24/11/2009 - 20:29

Frey prepara manchete de vôlei no Artemio Franchi (AFP)
Já classificado para as oitavas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa, o Lyon foi à Itália encarar a Fiorentina em duelo pela liderança do grupo E. Se o OL vencesse, garantiria a ponta e manteria o Liverpool matematicamente vivo. Se desse Viola, os ingleses estariam fora da próxima fase, mesmo que goleassem o Debrecen. Deu opção dois.
Com Lisandro López, Ederson e Delgado no banco em Florença, o Olympique Lyonnais foi dominado no primeiro tempo, do qual saiu em desvantagem: aos 28 minutos, Cissokho cometeu pênalti em Marchionni, convertido por Vargas, que deslocou Lloris muito bem. Na etapa complementar, os lioneses melhoraram, os reservas supracitados foram para o jogo – nos lugares de Michel Bastos, Govou e Gomis – mas justamente um francês segurou as pontas para os donos da casa: o goleirão Sébastien Frey, de 30 anos. Se bem que perder eliminando o Liverpool já estando classificado não tem um sentido tão amargo como uma derrota comum, né mesmo?
Agora, faltando uma rodada para a definição dos grupos, a Fiorentina lidera a chave com 12 pontos, com o Lyon estacionado nos 10. Para retomar a ponta, os franceses devem superar o Debrecen em casa, o que é moleza, mas torcer para os italianos perderem para o Liverpool na Inglaterra, o que é incógnito.
Debrecen 0 x 1 Liverpool
O jovem francês David N’Gog fez um gol relâmpago para os Reds, mas a catiça contra a Fiorentina não vingou. Bye bye, “you’ll-never-walk-alone” men!
Barcelona 2 x 0 Inter de Milão
Thierry Henry e Eric Abidal, recuperado de gripe suína, foram titulares. O atacante participou do primeiro dos dois tentos barceloneses, desviando cobrança de escanteio que acabou nos pés certeiros de Piqué. No fim, 2 a 0 fácil fácil pra cima do time italiano, com Eto’o em campo, que deve ter sentido aquela saudadona da cidade espanhola…
Arsenal 2 x 0 Standard Liège
Samir Nasri abriu o placar para os Gunners, num belo toque à frente do goleiro. Ainda no primeiro tempo, uma curiosidade no Emirates Stadium: William Gallas trombou cocorutos com Andrei Arshavin na hora de cabecear e os dois sentiram o choque. O francês levou a pior, ficou “baleado” o resto da primeira etapa e acabou saindo no intervalo, dando lugar ao compatriota Mikaël Silvestre. O segundo do time londrino veio com um balaço de Denilson. O que seriam dos ingleses sem os estrangeiros, fala a verdade?
Amanhã, veremos e comentaremos Milan x Olympique de Marselha e Bordeaux x Juventus, na torcida principalmente por outra zebra no San Siro – lembrando que os rossoneros caíram em casa diante do inexpressivo Zurique há menos de dois meses…

Gallas encontra Arshavin: Que dureza! (AFP)
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Franceses no mundo, Torneios europeus
Tags: Abidal, Arsenal, Barcelona, Cissokho, Fiorentina, Gallas, Henry, Liga dos Campeões, Liverpool, Lyon, N'Gog, Nasri, Silvestre, vôlei
21/11/2009 - 22:46

Zidane, brilha muito por onde passa. Já Henry... (AFP)
O que vi dos franceses do futebol neste sábado – sobre a troca de liderança na Ligue 1, falo amanhã ou segunda, conforme as possibilidades do plantones na redaciones. Alguém viu algo a mais?
Campeonato Inglês
>> Florent Malouda marcou um golaço na goleada do Chelsea sobre o Wolverhampton, por 4 a 0. Foi um chute forte de longe, abrindo o placar em Stanford Bridge. E ainda cobrou o escanteio que originou o segundo gol. Nicolas Anelka participou da jogada que redundou no último tento dos líderes folgados da Premier League
Campeonato Italiano
>> David Trézeguet nem foi relacionado pela Juventus porque se contundiu na panturrilha esquerda, em treino na última quinta-feira, e deve ficar um mês fora dos gramados italianos. Gian Oddi não sente falta dele, mas eu sinto.
>> Patrick Vieira começou na reserva da Inter de Milão contra o Bologna, e teve sua chance dada por José Mourinho aos 29 minutos do segundo tempo. A tetracampeã venceu por 3 a 1 e, adivinhem, lidera o Calcio. Que o 5º maior jogador em partidas pela seleção francesa possa retomar a rotina de jogos enquanto tiver saúde para tanto!
Campeonato Espanhol
>> Lassana Diarra não atuou, mas Karim Benzema foi titular no Real Madrid contra o Racing Santander. Marcou um gol de letra no começo do segundo tempo que foi anulado. E logo depois deixou o campo para a entrada de Raúl, com o placar favorável – e que seria definitivo -em 1 a 0. Deixar a lenda do clube no banco deve empolgar, mas acho que o francês preferia jogar os 90 minutos, com ou sem Raúl.
>> Thierry Henry participou de menos de dez minutos de Athetic Bilbao 1 x 1 Barcelona, vindo da reserva. Quem falou sobre o atacante da “mão de Deus”, além d’Ele e o mundo, foi simplesmente Zidane, veja abaixo.
Zinedine Zidane
>> O craque é padrinho da Associação Europeia de Leucodistrofia (ELA) e esteve hoje em Rennes, com dirigentes do Stade Rennais, que patrocina a nova campanha da entidade. Mesmo aposentado, Zizou ainda manda muito bem! Claro que na coletiva concedida por ele foi mencionado o caso “mão do Henry”. Zidane defendeu o colega das críticas que têm chovido – exageradas, segundo ele -, mas assumiu que a mãozada foi errada. Disse ainda que a tecnologia deve intervir para evitar que isso se repita no futebol. Concordo plenamente com o carrasco brasileiro. Alguém discorda?
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Ex-jogadores, Franceses no mundo
Tags: Anelka, Barcelona, Benzema, Chelsea, Henry, Inter de Milão, Juventus, Malouda, plantão, Real Madrid, Rennes, Trezeguet, Vieira, Zidane
19/11/2009 - 20:26

AFP recupera imagem de TV e eu pergunto: pela Copa, você não faria o mesmo que Henry?
Deu pra entender que se trata do balanço francês das Eliminatórias para a Copa? Se não deu, desculpa. O qualificatório europeu para uma Copa do Mundo (10 jogos) não é tão extenso quanto o sul-americano (18 jogos), mas é tão importante quanto. E, no caso de quem tem mata-mata de repescagem pela frente, como teve a França, tudo fica mais dramático e, ao se olhar para trás, epopéico. Portanto, digno de um balancê (não, não quero brincar com você, como diz aquela música…), apesar de todos os terráqueos terem visto que o gol da classificação francesa foi irregular, que a Irlanda foi injustiçada, e etecétera, etecétera… O fato é que Les Bleus se classificaram pro Mundial (e, por extensão, Le Blog também!) e isso em si já é histórico, mesmo que o futebol apresenteado e as escolhas de Raymond Domenech sejam altamente questionáveis, como concordo que o são.
Somando fase de grupos e repescagem, a seleção francesa disputou 12 partidas. Venceu sete, empatou quatro e perdeu uma, ficando invicta em solo próprio – o aproveitamento de 69% dos pontos. Marcou 20 gols e levou 10. Recebeu 13 cartões amarelos e um vermelho. Veja quem mais atuou e balançou as redes nessa campanha, que se estendeu de 6 de setembro de 2008 a 18 de novembro de 2009:
Por ordem de jogos:
1. Bacari SAGNA - 11 partidas, 1001 minutos em campo
Thierry HENRY - 11 p, 968 min
3. William GALLAS - 10 p, 930 min
Patrice EVRA - 10 p, 930 min
Lassana DIARRA - 10 p, 930 min
Yoann GOURCUFF - 10 p, 759 min
7. Jeremy TOULALAN - 8 p, 692 min
Nicolas ANELKA - 8 p, 625 min
Andre-Pierre GIGNAC - 8 p, 440 min
Karim BENZEMA - 8 p, 361 min
11. Steve MANDANDA - 7 p, 618 min
Alou DIARRA - 7 p, 493 min
13. Hugo LLORIS - 6 p, 499 min
Franck RIBÉRY - 6 p, 341 min
Florent MALOUDA - 6 p, 254 min
16. Eric ABIDAL - 5 p, 450 min
Sidney GOVOU - 5 p, 387 min
18. Sebastien SQUILLACI - 4 p, 381 min
Julien ESCUDÉ - 4 p, 279 min
20. Gael CLICHY - 2 p, 180 min
21. Peguy LUYINDULA - 2 p, 132 min
22. Mowssa SISSOKO - 2 p, 118 min
23. Samir NASRI - 2 p, 91 min
24. Rod FANNI - 1 p, 90 min
25. Philippe MÉXÈS - 1 p, 90 min
26. Jean-Alain BOUMSONG - 1 p, 90 min
27. Bafetimbi GOMIS - 1 p, 11 min
28. Mathieu FLAMINI - 1 p, 1 min
Por ordem de gols:
1. Andre-Pierre GIGNAC - 4 gols em 8 partidas (média de 0,5)
2. Thierry HENRY – 4 g em 11 p (0,36)
3. Franck RIBÉRY – 3 g em 6 p (0,5)
4. Nicolas ANELKA - 3 g em 8 p (0,37)
5. Karim BENZEMA - 2 g em 8 p (0,25)
6. William GALLAS - 2 g em 10 p (0,2)
7. Sidney GOVOU - 1 g em 5 p (o,2)
8. Yohann GOURCUFF - 1 g em 10 p (0,1)
**Nesta sexta tem jogão!**
Sim, e é claro que não me refiro à segunda divisão francesa, que normalmente tem rodada às sextas. Amanhã, Olympique de Marselha e Paris Saint-Germain fazem o clássico da 10ª rodada do Campeonato Francês, adiado na ocasião por causa da gripe suína no elenco parisiense. Como vou trabalhar neste feriado de Consciência Negra + fim de semana, Le Blog não parará suas máquinas (= meus dedos)!
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Abidal, Alou Diarra, Anelka, Benzema, Boumsong, Clichy, Eliminatórias da Copa, Escudé, Evra, Fanni, Flamini, Gallas, Gignac, Gomis, Gourcuff, Govou, Henry, Lassana Diarra, Lloris, Luyindula, Malouda, Mandanda, Méxès, Nasri, Ribery, Sagna, Seleção francesa, Sissoko, Squilacci, Toulalan
18/11/2009 - 21:01
“Allons, enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivée!”. Assim começa o hino francês, a Marselhesa: “vamos, filhos da pátria, o dia da glória chegou!”. Depois de 210 minutos de nervossísima repescagem contra a Irlanda (90 em Dublin + 120 em Saint-Denis), o placar agregado de 2 a 1 favoreceu quem tinha mais peso, com presença nas últimas três Copas, duas finais e um título mundial no currículo. A França está na Copa do Mundo de 2010. Graças muito mais à mão esquerda de Henry do que aos seus dois pés. Vamos ao desenrolar do drama:
Houve uma mudança no time titular em relação à escalação que se previa ontem: Escudé e não Squillaci foi quem formou a dupla com Gallas. Mas alguma coisa dizia que era para Squillaci jogar: logo aos 8 minutos, Escudé sobe junto com Evra e leva um choque no rosto, que sangra. Ele tem de sair, e o reserva imediato era o colega de Sevilla supracitado.
Como quem precisava da vitória de qualquer jeito eram os irlandeses, o jogo começou muito mais no campo da França, que tentava não se deixar acuar. Várias bolas foram alçadas diante de Lloris, que fez uma bela intervenção aos 23 minutos. Dois minutos depois, Doyle foi atrapalhado no cabeceio por Sagna mas causou perigo, pois a bola passou perto.
Entretanto, a solidez defensiva que se anunciava nos Bleus foi por água abaixo aos 33: Duff faz boa jogada pela esquerda, vai à linha de fundo e acha Keane sozinho na marca do pênalti, que só tem o trabalho de tirar do alcance de Lloris: 1 a 0. Apreensão total no Stade de France, já que o placar, igual ao da partida da ida, leva a decisão para a prorrogação.

A execução da Marselhesa (AFP)
No restante do primeiro tempo, nada de chances reais de gols para nenhum lado e pulga atrás da orelha da torcida francesa. Porém, pela TV deu para perceber que os espectadores em Saint-Denis mantinham a confiança, balançando as flâmulas e lenços azuis. Mas logo no comecinho da segunda etapa, por muito pouco a Irlanda não ampliou, quando O’Shea aproveitou rebatida de escanteio e, sozinho, finalizou por cima, do meio da grande área.
Com muitas dificuldades para se aproximar da área rival, a França via seu adversário jogar melhor e estar mais perto do segundo gol quando Raymond Domenech colocou Govou no lugar de Gignac, aos 11 minutos. Pensei o mesmo que o comentarista Sílvio Lancelotti, da ESPN: por que não Benzema?
Aos 16, dois lances de arrepiar, um para cada lado: Duff recebe sozinho na intermediária, avança e chuta para excelente defesa de Lloris. Os franceses contra-atacaram e Henry teve boa chance na área irlandesa, sendo travado por dois zagueiros na hora H.
Com 24, Gourcuff emendou de fora da área, mas ela desviou na zaga e saiu; dois minutos depois, Anelka perdeu boa oportunidade de cabeça. Por sua vez, a Irlanda quase matou a parada novamente em bola enfiada para Keane, que chegou a driblar Lloris mas deixou a bola escapar pela linha de fundo, para desespero dos colegas.

No tempo regulamentar, o cenário foi esse (AFP)
Sem organização, a França começava a se exasperar e, com isso, ceder perigosos espaços aos visitantes. Sagna estava num dia ruim, deixando brechas na marcação e cruzando errado sempre que chegava ao ataque. Domenech queimou sua última substituição colocando Malouda no lugar de Gourcuff, deixando Benzema na mesma condição de torcedor dos ex-selecionáveis Zidane e Barthez e do presidente Sarkozy. A última chance dos donos da casa seria com Henry, que cruzou na pequena área, Given soltou, mas não havia quem empurrasse para o gol. Não teve jeito: prorrogação!
Quem pensava que o medo de tomar gol paralisaria as duas seleções no “extra-tempo”, enganou-se. Boas oportunidades foram criadas, aumentando a tensão de todos, e sinceramente acho que o lance de Anelka driblando Given e caindo foi pênalti, embora o árbitro sueco discordasse. Govou chegou a balançar as redes, mas estava impedido.
Aos 14 do 1º tempo da prorrogação, viria o lance capital do jogo: Alou Diarra levanta na área da Irlanda, a bola passa por quase todo mundo, Henry “domina” com a mão esquerda (se não o fizesse, ela sairia), toca para o meio da pequena área, e Gallas só escora de cabeça com Given vendido: 1 a 1. Festa imensa francesa, reclamação acintosíssima irlandesa, afinal Martin Hansson validou o gol.
Nos últimos 15 minutos, os anfitriões se retraíram, não tiveram vergonha de dar chutões e ainda perderam um gol praticamente feito com Govou. Não precisou, porque o empate seria o bastante. Fim de partida e glória assegurada até junho de 2010!

Mas na prorrogação, acabou assim (AFP)
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Anelka, Benzema, Eliminatórias da Copa, Escudé, Evra, Gallas, Gourcuff, Govou, Henry, Irlanda, Lloris, Marselhesa, Sagna, Sarkozy, Seleção francesa, Squilacci
17/11/2009 - 21:13

À frente, o capitão Henry no último treino em Clairefontaine (AFP)
Não vão faltar meios para acompanhar França x Irlanda nesta decisiva quarta-feira, a partir das 18 horas de Brasília. SporTV exibe a partida pelas Eliminatórias Europeias ao vivo e em VT na quinta, às 13 horas. ESPN também mostra ao vivo e com VT às 3h30 da madrugada de quinta. E pela internet, dá para acompanhar, como sempre, em tempo real pelo Placar iG (o link é este aqui).
O técnico Raymond Domenech é só mais um dos milhões de franceses ansiosos para a bola rolar. A pressão é grande para que se cumpra a obrigação de não fracassar; portanto, toda concentração é pouca. De acordo com o site da revista France Football, as prováveis escalações para o jogaço em Saint-Denis são:
França: Lloris; Sagna, Gallas, Squillaci e Evra; Alou Diarra, Lassana Diarra, Gourcuff e Henry; Anelka e Gignac.
Irlanda: Given; O’Shea, St Ledger, Dunne e Kilbane; Lawrence, Whelan, Andrews e Duff; Doyle e Keane.
Para quem está por fora, lembro que os franceses fizeram 1 a 0 nos irlandeses no sábado, em Dublin, e se classificam para a Copa do ano que vem se vencerem ou empatarem amanhã no Stade de France. Ou se perderem por um gol e se garantirem nos pênaltis, mas é melhor não tocar no assunto. Qualquer derrota maior significa o vexame de assistir ao Mundial como espectadores. Mas é melhor não tocar nesse assunto também.
“Franco-brasileiros”
Michel Bastos voltou a ser o lateral-esquerdo titular da seleção brasileira, agora contra Omã. De novo jogou a partida inteira, e desta vez participou diretamente do segundo gol, cruzando para Hulk no lance em que Al Ghalani teve a infelicidade de cabecear contra as próprias redes. Cris, outro lionês, entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 0.
Findado o ano do time de Dunga, e com apenas um amistoso por fazer antes da convocação para a Copa do Mundo, em março, os brasileiros do Lyon mantêm esperança de ir à África do Sul. Muito mais o lateral/meia, que teve mais tempo para aparecer. Se as contusões inesperadas de sempre atingirem os zagueiros, pode sobrar lugar até para Cris. Desculpe o lugar-comum, mas só mesmo o tempo dirá.
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Cris, Eliminatórias da Copa, Henry, imprensa francesa, Irlanda, Michel Bastos, seleção brasileira, Seleção francesa, tempo real
13/11/2009 - 19:17

Henry e Domenech: é hora de deixar as diferenças de lado (AFP)
O escrete que Raymond Domenech deve levar a campo contra a Irlanda, é: Lloris; Sagna, Gallas, Abidal e Evra; Lassana Diarra, Toulalan (Alou Diarra), Gourcuff e Henry; Gignac (Govou) e Anelka. Toulalan segue bastante incerto, mas Gignac participou normalmente do último treino antes da viagem para Dublin.
Os donos da casa devem aparecer com Given; Dunne, St. Ledger, O’Shea e Kilbane; Duff, Andrews, Rowlands e McGeady; Keane e Doyle. O árbitro é o alemão Felix Brych, auxiliado por seus compatriotas Thorsten Schiffner e Mark Borsch. As apostas irlandesas estão na força física dos comandados pelo italiano Giovanni Trapatoni e nas jogadas de bola parada, o que não é nenhuma novidade. Ah, todos os titulares atuam no futebol inglês.
Como eu já tornei público ontem, a partida de ida da repescagem das Eliminatórias Europeias para a Copa começa às 18h de Brasília, ao vivo na TV5 e com transmissão em VT pelo SporTV2 às 21h30. Quem quiser (ou só puder) acompanhar pela internet, pode clicar no Placar iG.
A França tem cinco jogadores pendurados com cartões amarelos, que ficarão de fora do jogo de volta na quarta-feira, em Saint-Denis, se levarem mais uma advertência: Sagna, Abidal, Gallas, Evra e Gourcuff.
Os países já se enfrentaram em cinco Eliminatórias para Copa, com retrospecto amplamente favorável aos franceses:
Pré-Copa de 1954: Irlanda 3 x 5 França / França 1 x 0 Irlanda (FRA 1 x 0 IRL)
Pré-Copa de 1974: Irlanda 2 x 1 França / França 1 x 1 Irlanda (FRA 1 x 1 IRL) - Domenech debutou como jogador na seleção
Pré-Copa de 1978: França 2 x o Irlanda / Irlanda 1 x 0 França (FRA 2 x 1 IRL)
Pré-Copa de 1982: França 2 x 0 Irlanda / Irlanda 3 x 2 França (FRA 3 x 1 IRL)
Pré-Copa de 2006: França 0 x 0 Irlanda / Irlanda 0 x 1 França (FRA 4 x 1 IRL) - Com gol de Henry, a seleção se garantiu no Mundial da Alemanha
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Abidal, Alou Diarra, Anelka, Domenech, Eliminatórias da Copa, Evra, Gallas, Gignac, Gourcuff, Govou, Henry, Irlanda, Lassana Diarra, Lloris, Sagna, Seleção francesa, Toulalan
12/11/2009 - 21:02
Começa no sábado a decisão para a França enfim garantir sua vaga na próxima Copa - ou repetir um desastre que não se vê desde 1993, quando falhou na classificação para o Mundial do ano seguinte. A partida de ida da repescagem das Eliminatórias Europeias contra a Irlanda, em Dublin, começa às 18h de Brasília, ao vivo na TV5 e com transmissão em VT pelo SporTV2 às 21h30. Quem quiser (ou só puder) acompanhar pela internet, pode clicar no Placar iG.
Além de se preocupar com os irlandeses, Raymond Domenech torce para que as lesões façam o mínimo estrago possível sobre seus comandados. Primeiro, Franck Ribéry e Gael Clichy nem tiveram condições de serem convocados. Depois, já com o grupo reunido, apareceram outros problemas: Abou Diaby (panturrilha) e Jérémy Toulalan (adutores) não chegaram em perfeitas condições. E no treino de hoje, André-Pierre Gignac levou uma pancada na tíbia direita, tendo de deixar a atividade mais cedo. Outro que não se movimentou com o grupo foi Lassana Diarra, mas apenas porque foi a campo na terça-feira pelo Real Madrid na Copa do Rei e mereceu descanso.
Artilheiro do último Francês e da campanha gaulesa nas Eliminatórias ao lado de Henry, Gignac deve estar na cabeça de Domenech para compor o time titular. Se não puder começar a partida no Croke Park, o atacante do Toulouse deve ser substituído por Sidney Govou, do Lyon, que formaria o meio-campo ofensivo (os populares meias) com Yohann Gorcuff e Thierry Henry, para se aproximar do atacante único Nicolas Anelka.
Caso Toulalan não tenha condições de jogo, Alou Diarra pode formar uma dupla de xarás com Lassana entre os meio-campistas defensivos (os populares volantes). Sei que há leitores meus que prefeririam Karim Benzema no lugar de Anelka, mas le professeur é quem escala, e o atacante do Chelsea, veterano, experiente em ligas inglesas e troncudo, não é má ideia contra os fortes irlandeses.

Antes dos problemas da concentração, Les Bleus relaxaram vendo tênis (AFP)
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Alou Diarra, Anelka, Benzema, Diaby, Domenech, Gignac, Gourcuff, Govou, Henry, Lassana Diarra, Seleção francesa, tênis, Toulalan
07/11/2009 - 21:05
Neste sábado de calorão em São Paulo, vamos ao que vimos. Vejamos:
> O Monaco, que parece ter taco para lutar pelo título francês, conseguiu a proeza de não vencer o Grenoble em casa, um time que só havia perdido todas as 11 partidas anteriores na Ligue 1! Tudo bem que o artilheiro Nenê não jogou, mas pô… vacilão da turma de Guy Lacombe!
> Itália: A Juventus goleou a Atalanta por 5 a 2, em Bérgamo. Além dos brasileiros Diego e Felipe Melo, David Trezeguet encerrou o placar, comemorando do jeito que você pode ver aí embaixo com Camoranesi, artilheiro da contenda.

Camoranesi e Trezeguet: melhor parar por aí... (Reuters)
> Espanha: Muito deve ter alegrado aos franceses ver Thierry Henry jogar normalmente pelo Barcelona, sem se machucar – no dia 14, a seleção conta com ele com a tarja de capitão. Até gol Thi-thi fez! Foi de cabeça, na vitória sobre o Mallorca por 4 a 2. No Real Madrid que venceu o Atlético no clássico da capital, Lassana Diarra fez uma senhora apresentação e Karim Benzema por muito pouco não se juntou a Kaká, Marcelo e Higuaín como goleadores madridistas no Vicente Calderón.
> Inglaterra: O Arsenal venceu mais uma em grande estilo, agora fazendo 4 a 1 no Wolverhampton fora de casa. Se Arséne Wenger sorriu, Raymond Domenech coçou a cabeça: Abou Diaby deixou a partida ainda no primeiro tempo com lesão na panturrilha esquerda, e pode virar dúvida no grupo que se apresenta para o treinador dos Bleus nesta próxima semana.
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Franceses no mundo, Francês da 1ª divisão
Tags: Arsenal, Barcelona, Benzema, Diaby, Grenoble, Henry, Juventus, Lassana Diarra, Monaco, plantão, Real Madrid, Seleção francesa, Trezeguet
15/10/2009 - 18:07

Thierry, o homem de confiança de Domenech (AP)
Desta vez foi uma lesão muscular na coxa, que tira Thierry Henry de ação pelos gramados. Diagnosticada em exame nesta quinta-feira, um dia depois de França 3 x 1 Áustria, ela obrigará o atacante a ser desfalque por dez dias no Barcelona.
Já disse aqui que me preocupam as seguidas contusões nos últimos meses do principal jogador da seleção francesa na atualidade. Estamos nos aproximando da Copa do Mundo, e antes mesmo de falar em Mundial a França precisa carimbar seu passaporte, nos duelos que terá pela repescagem daqui a cerca de um mês, nos dias 14 e 18 de novembro – falando nisso, a Fifa anunciará amanhã, sexta-feira, os países que serão cabeças-de-chave no sorteio da repescagem europeia, marcado para segunda que vem.
Tudo bem que, nos últimos jogos dos Bleus, os atacantes testados por Raymond Domenech vêm dando conta do recado, como os jovens Karim Benzema e André-Pierre Gignac e o veterano Nicolas Anelka. Mas nenhuma seleção deixaria de sentir a falta do seu maior goleador de sempre e atualmente capitão, com três Copas do Mundo nas costas, sendo finalista em duas dela e campeão em uma.
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Domenech, Henry, Seleção francesa
14/10/2009 - 18:06
Já garantida na repescagem, a França encerrou sua participação nas Eliminatórias europeias com vitória, 3 a 1 sobre a Áustria no Stade de France. De fato, Raymond Domenech fez alguns testes, e Karim Benzema, reserva contra as Ilhas Faroe, aproveitou bem, deixando o seu. Thierry Henry converteu pênalti e cravou seu 51º gol com a camisa da seleção, consolidando-se como maior goleador da história dos Bleus. Por fim, André-Pierre Gignac manteve o embalo e também marcou.
Hoje, a França começou a partida em Saint-Denis com Lloris; Fanni, Squillaci, Escudé e Clichy; Sissoko, Alou Diarra, Govou e Malouda; Henry e Benzema. No segundo tempo, os atacantes foram trocados por Gignac e Gomis. Só pra efeito de comparação, os 11 que começaram o jogo contra Ilhas Faroe foram: Mandanda; Sagna, Gallas, Abidal e Evra; Lassana Diarra, Toulalan, Govou e Henry; Anelka e Gignac.
Como a Sérvia, assegurada na África do Sul-2010, perdeu para a Lituânia por 2 a 1, a distância final entre franceses e sérvios na tabela do grupo 7 ficou em apenas um ponto, se é que isso também ajuda na estima. Ah, a melhor imagem da partida é essa aí da agência Reuters, provando que ainda há franceses patriotas, idiotas e péssimos na segurança de um grande evento…

Avisa o Alain Prost que esse esporte é outro...
O que falta para a Copa?
Além da França, disputam as quatro vagas da repescagem Rússia, Portugal, Grécia, Ucrânia, Irlanda, Eslovênia e Bósnia-Herzegovina. Os oito países serão divididos em dois grupos de quatro, na próxima segunda-feira, conforme ranking a ser estabelecido pela Uefa, com base na Fifa. Ou seja, Les Bleus, como devem fazer parte do grupo dos quatro melhores junto com Rússia, Portugal e Grécia, não devem enfrentar esses países no mata-mata que valerá a esperada vaga no Mundial. Para mim, seria mais fácil enfrentar, nessa ordem: Eslovênia, Bósnia, Irlanda e Ucrânia.
Se quiser saber mais sobre o jogo, leia o relato publicado no iG Esporte clicando aqui. Mas se quiser comentar a respeito, faça-o aqui embaixo, porque neste blog ele vale muito mais!
Autor: Bruno Pessa - Categoria(s): Eliminatórias da Copa, Seleção francesa
Tags: Áustria, Benzema, Bósnia, Domenech, Eliminatórias da Copa, Eslovênia, Gignac, Grécia, Henry, Irlanda, Portugal, Rússia, Seleção francesa, Ucrânia
Voltar ao topo