lado sujo moderado pelos quase 29 anos, ele pode ser importante até para o Arsenal, um dos vários supostos interessados. O Newcastle, por outro lado, compra a guerra de palavras com o jogador e, se não cobrir a provável saída (como tenta com Cabaye na vaga de Nolan), tem tudo para sofrer bastante com o novo e enfraquecido time de Alan Pardew.

Esclarecimento
A semana quase inteira sem novos textos foi provocada por uma surpreendente ausência de conexão durante uma viagem. Agradeço a compreensão.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

quarta-feira, 27 de julho de 2011 Mercado, QPR | 12:33

Perguntar não ofende

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Dyer? Aquele? Agora vai!

A temporada 2010-11 foi perfeita para o Queens Park Rangers. A campanha irrepreensível na segunda divisão devolveu o clube à elite após 15 anos, e uma vitória nos bastidores impediu que a controversa compra do argentino Alejandro Faurlín, em 2009, barrasse essa promoção. Associado às promessas de investimento e à habilidade do marroquino Adel Taarabt, o ótimo trabalho do técnico Neil Warnock parecia ser a receita para o sucesso na Premier League. Nada podia deter os Rangers.

A menos que o próprio clube estragasse tudo. Proprietário de um terço do QPR, o indiano Lakshmi Mittal tem fortuna comparável à de Mansour Al Nahyan, manda-chuva do Manchester City, mas quase não investe. Contar com os outros sócios é inútil. Bernie Ecclestone e, desde que despachado da presidência, Flavio Briatore não existem para todos os efeitos. Um dos potenciais protagonistas do mercado virou um coadjuvante atrapalhado e sem grife.

Genro de Mittal, Amit Bhatia se demitiu da vice-presidência ainda em maio por não concordar com os rumos do clube. Até Warnock havia perdido força, e o nome de Claudio Ranieri (aquele mesmo) chegou a ser ventilado para substituí-lo. Ecclestone, que não faz nada, recusa-se a vender sua parte no QPR, de 62%. O resultado é um mercado apático, desastroso para um time sólido na segunda divisão, mas que não sobreviverá sem se reforçar direito. Por ora, são três contratações sem custos e certamente ineficazes: Kieron Dyer, Daniel Gabbidon e Jay Bothroyd.

Em quatro anos de West Ham, Dyer esteve quase sempre machucado e, mesmo quando jogou, não justificou seu salário. Gabbidon, também nos Hammers, ratificou o status de defensor limitado e ainda arrumou confusão. Bothroyd começou bem na segunda divisão pelo Cardiff e foi convocado à seleção inglesa por Fabio Capello durante uma crise de lesões entre os atacantes, mas desapareceu. O único alento é a intenção de manter Taarabt. Perguntar não ofende: aonde o QPR acha que vai assim?

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Debates, Man City | 20:10

Hora do ultimato

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Estacionado: Balotelli não evoluiu nada em um ano

É, Mancini... Cada um tem a bomba-relógio que merece

Ontem, durante amistoso do Manchester City contra o Los Angeles Galaxy nos Estados Unidos, Mario Balotelli jogou no lixo uma ocasião clara de gol. O atacante italiano preferiu oferecer aos torcedores um lamentável espetáculo circense a marcar pela segunda vez na partida, que terminou empatada por 1 a 1. O técnico Roberto Mancini o substituiu imediatamente para, acredite, o descontentamento da controversa promessa.

Aos 20 anos, Balotelli chega pressionado à segunda temporada no clube. E não é só em função dos £24 milhões pagos à Internazionale. O maior problema é o comportamento moldado por desinteresse, arrogância e inconsequência. Apesar de ele ter atuado pouco, os números são até razoáveis (10 gols em 28 jogos) para um garoto em adaptação a outro país, mas certas coisas são simplesmente intoleráveis.

O ano de estreia do siciliano teve entrevistas imbecis, falta de envolvimento com o time e duas expulsões que pedem capítulo à parte. Uma, causada por agressão ao ótimo Youssuf Mulumbu, do West Bromwich, sucedeu aos dois primeiros gols dele pelo clube. A outra, depois de um golpe em Goran Popov, determinou a eliminação do City na Liga Europa diante do Dynamo Kiev.

Balotelli merece o ultimato após a atitude desrespeitosa a jogadores de City e Galaxy. Mesmo conhecendo a peça dos tempos de Inter, Mancini acreditou que poderia domá-la. Se mantém a esperança, o manager deve encerrar, também longe dos microfones, a era da complacência: ou entra nos eixos, ou está fora dos planos. Não somente por um princípio, mas especialmente porque o momento exige isso.

Passar a mão na cabeça de Balotelli equivale a manter Tevez como capitão, representaria um prêmio à imbecilidade e o risco de irritar um grupo de Kompanys e De Jongs pela inversão de valores. É hora de dar crédito a quem trabalha para construir a identidade de um time que jogará a Champions, precisa dar respostas após o título da FA Cup e parece já ter aprendido muito em seus anos de vacas gordas.

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sábado, 23 de julho de 2011 Everton, Mercado | 14:56

Vende e prospera

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Bons tempos, aqueles em que o Everton tinha ataque, Rooney não precisava de implante capilar...

Não são secretos os problemas financeiros do Everton. Em 2004, por exemplo, a venda de Wayne Rooney ao Manchester United foi fundamental para evitar um cenário de desespero. Mesmo com recursos escassos, a era David Moyes, que completará uma década nesta temporada, sempre manteve o time entre os mais consistentes da Premier League. O futuro, outra vez, depende do julgamento do treinador, que costuma tomar boas decisões. Para se reforçar, o Everton tem de vender alguém*.

O segundo amistoso da pré-temporada ratificou a necessidade de levar nova(s) cara(s) a Goodison Park. Fora de casa, o Everton perdeu por 1 a 0 para o Philadelphia Union na última quarta-feira. No mesmo dia, apareceu mais uma chance de o clube financiar contratações. Empenhado em fortalecer sua defesa, o Arsenal fez uma proposta de £10 milhões pelo zagueiro de seleção inglesa Phil Jagielka. Os Toffees, que haviam rejeitado £12 milhões por ele no verão passado, declinaram a oferta de novo.

O Everton faz jogo duro para tentar arrecadar mais com a saída de Jagielka, de 28 anos. Rumores indicam que exagerados £20 milhões seriam suficientes para liberá-lo. No entanto, parece improvável que, com Gary Cahill no mercado, um clube atinja a exigência de Moyes. O zagueiro do Bolton é três anos mais jovem e pode sair pelos £17 milhões da cláusula de rescisão. A questão é: vale a pena se desfazer de alguém para reforçar outra posição (ataque, ataque!)?

Ah, vale. Além de Jagielka, o Everton tem três jogadores que poderiam fazer um caixa interessante: o lateral-esquerdo Leighton Baines e os volantes Jack Rodwell e Marouane Fellaini. Baines, o melhor do time, não tem substituto, e sua saída representaria um grande golpe nas pretensões de Moyes. Em tese, não dá para vendê-lo por menos de £25 milhões. O preço de Jagielka é menor, mas se desfazer dele seria deixar a defesa nos pés de zagueiros longe do auge, como Distin e Yobo.

Com os dois volantes defensivos, é diferente. Um pode substituir o outro. O titular Fellaini está mais pronto, mas, apesar de estagnado nos últimos anos, Rodwell ainda é muito novo (20) e deve render mais nas próximas temporadas. Moyes deveria ponderar a venda de um deles. A posição pode contar também com Heitinga e Phil Neville deslocados. Com Arteta operando mais à frente, Coleman e Osman abertos e Tim Cahill encostando no ataque, o meio-campo estaria, como a defesa, bem resolvido.

O problema é mesmo o ataque: Yakubu pesado, Anichebe enrolado, Saha quase sempre lesionado, Baxter problemático… Beckford, acredite, é o mais confiável. Quaisquer £15 milhões arrecadados devem ser reinvestidos na posição para cobrir a maior carência de um time muito sólido, mas que virou cemitério de centroavantes. Afora Cahill, que às vezes tem de quebrar o galho por ali, você se lembra do último grande atacante do Everton? Sim, o texto termina com quem começou: Wayne Rooney.

*A informação é da BBC

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

quinta-feira, 21 de julho de 2011 Man Utd, Mercado | 00:00

Sem pressa

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Sneijder x Chelsea: vai virar rotina?

Há dez anos, o Manchester United contratou um jogador de que não precisava: Juan Sebastián Verón, por generosos £28 milhões à Lazio. Paul Scholes, que estava no auge, foi adiantado para abrir espaço ao argentino. Não deu certo. Verón fracassou e acabou vendido ao Chelsea por £15 milhões em 2003. Hoje, depois da aposentadoria de Scholes, o excesso virou escassez. Alex Ferguson ainda não tem um novo organizador de jogadas.

Seu alvo preferencial é Wesley Sneijder. A negociação, no entanto, não é simples. Luka Modric foi especulado, mas o forte interesse do Chelsea e a resistência do Tottenham são obstáculos. Samir Nasri chegou a ser visto como a alternativa ideal, só que o Arsenal parece disposto a assumir o risco de manter o jogador mesmo com o contrato perto do fim. Houve até quem falasse em Ganso, porém a falta de dinamismo do santista e a dificuldade em se adaptar a um papel mais defensivo afastam essa possibilidade.

A posição do playmaker é a maior – talvez a única, aliás – carência do elenco. Ainda assim, Ferguson prefere não arriscar. Ele não dá margem de erro a esse negócio, só admite contratar o jogador certo. Há pouco, negou dos Estados Unidos, onde o time faz pré-temporada, as indicações de que Wayne Rooney possa virar uma solução caseira (até faria sentido com mais um grande atacante no elenco).

Por ora, o substituto é mais velho do que Scholes: Ryan Giggs. O galês, por sinal, havia assumido a posição bem antes de o parceiro encerrar a carreira. Scholes foi o melhor da liga em agosto de 2010, mas perdeu o fôlego. Raramente foi titular absoluto nos últimos quatro anos. O reposicionamento de Giggs, que tem dado muito certo, cobre uma carência que, na verdade, existe há bastante tempo.

Ferguson pode contar também com Anderson e, até por isso, parece tranquilo. Afinal, a maior missão no mercado está cumprida: derrubar a média de idade do United. Embora os dois primeiros cheguem para posições abastadas, Ashley Young (26), Phil Jones (19) e David De Gea (20) são bons reforços. Tom Cleverley (21), Danny Welbeck (20) e Federico Macheda (19) voltam para compor o grupo.

Na contramão, Gary Neville (36) e Edwin van der Sar (40) se juntam a Scholes (36) no grupo dos ex-jogadores. Wes Brown (31) e John O’Shea (30) vão para o Sunderland. Calculista para promover as necessárias mudanças, Ferguson diz ter, com o Liverpool, quatro concorrentes após muito tempo. No fundo, ele sabe que está à frente de todos eles na disputa doméstica. Mas, para desafiar Barcelona e Real Madrid na Europa, pode mesmo precisar de um Sneijder.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011 Brasileiros, Jogadores | 19:07

Fórmula de insucesso

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Caçapa: saudades no Lyon e nos adversários do Newcastle

Precisa de reforços? Vá buscá-los na Inglaterra. Alguns clubes brasileiros têm seguido esse caminho. O São Paulo acertou o empréstimo do volante Denílson, do Arsenal. O Corinthians tenta chegar a um acordo com o Manchester City pelo rebelde argentino Carlos Tevez. A imprensa gaúcha noticiou há pouco o interesse do Internacional por outro atacante do City, o brasileiro Jô.

Em 2008-09, na casa dos 21 anos, Denílson fez 51 jogos pelo Arsenal. Esse número desabou para uma média de 30 partidas nas últimas temporadas devido a problemas físicos, o crescimento de Jack Wilshere e uma evidente estagnação em seu desenvolvimento. Jô quase não joga no City. A exceção é Tevez, o melhor da Premier League 2010-11 para o blog.

Ainda que o argentino seja a única contratação plenamente segura (em campo, é claro), todos eles podem dar boas respostas no Brasil. O problema é que várias das capturas “inglesas” fracassaram por aqui. O blog recapitula os exemplos recentes, bons e ruins:

Belletti, do Chelsea para o Fluminense em 2010. Apesar do salário alto, era difícil prever a lamentável relação custo / benefício de Belletti no Flu. O último ano no Chelsea não foi dos piores, com o brasileiro participando, geralmente como alternativa a Ballack, de alguns jogos das campanhas vitoriosas na Premier League e na FA Cup. Foi mais importante em Bridge do que nas Laranjeiras.

Caçapa, do Newcastle para o Cruzeiro em 2009. As duas temporadas de Caçapa em St James’ Park foram fracas. Atabalhoado, não parecia o zagueiro seguro que capitaneou o Lyon por cinco anos. O relativo insucesso na Toca da Raposa não chegou a surpreender.

Deco, do Chelsea para o Fluminense em 2010. Talvez a grande decepção da lista. Deco não era um dos favoritos de Ancelotti, mas foi titular, por exemplo, no jogo decisivo para o título do Chelsea em 2009-10, a vitória por 2 a 1 sobre o Manchester United em Old Trafford. Ele até se lesionava bastante em Stamford Bridge, porém a tendência a problemas físicos ficou mais evidente no Fluminense.

Gilberto, do Tottenham para o Cruzeiro em 2009. Em Londres, Gilberto anunciou ao mundo (Dunga não pegou) que não era mais lateral-esquerdo. Foram 18 meses quase nulos em White Hart Lane, com o brasileiro perdendo a concorrência para Assou-Ekotto, Bale, Chimbonda… No Cruzeiro, rendeu bem mais como meia de ligação.

Umbabarauma, homem-gol

Ilan, do West Ham para o Inter em 2010. Ilan, acredite, marcou gols importantes na bem-sucedida luta dos Hammers contra o rebaixamento. O semestre na Inglaterra anunciava algo melhor do que uma passagem melancólica pelo Inter.

Robinho, do Manchester City para o Santos em 2010. Após um começo horroroso de temporada, Robinho chegou a ser a sexta opção de ataque no City (atrás de Tevez, Adebayor, Bellamy, Santa Cruz e Benjani). O empréstimo ao Santos foi bom para o contrariado atacante, que se revigorou e preparou o terreno para um ótimo ano de estreia no Milan.

Rodrigo Possebon, do Manchester United para o Santos em 2010. Havia grandes expectativas sobre o volante revelado pelo Internacional, mas uma entrada insana do nada saudoso Pogatetz, então no Middlesbrough, foi um golpe na carreira dele. A perna fraturada voltou ao normal. No entanto, Possebon falhou na tentativa de impressionar Ferguson e, ofuscado pelo ótimo Danilo, ainda não conseguiu emplacar na Vila Belmiro.

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