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sábado, 31 de dezembro de 2011 Blackburn | 16:49

A ressurreição de Yak

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Se 2011 foi particularmente ótimo para um jogador na Inglaterra, este é Yakubu Aiyegbeni. É claro que Robin van Persie teve um ano espetacular, de 35 gols na Premier League, mas o nigeriano ressurgiu das cinzas e, no último dia do calendário, silenciou Old Trafford duas vezes para oferecer ao Blackburn uma vitória para lá de inesperada.

Yak, como é carinhosamente chamado pelos torcedores, vinha de dois, três anos fracos, estranhos para uma carreira que, ao contrário do que bastante gente pensa, notabiliza-se pela tranquilidade para marcar gols. No ano passado, quando ainda estava em péssima fase, ele virou folclore mundial por perder um dos gols mais feitos da história das Copas. A crise de confiança parecia não ter fim.

Os sempre atentos olhos de Harry Redknapp levaram Yakubu à Inglaterra

Depois de uma primeira temporada produtiva no Everton, o centroavante havia desaparecido, sucumbido à maldição de Goodison Park, onde nenhum atacante deu realmente certo após Wayne Rooney. Até que, no primeiro semestre de 2011, ele foi emprestado ao Leicester, então comandado por Sven-Goran Eriksson. Foram 11 gols em 20 partidas na Championship, números suficientes para ele retornar às manchetes.

Insuficientes, porém, para David Moyes segurá-lo no Everton. O treinador escocês preferiu o empréstimo do argentino Denis Stracqualursi, que até agora passa em branco no novo clube. Yakubu foi vendido ao Blackburn por apenas £1 milhão. A equipe vai muito mal, mas o nigeriano arrebenta. Com direito a quatro gols na partida contra o Swansea, ele já marcou 12 vezes em 14 jogos na liga. O preciso finalizador de meados da década passada não desaprendeu o ofício.

O técnico Steve Kean, que deve seu emprego a Yakubu, já o “desafiou” a romper a barreira de 20 gols. Seria um feito inédito para Yak, que passou perto em seus primeiros quatro anos na Inglaterra, entre Porstmouth (sua porta de entrada para o país, aberta por Harry Redknapp) e Middlesbrough. Há 12 meses, o nigeriano era piada. Hoje, persegue a artilharia da Premier League.

Que seu 2012 seja tão feliz quanto o 2011 de Yakubu. Ótimo ano-novo a todos!

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 Bolton | 13:53

Tchau, Bolton?

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Enfim, livre: Cahill tem tudo para ser titular no Chelsea

O Bolton aceitou a proposta do Chelsea por Gary Cahill. Do ponto de vista dos Blues, ótimo negócio. Cahill é seguro, ainda tem possibilidade de evolução aos 26 anos e resolve a maior deficiência do elenco. Na perspectiva dos Trotters, uma medida de proteção para não perder o jogador gratuitamente no meio de 2012, mas também uma venda que expõe um erro e aumenta a chance de rebaixamento à segunda divisão.

O contrato do zagueiro da seleção inglesa com o Bolton termina no fim desta temporada. Hoje, está claro que ele deveria ter sido liberado em agosto. Em alguns meses, o valor de Cahill diminuiu consideravelmente, com a imprensa inglesa especulando uma oferta do Chelsea na região de £7 milhões, mais ou menos metade do que se cogitava no mercado de verão. Arrecadando mais, seria possível tapar os inúmeros buracos do elenco sem precisar mudá-lo no meio do caminho.

O Bolton tem uma série de problemas, como um meio-campo viúvo dos ausentes por lesão (Lee e Holden) e má fase dos atacantes, mas o maior deles é um sistema defensivo que sofreu 41 gols em 18 jogos. Sem Cahill, a situação pode piorar. Como Boyata, emprestado pelo Manchester City, tem sido utilizado na lateral, os zagueiros titulares devem ser Knight e Wheater. Para terminar o filme de terror, Paul Robinson (não o goleiro do Blackburn) volta a ganhar espaço com a lesão de Marcos Alonso.

A quatro pontos de sair da zona do rebaixamento (não é tão simples: conquistou apenas três em seu estádio), o Bolton se vê favorito à queda sem seu quase ex-principal jogador. A esperança pode estar num passado recente, quando o time goleou o Stoke ou dominou o Blackburn no primeiro tempo de um jogo decisivo. Janeiro até costuma ser um ótimo mês para Coyle, que tem um histórico de empréstimos bem interessante, com Weiss, Wilshere e Sturridge nos últimos anos. Mas, agora, tudo é mais difícil.

19ª rodada
Sexta, 17h45 – Liverpool x Newcastle (RedeTV!, ESPN Brasil, ESPN HD)
Sábado, 10h45 – Man Utd x Blackburn (ESPN Brasil, ESPN HD)
13h – Arsenal x QPR (ESPN Brasil)
13h – Bolton x Wolves
13h – Chelsea x Aston Villa (ESPN, ESPN HD)
13h – Norwich x Fulham
13h – Stoke x Wigan
13h – Swansea x Tottenham
Domingo, 10h30 – WBA x Everton
13h – Sunderland x Man City (ESPN Brasil, ESPN HD)

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 Listas | 15:22

Tributo a Speed

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A defesa do Norwich sabia que, se ele pudesse correr, seria impossível pará-lo

Ironicamente, a morte de Gary Speed aconteceu no ano em que ele se consolidou como técnico. O progresso de sua seleção foi quantificado pelo ranking da FIFA, no qual o País de Gales subiu incríveis 65 posições, da 113ª para a 48ª, durante 2011. Um dos reflexos dessa evolução está na Premier League, que tem sido particularmente positiva para os jogadores galeses.

Speed ficaria orgulhoso se pudesse assistir, por exemplo, às atuações de ontem de Gareth Bale e Wayne Hennessey. Sem precisar mencionar Ryan Giggs ou mesmo o pioneirismo do Swansea na Premier League, a coluna separa cinco destaques galeses desta temporada:

5) Aaron Ramsey. O drama pela perna fraturada há duas temporadas não resistiu ao futebol do garoto. A saída de Fàbregas lhe abriu espaço no meio-campo do Arsenal, onde se estabilizou e pode permanecer mesmo após o retorno de Wilshere. Para isso, disputa posição com Arteta. O tempo é aliado do galês, que ainda precisa evoluir e ser mais consistente.

4) Wayne Hennessey. Na temporada passada, Hennessey era a primeira opção de Mick McCarthy mesmo com dois goleiros experientes na reserva do Wolverhampton: Hahnemann e o brasileiro Adriano Basso. Titular da seleção galesa desde 2007, o arqueiro de 24 anos falha eventualmente, mas é capaz de trancar o gol quando inspirado. Na tarde de ontem, frustrou o Arsenal de van Persie.

3) Craig Bellamy. Uma temporada relativamente discreta no Cardiff o afastou das manchetes, mas, no fim do mercado, havia meia dúzia de bons times da elite interessada nele. Não é difícil saber por quê. Cedido gratuitamente pelo Manchester City, Bellamy é comprometido, joga em três posições e, quando ganha uma chance de Kenny Dalglish, costuma ser muito útil para o Liverpool.

2) Ashley Williams. Após figurar nas duas últimas seleções da segunda divisão, ele tinha um desafio ingrato: destacar-se também na Premier League. Williams não se intimida e lidera a aplicada defesa do Swansea, que sofreu apenas três gols nas nove partidas disputadas em casa, menos do que os outros 19 times da liga.

1) Gareth Bale. Ele voltou a ser aquele jogador que destruiu a defesa da Internazionale há um ano. Talvez seja até melhor, pois não se limita à ala esquerda e decide jogos também pelo centro. Ontem, por exemplo, a defesa do Norwich sentiu o drama (e a velocidade). O maior talento galês foi chamado de “imparável” por Harry Redknapp. Com sete gols e cinco assistências no campeonato, é a peça mais importante do Tottenham ao lado de Modric.

Fantasy
Jayspurs (Jayme Perandin) administra bem a maratona de fim de ano e lidera a liga God Save the Ball. Confira a classificação.

Seleção da rodada
Wayne Hennessey (Wolves); Danny Simpson (Newcastle), Roger Johnson (Wolves), Jonas Olsson (WBA), Patrice Evra (Man Utd); Antonio Valencia (Man Utd), Luka Modric (Tottenham), Park Ji-Sung (Man Utd), Gareth Bale (Tottenham); Juan Mata (Chelsea); Dimitar Berbatov (Man Utd)

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Liverpool | 20:59

Máquina de empates

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De Newcastle a Liverpool, nível de Andy Carroll cai cerca de 80%, apontaria estudo

O Liverpool é a grande decepção de um surpreendente Boxing Day. A campanha em Anfield já provocava certa desconfiança, mas seu pior capítulo aconteceu hoje, no 1 a 1 contra o Blackburn, último colocado da liga. Foi o sexto empate dos Reds em nove jogos em casa. Além dos Rovers, os também azarões Sunderland, Norwich e Swansea voltaram de lá sorrindo à toa.

A maioria dos tropeços tem um componente em comum: o time domina, cria inúmeras chances e esbarra na imprecisão dos atacantes ou em atuações brilhantes dos goleiros adversários. Ruddy, Vorm e Bunn (reserva de Robinson no Blackburn), por exemplo, saíram consagrados de Anfield. De qualquer maneira, o Liverpool precisa se investigar para tentar resolver o problema antes que a corrida pela Champions fique inviável.

Por enquanto, não é correto atribuir a Kenny Dalglish e Steve Clarke o pobre aproveitamento de 55% em Anfield. Vale lembrar que a mesma dupla revitalizou a equipe na temporada passada através de atuações empolgantes em casa, com destaque para as enfáticas vitórias sobre Manchester United, Manchester City, Birmingham e Newcastle.

A grande questão é o fracasso de algumas apostas desta temporada. Recuperado da sequência de lesões que o atormentava, Carroll deixou de ser titular absoluto e, quando joga, não é sequer sombra do centroavante que dominava a área pelo Newcastle. Melhor jogador do Aston Villa na temporada passada, Downing oscila demais e ainda não tem gols ou assistências com a camisa vermelha. Na hora de finalizar, até Suárez vai mal.

A reforma dos Reds precisa ir além. A temporada prova que a contratação de Downing passa longe de satisfazer plenamente a maior carência do elenco: jogadores de lado de campo. Portanto, o mercado de janeiro tem de levar a Anfield, no mínimo, velocidade para criar chances ainda mais claras e frieza nas finalizações. O Liverpool, melhor defesa da Premier League, marcou apenas cinco gols a mais do que Robin van Persie. E o holandês ainda vai jogar na 18ª rodada, em casa, contra o Wolverhampton.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , , ,

sábado, 24 de dezembro de 2011 Premier League | 10:27

Dear Santa

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Enquanto os fãs de futebol já pensam no Boxing Day, os clubes ingleses articulam (ou ao menos deveriam fazê-lo) cartas a Papai Noel. Do pior ao melhor time da Premier League, veja o que eles pedem de Natal:

Blackburn: antes mesmo de um novo treinador, novos proprietários. Os inoperantes indianos do Venky’s estão completamente perdidos no comando do clube.

Bolton: uma defesa à altura de sua estrela, o cobiçado Gary Cahill. Ninguém na Premier League foi mais vazado do que o Bolton, que já sofreu 39 gols.

Wigan: um Rodallega mais comprometido. Se o atacante colombiano tivesse mais empenho, o time certamente estaria fora da zona de rebaixamento.

Wolverhampton: vitórias contra os grandes. O diferencial da temporada passada (os Wolves venceram United, City, Chelsea e Liverpool) desapareceu nesta.

Queens Park Rangers: Taarabt. Alguém viu o marroquino por aí? O craque do acesso dos Hoops faz temporada para lá de apagada.

Sunderland: um contrato vitalício para Martin O’Neill, torcedor do clube na infância. Parecem pouco, mas as duas vitórias em três jogos representam demais para quem estava habituado às desculpas esfarrapadas de Steve Bruce.

Swansea: que o Liberty Stadium continue encantado. O Swansea, 14º colocado geral, tem a sexta melhor campanha em casa.

Fulham: um despertador para os reforços. Gente como Riise, Kasami e Ruiz precisa e pode jogar bem mais.

Aston Villa: paciência aos torcedores. Não tem sido fácil assistir ao futebol insosso do time de Alex McLeish. Quando foi desfalque, Bent preferiu ir ao shopping a acompanhar a partida.

Everton: alguém que faça gols. Yakubu, que não jogava nada no Everton, já marcou dez vezes pelo Blackburn. Não há atacante que funcione em Goodison Park.

West Brom: uma máquina do tempo para fazer Odemwingie voltar ao ritmo da temporada passada. O nigeriano até foi bem na última rodada, mas seu desempenho não é sombra daquele atacante que carregava o time nas costas.

Norwich: nada. Se a temporada melhorar, estraga.

Stoke: um cobrador de laterais que não comprometa com os pés. Afinal, ter Delap ou mesmo Shotton só para arremessar bolas à área não é um bom negócio.

Newcastle: saúde para Demba Ba. O senegalês marcou 13 dos 23 gols dos Magpies.

Liverpool: uma fôrma para corrigir os pés que mais desperdiçam chances na temporada.

Arsenal: na mesma linha do Newcastle, saúde para van Persie, artilheiro da Premier League com 16 gols.

Chelsea: uma oferta razoável por Fernando Torres.

Tottenham: especialmente depois da última atuação dele, menos minutos para Pavlyuchenko.

Manchester United: um organizador de jogadas. O desejo é público e bem antigo.

Manchester City: harmonia no vestiário. Se tudo der certo fora de campo, é improvável que o time se atrapalhe dentro dele.

Confira aqui a classificação do campeonato e a rodada do Boxing Day. O colunista aposta em vitórias de Chelsea, Liverpool, Manchester United, Sunderland, Manchester City, Stoke, Arsenal e Tottenham e empates nos outros dois jogos. O GSTB aproveita para desejar a todos um Natal repleto de paz!

Autor: Daniel Leite Tags: , ,

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Man City, Man Utd | 16:04

Inversão de papéis

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O Manchester United resgatou ao menos parte do futebol atrativo do começo da temporada. Vitórias convincentes sobre Wolverhampton, Queens Park Rangers e, principalmente, Fulham quebraram uma sequência de jogos sonolentos que, cedo ou tarde, levariam a resultados negativos. O bônus pelas ótimas atuações é a redução da diferença para o Manchester City, agora de dois pontos. Sem dúvida, foi a melhor reação possível à eliminação na Champions.

Ignorar o United na corrida pelo título seria um erro sem tamanho. É aí que a gente recorre a Brian Kidd, assistente técnico no City, para entender a situação dessa disputa. Há exatamente um ano, com os dois clubes empatados na liderança (o United tinha duas partidas a mais para fazer), ele disse que a questão não era se o City poderia ganhar a liga, mas se o United poderia perdê-la. Mais do que uma simples vantagem matemática, Kidd reconhecia que os rivais estavam alguns degraus acima.

Alguém aí se lembra de Tevez?

A situação de hoje é muito parecida, porém os papéis estão invertidos. O United pode renovar o título, mas o City dá sinais claros de que o provável destino do troféu é o Etihad Stadium. A queda na Champions e a perda da invencibilidade não tiveram impacto sobre o time de Roberto Mancini, que voltou a vencer com segurança e, como se não bastasse, com um diferencial: já são duas partidas sem sofrer gols. Parece pouco, mas a defesa havia sido vazada em oito jogos consecutivos.

Se a retaguarda comandada pelos excelentes Hart e Kompany mantiver o ritmo, o ataque decide. São impressionantes 53 gols (mais de três por jogo) e um aproveitamento de 22% das finalizações (o do Liverpool, para você ter uma ideia, é de 9%). A temporada de estreia do artilheiro Agüero tem sido a melhor que a Premier League já viu também por conta da capacidade de Mancini para variar esquemas e sempre lhe oferecer chances. Ontem, contra o Stoke, Adam Johnson, Silva e Nasri o serviram.

Em nove partidas, a campanha caseira do City é perfeita. Ótimo para quem, no segundo turno, será visitado por United, Tottenham, Chelsea e Liverpool. O United receberá somente o Liverpool do grupo dos seis primeiros colocados. Apesar de prematuro, o favoritismo é evidente. Hoje à noite, Tottenham e Chelsea ajudam a determinar se os Red Devils serão os únicos desafiantes do óbvio.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 Liverpool | 13:50

Suco de maracujá

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Certa vez, Luis Suárez disse que Marco van Basten, seu ex-treinador no Ajax, foi o responsável por transformá-lo em um jogador muito mais coletivo e, portanto, pronto para dar um salto (sem trocadilho com a cidade natal do uruguaio) na carreira. Agora, o futebol inglês lhe impõe um novo desafio. A suspensão de oito jogos e a multa de 40 mil libras pelas supostas ofensas racistas a Patrice Evra são uma punição pesada, mas devem ser vistas também como uma oportunidade para rever conceitos.

Rei do "quase" na Premier League, Suárez chutou outras duas bolas na trave no último domingo

Pouca gente crê que o atacante seja, de fato, racista. Nem sequer Evra pensa assim, como manifestou na acusação ao uruguaio. A defesa do Liverpool tenta reforçar essa tendência ao mencionar que um avô de Suárez era negro, que ele é colega de vários jogadores negros na seleção e capitaneava um time do Ajax com perfil “multicultural”. O comunicado é falho pela argumentação pobre e também porque nada disso pesa sobre o que houve, particularmente, naquele Liverpool 1 x 1 Manchester United.

O próprio Suárez explicou que o uso da palavra negrito (o termo da discórdia entre Evra e o uruguaio) não faz, em Língua Espanhola, qualquer referência a discriminação por cor de pele. Mas aí mora o problema: o fato de ele precisar explicar. No mínimo, Suárez dá sopa para o azar ao “interagir” dessa maneira com o lateral francês, assim como o fez quando dirigiu gestos supostamente obscenos a torcedores do Fulham há pouco mais de duas semanas ou nos frequentes chiliques contra a arbitragem.

Seria, assim, bastante discutível qualquer medida de punição ou absolvição que viesse da FA – e ele ainda pode pagar pelo incidente em Craven Cottage. De qualquer maneira, o camisa 7 vive flertando com a imprudência. E não apenas na Inglaterra. A chegada de Suárez a Anfield aconteceu apenas dois meses depois de ele literalmente morder Otman Bakkal, do PSV. O Liverpool sabia que estava contratando um jogador de potencial fantástico, mas também que seu temperamento precisava ser administrado ou mesmo corrigido.

Um ano depois, Suárez passar janeiro na geladeira (o Liverpool tem duas semanas para recorrer) será péssimo no curto prazo para o clube, que depende muito dele, mas pode ser surpreendentemente bom para o uruguaio. Ele terá um tempo para descansar (vem de duas “férias” preenchidas por Copa do Mundo e Copa América), refletir sobre sua postura e até seu jogo, que deve ser mais produtivo para o Liverpool sem as constantes crises nervosas e com mais concentração no momento de marcar um gol.

Vale lembrar que Suárez pode jogar contra o Wigan hoje à noite.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011 Premier League | 14:06

Premier League: 17ª rodada

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Os jogadores mal descansaram da 16ª rodada, e a 17ª já começa hoje. O blog prevê:

Wolves (17º) x Norwich (9º). Grant Holt marcou três vezes nos últimos dois jogos e deve ser uma ameaça importante à defesa dos Wolves, que teve problemas para lidar com Peter Crouch na rodada passada. Palpite: empate.

Blackburn (19º) x Bolton (20º). Steve Kean e Owen Coyle jogam por seus empregos. O treinador do Bolton descreveu o compromisso como “o maior da temporada” para o clube. Palpite: Blackburn.

Aston Villa (10º) x Arsenal (5º). No Villa, Agbonlahor volta, e Bent, que foi ao shopping durante a partida contra o Liverpool, pode retornar também. Mesmo sem o suspenso Song, o Arsenal está bem melhor. Palpite: Arsenal.

A melhor temporada da carreira de Rooney, 2009-10, teve grande contribuição de Valencia

Man City (1º) x Stoke (8º). Apesar do ótimo momento do Stoke, o Manchester City não deve ter dificuldades se não exagerar no quase obrigatório rodízio durante a maratona de fim de ano. Palpite: Man City.

Newcastle (7º) x West Brom (13º). A vitória sobre o Blackburn foi um alívio para Roy Hodgson. O próximo adversário não tem atuado bem e pode sofrer sem o suspenso Cabaye. Palpite: empate.

Everton (14º) x Swansea (12º). Os recém-promovidos têm feito a festa em Goodison Park: o QPR venceu e, na última rodada, o Norwich passou bem perto. Palpite: empate.

Fulham (11º) x Man Utd (2º). Com Valencia bem, Rooney ganha mais chances de gol. Em Craven Cottage, onde o United sempre tem problemas, ele precisa aproveitá-las. Palpite: Man Utd.

QPR (15º) x Sunderland (16º). O impacto de Martin O’Neill no Sunderland foi imediato. Deve ser suficiente para equilibrar as ações contra quem não consegue engrenar em Londres. Palpite: empate.

Wigan (18º) x Liverpool (6º). Ambos vêm de bons jogos. A dedicação extrema do Wigan pode causar dificuldades ao Liverpool, mas Dalglish tem respostas para elas. Palpite: Liverpool.

Tottenham (3º) x Chelsea (4º). Nas últimas semanas, a distância entre os dois diminuiu em campo e na tabela. Mesmo assim, se quiser levar ponto(s) de White Hart Lane, o Chelsea precisa melhorar em relação ao empate em Wigan. Palpite: empate.

TV
Terça-feira, 18h – Blackburn x Bolton (ESPN Brasil)
Quarta, 17h45 – Man City x Stoke (ESPN)
18h – Fulham x Man Utd (ESPN Brasil)
20h – VT de Aston Villa x Arsenal (ESPN)
Quinta, 18h – Tottenham x Chelsea (RedeTV!, ESPN, ESPN HD)

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 Arsenal | 14:53

Depois de Fàbregas

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Por nada, Señor Pep

Quando Xavi tentava forçar a transferência de Cesc Fàbregas ao Barcelona, Arsène Wenger reagia furioso. O comandante do Arsenal tinha razão em proteger os interesses do clube, que não fazia nada de errado e ainda valorizava Cesc de todas as maneiras, inclusive com uma faixa de capitão em reconhecimento à liderança técnica que ele exercia sobre o time.

Mas, além do aspecto contratual, havia outros fatores que intrigavam bastante. O que Pep Guardiola faria com Fàbregas? Ele seria mera alternativa a Xavi, barraria o desenvolvimento de Thiago Alcântara, deslocaria Iniesta para uma posição em que ele rende menos, provocaria uma mudança inútil de esquema? Fato é que o Arsenal tinha todo o direito de considerar que a irremediável obsessão do Barcelona era um luxo.

Para quem ainda duvidava da importância dele, a Copa do Mundo de Clubes foi uma boa chance para rever conceitos. Quem imaginava ver Xavi, Iniesta, Cesc e Thiago juntos? No Barça, Fàbregas atua mais próximo ao gol em uma formação (o “3-7-0” de Muricy) que aposta tudo nas variações táticas, no tiki-taka e a que um jogador com esses atributos ofensivos, aprimorados por Wenger, adapta-se perfeitamente.

Mas voltemos à Inglaterra. Depois de aperfeiçoar para o Barcelona um jogador formado pelo Barça, Wenger sobrevive. Outrora devastado por uma crise sem precedentes nesta administração, o Arsenal se recriou através de paliativos como Arteta, suposto substituto de Cesc. A ótima atuação na derrota de ontem para o Manchester City de Samir Nasri, outra perda relevante, mostra como o conjunto tem evoluído desde o desastre de Old Trafford.

Curiosamente, uma das grandes satisfações do manager certamente será seu novo meio-campo, que a partir de fevereiro deve ter Song, Ramsey e Wilshere. Se puder manter van Persie, Wenger tem um esboço de projeto para reconduzir o Arsenal a uma disputa direta com os clubes mais poderosos. Por enquanto, com um elenco que depende muito dos titulares, ele se vira e pensa em Champions League.

O Arsenal pós-Fàbregas não deve levantar taças imediatamente, mas a superação da crise (quinto lugar, sete vitórias nas últimas nove rodadas e classificação na Champions) ameniza a pressão pelo jejum de títulos, que já dura seis anos. A temporada dos Gunners, com cinco novos titulares e ainda muitos ajustes pela frente, excede as expectativas e põe Wenger novamente em posição confortável.

Seleção da rodada
Michel Vorm (Swansea); Martin Skrtel (Liverpool), Vincent Kompany (Man City), Ashley Williams (Swansea), Pablo Zabaleta (Man City); Bryan Ruiz (Fulham), Clint Dempsey (Fulham), Michael Carrick (Man Utd), Craig Bellamy (Liverpool); Wayne Rooney (Man Utd), Peter Crouch (Stoke).

Fantasy
Um grande desempenho no fim de semana devolveu a liderança ao Jayspurs (Jayme Perandin). Fique atento à próxima rodada, que já começa amanhã.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Premier League | 14:34

Premier League: 16ª rodada

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Sem podcast nesta semana, o blog prevê a 16ª rodada na Inglaterra:

Blackburn (19º) x WBA (15º). Mesmo os brilharecos dos Rovers podem atrapalhar a vida de um West Brom que vem de derrota em casa para o Wigan. Palpite: empate.

Everton (12º) x Norwich (10º). Ainda que o Everton sofra demais quando precisa atacar, é jogo para recuperar o time de David Moyes, todo feliz com o retorno de Donovan. O triunfo dos canários sobre o Newcastle na rodada anterior foi condicionado à defesa improvisada dos Magpies. Palpite: Everton.

Fulham (14º) x Bolton (20º). Depois de uma eliminação incompreensível na Liga Europa, Martin Jol ganha de presente um adversário que perdeu 12 de seus 15 jogos e não consegue se defender pelas laterais. Palpite: Fulham.

Newcastle (7º) x Swansea (11º). O Swansea, fora de casa, tem sido uma peneira: há duas rodadas, levou quatro gols de Yakubu. Mesmo com o DM do Newcastle congestionado, prato cheio para Demba Ba. Palpite: Newcastle.

Downing, que marcou contra o Liverpool na temporada passada, deve ser vaiado em seu retorno a Villa Park

Wolves (17º) x Stoke (8º). Tony Pulis arrumou a defesa dos Potters, que vêm de três vitórias. O desafio será lidar com Steven Fletcher, que, acima de Doyle, tornou-se o principal atacante dos Wolves. Palpite: empate.

Wigan (18º) x Chelsea (3º). Os Latics ainda têm o time mais fraco da liga, mas as últimas rodadas provam que caráter não falta aos pupilos de Roberto Martínez. O problema deste sábado é o adversário. Palpite: Chelsea.

QPR (13º) x Man Utd (2º). Mesmo sem Vidic, o United vai revigorado a Londres após a vitória sobre os Wolves com ótima atuação de Nani, que estava devendo. Os Hoops são imprevisíveis. Palpite: Man Utd.

Aston Villa (9º) x Liverpool (6º). No duelo dos desfalques, Given e Agbonlahor devem fazer tanta falta quanto Lucas e Gerrard. A missão do Liverpool é ser mais preciso para aproveitar as várias chances que sempre cria. Palpite: Liverpool.

Tottenham (4º) x Sunderland (16º). O Tottenham teve um apagão no primeiro tempo contra o Stoke. Para controlar o ímpeto do Sunderland, de grande virada na estreia de Martin O’Neill, precisa repetir a atuação do segundo tempo. Palpite: Tottenham.

Man City (1º) x Arsenal (5º). Enquanto Mancini pergunta a Balotelli “why always you?” após conflito do atacante italiano com Micah Richards durante um treinamento, o Arsenal ainda depende demais de Song e van Persie. Palpite: Man City.

TV
Sábado, 13h – Newcastle x Swansea (ESPN, ESPN HD)
15h30 – Wigan x Chelsea (RedeTV!, ESPN Brasil)
Domingo, 10h – QPR x Man Utd (ESPN)
12h – Aston Villa x Liverpool (ESPN)
14h10 – Man City x Arsenal (ESPN Brasil, ESPN HD)

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

Champions e Europa
Ainda que os sorteios de Champions e Europa League não tenham sido generosos com os ingleses, todos (admitindo, no caso da Europa League, que queiram seguir adiante) teriam boas chances se os confrontos acontecessem hoje. Veja o que fevereiro nos reserva:
Champions – Chelsea x Napoli e Arsenal x Milan
Europa – Man City x Porto, Man Utd x Ajax e Stoke x Valencia

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