O time titular entrou bastante modificado, assim como os Bafana. Clichy, Squillaci, Gourcuff, Cissé e Alou Diarra vieram como titulares, com este herdando a braçadeira de capitão de Evra, no banco. Henry seguia reserva, vendo Gignac e Djibril no ataque.
Mas uma das raras coisas que deram certo para os Bleus nesta Copa 2010 foi o hino, a sempre bela Marselhesa. Nos primeiros minutos, a França teve mais posse de bola e volume de jogo ofensivo, até a falha fatal de Lloris, errando o tempo de bola na saída em escanteio, que resultou em gol de cabeça de Khumalo, vencendo, pelo alto, o também alto Diaby.
Até aí, jogo perdido, mas reversível. Porém, Gourcuff, decepção total nesta Copa, fez o favor de subir com um sul-africano com o cotovelo na cara dele, que desabou no gramado. Expulso o camisa 8, a tarefa francesa começou a beirar o impossível.
Para piorar – sim, tinha como piorar! -, o azar francês apareceu em ataque da África do Sul, aproveitando-se do dia infeliz de Diaby, que ao rebater um cruzamento na área deu de presente para Masilela. O camisa 3 cruzou na pequena área, Mphela chegou mais firme que Clichy e, na força física, fez 2 a 0. Vendo o replay da jogada, constata-se como a zaga francesa se movimentou em função da bola e descuidou da marcação: erro primário!

Gourcuff passa por Domenech: o meia só repetiu Kaká na expulsão besta
Antes do apito final, Gallas perdeu boa chance de descontar, não conseguindo desviar, cara a cara com o goleiro, perigoso cruzamento na área africana. Raymond Domenech colocou Malouda no lugar de Gignac para recompor o meio de campo, na volta do intervalo.
Chegando aos 10 minutos, Henry finalmente teve a chance de jogar, na vaga de Cissé. O problema é que a África do Sul seguia motivada, pois, com o Uruguai batendo o México, ela precisava de mais dois gols para seguir viva na Copa. No entanto, uma jogada enfim teve final feliz para os Bleus: Sagna e Diaby tabelaram no meio, o lateral avançou, meteu boa bola para Ribéry e, na área e de cara para Josephs, o camisa 7 cruzou para Malouda só empurrar para as redes, com o gol vazio. Ufa, não vamos sair do Mundial repetindo o vexame de 2002, com gols pró zero!
Aos 36, Domenech colocou o queridinho Govou no lugar de Diarra, tentando pôr o time mais pra frente. Henry e Ribéry demonstraram fôlego e vontade nos minutos finais, mas pouco perigo criaram. Acabou a Copa 2010 para a França, e é melhor ir para casa mesmo e recomeçar do zero quando Blanc chegar. Chega de “causar” na África, pois o título de maior decepção do Mundial ninguém deve tirar dos Bleus…
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