Inglaterra na Euro: Defeitos
Depois das virtudes, aí vão os defeitos da seleção inglesa:
Desfalques. Com algumas improvisações, é possível montar um time bem interessante apenas com jogadores lesionados: Ruddy; Walker, Cahill, Dawson, Smalling; Rodwell, Barry; Cleverley, Lampard, Wilshere; Bent. Ainda tem Ferdinand, excluído em benefício de Terry. Pelo menos Defoe, que perdeu o pai há dois dias, deve retornar à Polônia antes da estreia. As ausências afetam a equipe titular, mas especialmente as opções de banco, outro grave defeito da seleção inglesa.
Reservas limitados. A Inglaterra perde. Roy Hodgson coça a cabeça, olha para os reservas e se depara com Kelly, Henderson e Downing, três dos seis jogadores do Liverpool que ele convocou. Também pelos incontáveis desfalques, o banco inglês é frágil demais. Para que se tenha uma ideia, o melhor game changer (aquele jogador capaz de entrar e mudar a partida) do grupo tem 18 anos. Chamberlain é promissor, mas não deveria carregar tanta responsabilidade agora.
Transição difícil. Enquanto a geração de Terry e Gerrard prepara sua despedida, aparece a de Phil Jones, Chamberlain e Welbeck. E entre elas, na faixa etária que deveria concentrar as referências da seleção, há quem? Não fosse por Rooney e Young, a Inglaterra não teria jogadores confiáveis de 26 a 30 anos. A seleção conta com figuras decadentes, jovens promissores e, com raras exceções, um buraco entre esses grupos.
Terry à direita. A ausência de Gary Cahill é bem relevante. Não apenas por critérios técnicos, mas também por uma peculiaridade da nova parceria, entre Terry e Lescott. Canhoto, o zagueiro do Manchester City tem de jogar à esquerda para se sentir confortável. O problema é que o capitão do Chelsea também se acostumou a atuar por ali. Com Lescott na equipe, ele é deslocado à direita, exatamente onde foi desastroso na derrota por 4 a 1 para a Alemanha em 2010 (Matthew Upson ficou à esquerda). Nesse ponto, a Inglaterra começa a Euro como terminou a Copa.
Falta de criatividade. A Inglaterra não seria criativa nem se estivesse completa, mas a lesão de Lampard agravou a deficiência. Sem ele, Gerrard perde liberdade de se aproximar da área, onde rende mais, porque precisa compor a segunda linha e articular jogadas a partir do próprio campo, o que passa longe de ser sua especialidade. Para piorar, os wingers estão em má fase e não oferecem um escape confiável pelos lados. Tudo isso reforça a dependência de Young, sobretudo durante a suspensão de Rooney.
3 comentários | Comentar
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

3 Claudio Roberto 09/06/2012 20:59
Espero que os amigos de Hodgson se de bem e nao faça um papelão na EURO.
Até agora está tudo nivelado entao pq nao sonhar com uma vitoria na segunda feira
marcos 10/06/2012 10:57
vamos aguardar o jogo, mas em minha opinião a vaga deve ser da frança e a inglaterra e a suécia devem brigar pela última vaga. o diferencial nesse torneio é que dessa vez os ingleses, aparentemente, não esperam muita coisa de sua seleção. muito menos eu…
2 marcos 09/06/2012 20:20
pessoal, li a pouco um comentário de um tal joe barton (pera lá, pera lá, calma aí nas porradas) acerca da base da inglaterra ser oriunda do liverpool (sete jogadores, parece-me). do liverpool?
alguém aí pode explicar esse fato?
Daniel Leite 09/06/2012 23:25
Barton disse que a convocação ignorou a temporada, criticou o alto número de jogadores do Liverpool na lista e constatou que, “se Henderson está na seleção, todos os ingleses que não estão podem se sentir prejudicados “.
1 André 09/06/2012 15:04
Já disse isso aqui. Enquanto existir a maratona de jogos nas festas de fim de ano, a seleção continuará sofrendo com desfalques. Deveriam acabar com a Carling Cup.