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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 Chelsea, Copas Europeias | 23:48

Mata + 10

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A montagem do Guardian não precisa de legenda

Juan Mata é o jogador mais importante do Chelsea. Na derrota por 3 a 1 para o Napoli, pelas oitavas de final da Champions League, o espanhol motivou as mudanças promovidas por André Villas-Boas. O 4-2-3-1, sem o tradicional tripé do meio-campo e com Ramires e Raul Meireles desprotegendo a defesa, foi adotado para que a bola passasse mais pelos pés de Mata, centralizado na linha dos três meias em vez de aberto na ponta esquerda, onde esteve na maior parte da temporada.

A medida funcionou até certo ponto, mas os erros primários da defesa contra um Cavani e um Lavezzi inspirados determinaram outra derrota do, certamente, pior Chelsea do século XXI. A péssima fase individual de mais da metade do elenco transformou o time num cobertor curto: ou cria, ou defende-se.

Villas-Boas precisa de um Mata mais participativo para explorar ao máximo seu único jogador realmente criativo. O preço é a defesa exposta, que, quando exigida, falha invariavelmente. Para vencer o Napoli por 2 a 0 em Stamford Bridge, a 14 de março, ele terá de priorizar novamente a posse de bola para controlar o jogo e criar chances (leia-se: Mata organiza tudo), mas também conta com:

- David Luiz e Gary Cahill mais seguros. Enquanto eles hesitarem tanto, o Chelsea não passará sequer um jogo sem levar gol. Terry, lesionado, segue fora.

- Michael Essien protegendo a defesa e articulando a saída de bola com eficiência. Raul Meireles, um desastre hoje, está suspenso.

- Didier Drogba minimamente inspirado. Fala-se, com razão, em Fernando Torres, mas a temporada de Drogba também é lamentável, com seis gols em 18 jogos e brilharecos esporádicos. O Chelsea depende quase completamente de Sturridge e Mata. Sem um centroavante para converter as chances, fica complicado.

Vale lembrar que o Chelsea é a Inglaterra na Champions, o que não parece bom.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012 Liverpool | 18:19

A obrigação de tentar

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A última participação do Liverpool na Champions League, em 2009-10, foi trágica. O time de Rafa Benítez, que acabava de perder Xabi Alonso e agonizava para se adaptar a Aquilani, caiu ainda na primeira fase num grupo com Lyon, Fiorentina e Debrecen. Desde então, os Reds não passaram nem perto de retornar à Europa pela porta da frente. Curiosamente, um 2011-12 medíocre oferece ao clube a melhor chance de voltar a uma competição que se confunde com sua história.

Com pobres 39 pontos em 25 jogos, o Liverpool coleciona empates em casa (oito de doze possíveis) e atuações preguiçosas que levam o time ao sétimo lugar da Premier League. Mas Newcastle, Chelsea e Arsenal, os outros concorrentes à quarta posição, não estão tão distantes na tabela quanto poderiam. As últimas semanas, aliás, serviram para expor a fragilidade dos postulantes à vaga na Champions.

Primeiro, no campeonato, o Newcastle foi atropelado pelo Tottenham: 5 a 0 em Londres. Em seguida, o Arsenal levou seis gols e marcou nenhum nas derrotas para Milan e Sunderland em Champions e FA Cup, respectivamente. E, também na Copa da Inglaterra, o Chelsea foi forçado a um improvável replay contra o Birmingham após sonolento empate por 1 a 1 em casa.

Enquanto Downing e Carroll fracassarem, o Liverpool não deve ter sucesso

Enquanto isso, o Liverpool contou com o fogo amigo da defesa do Brighton para vencê-lo por 6 a 1 em Anfield. A atuação não foi fantástica (o primeiro tempo mostrou aqueles antigos problemas de criação e conversão de chances), mas deixou a receita para o time melhorar seu aproveitamento: foi a primeira vez que Downing e Carroll jogaram bem ao mesmo tempo, cenário mais do que fundamental para este Liverpool funcionar.

Downing, que no domingo finalmente conseguiu sua primeira assistência pelo Liverpool, é o único winger do elenco e ainda não foi metade daquele jogador que superou até Ashley Young no Aston Villa da temporada passada. A importância e o potencial dele são óbvios. Falta é confiança para passar pelo lateral adversário, acertar o cruzamento e arriscar alguma coisa diferente que, embora não pareça, ele sabe fazer.

Com Carroll minimamente bem, Suárez também ganha muito. Ora aberto pela direita, ora como segundo atacante, ele jogou demais contra o Brighton. Sim, era o Brighton, mas o segundo tempo serve de modelo para ainda tentar uma vaga que já foi mais difícil. Se o Liverpool tomar vergonha, pode ir além de uma boa temporada nas copas e uma provável classificação para a Europa League, que será garantida em caso de vitória sobre o Cardiff no próximo domingo.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 Chelsea | 15:34

A hierarquia de Villas-Boas

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A fase do Chelsea é periclitante, a pior na temporada. Dos últimos dez jogos na Premier League, os Blues venceram apenas dois, ambos por diferença de um gol. Quando as coisas vão especialmente mal em Stamford Bridge, a tendência é que sejam causa ou consequência de um problema interno. Após a derrota contra o Everton, pela qual André Villas-Boas assumiu plena responsabilidade, ele apareceu. Vazou esta semana a insatisfação de um grupo de jogadores com o trabalho do português.

"I don't care" ou, em bom português, "tô nem aí"

Ontem, Villas-Boas reagiu de forma ousada ao confirmar que não é unanimidade no elenco. “Eles (os jogadores) não precisam apoiar meu projeto. É o proprietário quem apoia”, afirmou em entrevista coletiva. Para manter todo mundo interessado, o treinador aposta na competição por um lugar na equipe titular. A postura gélida revela desinteresse em recuperar um dos mais importantes fatores para um técnico no Chelsea, o bendito vestiário favorável.

Se, agindo assim, Villas-Boas se sustentar no cargo, teremos uma nova era em Bridge. Não porque ele pôs Frank Lampard no banco a certa altura da temporada, mas porque não justifica nada a ninguém além de Roman Abramovich. Em outros tempos, essa combinação entre péssimos resultados e referências insatisfeitas já teria derrubado qualquer treinador.

Abramovich tem aparecido com certa frequência nos treinamentos, mas o discurso e a impressão que ele passa são de total confiança no técnico. Não custa lembrar que, sob Villas-Boas, apenas duas das 11 contratações fechadas foram de jogadores com mais de 23 anos: Gary Cahill e Raul Meireles. O foco do trabalho é o futuro, como mostra o excelente time sub-23 do Chelsea: Courtois; Kalas, Hutchinson, Bruma, Bertrand; Romeu, McEachran; Sturridge, Mata, Piazon; Lukaku. E ainda tem Kevin De Bruyne, winger de 20 anos do Genk, já contratado para a próxima temporada.

Ainda que Abramovich possa revelar seu lado menos imediatista, está claro que a equipe precisa jogar muito mais. E é aí que Villas-Boas pode ter errado. Se não quiser comprometer o presente antes de chegar ao futuro, ele precisa dos jogadores a seu lado. A faxina no Chelsea vai continuar, mas, para que AVB a conduza, o time não pode fazer papelão contra o Napoli na Champions e acomodar-se na quinta posição doméstica. Uma vitória sobre o Birmingham, amanhã pela FA Cup, tornou-se obrigação.

Autor: Daniel Leite Tags: ,

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Arsenal, Copas Europeias | 21:04

Vexatório

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Para bom entendedor, o Arsenal está eliminado da Champions League. Não existem lá o conjunto e o caráter do Deportivo de 2003-04 ou do Liverpool de 2004-05, times limitados que se notabilizaram por históricas viradas sobre o Milan. Atuações especiais de Thiago Silva, Ibrahimovic, Boateng e Robinho, associadas à palidez dos Gunners, tornaram justa a vitória milanista por 4 a 0.

Wenger se derrubou hoje

Wenger errou feio ao manter Rosicky em campo por 90 minutos e não escalar Chamberlain para explorar com mais ênfase as laterais deficientes dos rossoneri. Durante 20 minutos do segundo tempo, aliás, o Arsenal tinha Ramsey, Song, Arteta, Rosicky, Henry e van Persie do meio para frente. Em síntese, bastante gente para ficar com a bola e ninguém para agredir Abate e Antonini.

Isso à parte, está claro que o Milan tem um time melhor e, sobretudo, um sistema defensivo muito mais seguro. A goleada talvez fosse evitável, mas a campanha do Arsenal é equivalente à qualidade do elenco. O problema é que, com o massacre em San Siro, a Inglaterra está a um passo de cair nas oitavas de final. Se a ausência nas semifinais de 2009-10 já foi vexatória, imagine a repercussão de quartas de final sem ingleses.

Em seu pior momento na temporada, o Chelsea pode, no máximo, fazer confronto equilibrado com o Napoli. A reação imediata a uma eventual eliminação é sacramentar a decadência do futebol inglês. Mas não custa lembrar que alguns dos fracassos são circunstanciais e que os representantes ainda vivos (o Arsenal em coma irreversível) não estão sequer entre os três melhores times do país. Uma temporada pífia oferecerá nada além de lições importantes, principalmente à dupla de Manchester.

Autor: Daniel Leite Tags: , , , ,

Arsenal, Aston Villa, Everton | 14:05

A ótima turma da MLS

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Quando o Arsenal deixar San Siro esta noite, Thierry Henry estará pronto para retornar a Nova York. Mesmo que não seja decisivo contra o Milan em sua despedida, ele terá argumentos para se orgulhar dos 40 dias que passou no Emirates após quase cinco anos longe de casa. O inesperado empréstimo já lhe rendeu pouco mais de duas horas de futebol (sempre vindo do banco) e três gols pelo clube do coração.

Henry volta aos Red Bulls, talvez definitivamente, mas está eternizado pela recém-inaugurada estátua nas imediações do Emirates. O ótimo desempenho dele, no entanto, não foi mera sessão de nostalgia para os torcedores. O atacante garantiu dois pontos e uma classificação ao Arsenal e ainda ajudou a consolidar a Major League Soccer como um mercado atrativo. Afinal, a Inglaterra também viu Landon Donovan e Robbie Keane brilharem neste início de 2012.

Donovan, aliás, fez até mais do que Henry. Em oito partidas pelo Everton, nas quais o time marcou 11 gols, foram impressionantes seis assistências. Ele deve mesmo encerrar sua passagem por Goodison Park no próximo sábado, quando os Toffees recebem o Blackpool pela FA Cup. Com vitórias recentes sobre Chelsea e Manchester City, David Moyes é quem mais chora a segunda despedida de Donovan, que foi emprestado ao Everton nos mesmos moldes há dois anos.

Campeões da MLS pelo Galaxy, Donovan e Keane empataram por 1 a 1 na Inglaterra

O Los Angeles Galaxy, que recebeu da Inglaterra David Beckham, não economiza na hora de retribuir. Além de Donovan ao Everton, a franquia cedeu Keane ao Aston Villa. O irlandês deixou a Premier League por ter perdido espaço no Tottenham e fracassado no empréstimo ao West Ham, mas provou que tem lenha para queimar. Ele foi habitualmente titular e, assim como Henry, marcou três gols. A despedida deve acontecer em Wigan, na próxima rodada da Premier League.

Exemplos como esses e o de Henrik Larsson no Manchester United em 2007 são perfeitas respostas a quem questiona veteranos de ligas menos competitivas (Donovan, de 29 anos, não é exatamente um) ou mesmo reprova esse modelo de acordo. Entretanto, é necessário que esses empréstimos sejam considerados medidas de emergência, mas não substituam soluções definitivas, como ocorreu no Arsenal, que foi atrás de Henry, ignorou Marco Reus e se vê com Chamakh.

Voltando à MLS, inspiração não falta para quem quiser resolver seus problemas de forma permanente. O texano Clint Dempsey, por exemplo, é o ídolo máximo do Fulham e chegou diretamente do New England Revolution. Nascido na Escócia, mas também crescido no Texas, Stuart Holden deixou o Houston Dynamo para ser peça-chave no Bolton, que agoniza com suas graves lesões. Por isso, sempre mande um observador para os Estados Unidos.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Wolves | 15:13

Passo em falso

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McCarthy não merecia ser demitido no meio da temporada

O comunicado em que o Wolverhampton anuncia a demissão do treinador Mick McCarthy está repleto de constrangimento. Após quase seis anos, uma promoção e três temporadas na elite, o treinador irlandês, que já era pressionado há bastante tempo, não resistiu à goleada por 5 a 1 sofrida em casa para o West Brom, um de seus rivais regionais. Os Wolves agora estão na 18ª posição da Premier League, com os mesmos 21 pontos de QPR e Blackburn, os primeiros fora da zona de rebaixamento.

A diretoria usou um expediente cada vez mais comum na Inglaterra: a interrupção de um bom trabalho para “causar impacto” depois de uma sequência ruim. O Wolverhampton conquistou 14 dos últimos 66 pontos disputados na Premier League. O próprio West Brom, que afundou o irlandês, havia trocado Roberto Di Matteo por Roy Hodgson em 2010-11. McCarthy lidera as apostas para substituir Simon Grayson no Leeds, que também dispensou um ótimo manager.

McCarthy é um mestre na luta contra o rebaixamento. É daqueles técnicos extremamente pragmáticos, que preservam o time inteiro contra um candidato ao título para chegar com força total a um confronto direto na rodada seguinte. Além disso, tinha o elenco sob controle, a ponto de trocar os populares Jarvis e Hammill por Guedioura e Milijas, ser vaiado por um furioso Molineux e ainda buscar um improvável empate contra o Swansea, na nona rodada.

Por outro lado, a temporada é, de fato, decepcionante. Os sete pontos conquistados nos três primeiros jogos criaram uma sensação de que os Wolves escapariam do rebaixamento com certa tranquilidade. Talvez não fosse para tudo aquilo, mas a chegada do ótimo zagueiro Roger Johnson, que virou capitão imediatamente, o retorno definitivo de Jamie O’Hara e a evolução de Steven Fletcher, autor de dez gols na Premier League, eram claros sinais de que a equipe havia melhorado. Ou de que deveria melhorar.

É natural que a diretoria esteja desapontada, ainda mais observando Swansea e Norwich, que subiram de patamar bem antes do que se esperava, ou até o West Brom, que aos poucos abandona o estigma de time-ioiô (sobe e desce). Ainda assim, o momento não era propício para demitir McCarthy, de bela história no clube, e afastá-lo do que ele faz melhor: fugir do rebaixamento. Para buscar novas ideias e criar seu próprio Brendan Rodgers (técnico do Swansea), era o caso de esperar o fim da temporada.

Seleção da rodada
Joe Hart (Man City); Phil Neville (Everton), Jonas Olsson (WBA), Joleon Lescott (Man City), Benoit Assou-Ekotto (Tottenham); Steven N’Zonzi (Blackburn), Paul Scholes (Man Utd), Landon Donovan (Everton); Peter Odemwingie (WBA), Emmanuel Adebayor (Tottenham), Wayne Rooney (Man Utd)

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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Man Utd | 15:46

Scholes rules

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A infantilidade de Luis Suárez e Patrice Evra gerou uma assustadora quantidade de achismos, clubismos e radicalismos. Cada um defende seu lado num caso em que ninguém – mas ninguém mesmo – deve ser beatificado. Melhor, então, é repercutir a vitória por 2 a 1 do Manchester United sobre o Liverpool. A atuação dos Devils foi excepcional, especialmente pelo controle do meio-campo.

A ótima fase de Michael Carrick não é de hoje. Desde o afastamento de Darren Fletcher e da crise de lesões entre os meias, ele reassumiu o posto de titular absoluto e ofereceu estabilidade e consistência ao setor, com e sem a bola. Quem mais impressionou, no entanto, foi seu parceiro. Considerando que virou o ano aposentado, Paul Scholes é, realmente, um fenômeno.

Scholes acertou 87 dos 96 passes que arriscou, mas foi bem além dos números. A lucidez e o poder de organização ainda estão lá e, aliados a uma boa preparação física, são muito úteis ao United. Aos 37 anos, ele já comprovou o acerto de Ferguson na decisão de chamá-lo de volta. O retorno de Tom Cleverley não precisa ser apressado, e o time tem a quem recorrer para articular suas jogadas.

Old, but gold

Hoje, pela primeira vez, Scholes e Giggs começaram juntos uma partida desta edição da Premier League. O lance que resume a capacidade deles aconteceu no primeiro tempo, com Scholes acionando Giggs, aberto à esquerda como nos velhos tempos, e aparecendo para completar cruzamento cirúrgico do galês. Eles se recusam a passar o bastão.

Everton 2 x 0 Chelsea
Enquanto o Everton tranca os cofres, David Moyes se vira. Três jogadores emprestados determinaram a ótima vitória sobre o Chelsea: Steven Pienaar, Denis Stracqualursi e o melhor deles, Landon Donovan*. Do outro lado, um time bem sonolento, que despeja dúvidas sobre o futuro na corrida pela quarta posição e nas oitavas de final da Champions League.

Swansea 2 x 3 Norwich
O Swansea é o melhor dos recém-promovidos, mas o Norwich é o mais eficiente. O time de Paul Lambert marcou três gols contra uma defesa sempre sólida no País de Gales e já está a quatro pontos do Liverpool. Impressionante.

*Emprestados pela MLS, Donovan, Robbie Keane e Thierry Henry, decisivo na vitória do Arsenal sobre o Sunderland, serão tema do blog em breve.

Autor: Daniel Leite Tags: , , ,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Liverpool, Man Utd | 15:21

Prova de maturidade

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Patrice Evra administrou bem apenas até certo ponto as vaias que recebeu em Anfield há duas semanas. No decisivo confronto contra o Liverpool pela FA Cup, um lapso do lateral francês determinou a derrota do Manchester United. Amanhã, a Premier League nos reserva o outro lado desta história. Luis Suárez, que cumpriu suspensão de oito partidas por ofensas interpretadas como racistas a Evra, vai a Old Trafford pela primeira vez na carreira.

O desafio do uruguaio é um tanto diferente. Se Evra precisava manter a concentração para não oferecer chances ao Liverpool, Suárez terá de controlar seu temperamento, que já é explosivo em qualquer circunstância, diante de mais de 70 mil vozes vorazmente contrárias a ele. O discurso dEl Pistolero é de que as vaias vão, na verdade, ajudá-lo. Seu compromisso é canalizar o sangue quente para correr ainda mais, e não para se envolver em disputas como a que nocauteou Scott Parker há quatro dias, no sonolento Liverpool x Tottenham.

As câmeras não vão dar paz a Evra e Suárez

Suárez tem outra razão para pisar no freio. Phil Dowd, árbitro de United x Liverpool, é uma espécie de Marcelo de Lima Henrique inglês. Ele mostrou 95 cartões amarelos em 24 jogos na temporada, quase quatro por partida. Caso passe no teste e não se transforme na quarta expulsão de Dowd em 2011-12, o atacante pode dar um passo à frente na carreira, provando que suas inesperadas férias serviram para uma reflexão de como ele é muito importante com a cabeça no lugar.

O equilíbrio mental ainda tem de reservar espaço a um Suárez decisivo, como o da vitória em Anfield na temporada passada. O jogo é fundamental para o Liverpool, que depende dos três pontos para não se afastar perigosamente da quarta posição. Mas o favorito é o United, que, em circunstâncias normais, perderá o clássico apenas com uma atuação de gala dos visitantes, o que passa quase necessariamente pelo irritadiço uruguaio.

Confira os jogos da 25ª rodada e a classificação da Premier League. Para a programação na TV, consulte o Papo de Bola, do incansável Edu Cesar.

Não se esqueça de atualizar seu time no Fantasy.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 Inglaterra, Áudio | 19:47

Podcast: Adeus, Capello

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Com a habitual presença do Léo Macario, a edição desta semana traz:
- A saída de Fabio Capello da seleção inglesa
- A polêmica da capitania
- Harry Redknapp, o provável sucessor
- Xenofobia na sucessão?

Faça o download por aqui ou escute abaixo:

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Debates, Newcastle | 17:12

Dueto

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Kenny Dalglish comandou Shearer e Sutton, autores de 49 gols pelo Blackburn campeão inglês de 1994-95

Demba Ba não poderia estar mais feliz na Inglaterra. Em um ano de Premier League, o senegalês marcou sete gols pelo West Ham e 16 pelo Newcastle, é o protagonista de uma campanha com a qual os Magpies nem sequer sonhavam, despertou a cobiça dos grandes clubes do país e, de quebra, ainda ganhou um ótimo compatriota para atuar a seu lado.

Além da nacionalidade e de um nome em comum, Papiss Demba Cissé tem, muito além de Leon Best e Shola Ameobi, a habilidade para ser o complemento perfeito a Ba. Tanto que, já na estreia, a ex-estrela do Freiburg marcou um golaço para definir a vitória do Newcastle sobre o Aston Villa. Se resistir ao assédio, a parceria entre os senegaleses tem carisma e futebol para ser uma das mais sensacionais da história da Premier League.

Até porque, com o avanço de esquemas como o 4-2-3-1 e o 4-3-3, tem sido mais difícil encontrar, em sua essência, duplas de ataque na elite inglesa. Treinadores como Alan Pardew, que apreciam um estilo mais direto e às vezes até sacrificam a posse de bola em troca de poder de fogo na frente, são os que ainda conservam esse expediente. Até Owen Coyle, que adorava fazer isso no Bolton, agora escala apenas N’Gog. No Norwich, não é sempre que Paul Lambert usa Morison e Holt juntos. O crescimento de Fletcher nos Wolves obrigou Mick McCarthy a relegar Doyle ao banco. E por aí vai.

No mundo encantado dos clubes poderosos, o Manchester City às vezes conta com Agüero e Dzeko, por exemplo. United e Tottenham até lançam mão da dupla ofensiva, mas um dos atacantes (Rooney e van der Vaart) habitualmente se transforma num 10, buscando bem mais o jogo e caracterizando um 4-4-1-1, como no histórico Arsenal de Bergkamp e Henry. Hoje, o próprio Arsenal tem dois pontas e deixa os gols para van Persie.

Parcerias entre goleadores propriamente ditos, como Andy Cole e Yorke no Manchester United ou Shearer e Sutton no Blackburn, não estão lá muito populares. Mesmo combinações entre um atacante trabalhador e outro goleador, como Heskey e Owen no Liverpool, são raras. Ba e Cissé têm a chance de contrariar essa tendência. Admitindo, é claro, que Pardew resista à tentação de escalar Ben Arfa no lugar de um deles.

Fabio Capello
É, ele pediu demissão, e a FA aceitou. O blog volta em breve ao assunto. De qualquer forma, a saída de Capello e a liberdade a Harry Redknapp acontecem no mesmo dia. No mínimo, conveniente.

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