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terça-feira, 15 de novembro de 2011 Amistosos, Seleção Espanhola, Villa, Xavi | 23:07

Amistosos: Espanha quase passa vexame contra a Costa Rica. Cadê os campeões do mundo?

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David Villa transformou um vexame terrível em um leve fiasco (foto: Reuters)

Alguns dias atrás, o chato Brasil de Mano Menezes ganhou amistoso contra a Costa Rica por 1 a 0, gol de Neymar. Nesta quarta-feira, foi a vez da Espanha enfrentar o selecionado centro-americano. A imprensa europeia esperava estrondosa goleada, uma festa. O roteiro estava pronto: era dia de festejar a 127ª partida de Casillas pela “Fúria”, a celebração do jogador que mais vezes vestiu a camisa vermelha; também era dia de Villa aumentar seu recorde de gols pela equipe, dia da defesa finalmente se ajustar, de espantar de vez a má fase. Só esqueceram de avisar os adversários…

Quando o time de Vicente del Bosque acordou, já estava 2 a 0 para a Costa Rica, inclusive com um falha horrível do goleiro do Real Madrid. A sorte é que o técnico bigodudo tem a sorte/o luxo de ter reservas do quilate de David Silva, que entrou no lugar do inoperante Fábregas, e Cazorla, substituto de um irreconhecível Xavi. O meia-atacante do Manchester City diminuiu a diferença, enquanto o garoto do Málaga cruzou no apagar das luzes para Villa empatar e salvar a Espanha “do ridículo”, como escreveu o jornal “Marca” em seu relato sobre el partido.

O empate serviu para aliviar, mas não pra apagar o fiasco. Tudo bem que o resultado não foi tão horroroso (como a derrota para o Chipre, em 1998), mas o treinador espanhol está demorando demais para colocar a equipe no jeito para a Euro. A defesa, ponto forte na Copa 2010, está batendo cabeça. Sergio Ramos não sabe mais jogar na zaga, e Puyol não tem mais pernas pra correr atrás de moleques como Campbell, da Costa Rica (reparem como o cabeludo cai de maduro no segundo gol). A lateral esquerda é uma interrogação. Nacho Monreal foi testado, mas nem durou a partida inteira…

Depois da burrada, Casillas tenta a defesa. Em vão: Brenes marcou para a Costa Rica (foto: AFP)

O que fazer? Ora, se eu soubesse estava rico e comandando a seleção espanhola! Só me resta palpitar: Sergio Ramos volta para a lateral direita, Piqué faz o miolo de zaga com Albiol (que é reserva do Real Madrid, mas ainda aguenta correr mais que Puyol) e na lateral esquerda… O jeito vai ser naturalizar alguém, porque a fase está terrível. De resto, só resta bater palmas para o ótimo trabalho que o sempre competente Ricardo La Volpe está fazendo à frente da Costa Rica, seleção que deixou de ser saco de pancadas e transformou-se em pedra no sapato de times como Brasil e Espanha. Veja os gols da partida:

Ficha técnica:

Local: Estádio Nacional da Costa Rica, em San José-CRC
Data: 15 de novembro de 2011, terça-feira
Horário: 19h05 (horário de Brasília)
Árbitro: Mauricio Navarro (CAN)
Cartões amarelos: Puyol (ESP)
Público: cerca de 34 mil torcedores

GOLS:
COSTA RICA: Brenes, aos 31, e Campbell, aos 42 minutos do primeiro tempo
ESPANHA: David Silva, aos 38, e Villa, aos 48 minutos do segundo tempo

COSTA RICA: Navas; Salvatierra, Umaña, Miller e Acosta; Oviedo (Hernández), Barrantes (Díaz), Azofeifa (Cubero) e Ruiz (Guevara); Campbell (Parks) e Brenes (López) Técnico: Ricardo La Volpe

ESPANHA: Casillas (Valdés); Arbeloa, Sergio Ramos, Puyol e Nacho Monreal (Fernando Torres); Xabi Alonso (Busquets), Iniesta e Xavi (Cazorla); Fábregas (David Silva), David Villa e Mata (Navas) Técnico: Vicente del Bosque

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Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , , ,

sábado, 12 de novembro de 2011 Amistosos, Seleção Espanhola | 17:31

Amistosos: Espanha para na retranca de Capello e perde para a Inglaterra

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Iniesta sofre com a marcação dura de Parker. Baixinhos da Espanha foram travados pelos brucutus ingleses (foto: Getty Images)

Era uma grande chance para a Espanha homenagear Casillas, goleiro que chegou à sua 126ª partida pela “Fúria” e empatou com a lenda Zubizarreta como jogador que mais vezes vestiu a camisa vermelha. Mas a equipe ibérica ficou presa na retranca do mestre Fabio Capello, que sabe como ninguém arrancar vitórias por 1 a 0 na bola parada. E foi justamente esse o placar do amistoso, disputado no lotado Wembley.

O técnico italiano (que deixou de ir ao casamento de seu filho para estar no jogo) montou a zaga inglesa com jogadores de algumas das melhores defesas da Premier League, como Glen Johnson (Liverpool) e Lescott (Manchester City), além de embolar o meio com os brucutus Jones e Parker. Desse jeito, ficou difícil para os endiabrados Xavi, Iniesta e David Silva tramarem algo, deixando o sempre perigoso Villa isolado.

Para piorar a situação da Espanha, Milner levantou, o grosso Bent cabeceou na trave de Casillas e Lampard aproveitou a sobra para empurrar de cabeça para o gol. 1 a 0 arrancado a fórceps, no melhor estilo ítalo-saxão. Depois do castigo, no entanto, a “Fúria” até conseguiu melhorar e perdeu boas chances com Villa (mandou na trave) e principalmente Fábregas, que preferiu tocar ao invés de finalizar. Os companheiros, porém, passaram reto, e o duelo acabou com vitória dos camisas brancas.

Livre, Lampard cabeceia para a vitória (foto: AP)

E assim os espanhóis, atuais campeões do mundo, seguem sem vencer seleções “grandes” após levantarem a taça na África do Sul. Nesse período, apanharam da Argentina (4 a 1, em 07/09/2010), Portugal (4 a 0, em 17/11/2010) e Itália (2 a 1, em 10/08/2011) em amistosos. O próximo jogo dos comandados de Vicente del Bosque será bem mais tranquilo: na terça-feira (15), o time pega a fraca Costa Rica, de quem até o Brasil ganhou outro dia.

Há algum problema com a “Fúria”? Mais ou menos. A equipe até venceu 12 de seus 16 jogos pós-Mundial, contra adversários que até têm certo respeito (Colômbia, Chile, Escócia e República Tcheca). Dizem que venceu, mas não convenceu… Ora essa, mas não convenceu nem mesmo na África do Sul, quando levantou o caneco de 1 a 0 em 1 a 0, jogando futebol de resultados. Vale sempre lembrar também a derrota para a Suíça na primeira fase.

Quanto às derrotas para os “grandes”, convém separá-las: o 4 a 1 para a Argentina e o 4 a 0 para Portugal foram feitas em dias que tudo deu certo para os adversários (contra os lusos, por exemplo, até o tenebroso Hélder Postiga fez dois), enquanto as quedas para Itália e Inglaterra foram causadas por lances isolados, até de sorte (como o chute de Aquilani que desviou).

Puyol afasta de cabeleira: Vicente del Bosque está precisando arrumar sua zaga (foto: AFP)

Mas, mesmo separadas, as derrotas têm algo em comum: a zaga da Espanha vem falhando. A formação com Arbeloa na lateral e Sergio Ramos no centro não está dando certo, enquanto Vicente del Bosque ainda não achou um lateral esquerdo. Jordi Alba é esforçado, mas um tanto pior que o campeão mundial Capdevila (que já não era grande coisa). E em um time que joga de maneira bem ofensiva, uma zaga furada é a grande causa de reveses como os que aconteceram nos últimos jogos.

Os “grandes” só voltam a aparecer no calendário em 2012. Em outubro, por exemplo, tem jogo pelas eliminatórias da Copa 2014 contra a França. Até lá, talvez seja melhor a Federação Espanhola pensar em adversários como o Gabão ou Egito para os próximas amistosos. Só por precaução… Veja o gol do jogo, marcado por Lampard:


szólj hozzá: England 1-0 Spain

Ficha técnica:

Local: Estádio de Wembley, em Londres-ING
Data: 12 de novembro de 2011, sábado
Horário: 15h15 (horário de Brasília)
Árbitro: Frank De Bleeckere (BEL)
Cartões amarelos: Milner (ING); Sergio Ramos e Fábregas (ESP)
Público: 87189 torcedores

GOL:
INGLATERRA: Lampard, aos 4 minutos do segundo tempo

INGLATERRA: Hart; Glen Johnson, Lescott, Jagielka e Ashley Cole; Jones (Rodwell), Parker (Walker), Walcott (Downing), Lampard (Barry) e Milner (Adam Johnson); Bent (Welback) Técnico: Fabio Capello

ESPANHA: Casillas (Reina); Arbeloa, Sergio Ramos (Puyol), Piqué e Jordi Alba; Busquets (Fernando Torres), Xabi Alonso, Xavi (Fábregas) e Iniesta (Cazorla); David Silva (Mata) e David Villa Técnico: Vicente del Bosque

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  1. Pelas eliminatórias da Euro, Espanha tenta voltar a jogar bem
  2. Saldo dos amistosos: Espanha voltou a jogar bola
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Autor: Francisco De Laurentiis Tags: ,

quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Eurocopa 2012, Seleção Espanhola | 01:10

Eliminatórias da Euro: Em dia de David Silva, Espanha bate Escócia

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Nem precisava, mas a Espanha venceu mais uma nas eliminatórias da Euro 2012. Com grande atuação de David Silva, que deixou dois gols e uma assistência, os comandados de Vicente del Bosque não deram chances à Escócia e venceram o oitavo jogo em oito disputados na seletiva.

A “Fúria” terminou as eliminatórias com 24 pontos, mais do que escoceses e tchecos (segundos e terceiros, provisoriamente) juntos! O favoritismo para o bi na competição continental fica cada vez maior. Os caras não se cansam de levantar taças! Confira os tentos da partida:

Ficha técnica:

Local: Estádio José Rico Pérez, em Alicante-ESP
Data: 11 de outubro de 2011, terça-feira
Horário: 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Stefan Johannesson (SUE)
Auxiliares: Stefan Wittberg e Magnus Sjoblom (ambos SUE)
Cartões amarelos: Sergio Ramos (ESP); Morrison, Fletcher e Goodwillie (ESC)
Público: 27559 torcedores

GOLS:
ESPANHA: David Silva, aos 6 e aos 44 minutos do primeiro tempo; David Villa, aos 9 minutos do segundo tempo
ESCÓCIA: Goodwillie, aos 21 minutos do segundo tempo

ESPANHA: Valdés; Sergio Ramos, Puyol (Arbeloa), Piqué e Jordi Alba; Busquets, Cazorla, Xavi (Llorente) e David Silva (Thiago Alcântara); Pedro e David Villa Técnico: Vicente del Bosque

ESCÓCIA: McGregor; Caldwell, Hutton, Berra e Bardsley; Morrison, Fletcher (Cowie), Bannan (Goodwillie) e Adam (Forrest); Naismith e Mackail-Smith Técnico: Craig Levein

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  1. Pelas eliminatórias da Euro, Espanha tenta voltar a jogar bem
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  3. Eliminatórias da Euro: Espanha vence fora e abre 11 pontos de vantagem
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , ,

sexta-feira, 7 de outubro de 2011 Eurocopa 2012, Mata, Seleção Espanhola, Xabi Alonso | 17:35

Eliminatórias da Euro: Espanha vence fora e abre 11 pontos de vantagem

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Mata e Cech são companheiros no Chelsea, mas o espanhol não mostrou piedade (foto: AP)

Há cerca de dois meses, Espanha e República Tcheca se enfrentaram na final do Europeu Sub-19. Os ibéricos levaram a melhor, mostrando que a próxima geração vencedora já está preparada. Mas, enquanto os garotos não crescem, os veteranos dão conta do recado contra o mesmo adversário – um verdadeiro freguês.

Nesta sexta-feira, pelas eliminatórias da Euro 2012, a “Fúria” visitou os tchecos e ganhou fácil por 2 a 0, em ritmo de jogo-treino. Mata e Xabi Alonso marcaram os tentos ainda no primeiro tempo, deixando o jogo sonolento na etapa complementar. O time de Vicente del Bosque só tocou a bola até a partida acabar, sendo levemente incomodado pelo adversário de tempos em tempos.

Deu até pena da torcida que foi torcer pela equipe da casa, já que a bola ficou com os espanhóis mais de 60% do tempo, e a ex-república soviética não conseguiu chutar uma bola sequer no gol de Casillas. Com o resultado, a Espanha conquistou sua sétima vitória em sete jogos no grupo I, e abriu 11 pontos de vantagem para a segunda colocada (justamente a seleção tcheca). A “Fúria” já está classificada para tentar defender seu título na Eurocopa da Polônia e Ucrânia, em 2012.

David Silva tenta escapar do violento Hübschmann, que conseguiu ser expulso em um jogo que não teve cartões amarelos (foto: AP)

Em um jogo sem grandes emoções, e até certo ponto maçante (tamanha a superioridade espanhola), a melhor observação a ser feita é a seguinte: a equipe ibéricajogou no estilo Barcelona, com total controle da posse de bola, trocas de passes intermináveis e tentativas de infiltração pelo meio a todo momento. No entanto, a maior parte dos jogadores do 11 inicial era do rival Real Madrid! Cinco, para ser exato: Casillas, Sergio Ramos, Albiol, Arbeloa e Xabi Alonso.

Do Barça, estavam Xavi, Piqué e Busquets (Puyol, Villa e Thiago Alcântara ficaram no banco – os dois primeiros entraram no decorrer do duelo). Uma prova de que del Bosque consegue fazer o time jogar que gosta, mesmo com jogadores que não atuam dessa forma em seus clubes. Treinador bom é outra história, e os espanhóis seguem firmes para o bi da Euro. Veja os gols:

República Tcheca 0 x 1 Espanha - Mata


szólj hozzá: Czech Republic 0-1 Spain

República Tcheca 0 x 2 Espanha - Xabi Alonso


szólj hozzá: Czech Republic 0-2 Spain

Ficha técnica:

Local: Estádio Letná, em Praga-RTC
Data: 07 de outubro de 2011, sexta-feira
Horário: 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Paolo Tagliavento (ITA)
Auxiliares: Cristiano Copelli e Nicola Nicoletti (ambos ITA)
Cartão vermelho: Hübschmann (RTC)
Público: 17873 torcedores

GOLS:
ESPANHA: Mata, aos 7, e Xabi Alonso, aos 23 minutos do primeiro tempo

REPÚBLICA TCHECA: Cech; Hubnik, Gebreselassie, Sivok e Kadlec; Hübschmann, Pudil, Kolar (Vacek) e Rosicky; Jiracek e Baros (Pekhart) Técnico: Michal Bilek

ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos (Puyol), Piqué, Albiol e Arbeloa; Busquets, Xabi Alonso, Xavi (Javi Martínez) e David Silva; Mata e Torres (David Villa) Técnico: Vicente del Bosque

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011 Eurocopa 2012, Negredo, Seleção Espanhola, Sergio Ramos, Villa, Xavi | 14:03

Eliminatórias da Euro: Em ritmo de treino, Espanha goleia e se classifica

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Sem surpresas nem sustos, a Espanha cumpriu o script e goleou Liechtenstein por 6 a 0 pelas eliminatórias da Euro 2012. Até demorou um pouco para sair o primeiro gol, mas depois que a porteira abriu, aos 33 do primeiro tempo, foi uma festa. Negredo e David Villa deixaram dois cada, com Sergio Ramos e Xavi completando. Confira os gols da vitória que classificou a Espanha:


szólj hozzá: Spa 6-0 Lie

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sábado, 3 de setembro de 2011 Amistosos, Fábregas, Iniesta, Seleção Espanhola | 21:50

Amistosos: Espanha vira jogo “perdido” contra o Chile

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Chile e Espanha não estavam jogando nem a 20 minutos e já estava 2 a 0 para os sul-americanos. Surpreendente? Sim, claro. A Espanha é campeã mundial, tem uma das melhores equipes do mundo, jogadores entrosados. Mas o Chile não é nenhuma baba. Fez um Mundial da África do Sul razoável, e tem conseguido ótimos resultados nos últimos anos. E, como sempre lembra o sábio, “não tem mais bobo no futebol amigo”.

Mas a Espanha é a Espanha. Ainda é dura de ser batida. No segundo tempo, Iniesta e Fábregas puxaram a reação e comandaram a bela virada para 3 a 2, em um jogão de bola. O recém-contratado do Barcelona, aliás, está jogando o fino, e deve fazer uma temporada espetacular caso consiga se curar das lesões que têm atrapalhado com suas últimas temporadas. Devia ser o ar de Londres… Veja os gols desse belo duelo:

A “Fúria” volta a campo na terça-feira, pelas eliminatórias da Eurocopa 2012, para golear o saco de pancadas Liechtenstein.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Seleção Espanhola, Sub-20 | 02:17

Mundial Sub-20: Espanha cai nos pênaltis contra o Brasil

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Em um jogaço de bola, daqueles eletrizantes, o Brasil eliminou a Espanha do Mundial Sub-20. No tempo normal, 1 a 1. Quando a seleção canarinho marcou o 2 a 1 na prorrogação, parecia que o caixão estava fechado. Que nada! Os europeus logo reagiram e levaram o confronto para as penalidades. Aí brilhou a estrela de Gabriel, que pegou os chutes de Amat e Vázquez.

O bom de ver a partida foi ter a certeza de que, tanto do lado brasileiro quanto espanhol, duas gerações formidáveis estão amadurecendo. Em breve, esses talentosos garotos que duelaram pelas quartas de final deste Mundial Sub-20 estarão decidindo jogos para seus clubes e também para suas seleções. Quantos deles estarão na final da Copa do Mundo 2014? E 2018?

Confira os gols da partida e também os pênaltis que definiram a classificação brasileira:

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Amistosos, Seleção Espanhola | 19:56

Amistosos: Gol ridículo no fim derruba a Espanha

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Valdés acompanha o gol da Itália (foto: EFE)

Jogar fora de casa contra a Itália sempre é muito difícil, mas a desfalcada Espanha ia segurando uma boa  igualdade em Bari: 1 a 1, com tento de Montolivo para a Azzurra e empate de Xabi Alonso para a “Fúria”. Aos 38 minutos do segundo tempo, porém, Aquilani mandou um chute despretensioso de fora da área, a bola desviou na perna de Albiol e matou Victor Valdés.

Aí já não tinha mais tempo para nada. Os italianos seguraram o placar e bateram os campeões do mundo por 2 a 1, para felicidade do técnico Cesare Prandelli, que se recuperou da derrota para a Irlanda, em amistoso no mês de junho.

CONFIRA TAMBÉM: Veja as melhores imagens dos amistosos desta quarta

Já o time de Vicente Del Bosque caiu após vitória nos últimos dois amistosos (vitórias sobre Estados Unidos e Venezuela, também em junho), mas tem uma verdadeira baba em seu próximo compromisso: no dia 06 de setembro, pega Liechtenstein, em casa, pelas eliminatórias da Euro. Até lá, o time já deve ter a volta do meia Xavi, que não participou do amistoso por estar contundido.

A esperada estreia Thiago Alcântara pela seleção espanhola acabou acontecendo no segundo tempo (ele entrou no lugar de Iraola), mas a jovem promessa do Barcelona pouco conseguiu produzir. Apesar da derrota, ele disse que “foi tudo inesquecível”. Veja os gols da partida:

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Seleção Espanhola, Thiago Alcântara | 15:04

Thiago Alcântara é o quinto brasileiro na história da seleção espanhola

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Thiago Alcântara, o menino-prodígio que em pouco tempo passou de “filho do Mazinho” a “El Mago Thiago”, foi convocado pela primeira vez para a seleção espanhola principal. Ele já é cara conhecida nas equipes de base da Roja há muito tempo, mas só agora foi chamado por Vicente Del Bosque para se integrar à turma campeã da Eurocopa 2008 e da Copa do Mundo 2010. O habilidoso meia-atacante fará parte do grupo que vai enfrentar a Itália, em amistoso que vai acontecer na cidade de Bari, justamente onde nasceu.

Thiago Alcântara conquistou recentemente o Europeu Sub-21 pela Espanha (foto: Getty Images)

O jogador multinacional do Barcelona, no entanto, não é o primeiro brasileiro a fazer parte do plantel espanhol. Antes dele, quatro outras figuras jogaram pela “Fúria”. Veja quem foram e um pouco da história de cada um deles:

- Marcos Senna: Paulista, o volante passou por Rio Branco-SP, América-SP, Corinthians e Juventude até desencantar no São Caetano, em 2002, com o vice da Copa Libertadores. Arrumou uma transferência para o Villarreal no mesmo ano, e cresceu junto com o time, que passou a ser respeitado na Espanha. As boas atuações e sua impressionante regularidade fizeram com que fosse convocado para a seleção espanhola em 2006, disputando a Copa do Mundo no mesmo ano. Senna se firmou na equipe e foi campeão da Eurocopa 2008, sendo um dos melhores jogadores da seleção. Acabou não indo para o Mundial da África do Sul, e não tem sido convocado por Vicente Del Bosque.

- Catanha: Pernambucano, o atacante perambulou por equipes pequenas de Brasil, Portugal e Espanha até chegar ao Málaga, em 1998. No clube azul e branco, cansou de fazer gols e ajudou o time a voltar à primeira divisão. Na temporada seguinte, manteve a boa fase e anotou 24 vezes em La Liga, ficando a apenas três da artilharia. O brilho fez com que ele conseguisse passaporte espanhol para atuar pela seleção. Ele disputou três jogos pela “Fúria” (duas partidas foram pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, contra Israel e Áustria), e não marcou gols. Não deixou saudades.

- Donato: Carioca, o zagueiro começou a carreira no Vasco, ganhando três Estaduais (82, 87 e 88). Transferiu-se para o Atlético de Madri, clube pelo qual também fez sucesso (foi bi da Copa do Rei, em 91 e 92). Em seguida, foi para o Deportivo La Coruña, vivendo sua melhor fase, ganhando três Supercopas da Espanha, duas Copas do Rei e um Campeonato Espanhol. Naturalizou-se em 1994 e disputou 12 partidas pela Roja, jogando até mesmo a Eurocopa de 1996.

O polivalente Marcos Senna foi um estrangeiro de sucesso na seleção espanhola (foto: AP)

- Heraldo Bezerra: Gaúcho, o ponta esquerda começou a carreira no Cruzeiro de Porto Alegre. Após boa passagem pelo Newell’s Old Boys, da Argentina, foi para o Atlético de Madri, onde se consagrou, sendo campeão espanhol nas temporadas 72/73 e 76/77, bi da Copa do Rei em 1972 e 1976 e campeão do Mundial Interclubes em 74. O sucesso fez com que se naturalizasse espanhol e fosse convocado para a Roja, estreando em um empate contra a Turquia, em 73. Após a passagem pela Europa, transferiu-se para o Boca Juniors, mas jogou pouco, já que faleceu em um acidente de carro. Tinha apenas 31 anos.

Além dessas feras, outros estrangeiros também representaram a Espanha. Thiago não é nem mesmo o primeiro Alcântara a fazer parte da Roja, veja só! Olha a lista que o jornal “El País” fez (entre parênteses, o ano em que foram convocados pela primeira vez):

Italianos:

- Pier (1994)

Argentinos:

- Arbide (1921)

- Di Stefano (1957)

- Errazquin (1925)

- Gárate (1967)

- Pernía (2006)

- Heredia (1978)

- Pizzi (1994)

- Rial (1955)

- Roberto Martínez (1973)

- Rubén Cano (1977)

- Touriño (1972)

- Valdez (1972)

Alemães:

- Curro Torres (2001)

Suíços:

- Luis Cembranos (2000)

Dinamarqueses:

- Christiansen (1993)

Franceses:

O craque argentino Di Stéfano em treino da seleção espanhola, nos anos 60 (foto: Getty Images)

- Armando (1996)

Cubanos:

- Arencibia (1942)

- Jesús Alonso (1942)

Paraguaios:

- Eulogio Martínez (1959)

- Heriberto Herrera (1957)

- Jara (1966)

Mauritanos:

- Gerardo (1981)

Marroquinos:

- López Ufarte (1977)

- José Luis (1972)

- Ramos (1975)

Húngaros:

- Kubala (1953)

- Puskas (1961)

Uruguaios:

- Santamaría (1958)

Filipinos:

- Gálatas (1927)

- Alcántara (1921)

Por ser amistoso, esse jogo contra a Itália não elimina as chances de Thiago Alcântara jogar pela seleção brasileira (precisa ser uma partida oficial). Mas caso o jovem decida jogar pela “Fúria”, você acha que fará falta ao Brasil? Comente!

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Autor: Francisco De Laurentiis Tags: ,

terça-feira, 2 de agosto de 2011 Seleção Espanhola | 14:35

Espanha proíbe bandeiras regionais

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Técnico Meléndez tira a bandeira azul de Astúrias de seu atleta da Espanha Sub-19 (foto: Reprodução)

A Espanha sagrou-se na última segunda-feira campeã européia Sub-19 (veja os gols da vitória sobre a República Tcheca na final). Na comemoração do título, um fato causou desconforto na Federação Espanhola: o atleta Juan Muñiz aparece com uma bandeira do Principado de Astúrias nos ombros durante os cumprimentos da equipe campeã à vice. A flâmula teve que ser rapidamente retirada pelo técnico Ginés Meléndez, para evitar qualquer tipo de propaganda separatista, causa muito comum no país europeu.

Esse é o novo regulamento da Real Federação Espanhola de Futebol: os atletas podem exibir as “bandeiras regionais” (como da Catalunha, Galícia, País Basco ou Astúrias, por exemplo) enquanto comemoram no gramado, mas a flâmula da Espanha deve ser a única mostrada em uma distribuição de medalhas, no pasillo de cumprimento aos adversários ou quando os jogadores levantam um troféu. “Não vou entrar em polêmicas, são as normas da Federação”, disse Meléndez, após tirar a bandeira de Muñiz.

A bandeira da Espanha passa a ser a única permitida pela Federação do país (foto: EFE)

A medida agradou aos nacionalistas (uma enquete no site do “Marca” mostra que a maioria dos espanhóis é contra os movimentos separatistas), mas despertou a ira de quem quer um país para chamar de seu. Jesús Iglesias, coordenador do partido Izquierda Unida de Astúrias afirmou que a medida da Federação visa “tirar a legitimidade dos movimentos regionais”. O próprio Muñiz, porém, fez pouco caso da situação: “Não dei importância. Não nos falaram nada sobre as bandeiras regionais, mas o técnico fez bem em retirá-la. Não fiquei bravo e até dei um abraço nele depois, no vestiário”.

Vale lembrar que a bandeira de Astúrias foi permitida na comemoração do título da Copa do Mundo 2010 (David Villa e Juan Mata estavam com ela) e da Eurocopa 2008 (Cazorla exibiu), assim como a da Catalunha, frequentemente vistas com jogadores como Xavi e Puyol. Outros atletas, como Arizmendi (nascido em Madrid e atualmente jogador do Getafe), porém, já chegaram até mesmo a usar a bandeira antiga da Espanha, símbolo do nacionalismo e de um país unificado, na contramão das bandeiras regionais.

Xavi e Puyol comemoram o título da Copa do Mundo 2010 com a bandeira da Catalunha (foto: AFP)

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Autor: Francisco De Laurentiis Tags:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Europeu Sub-19, Seleção Espanhola, Sub-19 | 18:58

Não se cansam de levantar taças…

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Alcácer, o herói do título, levanta a taça (foto: EFE)

Depois de ganhar a Eurocopa, a Copa do Mundo, o Europeu Sub-21 e os Mundiais de peteca, bocha, levantamento de copo e buraco, a seleção espanhola ganhou mais um título. Nesta segunda-feira, a Rojita levantou o caneco do Europeu Sub-19, mostrando que deve continuar como uma das principais forças do futebol mundial nos próximos anos.

O torneio, que aconteceu na Romênia, viu um desfile de jovens talentos espanhóis, como os meias Deulofeu e Sarabia e o atacante Morata, que devem estar na equipe principal dentro de alguns anos. Foi o oitavo título da Espanha nos Europeus Sub-19. “Não nos cansamos de ser campeões”, gabou-se o diário “Marca”.

A final foi difícil, contra uma também talentosa seleção da República Tcheca. A Roja ficou atrás do placar durante praticamente todo o jogo, mas teve força para buscar o empate e levar a partida para a prorrogação. No tempo extra, brilhou a estrela de Alcácer, que saiu do banco para marcar dois e pintar a taça de vermelho. Veja os gols da final:

A campanha espanhola no Europeu Sub-19. Foram quatro vitórias e apenas uma derrota, com dezesseis gols marcados e apenas cinco sofridos. O artilheiro do torneio foi o espanhol Morata, com seis gols.

Primeira fase:
Espanha
4 x 1 Bélgica
Sérvia 0 x 4 Espanha
Turquia 3 x 0 Espanha

Semifinal:
Espanha 5 x 0 Irlanda

Final:
República Tcheca 2 x 3 Espanha

Obs: A Espanha não venceu os Mundiais de peteca, bocha, levantamento de copo e buraco

Notas relacionadas:

  1. Pelas eliminatórias da Euro, Espanha tenta voltar a jogar bem
  2. Lituânia 1 x 3 Espanha – Nada de novo no Báltico
  3. Saldo dos amistosos: Espanha voltou a jogar bola
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , ,

quinta-feira, 9 de junho de 2011 Iraola, Manu del Moral, Negredo, Seleção Espanhola | 09:51

Saldo dos amistosos: Espanha voltou a jogar bola

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EFE/David Fernández

Iraola: aos 29 anos, 1º jogo como titular da Espanha

Já falamos aqui algumas vezes que a seleção espanhola vivia uma grande ressaca após a conquista da Copa do Mundo. Todas as partidas até março deste ano foram marcadas pela apatia. Alguns resultados desagradáveis – derrota por 4 a 1 para a Argentina e de 4 a 0 para Portugal, por exemplo – e umas tantas vitórias magras e completamente sem graça já começavam a preocupar a mídia do país. Pois agora o time de Vicente del Bosque, enfim, acordou e voltou a se mostrar competitivo. Esse é o saldo dos dois últimos amistosos que encerraram o primeiro ano pós-título mundial de La Roja.

Primeiro, a goleada contra os Estados Unidos em Boston. A Espanha voltou a exercer o toque de bola que lhe é peculiar, aliada a uma poderosa capacidade de finalizar. Os norte-americanos ficaram perdidos. Os 4 a 0, com gols de Cazorla (duas vezes), Negredo e Fernando Torres dão o tom de como foi a partida.

Na Venezuela, os rivais sul-americanos não são exatamente uma potência do futebol, mas também não dá mais para dizer que é aquela Vinotinto que conhecemos até os anos 90, sinônimo de goleadas em favor dos adversários. Del Bosque escalou quase um time reserva, uma vez que os jogadores vinham de um fim de temporada particularmente duro para os jogadores de Real Madrid e Barcelona. A vitória por 3 a 0 foi construída com gols de David Villa, Xabi Alonso e Pedro.

Destaques individuais da Espanha:

- O atacante Manu del Moral, do Sevilla, que aos 27 anos foi convocado pela primeira vez para a seleção principal. Foi titular contra os venezuelanos e elogiado por del Bosque.

- O atacante Álvaro Negredo, também do Sevilla, que marcou um belo gol em Boston e foi um dos melhores em campo. As atenções desta virada de temporada estão voltadas para ele: existe a possibilidade de que o Real Madrid o contrate para usá-lo como moeda de troca para ter Sergio Agüero, do Atlético de Madri.

- O lateral-direito Andoni Iraola, que fez boa temporada pelo Athletic Bilbao, que começou como titular contra a Venezuela. Ele já tem 29 anos e havia sido convocado cinco vezes pela seleção espanhola. Em Puerto de la Cruz, começou jogando pela primeira vez.

Veja a lista com todas as partidas da Espanha no pós-Copa 2010:

11 de agosto: México 1 x 1 Espanha (na Cidade do México), gol espanhol de David Villa.

3 de setembro: Liechtenstein 0 x 4 Espanha (em Vaduz) , gols de David Villa, Fernando Torres duas vezes e David Silva.

7 de setembro: Argentina 4 x 1 Espanha (em Buenos Aires), gol espanhol de Fernando Llorente.

8 de outubro: Espanha 3 x 1 Lituânia (em Salamanca), gols de Fernando Llorente duas vezes e David Silva.

12 de outubro: Escócia 2 x 3 Espanha (em Glasgow), gols de Piqué, Iniesta e Llorente.

17 de novembro: Portugal 4 x 0 Espanha (em Lisboa).

9 de fevereiro: Espanha 1 x 0 Colômbia (em Madri), gol de David Silva.

26 de março: Espanha 2 x 1 Rep. Tcheca (em Granada), gols de David Villa.

29 de março: Lituânia 1 x 3 Espanha (em Kaunas), gols de Xavi Hernández, Kijanskas (contra) e Juan Mata.

4 de junho: EUA 0 x 4 Espanha (em Boston), gols de Cazorla (duas vezes), Negredo e Fernando Torres.

7 de junho: Venezuela 0 x 3 Espanha (Em Puerto de la Cruz), gols de David Villa, Xabi Alonso e Pedro.

A Espanha volta a campo pelas eliminatórias da Euro em setembro, quando enfrenta o Liechtenstein em casa, partida na qual deve confirmar sua classificação à competição da Ucrânia e da Polônia em 2012.

Notas relacionadas:

  1. Pelas eliminatórias da Euro, Espanha tenta voltar a jogar bem
  2. Lituânia 1 x 3 Espanha – Nada de novo no Báltico
Autor: Fernando Vives Tags:

terça-feira, 29 de março de 2011 Eurocopa 2012, Llorente, Seleção Espanhola, Xavi | 19:01

Lituânia 1 x 3 Espanha – Nada de novo no Báltico

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Villa dribla um lituano: classificação espanha bem perto agora

O estado do gramado era lamentável, mas o árbitro francês Laurent Duhamel deu o “habemus jogo” à tarde. Lituânia e Espanha iriam, portanto, enfrentar o frio e o estado deplorável do estádio da cidade de Kaunas, capital da ex-república soviética, pelas eliminatórias da Eurocopa 2012.

A vitória espanhola por 3 a 1 foi o cumprimento da vitória que todo mundo imaginava que fosse ocorrer, mesmo que o técnico Vicente del Bosque tenha poupado alguns titulares. Xavi abriu o marcador, Marius Stankevičius, que joga pelo Valencia, empatou para os lituanos, Kijanskas (contra) e Juan Mata definiram o marcador.

A Espanha volta a campo pelas eliminatórias da Euro somente em setembro, quando enfrenta o Liechtenstein em casa, partida na qual deve confirmar sua classificação à competição da Ucrânia e da Polônia em 2012.

Notas relacionadas:

  1. Pelas eliminatórias da Euro, Espanha tenta voltar a jogar bem
Autor: Fernando Vives Tags: , ,

quarta-feira, 23 de março de 2011 Seleção Espanhola | 14:44

Pelas eliminatórias da Euro, Espanha tenta voltar a jogar bem

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Del Bosque: a hora de a Espanha voltar a jogar bem é agora

O técnico Vicente del Bosque já treina a seleção espanhola para as duas partidas válidas pelas eliminatórias da Eurocopa 2012 nos próximos dias: sexta-feira, dia 25, os campeões do mundo recebem a República Tcheca. Na terça 29, visitam a cidade de Kaunas para enfrentar a Lituânia.

A Espanha continua sem a presença do zagueirão Carles Puyol, do Barcelona, do meia Cesc Fábregas, do Arsenal, e do atacante Pedro, do Barcelona, todos contundidos. E tem três novidades: o zagueiro Iraola e o meia Javi Martínez, ambos do Athletic Bilbao, e o atacante Juan Manuel Mata (Valencia).

Veja quem foi convocado para os dois jogos:

Goleiros: Iker Casillas (Real Madrid), Manuel Reina (Liverpool), Víctor Valdés (Barcelona);

Defensores: Sergio Ramos (Real Madrid), Raúl Albiol (Real Madrid), Arbeloa (Real Madrid), Piqué (Barcelona), Marchena (Villarreal), Capdevila (Villarreal) e Iraola (Athletic Bilbao).

Meias: Iniesta (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid), Busquets (Barcelona), Xavi (Barcelona), Cazorla (Villarreal), Javi Martínez (Athletic Bilbao), David Silva (Manchester City) e Navas (Sevilla)

Atacantes: Llorente (Athletic Bilbao), Torres (Chelsea), Villa (Barcelona) e Mata (Valência)

A Espanha não faz boas apresentações desde a Copa do Mundo. Mais que vencer a República Tcheca, em má fase, e a frágil Lituânia, a expectativa dos espanhóis é que o time de Vicence del Bosque volte a mostrar empolgação para disputar títulos.

Autor: Fernando Vives Tags: , , , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Sem categoria | 23:14

La Roja, versão Simpsons

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A Espanha campeã, versão Simpsons. O Iniesta (6) não está a cara do Homer?

O Facebook e o Twitter estão bombando a preciosidade acima: uma suposta versão da seleção espanhola campeã do mundo feita pela equipe de Matt Groening, criador de Os Simpsons.  Ninguém confirmou se a criação vem do desenhista norte-americano, embora parte da imprensa espanhola e inglesa já tenham adotado como verdade.

O fato é que o desenho ficou divertido, com destaque para as cabeleiros de Puyol (5) e Sergio Ramos (15). Será que a Sarah Carbonero ia dar bola pra esse Iker Casillas (1) aí da imagem?

Notas relacionadas:

  1. Meio-campo, campo inteiro
  2. Em campanha fechada
  3. Quartas-de-favoritismo
Autor: Fernando Vives Tags: ,

quinta-feira, 19 de novembro de 2009 Sem categoria | 09:30

Quem não perde não ganha

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Com um empate em 0 x 0 contra o Paraguai, a Holanda acaba de terminar 2009, ano anterior à Copa do Mundo, invicta: ganhou seis jogos e empatou cinco. E, no entanto, procure por aí algum idealista disposto a apostar tudo o que tem nos holandeses como campeões do mundo. Nem Johan Cruyff.

Acontece que, ao jogar tanta bola num momento que não importa – ou que importa, claro, mas que quando a Copa chegar nós diremos que não -  a Holanda já começou a escrever o argumento que todo mundo tem preparado a priori para comentar a eliminação do time: eles sempre jogam muita bola, mas na hora H (H de Holanda?) acabam perdendo.

A história e os argumentos são parecidos para se falar da Espanha e, no entanto, quase todo mundo (e aqui me incluo) tem os espanhóis lado a lado com o Brasil como favoritos para o titulo na África do Sul no ano que vem. E por quê?  Porque o time da Espanha é melhor que o da Holanda? Sim. Porque eles acabaram com seu complexo de vira-lata ao vencer a Euro 2008? Também.

Mas, além disso, porque os espanhóis deveriam estar contando números de uma série invicta, mas não estão. A Copa das Confederações foi mais ensaio para a Furia do que para a organização da Copa. A seleção espanhola já viveu, com um ano de antecedência, o “jogar como nunca e perder como sempre” que, hoje, estaria fazendo sombra a todos os prognósticos caso a equipe estivesse invicta até hoje. Sem os números, os motivos para a Espanha ser favorita ao título mundial são Casillas, Cesc, Iniesta, Xavi, Villa e Torres. E é aí que o time começa a ser pergioso de verdade.

País, basco
Essa semana de amistosos, que viu a Espanha bater a Argentina por 2 x 1 em casa e a Áustria por 5 x 1 em Viena, serviu para um princípio de reconciliação histórica: o parlamento do Pais Basco aprovou iniciativas para que a província volte a receber jogos da seleção – coisa que não acontece há 42 anos.

Tolerância zero
Bom saber que nosso STJD não tem dormido em trabalho, porque a concorrência na briga para tomar a decisão mais duvidosa do ano vem de todos os lados. Em Madri, o Atlético foi, sim, multado pelo fato de o técnico do Real, Manuel Pellegrini, ter tomado uma pedrada no rosto durante o clássico disputado no Vicente Calderón. Vai ter de abrir o cofre (ou a moedeira?) e pagar… 150 euros!

Coluna publicada por Medida Provisória no Jornal Placar de 19 de novembro

Notas relacionadas:

  1. Quartas-de-favoritismo
  2. Quem é mais Brasil?
  3. Agora com banco
Autor: juanpolanco Tags: , , , , ,

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 Sem categoria | 15:05

Sans souci

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Na imprensa madridista/florentinista, o ideal é continuar cercando de culpa Manuel Pellegrini, que é o mais facilmente descartável, mas por enquanto parece que há mais mérito do que qualquer outra coisa no trabalho do chileno.

Porque o Real Madrid de Pellegrini ainda não encontrou sua fórmula, o que é normal, mas pelo menos parece dar sinais de ter aprendido algumas coisas interessante a não se fazer – como manter Raúl na equipe titular – e outras tantas a se fazer – como Marcelo e Higuaín jogando de autênticos wingers, o que tem feito bem aos dois e também a Kaká e Benzema.

De uma só tacada, a mudança compensou o desempenho defensivo duvidoso de Marcelo como lateral-esquerdo e o desempenho ofensivo duvidoso de Arbeloa ou Sergio Ramos como laterais-direitos.

Ah, mas e quando Cristiano Ronaldo entrar? Quem sai? Sai Higuaín? E Cristiano vira um ponta-direita e nada mais? Pode ser, pode ser que não. Mas o fato é que o Real Madrid encontrou sim um jeito de jogar bem, como jogou contra o Milan e durante praticamente todo o clássico contra o Atlético, sem a presença do português.  E boa parte do mérito disso é de Manuel Pellegrini.

***

Alguém acharia realmente impossível que o Real Madrid reverta amanhã os 4-0 sofridos diante do Alcorcón? É uma oportunidade enorme, e relativamente fácil, de fazer algo que vai ser inevitavelmente descrito como “milagre”.

Além de Sergio Ramos, lesionado, e de Guti, que vai passar mais uma semana tentando aprender como se pronuncia “Timão” em vez de “Timáo”, Pellegrini também deixou de fora da lista Benzema, Xabi Alonso, Casillas, Metzelder e Drenthe.

***

Quem continua virando xodó nacional porque consegue manter mais uma vez o mesmo nível, apesar de contratar pouco, é o Sevilla: depois da vitória por 3 x 2 sobre o Villarreal, a notícia mais comemorada do dia foi a convocação feita por Vicente Del Bosque para os amistosos contra a Argentina (dia 14, Vicente Calderón) e a Áustria (dia 18, em Viena).

Alem de Álvaro Negredo, que havia estreado na última convocação, para os jogos contra Armênia e Bósnia-Herzegovina, agora os sevillistas têm mais um jogador de seleção: o baixinho Jesús Navas.

Agora que parece ter deixado de ser irregular e meio covardinho (e, se não deixou, Del Bosque tem que descobrir por sua própria conta), é um nome merecidíssimo.

A convocação inteira:

Goleiros:
Iker Casillas (Real Madrid)
José Manuel Reina (Liverpool)
Diego López (Villarreal).

Defensores:
Raúl Albiol (Real Madrid)
Joan Capdevila (Villarreal)
Alvaro Arbeloa (Real Madrid)
Andoni Iraola (Athletic)
Carlos Marchena (Valencia)
Gerard Piqué (Barcelona)
Carles Puyol (Barcelona)
Sergio Ramos (Real Madrid)

Meio-campistas:
Xabi Alonso (Real Madrid)
Sergio Busquets (Barcelona)
Cesc Fábregas (Arsenal)
Xavi Hernández (Barcelona)
Andrés Iniesta (Barcelona)

Atacantes:
Dani Güiza (Fenerbahce)
Pablo Hernández (Valencia)
Juan Manuel Mata (Valencia)
Jesús Navas (Sevilla)
David Silva (Valencia)
Alvaro Negredo (Sevilla)
David Villa (Valencia)

Notas relacionadas:

  1. Sem fantasia
  2. Qual Real?
  3. Tempo e dinheiro
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 11 de setembro de 2009 Sem categoria | 12:25

Agora com banco

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Quando a Copa do Mundo começa, ninguém nem se lembra de como foi a campanha de um país ou de outro nas eliminatórias. Mesmo assim, por inércia ou falta de assunto, temos a tendência de, no ano anterior ao Mundial, supor que os favoritos são aqueles que se classificaram antes. “Pô, desta vez a Holanda vem forte aí, hein?” Como se a gente não soubesse que um ano é tempo mais do que suficiente para acontecerem coisas fenomenais, como a Terra transladar em torno do sol ou a Holanda voltar a ser apenas a semifinalista e cordial Holanda.

Não é, portanto, porque a Espanha se classificou para a Copa com sobras que deve ser considerada desde já favorita. Nem porque supostamente acabou com seu complexo de vira-lata na Euro 2008. Nem porque tem craques como Xavi, Iniesta, David Villa e Fernando Torres. Craques muita gente tem. A Argentina, por exemplo, tem – e, como se vê, não é o suficiente.

A Espanha é uma das inevitáveis favoritas a ser campeã do mundo porque, primeiro, tem de sobra aquilo que mais falta justamente aos argentinos: identidade. Há anos a seleção – tanto a principal quanto a sub-17 e a sub-20 – joga da mesma forma, a despeito das mudanças de técnico e jogadores. Isso já foi louvado o bastante na conquista do titulo europeu no ano passado.

O que esta Espanha que vai à Copa da África do Sul tem a mais do que aquela de 2008 são coadjuvantes: com Vicente Del Bosque, o time parece poder depender de seus craques tanto (ou quase tanto) quanto de Sergi Busquets, Santi Cazorla ou Rubén Mata. Para nossa empáfia de quem tem Kaká com a camisa 10 e Diego (tomara!) com a 18 pode não soar nada especial, mas é o que faz da Furia, devidamente escaldada pelo fracasso na Copa das Confederações, uma candidata de verdade para ganhar a Copa de 2010.

Furiazinha
Com gente como Bojan Krkic (Barcelona), Mérida (Arsenal), Parejo (Getafe) e Asenjo (Atlético de Madri), é bom saber: também para a Copa do Mundo sub-20, que começa este mês no Egito, a Espanha é uma das favoritas.

Vitaminado
Como Los Angeles Galaxy e Inter de Milão, agora é o Valencia quem vai levar estampada na camisa a marca da Herbalife, empresa americana especializada em suplementos nutricionais. Puro palpite, mas a empresa tem cara de ser uma dessas que logo mais chega ao futebol brasileiro.

Coluna sequestrada e pilotada até se chocar contra o Jornal Placar em 11 de setembro de 2009.

Notas relacionadas:

  1. Quartas-de-favoritismo
  2. Espanha 2009 x Brasil 1970
  3. Quem é mais Brasil?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 Sem categoria | 14:05

Dores do crescimento

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Aqui os gols, com a habitual animação da TVE, que parece estar transmitindo um documentário sobre técnicas de mumificação

Os bares do mundo sabem perfeitamente que “o difícil não é chegar, mas se manter lá”, seja lá sobre o que estivermos falando – cargo de gerência, topo do ranking de entradas, pau-de-sebo ou estado de meditação. Não trago novidades, portanto, ao dizer que o maior desafio para a seleção espanhola começa agora – ou começou nos últimos meses -, depois de ter chegado a um titulo importante e ao reconhecimento internacional.

O que me chamou a atenção foi constatar exatamente que tipo de jogo se tornou difícil, e por que se tornou difícil, para a Espanha de Vicente Del Bosque. Porque antes, quando os espanhóis eram os arautos do “apesar”, os underachievers deste planeta, o padrão era que perdessem para times bons/razoáveis-mas-motivados em momentos decisivos. Enquanto isso, a Furia goleava quem era mais fraco, jogava bem contra times bons quando não importava e, à base dessas goleadas e boas atuações, construía um “agora vai” feito de vapor d’água e seda fina. Quando a Espanha entrava em campo, então, era relativamente fácil prever o que aconteceria (principalmente para quem escreve agora, anos depois, observando os videotapes e fichas técnicas).

Hoje, que é favorita e até certo ponto temida, a Espanha pode perfeitamente golear as armênias e estônias de sempre e mostrar cojones na hora de uma partida decisiva contra Bélgica ou Turquia, como fez nestas Eliminatórias até aqui. Mas o que os espanhóis não conheciam era o tipo de jogo que rende as maiores crises à Seleção Brasileira há décadas: esses interstícios entre adversário fácil e difícil – nem fácil o bastante para se vencer não importa quantas coisas dêem errado, nem difícil o bastante para merecer compreensão em caso de derrota.

Foi assim na Copa das Confederações contra os Estados Unidos: um time que não é de todo ruim e que não tem pudores em priorizar sua defesa – afinal, o adversário agora é A Grande Espanha. E foi igualzinho ontem, em casa, no amistoso com a Macedônia: uma equipe mais ou menos, com um bom atacante (Pandev, da Lazio) e que, depois de surpreender, não teve o menor problema em se fechar toda. Diferente do que aconteceu na África do Sul, porém, ontem a pressão deu resultado e a Espanha acabou foi conseguindo uma bela virada por 3 x 2, depois de estar perdendo por 2 x 0.

O desempenho reacendeu um debate que parecia não apenas enterrado, mas acidental. Quando David Villa se machucou durante a Eurocopa de 2008, Luis Aragonés decidiu não substituí-lo com um atacante, mas com mais um meio-campista. Fernando Torres, então, jogou sozinho na frente e os meias – David Silva, Xavi, Iniesta, Cesc… – tiveram mais liberdade para encostar. Ontem foi um amistoso e, no total, os espanhóis (como os macedônios) fizeram um total de sete alterações – ok, vamos levar isso tudo em consideração. Mas o fato é que o time Del Bosque virou o jogo justamente depois da mudança de formação: saiu David Villa e entrou Albert Riera. Fernando Torres (e, a partir dos 20 do 2º, com o placar definido, Dani Güiza) passou a jogar sozinho na frente, contando com a chegada de Busquets, Xavi, Cesc, Silva e Riera.

A ideia faz sentido, principalmente diante da quantidade de meio-campistas bons de passe que os espanhóis têm à disposição. Claro que isso implica sempre barrar ou Villa ou Torres, o que nunca vai ser uma decisão fácil, mas o 4-5-1 inteligente pode ser um ingrediente interessante para o tipo de partida que a Espanha terá pela frente agora que, supõe-se, é um time grande querendo provar que é grande mesmo.

***

Lionel Messi pede a Pep Guardiola para não disputar a estreia do Barça na Liga, dia 31 de agosto, contra o Sporting Gijón, porque quer estar pronto para o Brasil x Argentina do dia 5 de setembro – que será jogado na sua cidade natal, Rosário. Eu, se fosse brasileiro, ficava preocupado.

Falando nisso, ahora ya no estamos solos hablando castellano en ese planeta insensible. ¡Che, boludo, qué bueno que viniste! Entrá y sentite en casa. ¿Te cebo unos mates?

Agora, se eu ouvir algum eco de “eles são catimbeiros e desleais”, eu e a Baronesa invadimos seu rancho, cortamos cada uma das suas 144 cabeças de gado e ainda contamos para todo mundo os detalhes constrangedores do seu passado como lateral-direito/zagueiro central grosso da seleção espanhola infanto-juvenil.

Notas relacionadas:

  1. Elogiar é para qualquer um
  2. Espanha 2009 x Brasil 1970
  3. Quem é mais Brasil?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 24 de junho de 2009 Sem categoria | 09:20

Quem é mais Brasil?

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As últimas vitórias nas Eliminatórias e os 3 a 0 sobre a Itália parecem ter trazido de volta restabelecido o consenso de que Brasil é quem deve ser citado ao lado da Espanha na hora de falar sobre as duas melhores seleções do mundo. Se os dois fizerem a final da Copa das Confederações no domingo, como é provável (embora eu não descarte os EUA…), certamente vai ser essa a storyline que o mundo vai contar desde agora até a Copa de 2010.

Muito se fala sobre quanto o estilo de jogo desta Espanha tem de brasileiro – o que é verdade até um certo ponto; até que se defina de qual futebol brasileiro se está falando. Se é o da seleção brasileira de hoje, nada mais falso. Pelo contrário: o Brasil e a Espanha representam o melhor de dois caminhos distintos para superar com qualidade a virtual extinção do meia armador, camisa 10, ditador de ritmo.

Na Furia não há meias armadores, mas também não há volantes, como também não há pontas-de-lança. Há quatro meio-campistas – sejam eles quais forem – que sabem marcar e, sobretudo, passar a bola. Entre eles e os dois atacantes, sem precisar muito dos laterais, a equipe se resolve. Na Seleção, como não há armadores, compensa-se com volantes que são quase só volantes (Gilberto Silva e Felipe Melo) e com meias, pontas-de-lança e laterais que carregam a bola consigo (o lateral-direito, qualquer que seja; Ramires, Kaká) para compensar a falta de quem faça a bola andar.

Qual é o melhor? Qual é o mais autenticamente brasileiro? Para a história, qualquer que saia campeão na África do Sul no ano que vem.
Jogo aberto
Vicente Del Bosque admite que, se existe alguma coisa que a equipe invicta desde 2006 pode melhorar, é saber jogar pelas laterais, principalmente quando se depara com uma retranca – coisa que vai acontecer cada vez com mais frequência.
Ordem de grandeza
Achei que ainda fosse demorar mais alguns anos antes de ouvir qualquer notícia relacionada a valores em contrato de jogador de futebol que envolvesse nove dígitos. Deve ser isso – 1 bilhão de euros – a multa rescisória anti-petrodólar no contrato de Cristiano Ronaldo com o Real Madrid.

Notas relacionadas:

  1. A Marca da maldade
  2. Quartas-de-favoritismo
  3. Espanha 2009 x Brasil 1970
Autor: juanpolanco Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última