Mata + 10
Juan Mata é o jogador mais importante do Chelsea. Na derrota por 3 a 1 para o Napoli, pelas oitavas de final da Champions League, o espanhol motivou as mudanças promovidas por André Villas-Boas. O 4-2-3-1, sem o tradicional tripé do meio-campo e com Ramires e Raul Meireles desprotegendo a defesa, foi adotado para que a bola passasse mais pelos pés de Mata, centralizado na linha dos três meias em vez de aberto na ponta esquerda, onde esteve na maior parte da temporada.
A medida funcionou até certo ponto, mas os erros primários da defesa contra um Cavani e um Lavezzi inspirados determinaram outra derrota do, certamente, pior Chelsea do século XXI. A péssima fase individual de mais da metade do elenco transformou o time num cobertor curto: ou cria, ou defende-se.
Villas-Boas precisa de um Mata mais participativo para explorar ao máximo seu único jogador realmente criativo. O preço é a defesa exposta, que, quando exigida, falha invariavelmente. Para vencer o Napoli por 2 a 0 em Stamford Bridge, a 14 de março, ele terá de priorizar novamente a posse de bola para controlar o jogo e criar chances (leia-se: Mata organiza tudo), mas também conta com:
- David Luiz e Gary Cahill mais seguros. Enquanto eles hesitarem tanto, o Chelsea não passará sequer um jogo sem levar gol. Terry, lesionado, segue fora.
- Michael Essien protegendo a defesa e articulando a saída de bola com eficiência. Raul Meireles, um desastre hoje, está suspenso.
- Didier Drogba minimamente inspirado. Fala-se, com razão, em Fernando Torres, mas a temporada de Drogba também é lamentável, com seis gols em 18 jogos e brilharecos esporádicos. O Chelsea depende quase completamente de Sturridge e Mata. Sem um centroavante para converter as chances, fica complicado.
Vale lembrar que o Chelsea é a Inglaterra na Champions, o que não parece bom.








