José Mourinho não aguenta mais o Real Madrid, o Barcelona e a imprensa espanhola. O Sunday Times sugere, então, que o Special One retornará à Inglaterra já na próxima temporada, quebrando seu vínculo ao Santiago Bernabéu dois anos antes do previsto. A reação óbvia à notícia de que um bicampeão inglês pretende (ou que simplesmente vai) voltar à Premier League é o aumento imediato da pressão sobre os técnicos dos grandes clubes. E aí?

Mourinho substituiu Mancini na Internazionale em 2008
Roberto Mancini, Manchester City. Certamente, é o mais ameaçado por conta do nível de gastos e exigência da diretoria. Nas copas, sua especialidade na carreira de treinador, Mancini já fracassou. Se não ganhar a Premier League, parece bem provável que o polpudo orçamento anual do xeque Mansour seja administrado por outra pessoa a partir da próxima temporada.
Alex Ferguson, Manchester United. Se quiser, aposenta-se. Se não, fim de papo.
Harry Redknapp, Tottenham. Os resultados e o desempenho em campo são ótimos, sem contestação. No entanto, o líder da ascensão dos Spurs tem pendência na justiça e, há dez anos, uma trajetória marcada pelo nomadismo. Além disso, sempre está entre os candidatos para suceder Fabio Capello na seleção inglesa depois da Euro 2012.
André Villas-Boas, Chelsea. O discurso da cúpula é de apoio irrestrito ao discípulo do Special One. Inclinado a contratar jovens, Villas-Boas parece ter carta branca para liderar a reforma do elenco. Assim, imaginando ainda a relação arranhada entre Roman Abramovich e o treinador do Real Madrid, o Chelsea não deve fazer um flashback com Mourinho se puder garantir ao menos um lugar na próxima Champions League. Aliás, um confronto entre os portugueses na Inglaterra seria sensacional.
Arsène Wenger, Arsenal. Com contrato até 2014, Wenger não deve ter sua saída determinada pela direção, que respeita a história do treinador. Em outras palavras, após amenizar muito a crise do início da temporada, o francês sai apenas se quiser, através de um acordo mútuo.
Kenny Dalglish, Liverpool. O contrato de King Kenny também termina em 2014. Para não correr riscos, entretanto, Dalglish precisa tratar de ganhar uma das copas e melhorar o aproveitamento na liga. A vaga na Champions pode até não vir, mas os proprietários são ianques, pragmáticos e querem ter a certeza de que o clube vai progredir, ou seja, exigem evolução em campo.
José Mourinho. Outro ponto é o tamanho do desafio que ele aceitaria assumir. Por exemplo, estaria o bicampeão inglês, acostumado a um Chelsea que não media esforços para lhe oferecer o melhor time, disposto a abraçar um projeto com restrições financeiras, como seriam os de Tottenham, Arsenal ou Liverpool? E se não houver vagas em clubes, Mourinho substituiria Capello na seleção? A conferir.