20/11/2009 - 21:20

Presença rival atiçou torcida do OM, e a coisa acabou feia, com detidos (AFP)
Muita gente e cantoria no Vèlodrome para Olympique de Marselha x Paris Saint-Germain, clássico adiado da 10ª rodada. Em jogo de duas torcidas marcando presença – e fazendo baderna, com saldo de 15 torcedores presos -, houve muito equilíbrio, marcação forte e pouco brilho. Melhores na maior parte do tempo, os marselheses conseguiram vencer por 1 a 0 e se aproximar dos líderes Bordeaux, Lyon e Auxerre, galgando para a 4ª posição na tabela. Os parisienses permanecem num decepcionante 13º lugar.
Os donos da casa começaram com Mandanda; Bonnart, Diawara, Heinze e Taiwo; Mbia, Abriel, Cheyrou e Valbuena; Niang e Brandão. O zagueiro brasileiro Hilton foi para o banco. Os visitantes, com Coupet, Ceará, Camara, Sakho e Armand; Clément, Chantôme, Jallet, Sessegnon e Luyindula; Erding. Makélelé não joga por estar suspenso.
O duelo começou pegado, tanto que Sessegnon e Mbia se estranharam após dividida nos primeiros minutos e foram chamados pelo juiz Laurent Duhamel num canto para levar bronca. O camaronês do OM não estava num dia de sorte, pois depois de subir de cabeça com Erding acabou machucado no tornozelo e substituído logo aos 19, por Edouard Cissé.
Com maior volúpia ofensiva, o Olympique foi premiado com a abertura do marcador. Aos 25, Abriel bateu falta da intermediária em direção à área parisiense, Heinze e Diawara subiram praticamente juntos, a bola bateu na cabeça do argentino, no braço do francês e foi para as redes, fora do alcance de Coupet. 1 a 0, placar justo.
A primeira chance real do PSG só viria aos 38, quando Erding recebeu de costas para o gol, virou, bateu no canto e Mandanda fez difícil defesa. Melhor organizado e nitidamente superior, o Marselha merecia o resultado. Na segunda etapa, o OM continuava dominando as ações: com 15 minutos, tinha 66% de posse de bola. E quando tinha de se defender, marcava firme, especialmente Brandão, que exagerou em algumas chegadas nos rivais.
Os donos da casa seguiam com melhores oportunidades, sobretudo nas bolas alçadas na área por Abriel. Desencontrado, o Saint-Germain não conseguia criar lá na frente. Para tentar sanar esta falha, Antoine Kombouaré sacou o meia Jallet e colocou o meia-atacante Giuly aos 24 minutos. Futuramente, seria a vez do jovem Maurice ter uma oportunidade, no lugar de Chantôme.
Com 30 minutos, foi a vez de Didier Deschamps dar uma chance para Lucho González, tirando o aplaudido Valbuena; a mais cara contratação do Olympique não vive bom relacionamento com o treinador. Com Ben Arfa é ainda pior, pois ele apenas assistiu ao confronto nas tribunas do estádio. Que pena, poderiam oferecer mais talento ao time!
Uma troca de passes mal concluída entre Giuly, Luyindula e Maurice foi tudo que o Paris conseguiu na área adversária até o apito final, que premiou a resistência do Marselha e mostrou o quanto o time da capital é limitado. Amanhã, confira as partidas da rodada do fim de semana. Au revoir!
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Francês da 1ª divisão
Tags: Abriel, Ben Arfa, Brandão, Diawara, Edouard Cissé, Erding, Giuly, Heinze, Hilton, Jallet, Kombouaré, Lucho González, Makélélé, Mandanda, Mbia, Olympique de Marselha, Paris Saint-Germain, Sessegnon, torcida
06/11/2009 - 17:03
Numa ação para alavancar recursos financeiros, medida necessária diante das modestas campanhas recentes e dos problemas enfrentados na Justiça, o Paris Saint-Germain se deu conta de que apostar apenas nos seus jogadores não era suficiente e colocou mulher na parada. Uma não, várias. Pudicas não, dançarinas do Moulin Rouge!
Trata-se de um calendário com fotos dos atletas, trajados no estilo do cabaré, ao lado das ditas cujas. É claro que vai causar algum rebuliço. A notícia e as fotos são da BBC Brasil, com crédito para Christophe Mourthé/Hugo & Cie (leia mais a respeito aqui). Veja algumas imagens (se clicar sobre elas, ampliam-se!) e faça o obséquio de opinar sobre elas no campo de comentários:
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Giuly, que joga na frente, abre o show
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Makelele deve ter transpirado um bocado
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Vai recusar o convite, Luyindula?
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Bonito o cenário de fundo, Sakho!
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Uma passista de tirar a cartola, né Traoré?
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O brasileiro Ceará fechou o ano. E posou sozinho, coitado
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Extracampo
Tags: Ceará, galeria de fotos, Giuly, Luyindula, Makélélé, mulheres, Paris Saint-Germain, Sakho, Traoré
28/08/2009 - 20:26
Semana passada, o leitor Victor me perguntou quais e quantos jogadores se naturalizaram para defender a seleção francesa, e eu respondi que ia pesquisar, porque tinha uma ideia de que eram muitos. E realmente são, em consonância com os fatos de o país ter sido uma potência imperial, com várias colônias na África e Américas, e de atrair muitos imigrantes destas colônias que se transformaram em pequenas e menos desenvolvidas nações.
Se incluirmos ainda os atletas nascidos na França mas com pais estrangeiros, a lista cresce muito. São os casos de Zinedine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, de origem argelina, e Hatem Ben Arfa, cuja família é tunisiana.
No elenco atual dos Bleus, composto por muitos afrofranceses, temos, entre outros, estes países-fontes: Costa do Marfim: Abou Diaby; Guadalupe: Thierry Henry e William Gallas; Guiné-Bissau: Bafétimbi Gomis; Mali: Alou e Lassana Diarra; Martinica: Nicolas Anelka; Senegal: Bacary Sagna. Há, é claro, naturalizados: Florent Malouda nasceu na Guiana Francesa, vizinha do Brasil; Patrice Evra é senegalês; Steve Mandanda, congolês, e Jean-Alain Boumsong é camaronês.
Vamos a um breve recorrido histórico dos naturalizados: o artilheiro da Copa da Suécia de 1958 (13 gols em 6 jogos!), Just Fontaine, nasceu no Marrocos. No grupo que chegou à semifinal do Mundial de 1982, estavam o zagueiro Marius Trésor, de Guadalupe (ilha da América Central), e o meio-campo Jean Tigana, vindo do Mali.
A geração do primeiro título mundial (1998) tinha o lateral-direito Lilian Thuram, outro de Guadalupe, e os volantes Patrick Vieira, de Senegal, Marcel Desailly, de Gana, e Christian Karembeu, da Nova Caledônia (colônia na Oceania). Na equipe vice-campeã do mundo em 2006, estava o volante Claude Makélélé, originário do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo.
**FALANDO EM SELEÇÃO, Raymond Domenech convocou ontem 23 jogadores para os duríssimos confrontos contra Romênia (dia 5) e Sérvia (dia 9), pelas Eliminatórias. Vieira está fora e Ribéry dentro. Para ver os nomes, CLIQUEZ ICI.

Henry, o da coxa acariciada (ui!), participou da conquista
de hoje do Barcelona, supercampeão europeu (Reuters)
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Ex-jogadores, Seleção francesa
Tags: Alou Diarra, Anelka, Ben Arfa, Benzema, Boumsong, Desailly, Diaby, Domenech, Evra, Fontaine, Gallas, Gomis, Henry, Lassana Diarra, Makélélé, Malouda, Nasri, Ribery, Romênia, Sagna, Seleção francesa, Sérvia, Thuram, Tigana, Trésor, Vieira, Zidane