Publicidade

Posts com a Tag Lassana Diarra

terça-feira, 15 de setembro de 2009 Brasileiros contra a França, Brasileiros na França, Torneios europeus | 17:39

Até aqui, França 2 x 3 Itália

Compartilhe: Twitter

Não é todo dia que times franceses enfrentam rivais do porte de Milan e Juventus (de Turim, não da Mooca!). Ainda mais ao mesmo tempo, por uma Liga dos Campeões. Portanto, fiquei de olho na TV que passou o Bordeaux (cujo áudio na redação do iG teve de competir com Zurich x Real Madrid) e ouvido na rádio que transmitiu o Marselha. O que deu pra pescar:

Olympique 1 x 2 Milan

Pippo e Heinze (AFP)

Pippo e Heinze (AFP)

Chuva em Marselha e muito equilíbrio no minutos iniciais. Aos 27 minutos, porém, Filippo Inzaghi, velho de guerra no faro de gol, fez um a zero (apêndice: não fiquei com raiva, pois Pippo é o cara pelo histórico que tem!), após bela trama envolvendo Alexandre Pato e Clarence Seedorf (que de claro não tem nada…), que achou o camisa 9 dentro da área, coisa que a zaga marselhesa não conseguiu fazer!

O Marselha partiu para cima, Lucho González chamou o jogo, mas no primeiro tempo, nada, até porque Storari, que deixou Dida na reserva, foi muito bem sob a meta milanesa. Até que aos 4 minutos da segunda etapa, Heinze cabeceia e ela passa debaixo das pernas do arqueiro (é só elogiar…), empatando. Os donos da casa ganharam ânimo, com Niang e Cheyrou dando muito trabalho aos visitantes. Mesmo sem merecer, o Milan foi novamente eficiente: de novo linda assistência de Seedorf e de novo conclusão oportunista de Inzaghi: 2 a 1. Houve mais pressão do OM, mas valeu a experiência rossonera, que nem precisou de Ronaldinho Gaúcho, todo banco hoje.

Juventus 1 x 1 Bordeaux

Amauri e Fernando

Amauri e Fernando

De vermelho, os Girondinos não se impressionaram com o Delle Alpi e começaram tocando bem no campo da Juve, com Fernando Menegazzo mostrando personalidade. Pelos italianos, Amauri era o perigo. Coincidentemente, começou a chover também em Turim. Sem muito perigo para as duas defesas, o primeiro tempo ficou no zero.

Nos três minutos iniciais do segundo tempo, Gourcuff teve duas boas chances, mas esbarrou no ótimo Buffon. Logo depois, Iaquinta perdeu grande chance para a Vecchia Signora. Aos 9, um fato inusitado: Carrasso se machucou e deu lugar para Ramé. O reserva pegou os dois primeiros chutes que vieram, mas não o terceiro, de Iaquinta, que bateu rasteiro e abriu o placar aos 17. Com o Bordeaux tendo que sair, deixou perigosos espaços para a Juventus ampliar, mas foi competente: aos 30, o volante tcheco Plasil aproveitou cruzamento e, em posição duvidosa, empurrou livre para as redes. A partida ganhou mais emoção, com os donos da casa pressionando, inclusive com bola no travessão, e os visitantes respondendo, sobretudo com Gourcuff. No fim, o empate foi bom para o campeão francês.

Lyon x Fiorentina, amanhã
O duelo não é nada novo pela Liga: na última edição, as equipes se encontraram também na fase de grupos, e deu empate na França e vitória lionesa na Itália. Por isso, a Viola não esconde que quer revanche. Os problemas do OL estão na defesa: Boumsong é desfalque, com lesão na virilha. Como Anderson ainda se recupera de uma lesão na perna, restam apenas dois zagueiros em condições: Cris e Mathieu Bodmer. Com Michel Bastos e Lisandro López em alta, dá pra vencer.

Antes de encerrar: Anelka, outro bom e velho, marcou o gol da vitória do Chelsea sobre o Porto. No Real, Lass foi titular e Benzema preterido por Higuaín, não entrando na goleada por 5 a 2 na Suíça.

Notas relacionadas:

  1. E o Bordeaux aplaude o Lyon
  2. Ligas: vai dar liga?
  3. Pausa para o grande desafio
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 9 de setembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 18:00

Pelo menos a repescagem: obrigação!

Compartilhe: Twitter

Cheguei mais cedo à redação do iG para acompanhar Sérvia x França ao vivo. Mais cedo, para mim, é 16h mesmo, porque às quartas eu costumeiramente faço o peculiar horário das 17 às 25 horas… Logo de cara, tive que aguentar os colegas jornalistas torcendo contra os bleus, afinal eles comungam do surpreendente fato de serem… brasileiros. Bom, vamos ao que rolou em Belgrado.

Logo aos 8 minutos, não poderia ficar pior: Lloris derruba Zigic na área, é expulso e o pênalti está marcado. Quatro minutos depois, Gignac é sacrificado e Mandanda vai para o gol, mas o placar está aberto: Milijas bateu no alto, com eficiência, 1 a 0. 

Indecisão de Gallas e Abidal + precipitação de Lloris = tudo mais difícil (AFP)

Apesar de jogar com um a menos, a França adiantou a marcação, afinal, para a Sérvia, o jogo podia acabar ali. Mas chegar à área adversária estava difícil; aos 24, Gourcuff tentou de longe, mas o chute foi mais longe ainda. Henry brigava muito, mas nada produtivo. 

Até que os franceses “acharam” um gol: Anelka abriu espaço, chutou na direção de Stojkovic mas o goleirão bateu roupa e largou nos pés de Thierry: 1 a 1 e sobrevida aos Bleus! A partida ficou equilibrada, com os visitantes, com destaque para Lass, se defendendo bem das investidas de Stankovic e companhia. O volante do Real Madrid faria a primeira boa jogada do 2º tempo, arrancando pelo meio e provocando o primeiro cartão amarelo do jogo, justamente para o meia da Inter de Milão. 

Em três minutos, dois lances de perigo: Anelka chutou bola venenosa aos 12, deixando Stojkovic irritado com sua defesa. Aos 15, Mandanda foi testado e respondeu muito bem, desviando bomba de Jovanovic que explodiu no travessão. O duelo ficava mais aberto e agradável de acompanhar, pois a Sérvia, buscando o ataque, dava espaços para Henry e Anelka. Evidentemente, os ânimos se acirraram também.

Aos 30, Domenech trocou Henry por Ribéry, afinal um gás extra era necessário no ataque francês, sempre minoria contra a defesa sérvia. Estar em desvantagem numérica aumentava o número de faltas cometidas e cartões amarelos para o lado dos Bleus. Também cansado, Gourcuff deu lugar a Alou Diarra aos 40 minutos. Com 44, Lazovic leva vermelho por reclamação, mas aí era tarde demais para a França: fim de papo, 1 a 1. 

Não veio a vitória, mas ainda restam razões para se manter a cabeça erguida (AFP)

Agora o babado é o seguinte: restam duas rodadas para todos no grupo 7 (seis pontos a disputar) e quatro pontos separam a vice França tanto da líder Sérvia quanto da terceira, a Áustria. Ou seja, ganhar as duas próximas é preciso para manter alguma chance de liderança ou, se apenas sobrar a segunda colocação, espantar a possibilidade de ser a pior segunda colocada dos nove grupos europeus. Veja os próximos jogos: 

10 de outubro 
França x Ilhas Faroe 
Áustria x Lituânia
Sérvia x Romênia

14 de outubro
 
França x Áustria
Romênia x Ilhas Faroe
Lituânia x Sérvia

Notas relacionadas:

  1. Emoções fortes à vista
  2. Para o gasto e os três pontos
  3. Vale a vida nas Eliminatórias
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 5 de setembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 06:02

Vale a vida nas Eliminatórias

Compartilhe: Twitter

Siguinte, Ribérra: se não vencer pelo menos uma das próximas duas, a turma dança (AP)

A França tem pela frente a Romênia neste sábado, às 21 horas locais, por mais uma rodada do grupo 7 das Eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2010. Mas não se trata de só mais um jogo, o que para o grupo de Raymond Domenech não é novidade, já que a necessidade de somar pontos vem sendo uma constante desde o começo do ano.

O trio de arbitragem no Stade de France será croata, numa partida que interessa diretamente outra ex-república iugoslava, a Sérvia. Porque os franceses estão cinco pontos atrás dos sérvios, líderes da chave, que têm um jogo a mais. Porque se les Bleus vencerem, a diferença cai para dois pontos. Porque Sérvia x França é o jogaço de quarta-feira que vem, entre os dois maiores cotados para a liderança do grupo, que vale vaga direta na África do Sul – o segundo da chave terá que se matar em um mata-mata contra um outro segundo europeu.

Nas equipes prováveis para o prélio (como dizem os palmeirenses), é alentador saber que Adrian Mutu não joga do outro lado. A França deve alinhar com Lloris (ou Mandanda); Sagna, Gallas, Abidal (ou Escudé) e Evra; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Anelka, Henry e Benzema (ou Gignac). A Romênia, com Coman; Maftei, Radoi, Chivu e Rat; Mara, Max Nicu, Ghioane e I. Apostol; Surdu e Marica.

Notas relacionadas:

  1. Emoções fortes à vista
  2. Para o gasto e os três pontos
  3. Seleção multicultural
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Ex-jogadores, Seleção francesa | 20:26

Seleção multicultural

Compartilhe: Twitter

Semana passada, o leitor Victor me perguntou quais e quantos jogadores se naturalizaram para defender a seleção francesa, e eu respondi que ia pesquisar, porque tinha uma ideia de que eram muitos. E realmente são, em consonância com os fatos de o país ter sido uma potência imperial, com várias colônias na África e Américas, e de atrair muitos imigrantes destas colônias que se transformaram em pequenas e menos desenvolvidas nações.

Se incluirmos ainda os atletas nascidos na França mas com pais estrangeiros, a lista cresce muito. São os casos de Zinedine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, de origem argelina, e Hatem Ben Arfa, cuja família é tunisiana.

No elenco atual dos Bleus, composto por muitos afrofranceses, temos, entre outros, estes países-fontes: Costa do Marfim: Abou Diaby; Guadalupe: Thierry Henry e William Gallas; Guiné-Bissau: Bafétimbi Gomis; Mali: Alou e Lassana Diarra; Martinica: Nicolas Anelka; Senegal: Bacary Sagna. Há, é claro, naturalizados: Florent Malouda nasceu na Guiana Francesa, vizinha do Brasil; Patrice Evra é senegalês; Steve Mandanda, congolês, e Jean-Alain Boumsong é camaronês.

Vamos a um breve recorrido histórico dos naturalizados: o artilheiro da Copa da Suécia de 1958 (13 gols em 6 jogos!), Just Fontaine, nasceu no Marrocos. No grupo que chegou à semifinal do Mundial de 1982, estavam o zagueiro Marius Trésor, de Guadalupe (ilha da América Central), e o meio-campo Jean Tigana, vindo do Mali.

A geração do primeiro título mundial (1998) tinha o lateral-direito Lilian Thuram, outro de Guadalupe, e os volantes Patrick Vieira, de Senegal, Marcel Desailly, de Gana, e Christian Karembeu, da Nova Caledônia (colônia na Oceania). Na equipe vice-campeã do mundo em 2006, estava o volante Claude Makélélé, originário do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo.

**FALANDO EM SELEÇÃO, Raymond Domenech convocou ontem 23 jogadores para os duríssimos confrontos contra Romênia (dia 5) e Sérvia (dia 9), pelas Eliminatórias. Vieira está fora e Ribéry dentro. Para ver os nomes, CLIQUEZ ICI.

Henry, o da coxa acariciada (ui!), participou da conquista
de hoje do Barcelona, supercampeão europeu (Reuters)

Notas relacionadas:

  1. Convocação coerente
  2. Azar o seu, Domenech
  3. Para o gasto e os três pontos
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 Franceses no mundo | 18:55

Da série “franceses que brilham”

Compartilhe: Twitter

É bom os camisas 8 e 9 tomarem cuidado com o 19: Benzegol (AFP)

Ontem, falei dos jogadores franceses que foram às redes no badalado Campeonato Inglês, d’accord? Pois aujourd’hui, segundona, o espanhol Real Madrid (si, de Kaká e CRonaldo) venceu amistoso contra o Rosenborg, da Noruega, em casa. Placar? 4 a 0. Gols franceses? Oui, trois!

Benzema guardou dois (o primeiro, do feitio de um matador; o segundo, exuberante!) e Lassana Diarra, agora somente “Lass”, meteu um golaço de fora da área, após abrir espaço e disparar a bomba. Um tal de Raúl marcou o outro. Os desconhecidos Kaká e CRonaldo, nenhum…

Para este blog, não importa a fragilidade do adversário nem a pouca importância de um amistoso (e olha que o jogo valeu pelo “Troféu Santiago Bernabéu”). O que vale é a participação francesa no resto do mundo. E quando ela é 75% decisiva, não preciso dizer mais nada! Superbe!!

>> Para admirar os três gols franceses, VOYEZ LE VIDEO!

 

>> Para conferir os melhores lances da partida, CLIQUEZ ICI!

(a 3ª rodada da Ligue 1 vem mais tarde!)

Notas relacionadas:

  1. Lyon, estamos esperando
  2. Uma gracinha e uns golaços
  3. O gol de costas mais espetacular!
Autor: Bruno Pessa Tags: , , ,

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 15:01

Para o gasto e os três pontos

Compartilhe: Twitter



André-Pierre Gignac foi um dos raros a se destacar na ilha dinamarquesa

Não foi apenas o Brasil que enfrentou um inusitado adversário nesta quarta. Se a pitoresca Tallinn, na Estônia, viu o desfile dos pentacampeões mundiais, a gloriosa Torshavn, nas Ilhas Faroe, recebeu a França, que também tinha toda a obrigação da vitória. Não só pelo abismo técnico-estrutural entre as seleções, mas porque no caso francês se tratava de compromisso pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo e uma chance imperdível de diminuir a diferença de 8 pontos para a líder Sérvia, com dois jogos a mais.

Raymond Domenech começou a única partida do grupo 7 nesta quarta com Lloris, Sagna, Gallas, Escudé e Evra; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Anelka, Gignac e Malouda. E a superiodade visitante se fez sentir na primeira etapa, na posse de bola e chances criadas de gols: foram 17 chutes a gol contra apenas 1 dos anfitriões! Mas nada de bola na rede…

Isso até o artilheiro do último Francês evitar dores de cabeça no treinador um pouco antes do intervalo: aos 42 minutos, Gignac recebeu do sempre perigoso Malouda dentro da área, girou e chutou no cantinho, para abrir o placar e fazer seu primeiro gol pelos Bleus. Sem poder contar com o novamente machucado Henry, Domenech encontrou, no jogador do Toulouse, um atacante com muita presença ofensiva na partida.

Aos 20 do 2º tempo, Ribéry, voltando de lesão, veio para o lugar de Malouda. O rápido ponteiro do Bayern de Munique mostrou estar recuperado, se movimentando bem. A França voltava a tocar a bola no ataque, mas Faroe se fechava bem, como se estivesse ganhando, afinal time pequeno até quando ataca tem que pensar em se defender… Gignac, Anelka e Gourcuff perdiam boas chances (inclusive houve um gol do girondino anulado acertadamente por impedimento), e, tirando um ataque ou outro dos donos da casa, Les Bleus não tiveram mais com o que se preocupar.

O magrinho 1 a 0, com a cara de Domenech, pode parecer frustrante pela goleada perfeitamente viável que se propunha. Mas os três pontos foram garantidos, e agora restam cinco para a Sérvia. Como ainda há um jogo a menos e o confronto direto entre líder e vice, matematicamente é possível alcançar o topo em caso de duas vitórias. A França pode continuar não convencendo, mas, se chegar à África do Sul, isso vai ser mero detalhe.

{ detalhes, comentários, números e lance a lance do jogo você encontra no tempo real da France Football }

Notas relacionadas:

  1. Convocação coerente
  2. Azar o seu, Domenech
  3. Um ooutro jogo
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de junho de 2009 Seleção francesa | 17:59

Um ooutro jogo

Compartilhe: Twitter

Depois de uma fraca apresentação contra a Nigéria, Raymond Domenech felizmente percebeu que era necessário colocar em campo uma outra França contra a Turquia. E foi literalmente o que aconteceu, pois, com exceção de Anelka e Benzema, todo o restante da escalação foi trocada, do goleiro ao meia-atacante. Os onze bleus quando a bola começou a rolar em Lyon eram Lloris; Sagna, Méxès, Boumsong e Abidal; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Malouda, Anelka e Benzema.

A equipe começou com boa posse de bola, lances de habilidade e muita disposição. Diante de uma Turquia preocupada primeiro em se defender para depois sair para o jogo, eram poucos os espaços existentes para lances de perigo, o que ficou ainda mais evidente quando a chuva apertou sobre o estádio Gerland. Mesmo assim, Malouda demonstrava que sua presença era importante entre os titulares, principalmente se seu colega de ataque na seleção é o mesmo de Chelsea – no caso, Anelka, esse aí da foto.  

As melhores chances de gol no 1º tempo vieram somente depois dos 30 minutos. Aos 31, Anelka carregou a bola do meio-de-campo até a área turca, pela direita, mas chutou muito mal, torto. No minuto seguinte, os visitantes chegaram com perigo e só não abriram o placar porque Sahin, livre no meio da área, errou por muito pouco o canto de Lloris.

Até que aos 37 veio o presente que Domenech queria: bola alçada para Anelka, o zagueiro Üzülmez Ibrahim tenta recuar para o goleiro Volkan Demirel, mas cabeceia para o lado, como se driblasse o companheiro. Antes que o 39 da França pudesse marcar, Ibrahim fez pênalti e acabou expulso. A cobrança de Benzema não foi um primor, mas o chute saiu mais forte do que Demirel pudesse desviar, abrindo o placar do jogo.

Mesmo jogando em sua casa, no Gerland, Benzema acabaria substituído na volta para o 2º tempo, dando lugar a Gignac, artilheiro do Francês 2008/2009. O atacante do Toulouse não perdeu tempo e mostrou personalidade: nas três bolas que recebeu em condições de finalizar, assim o fez, mas só a primeira levou mais perigo ao goleiro “vulcânico”.

Aos 13, as últimas mudanças de Domenech: Ribéry e Govou vieram para os lugares de Anelka e Malouda. Os Bleus ganharam em poder ofensivo, abafando as vaias dos muitos torcedores turcos presentes em Lyon. Ribéry teve ótima chance de frente para o crime, mas chutou no pé de Demirel – o atacante do Bayern de Munique também tem condições de ser titular. Preocupado em resguardar o meio, Gourcuff estava mais discreto do que o usual, no Bordeaux, e Toulalan cumpria muito bem as funções de desarmar os rivais e iniciar as jogadas de ataque.

Pouco antes dos 30 minutos, Lloris mostrou serviço com a sorte que faltou a Mandanda na terça: bola cruzada rasteira na área, Méxès desviou para atrás e o goleiro do Lyon, quase passando da bola, desviou com o pé. Em seguida, a torcida turca mostrou falta de civilidade: atirou vários rojões em torno do gramado, atrás do gol de Lloris, obrigando o árbitro alemão Manuel Grafe a interromper a contenda. Um barrigudo sem camisa (lamentável) invadiu o gramado (duplamente lamentável) e teve de ser contido. Até o capitão Tuncay Sanli perdeu a paciência, indo até os baderneiros, também repreendidos por um sujeito que tomou o microfone do estádio e deu uma bronca geral…  

Os últimos minutos da partida, sob chuva com momentos de enxurrada, viram uma bateria de chances desperdiçadas da parte dos franceses, com Govou (trave), Gignac, Ribéry e Boumsong (de cabeça). No fim das contas, não foi uma apresentação brilhante, mas de conclusões esperançosas a Domenech e companhia pelo que se criou em campo. Em relação ao que se viu na terça-feira, com certeza um ooutro jogo (com dois “o” mesmo). 

Notas relacionadas:

  1. Um francês > dois brasileiros
  2. Convocação coerente
  3. Azar o seu, Domenech
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 28 de maio de 2009 Seleção francesa | 20:34

Convocação coerente

Compartilhe: Twitter

Malouda contra Daniel Alves, semifinal da Champions (EFE)

Malouda e Daniel Alves, Chelsea x Barcelona, tragédia para os Blues (EFE)

Raymond Domenech tem um jeitão não muito simpático, é bastante questionado, mas não pode ser espinafrado pela última convocação da seleção francesa, no começo desta semana. Como ele mesmo frisou, foi coerente, chamando quem vem jogando bem, mesmo se o criticou publicamente no passado, como foi o caso de Florent Malouda, que justifica a titularidade no Chelsea – que teve Nicolas Anelka, outro selecionado, como artilheiro do Campeonato Inglês.

Patrick Vieira também retorna aos Bleus e deve ser o capitão nos amistosos contra Nigéria, no próximo dia 2 (em Saint-Etienne), e Turquia, dia 5 (Lyon). A lista de Domenech se equilibra entre jogadores atuantes na França (12) e fora dela (13), e as duas partidas são boas oportunidades para dar entrosamento aos atletas que devem reaparecer para os importantes compromissos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 (o próximo jogo é contra as Ilhas Faroe, em 12 de agosto). Abaixo, os relacionados:  

Goleiros: Steve Mandanda (Olympique de Marselha)
                 Hugo Lloris (Lyon)
                 Cedric Carrasso (Toulouse) 

Defensores: Eric Abidal (Barcelona-ESP)
                       Philippe Mèxés (Roma-ITA) 
                       Jean-Alain Boumsong (Lyon)
                       Patrice Evra (Manchester United-ING)
                       Bacary Sagna (Arsenal-ING) 
                       Sebastien Squilacci (Sevilla-ESP)
                       Julien Escudé (Sevilla-ESP)
                       Rod Fanni (Rennes)

Meio-campistas: Patrick Vieira (Internazionale-ITA)
                               Abou Diaby (Arsenal-ING)
                               Alou Diarra (Bordeaux)
                               Lassana Diarra (Real Madrid-ESP)
                               Yoann Gourcuff (Bordeaux)
                               Jérémy Toulalan (Lyon)
                               Florent Malouda (Chelsea-ING)

Atacantes: Nicolas Anelka (Chelsea-ING)
                    Karim Benzema (Lyon)
                    Andre-Pierre Gignac (Toulouse)
                    Thierry Henry (Barcelona-ESP)
                    Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE)
                    Sidney Govou (Lyon)
                    Loïc Remy (Nice)

Se é coerente pra valer, Domenech deve fazer compras onde estou pensando… (France Football)

Notas relacionadas:

  1. Um francês > dois brasileiros
Autor: Bruno Pessa Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última