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Posts com a Tag Seleção francesa

sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Ex-jogadores, Seleção francesa | 20:26

Seleção multicultural

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Semana passada, o leitor Victor me perguntou quais e quantos jogadores se naturalizaram para defender a seleção francesa, e eu respondi que ia pesquisar, porque tinha uma ideia de que eram muitos. E realmente são, em consonância com os fatos de o país ter sido uma potência imperial, com várias colônias na África e Américas, e de atrair muitos imigrantes destas colônias que se transformaram em pequenas e menos desenvolvidas nações.

Se incluirmos ainda os atletas nascidos na França mas com pais estrangeiros, a lista cresce muito. São os casos de Zinedine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, de origem argelina, e Hatem Ben Arfa, cuja família é tunisiana.

No elenco atual dos Bleus, composto por muitos afrofranceses, temos, entre outros, estes países-fontes: Costa do Marfim: Abou Diaby; Guadalupe: Thierry Henry e William Gallas; Guiné-Bissau: Bafétimbi Gomis; Mali: Alou e Lassana Diarra; Martinica: Nicolas Anelka; Senegal: Bacary Sagna. Há, é claro, naturalizados: Florent Malouda nasceu na Guiana Francesa, vizinha do Brasil; Patrice Evra é senegalês; Steve Mandanda, congolês, e Jean-Alain Boumsong é camaronês.

Vamos a um breve recorrido histórico dos naturalizados: o artilheiro da Copa da Suécia de 1958 (13 gols em 6 jogos!), Just Fontaine, nasceu no Marrocos. No grupo que chegou à semifinal do Mundial de 1982, estavam o zagueiro Marius Trésor, de Guadalupe (ilha da América Central), e o meio-campo Jean Tigana, vindo do Mali.

A geração do primeiro título mundial (1998) tinha o lateral-direito Lilian Thuram, outro de Guadalupe, e os volantes Patrick Vieira, de Senegal, Marcel Desailly, de Gana, e Christian Karembeu, da Nova Caledônia (colônia na Oceania). Na equipe vice-campeã do mundo em 2006, estava o volante Claude Makélélé, originário do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo.

**FALANDO EM SELEÇÃO, Raymond Domenech convocou ontem 23 jogadores para os duríssimos confrontos contra Romênia (dia 5) e Sérvia (dia 9), pelas Eliminatórias. Vieira está fora e Ribéry dentro. Para ver os nomes, CLIQUEZ ICI.

Henry, o da coxa acariciada (ui!), participou da conquista
de hoje do Barcelona, supercampeão europeu (Reuters)

Notas relacionadas:

  1. Convocação coerente
  2. Azar o seu, Domenech
  3. Para o gasto e os três pontos
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 Franceses no mundo | 23:09

São Paulo x Lyon? Coluna 1

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A última vez que recebeu o Lyon em casa, pelo Monaco, ele perdeu: 1 a 0

Acompanhante assíduo desta nau gaulesa, Filipe Frossard Papini* (merci, camarade!) pediu que eu falasse sobre o amistoso entre São Paulo e Lyon, previsto para acontecer no Morumbi, em outubro – parece que está para ser no dia 7 ou 8. O evento faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil. Mais do que reunir o heptacampeão francês e o hexacampeão brasileiro, é justo que Ricardo Gomes, o mais francês dos brasileiros em atividade por aqui, esteja envolvido!

Representante do OL, o ex-zagueiro Marcelo Djian (aquele do Curíntia e do Cruzeiro nos anos 90) disse que o visitante só não trará força máxima se houver jogadores com a seleção francesa (no dia 10/10, Les Bleus jogam a penúltima rodada das Eliminatórias contra as famigeradas Ilhas Faroe! Mas não se pode arriscar perder a vaga para a Copa, né?).

Mesmo que venha a maior parte dos titulares, acho que o favorito será o São Paulo, se tivesse que apostar hoje. Pode ser que o Tricolor não embale rumo a mais um título nacional, mas só a combinação viagem longa + fuso horário diferente + clima bem mais quente (será outubro) deve ser o suficiente para diminuir deveras o rendimento dos lioneses.

O interessante por trás do que rolar em campo é o interesse francês por alguns são-paulinos, com certeza um motivo para os comandados de Gomes correrem mais. Djian, responsável por indicar destaques brasileiros para o Lyon, admitiu que já o fez em relação a Dagoberto, Richarlyson e Miranda, em outras épocas. Hernanes foi observado este ano pela diretoria francesa, mas deu azar porque viveu uma fase sem brilho no primeiro semestre. Como parece que se recuperou, nunca se sabe o que pode surgir…

Apesar de ser um amistoso, o público deve ser bom, afinal não se enfrenta em casa um time europeu todo dia, e o jogo faz parte do pacote que o São Paulo lançou em seu novo carnê de ingressos para os torcedores. Para mim vai ser bão tamén, bien sûr, porque mais gente do que o usual deve passar por este blog por causa da partida, sobretudo… são-paulinos! (bravo, bravíssimo). Quando se vive escondido na net, qualquer boca se aproveita!

* Ah, Filipe, sobre o fato de Lloris ter deixado Mandanda no banco da França ontem, li que foi opção de Domenech mesmo, embora o técnico não veja diferença entre os dois (veja aqui). E acho que foi para você não criticar tanto o “professeur”…rs… De qualquer forma, temos que esperar um jogo com mais disputa para saber como o arqueiro do Lyon vai se sair, concorda?

Notas relacionadas:

  1. O golaço e o frangaço
  2. Lyon, estamos esperando
  3. Reforços pra lá e pra cá
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 15:01

Para o gasto e os três pontos

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André-Pierre Gignac foi um dos raros a se destacar na ilha dinamarquesa

Não foi apenas o Brasil que enfrentou um inusitado adversário nesta quarta. Se a pitoresca Tallinn, na Estônia, viu o desfile dos pentacampeões mundiais, a gloriosa Torshavn, nas Ilhas Faroe, recebeu a França, que também tinha toda a obrigação da vitória. Não só pelo abismo técnico-estrutural entre as seleções, mas porque no caso francês se tratava de compromisso pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo e uma chance imperdível de diminuir a diferença de 8 pontos para a líder Sérvia, com dois jogos a mais.

Raymond Domenech começou a única partida do grupo 7 nesta quarta com Lloris, Sagna, Gallas, Escudé e Evra; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Anelka, Gignac e Malouda. E a superiodade visitante se fez sentir na primeira etapa, na posse de bola e chances criadas de gols: foram 17 chutes a gol contra apenas 1 dos anfitriões! Mas nada de bola na rede…

Isso até o artilheiro do último Francês evitar dores de cabeça no treinador um pouco antes do intervalo: aos 42 minutos, Gignac recebeu do sempre perigoso Malouda dentro da área, girou e chutou no cantinho, para abrir o placar e fazer seu primeiro gol pelos Bleus. Sem poder contar com o novamente machucado Henry, Domenech encontrou, no jogador do Toulouse, um atacante com muita presença ofensiva na partida.

Aos 20 do 2º tempo, Ribéry, voltando de lesão, veio para o lugar de Malouda. O rápido ponteiro do Bayern de Munique mostrou estar recuperado, se movimentando bem. A França voltava a tocar a bola no ataque, mas Faroe se fechava bem, como se estivesse ganhando, afinal time pequeno até quando ataca tem que pensar em se defender… Gignac, Anelka e Gourcuff perdiam boas chances (inclusive houve um gol do girondino anulado acertadamente por impedimento), e, tirando um ataque ou outro dos donos da casa, Les Bleus não tiveram mais com o que se preocupar.

O magrinho 1 a 0, com a cara de Domenech, pode parecer frustrante pela goleada perfeitamente viável que se propunha. Mas os três pontos foram garantidos, e agora restam cinco para a Sérvia. Como ainda há um jogo a menos e o confronto direto entre líder e vice, matematicamente é possível alcançar o topo em caso de duas vitórias. A França pode continuar não convencendo, mas, se chegar à África do Sul, isso vai ser mero detalhe.

{ detalhes, comentários, números e lance a lance do jogo você encontra no tempo real da France Football }

Notas relacionadas:

  1. Convocação coerente
  2. Azar o seu, Domenech
  3. Um ooutro jogo
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de abril de 2009 Extracampo, Franceses no mundo, Seleção francesa | 18:26

Um francês > dois brasileiros

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Longe de mim querer alimentar a discórdia, rivalidade e competição (não necessariamente nessa mesma ordem) entre brasileiros e franceses, ainda mais neste Ano da França no Brasil! Mas nem todo peladeiro francófono fica para trás na comparação com boleiros brazucas; há talentos indiscutíveis formados por lá, assim como queijos, vinhos e aquele delicioso fondue (é francês ao menos no biquinho) no inverno.

Franck Ribery é um exemplo contundente. Primeiro porque joga num time de primeiro escalão, o Bayern de Munique, o alemão com mais estrangeiros da Bundesliga (Marião que me corrija se for o caso). Joga e muito bem, marcando gols decisivos, assim como na seleção francesa – salvou os Bleus nas magras vitórias sobre a Lituânia, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, que evitaram uma catástrofe para o técnico Raymond Domenech e o orgulho gaulês (que não é dos menores, sabe-se…)

No futebol, beleza é fundamental o escambau! (foto AP)

Pois bem, o lindão do Riberra é querido por medalhões como Barcelona, Real Madrid (a nata da Espanha) e Internazionale (quase tetracampeã italiana). Aliás, a Inter de Milão estaria disposta até a incluir dois brasileiros no negócio com o Bayern, que quer muito (é óbvio) para vender o francês: o lateral-esquerdo Maxwell (ex-Cruzeiro e Ajax) e o meia Mancini (ex-Atlético Mineiro, onde foi lateral-direito, e Roma).

Se eu representasse o time germânico na parada, não me faria de rogado. “Quero Maxwell, Mancini e um atacante pra repor a posição, de preferência falando a língua do Luca Toni, acho que vocês têm, né?”

Notas relacionadas:

  1. França para exportação
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , ,

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