03/07/2009 - 12:15
Abaixo, a coluna do Jornal Placar de hoje.

Um ano atrás, o multibilionário xeque árabe Mansour bin Zayed Al Nahyan comprava o Manchester City e o tranformava no clube mais rico do planeta. Desde então, com exceção à contratação de Robinho, jamais a torcida do time se sentiu como tal.
Neste primeiro ano, o City flertou com o rebaixamento, e o técnico Mark Hughes se acostumou a vestir uma corda ao redor do pescoço. No final do campeonato, o clube azul de Manchester ficou até satisfeito com o medíocre 10º lugar.
Agora em 2009, o projeto tenta engatar uma terceira. O meio-campo da seleção inglesa Gareth Barry e o matador paraguaio Roque Santa Cruz já chegaram. Duas peças para facilitar a vida de Robinho, que na temporada passada decepcionou. Outros dois jogadores top têm propostas do City em suas mesas - Carlitos Tevez e Samuel Eto’o -, mas relutam em aceitar.
O xeque tem ambição. Nesta semana, assinou contrato com a Endemol Sport, empresa que criou o Big Brother. A intenção é internacionalizar a marca através de algumas ações (relançamento do site com versão em árabe e alguns programas de TV). A torcida também faz sua parte. A venda do ingresso da temporada já chegou na casa dos 30.000 faltando ainda dois meses para o início da temporada.
Será que depois do surpreendente título do Blackburn em 1995 um outro bicão entrará na festa do G4 inglês?
VUVUZELA AMERICANA
David
Beckham vai retornar para o LA Galaxy e encontrar o pior ambiente possível. Seu companheiro de time e estrela da seleção americana Landon Donovan cornetou o comportamento do inglês no livro The Beckham Experiment, de Grant Wahl. Donovan acusa Becks de falta de liderança e comprometimento. Até de pão-duro o Spice Boy é chamado.
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01/07/2009 - 20:55
O Barclays, banco patrocinador oficial da Premier League, premia todo ano o melhor fotógrafo e a melhor foto do campeonato inglês. Abaixo, alguns desse momentos congelados que concorrem aos prêmios.

Schwarzer, do Fulham, fotografado por Graham Chadwick, do Daily Mail

Gerrard fotografado por Glynn Thomas, da Offside

Tevez por Andy Hooper, do Daily Mail

Steven Pienaar, do Everton, faz pose para Matt Roberts, da Offside

Um jogador diferente clicado por Scott Heppel, da AP, no jogo Man United x Hull
Se quiser ver mais fotos, entre aqui no site do Daily Mirror. É uma mais linda que a outra.
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30/06/2009 - 00:57

Andrew Taylor, Theo Walcott e Craig Gardner assistem a festa alemã
É… não foi dessa vez que o técnico Stuart Pearce conseguiu criar a tal “mentalidade vencedora” entre os jogadores ingleses. A Inglaterra foi goleada pela Alemanha por 4 x 0 e ficou com o vice-campeonato do campeonato Europeu sub21. Foi uma senhora surra.
Os ingleses entraram em campo sem muitas opções de ataque. Campbell e Agbonlahor estavam suspensos e Walcott, que é ponta, acabou jogando como único atacante. Para piorar, o goleiro reserva Scott Loach (o titular Joe Hart também estava suspenso) não estava numa noite feliz. Poderia ter saído mais rápido no primeiro, levou um frangaço no segundo, tomou o terceiro pelo meio das pernas e também poderia ter ido melhor no quarto gol. Mas os alemães foram superiores em todo o jogo.
O discurso do técnico inglês, que é auxiliar na seleção principal, era de que a Inglaterra não ganha nada há muito tempo (exatamente desde 1993) em qualquer categoria porque não tem uma mentalidade vencedora, ou seja, amarela. Para ele, um grande passo para o fim desse problema seria o formação de uma geração acostumada aos títulos desde as categorias de base. Esse Europeu sub21 seria uma ótima oportunidade para fundação desse novo conceito. Há um ano da Copa do Mundo, espera-se inclusive que uns três ou quatro jogadores façam parte do elenco na África do Sul (Walcott é certo que vai. Milner, Agbonlahor e Micah Richards têm boas chances). Mas ainda não foi dessa vez.
Para ler mais sobre a vitória alemã, vá para o Blog do Alemão.

Sandro Wagner fez dois (fotos AFP)
A Inglaterra jogou com:
Loach; Cranie (Gardner), Richards, Onuoha (Mancienne), Gibbs, Muamba (Jack Rodwell), Cattermole; Noble, Milner, Adam Johnson, Walcott
A Alemanha:
Neuer, Beck, Howedes, Boateng (Tottenham) e Boenisch; Hummels (Aogo), Johnson (Schwaab), Castro e Khedira; Ozil (Schmelzer) e Sandro Wagner.
PS> Onuoha e Muamba pelos ingleses. Boateng, Aogo, Castro, Khedira, Ozil e Sandro Wagner pelos alemães. Uma nova geografia surgiu no futebol.
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29/06/2009 - 19:00
Abaixo, a coluna do Jornal Placar de sexta-feira.

Alguns de vocês já devem ter notado, outros não, mas não existe Inglaterra em Jogos Olímpicos. Nem Escócia, nem País de Gales e nem Irlanda do Norte. O que existe é a Grã-Bretanha.
E como cada um desses países tem sua própria confederação, eles não se unem para formar um time olímpico de futebol. Apesar de bicampeões olímpicos (1908/1912), os britânicos não jogam futebol nas Olimpiadas desde 1960. Em 2007, por exemplo, a Inglaterra chegou às semifinais do Europeu sub21, colocação que daria a vaga olímpica, mas a Itália acabou indo em seu lugar.
Sendo Londres a sede da próxima Olimpíada, seria bizarro o torcedor local não ter um time no esporte mais popular do país para torcer. Felizmente, os engravatados da Fifa, do Comitê Internacional e das confederações dos países do Reino Unido chegaram a um acordo e decidiram que uma equipe composta somente de ingleses representará a Grã-Bretanha.
Os outros três países – cá entre nós, com muito pouco a acrescentar ao time britânico – se recusaram a participar da equipe mas não se opuseram à ideia do “time inglês”. O argumento oficial para a recusa é um receio de que essa união prejudique o status de independência que cada confederação tem junto à Fifa. Na prática, apesar das históricas desavenças políticas, a rivalidade futebolística é o que mais parece atrapalhar.
Não dá para entrar em um pub de Belfast com a camisa da Inglaterra achando que alguém vai te oferecer uma Guinness.
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27/06/2009 - 14:53

Joe Hart é abraçado depois da última cobrança sueca (foto AP)
Depois de 16 anos (contando profissional e categorias menores), a Inglaterra pode conquistar novamente um torneio de futebol. Os ingleses enfrentarão a Alemanha, que bateu a Itália, na final do Europeu sub21. O time do técnico Stuart Pearce conquistou a vaga da maneira mais desastrada possível.
Depois de conseguir uma vantagem de 3 x 0 no primeiro tempo, graças a três escanteios, os ingleses assistiram os suecos empatar a partida em 13 minutos (dos 23’ aos 36` do 2º tempo). Cranie, Onuoha e um gol contra de Bjasmyr colocaram os ingleses em vantagem. Depois, o excelente Marcus Berg e Toivonem (de falta) igualaram o placar. Berg ainda acertou uma cabeçada no travessão. Se alguém merecia sair vencedor, sem dúvida, era o time amarelo.

Milner se espelhou em John Terry (ou Beckham?) e mandou a bola lá na Finlândia (foto AP)
Nos pênaltis (leia abaixo sobre a conturbada relação de Pearce e os penais), os ingleses venceram por 5 x 4. Os dois melhores jogadores de cada time no torneio, o inglês James Milner e o sueco Marcus Berg (já falei que esse cara é bom?), desperdiçaram a primeira cobrança de cada time. É impressionante como craque gosta de perder pênalti! Depois todo mundo fez o seu. Na primeira rodada dos alternados, Gibbs marcou para a Inglaterra e Mollins chutou na trave. Dois destaques nos pênaltis: o escorregão de Milner na cobrança à la Beckham e a participação de Joe Hart, que além defender a cobrança de Berg, ainda converteu a sua.

Berg é jogador do holandês Groningen e fez 7 gols nos quatro jogos do torneio (foto AP)
A Inglaterra vai para a final sem o goleiro Joe Hart, Agbonlahor (suspensos por amarelos) e Campbell (levou vermelho no final da prorrogação).
Desde 1984, a Inglaterra participou de 64 torneios de futebol (de qualquer idade) e ganhou apenas o sub18 de 1993, time que tinha Robbie Fowler, Gary Neville e Sol Campbell.
PEARCE E OS PÊNALTIS

O técnico Pearce pede aos seus jogadores que chutem onde o goleiro não alcance, mas no gol
(foto Getty Images)
O jogador Stuart Pearce foi eliminado da Copa de 1990 e da Euro 1996 nos pênaltis (na primeira inclusive desperdiçando uma das cobranças). Já como técnico da sub21 inglesa, dois anos atrás, Pearce viu sua equipe cair nas semifinais novamente nas penalidades, dessa vez em um épico 13 x 12 diante dos holandeses. Na manhã de ontem, uma matéria publicada no The Guardian mostrava a preocupação do técnico Pearce com a possibilidade da semifinal diante da Suécia ter de ser decidida dessa maneira. E ele estava certo.
A matéria do The Guardian começava assim:
Stuart Pearce compreende o real sentido da comparação entre pênaltis e loterias. “No passado, o técnico perguntava “quem está a fim?”. Vamos ser sinceros, isso não é exatamente um método científico”, diz o técnico lembrando as fatídicas decisões por pênaltis na Itália em 1990 e Euro 1996.
O artigo posteriormente descreve como Pearce trabalhou nesses últimos dois anos para deixar o mínimo possível para a “roleta russa”. Além de treinar cobranças depois de todos os treinamentos, sua equipe analisou a direção nas quais seus jogadores cobram pênaltis, em quais são bem sucedidos, o percentual de aproveitamento de cada jogador e a técnica de seus goleiros nas cobranças. Para o jogo de ontem, trataram de coletar os dados de todas as cobranças dos jogadores suecos tanto na seleção como nos clubes. Para Pearce, o importante era sair de campo, depois de uma decisão por pênaltis, com a convicção de que fez tudo o que poderia ser feito. Se todo esse trabalhou surtiu efeito no jogo de ontem, nunca saberemos. Mas que deu sorte, deu.
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26/06/2009 - 10:38
Eu sei que muita gente deve ter tomado um susto, mas o zagueiro do Shrewsbury Town Michael Jackson está bem e curte suas férias antes do começo da temporada na 4ª divisão inglesa.

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25/06/2009 - 20:10
>> O presidente Adriano Galliani revelou que recebeu uma “oferta monstro” de um clube inglês por Alexandre Pato, 19 anos. Levando em conta que o técnico Ancelotti, que trabalhava com Pato até um mês e pouco atrás, está no Chelsea, dá para imaginar qual clube fez a oferta.
>> Kia Joorabchian andou espalhando pela Inglaterra que três clubes ingleses disputam Carlitos Tevez. Man City, Chelsea e um outro clube seriam os interessados. O certo é que no Manchester United ele não fica.
>> O Grêmio vetou um período de 29 dias de testes de Douglas Costa no Manchester United. O clube inglês estaria disposto a pagar £18 milhões. O preço é bem alto para um garoto com menos de 20 jogos no profissional, talvez por isso o Manchester queira ver o garoto de perto. O Grêmio disse que Douglas é bom demais para se sujeitar a tal coisa, mas acho difícil outro clube pagar essa grana. Quando alguém compra um carro bem caro, é normal querer dar uma volta antes.
FECHADO
>> O mercado está agitado, mas poucos negócios foram fechados. A contratação mais cara até agora foi de Roque Santa Cruz, do Blackburn para o Man City por £17 milhões. A segunda também foi feita pelo City: Gareth Barry, do Aston Villa, por £12 milhões. Em terceiro vem o zagueiro Thomas Vermaelen, do Ajax para o Arsenal por £10 milhões.
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24/06/2009 - 10:43
Acabou a primeira fase do Europeu sub21 e, mesmo com o time reserva, a Inglaterra garantiu a 1ª colocação do grupo com um empate diante da Alemanha por 1 x 1, na segunda-feira.
Os alemães saíram na frente aos 4′ com Gonzalo e, aos 36′, Jack Rodwell empatou.
Fiquei imaginando como deve ter sido um jogo de compadres, já que tanto ingleses quanto alemães precisavam apenas de um ponto para garantirem, respectivamente, o primeiro e o segundo lugar do grupo. E como conseguiram, a Espanha foi eliminada.
O torneio tem o mesmo formato da Copa da Confederações – dois grupos de quatro, semifinais com 1º de um grupo contra 2º do outro. Agora, a Inglaterra pega a anfitriã Suécia e a Alemanha enfrenta a Itália, de Balotelli, Acquafresca e Giovinco. Ambos os jogos serão na sexta-feira. A final acontecerá na segunda.

Jack Rodwell, zagueiro do Everton, empatou para os ingleses
(foto Getty Images)
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21/06/2009 - 12:19

Milner comemora seu gol com Campbell (foto AP)
Na quinta-feira, pela segunda rodada do campeonato Europeu sub21, a Inglaterra derrotou a Espanha por 2 x 0 e garantiu vaga nas semifinais do torneio. O time joga nesta segunda-feira contra a Alemanha já classificado.
O nome do jogo foi James Milner, O jogador do Aston Villa sofreu um pênalti, que ele mesmo desperdiçou, (praticamente) fez a assistência no primeiro gol (ao induzir o zagueiro ao erro) e marcou segundo.
Para quem não lembra, Milner foi o pivô da demissão de Kevin Keegan do comando do Newcastle. Ao saber da venda de Milner para o Aston Villa, Keegan brigou feio com o diretor Dennis Wise e com o dono do clube, Mike Ashley, e saiu.
Coisas estranhas do futebol: depois de ter sido substituído no intervalo do jogo contra a Finlândia, Walcott, que é quase titular da seleção principal, começou no banco contra a Espanha. Mas o garoto do Arsenal entrou e fez uma bela jogada no gol de Milner, numa daquelas suas arrancadas, só que dessa vez pela esquerda.
Esse campeonato, embora não pareça, tem grande importância para o futebol inglês. A Inglaterra não ganha absolutamente nada, em qualquer categoria futebolística, desde 1993. Na época, o título do Europeu sub18 foi conquistado pela equipe que tinha Robbie Fowler. Desde então, os inventores do futebol só acumulam derrotas, algumas vexatórias ou outras por simples azar. O que vem à mente do torcedor inglês nos últimos tempos são cartões vermelhos, pênaltis, técnico com guarda-chuva, Ronaldinho Gaúcho, piscadas…
Enfim, o título do Europeu sub21 faria muito bem a auto-estima do jogador inglês.
A Inglaterra jogou assim: Joe Hart; Micah Richards, Martin Cranie, Nedum Onuoha, Kieran Gibbs; Lee Cattermole, James Milner (Craig Gardner), Mark Noble, Adam Johnson (Theo Walcott), Fabrice Muamba; Gabriel Agbonlahor (Fraizer Campbell). Técnico: Stuart Pearce
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19/06/2009 - 21:36
Abaixo, a coluna do Jornal Placar de hoje.

> Cristiano Ronaldo vai para o Real Madrid: poucas lágrimas derramadas.
> Ronaldo era brilhante, porém desonesto.
> O torcedor do Manchester sentirá saudades do jogador, não do homem.
> United vende Ronaldo, que deveria ter ido no verão passado.
Extraí todas as frases acima das colunas de jornais ingleses no dia seguinte ao anúncio da ida de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid (negócio ainda não concretizado). Não fiquei sabendo de nenhum protesto da torcida do Manchester. O maior jogador da liga inglesa está de saída e tudo o que se comenta é quem Alex Ferguson contratará com a pequena fortuna de £80 milhões (R$ 257 milhões) paga pelo clube espanhol.
Apesar de admirado pelos ingleses – afinal foram 91 gols nas últimas três temporadas -, o português sempre foi um anti-herói na Inglaterra. Seu talento, seus gols e os títulos conquistados pelo Manchester silenciaram seus críticos, mas agora o que se percebe é um alívio geral. Até mesmo entre os torcedores do time.
Cristiano Ronaldo não se adaptou ao ambiente inglês. Não que na Inglaterra não existam bad-boys – George Best, por exemplo, é um ícone -, mas o modo e a frequência com que o português cava faltas e reclama com o juiz não são tolerados naquelas bandas. Ninguém esquece a famosa piscada para o banco de Portugal depois da expulsão de Rooney, na Copa de 2006. Em seis anos de Manchester, Cristiano Ronaldo conquistou tudo, menos a sua própria torcida.
> WEST HAM
O time de Londres ofereceu um contrato por empréstimo a Mancini, da Internazionale de Milão. O brasileiro era um dos principais jogadores da Roma em 2008, mas não se adaptou bem ao time de José Mourinho.
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