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Posts com a Tag Manuel Pellegrini

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 Sem categoria | 09:44

Time A+ ou time A

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Já disse aqui outra vez que a Copa do Rei só pode ter algum interesse para os times grandes com um sucesso no fim da temporada – quando pode salvar o ano (como o do Valencia em 2008) ou fazer a coroa virar tríplice (como a do Barcelona em 2009). Ou, também, com um fracasso tremendo no começo dela: quando, apesar de ninguém ligar para a competição, fica impossível para a natureza humana ignorar que um elenco milionário foi derrubado por um punhado de semi-amadores – como aconteceu esta semana com o Real Madrid pelo segundo ano consecutivo.

Numa situação dessas, então, não teria sido melhor Manuel Pellegrini simplesmente esquecer suas estrelas e colocar para atuar na Copa um Real Madrid assumidamente reserva e humilde? Para pelo menos deixar claro, em caso de desastre, que foi tudo só porque o clube não está nem aí? Acho que sim e acho que o chileno também pensa assim.

Acontece que o jeito atacadista e megalomaníaco como este Real Madrid foi montado simplesmente já não permite mais isso. É impossível formar uma equipe titular sem, no mínimo, nove jogadores consagrados. Ou nove jogadores cujos salários estão na classe A+ do futebol.

Veja o elenco do Madrid e me diga alguém que não cause impacto ao estar envolvido num grande fracasso. Drenthe, talvez? Granero? Dudek, se você quiser? Ou só o terceiro goleiro Adán? O Barcelona, enquanto isso, se por um lado obviamente também tem um elenco badalado e milionário, ao menos é capaz de escalar como titulares, nas mesmas semanas em que o rival perdeu para o Alcorcón, gente como Pedro, Jeffren, Gai Assulin e Jonathan dos Santos. Aí a diferença.

Ah, sim, a outra diferença é que o Barcelona ganhou sua eliminatória por um total de 7 x 0. Mas essa é outra história.


Boi de piranha
Pellegrini, como terceira opção que foi, chegou ao clube sabendo: ou tudo dava certo e de cara a equipe ganhava e jogava bem, ou não haveria muito pudor em demiti-lo durante esse período de adaptação. Porque quem quer que chegue – e já há até favoritos: Michael Laudrup e Luis Aragonés – vai no mínimo herdar uma equipe mais madura e acostumada a jogar junta.

Custo x benefício
No verão de 2005, o Sevilla gastou 10,5 milhões de euros para contratar uma dupla de ataque nova: Luís Fabiano, vindo do Porto, e Frédéric Kanouté, do Tottenham. Desde então, os dois marcaram 179 gols. Para igualar essa rentabilidade, a dupla Kaká e Cristiano Ronaldo (que, fazer o quê?, virou base de comparação para tudo) precisará anotar… 2685 vezes. Não que essa seja a conta certa a se fazer, mas é no mínimo curiosa.

Coluna publicada a contragosto no Jornal Placar de 13 de novembro de 2009

Notas relacionadas:

  1. Um reforço e meio
  2. El Estado soy yo
  3. Tempo e dinheiro
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 Sem categoria | 15:05

Sans souci

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Na imprensa madridista/florentinista, o ideal é continuar cercando de culpa Manuel Pellegrini, que é o mais facilmente descartável, mas por enquanto parece que há mais mérito do que qualquer outra coisa no trabalho do chileno.

Porque o Real Madrid de Pellegrini ainda não encontrou sua fórmula, o que é normal, mas pelo menos parece dar sinais de ter aprendido algumas coisas interessante a não se fazer – como manter Raúl na equipe titular – e outras tantas a se fazer – como Marcelo e Higuaín jogando de autênticos wingers, o que tem feito bem aos dois e também a Kaká e Benzema.

De uma só tacada, a mudança compensou o desempenho defensivo duvidoso de Marcelo como lateral-esquerdo e o desempenho ofensivo duvidoso de Arbeloa ou Sergio Ramos como laterais-direitos.

Ah, mas e quando Cristiano Ronaldo entrar? Quem sai? Sai Higuaín? E Cristiano vira um ponta-direita e nada mais? Pode ser, pode ser que não. Mas o fato é que o Real Madrid encontrou sim um jeito de jogar bem, como jogou contra o Milan e durante praticamente todo o clássico contra o Atlético, sem a presença do português.  E boa parte do mérito disso é de Manuel Pellegrini.

***

Alguém acharia realmente impossível que o Real Madrid reverta amanhã os 4-0 sofridos diante do Alcorcón? É uma oportunidade enorme, e relativamente fácil, de fazer algo que vai ser inevitavelmente descrito como “milagre”.

Além de Sergio Ramos, lesionado, e de Guti, que vai passar mais uma semana tentando aprender como se pronuncia “Timão” em vez de “Timáo”, Pellegrini também deixou de fora da lista Benzema, Xabi Alonso, Casillas, Metzelder e Drenthe.

***

Quem continua virando xodó nacional porque consegue manter mais uma vez o mesmo nível, apesar de contratar pouco, é o Sevilla: depois da vitória por 3 x 2 sobre o Villarreal, a notícia mais comemorada do dia foi a convocação feita por Vicente Del Bosque para os amistosos contra a Argentina (dia 14, Vicente Calderón) e a Áustria (dia 18, em Viena).

Alem de Álvaro Negredo, que havia estreado na última convocação, para os jogos contra Armênia e Bósnia-Herzegovina, agora os sevillistas têm mais um jogador de seleção: o baixinho Jesús Navas.

Agora que parece ter deixado de ser irregular e meio covardinho (e, se não deixou, Del Bosque tem que descobrir por sua própria conta), é um nome merecidíssimo.

A convocação inteira:

Goleiros:
Iker Casillas (Real Madrid)
José Manuel Reina (Liverpool)
Diego López (Villarreal).

Defensores:
Raúl Albiol (Real Madrid)
Joan Capdevila (Villarreal)
Alvaro Arbeloa (Real Madrid)
Andoni Iraola (Athletic)
Carlos Marchena (Valencia)
Gerard Piqué (Barcelona)
Carles Puyol (Barcelona)
Sergio Ramos (Real Madrid)

Meio-campistas:
Xabi Alonso (Real Madrid)
Sergio Busquets (Barcelona)
Cesc Fábregas (Arsenal)
Xavi Hernández (Barcelona)
Andrés Iniesta (Barcelona)

Atacantes:
Dani Güiza (Fenerbahce)
Pablo Hernández (Valencia)
Juan Manuel Mata (Valencia)
Jesús Navas (Sevilla)
David Silva (Valencia)
Alvaro Negredo (Sevilla)
David Villa (Valencia)

Notas relacionadas:

  1. Sem fantasia
  2. Qual Real?
  3. Tempo e dinheiro
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 Sem categoria | 10:03

Tempo e dinheiro

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A cada nova temporada, após cada mercado de transferências, sempre chega um momento em que o Real Madrid trata de comprovar que existe uma coisa – normalmente imprescindível – que o dinheiro não compra para um time de futebol: tempo. O tempo, no caso, necessário para se formar efetivamente um time, não importa quanto talento esteja disponível.

É, essencialmente, o problema que enfrentam os técnicos das grandes seleções, que quase sempre precisam sobreviver a uma inevitável fase de jogo duvidoso antes de dar cara a uma equipe. Foi essa a maior virtude de Dunga ao longo desses vários períodos de alguns dias em que teve a Seleção na mão. O resultado disso discuta-se quanto quiser, mas o fato é que ele formou de fato um time – o que não é nada fácil.

O Real Madrid de Manuel Pellegrini ainda não é um time (como ainda não eram a essa mesma altura o de Fabio Capello ou o de Bernd Schuster) e, como não-time, está sujeito a um dia nulo como o da goleada sofrida para o Alcorcón – ainda mais nessa série mais perigosa do que parece de brigas contra bêbados que é a Copa do Rei.

Encontrões como este não têm nada de inéditos e não dizem muito contra Pellegrini. As questões agora são apenas de saber: a) se apesar disso ele sobrevive e b) se em mais algumas semanas consegue chamar o Madrid de seu time – coisa que, nos últimos anos, só quem realmente conseguiu fazer foi Fabio Capello.

Fogo amigo
O pior sinal para Manuel Pellegrini foi o tipo de pressão que recebeu no dia seguinte à derrota para um clube da terceira divisão: o Marca, diário de bordo do presidente Florentino Pérez, já estampou na capa um “fora!”, devidamente acompanhado de editorial explicando que Florentino fez sua parte ao trazer os jogadores e agora falta o técnico fazer a sua.

A fila anda
O assunto, portanto, já surgiu entre a imprensa madridista: quem deveria ser o novo técnico num caso hipotético e distante de que Pellegrini seja demitido? Correm os nomes de Rafa Benitez, Marco Van Basten e Michael Laudrup e também o boato de que o que Florentino gostaria mesmo era que o diretor Jorge Valdano assumisse o banco.

Coluna intrepidamente publicada no Jornal Placar de 30 de outubro.

Notas relacionadas:

  1. Enquanto há tempo
  2. A Marca da maldade
  3. O melhor do resto
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , ,

terça-feira, 18 de agosto de 2009 Sem categoria | 13:09

Qual Real?

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(Foto: EFE)

Como convém à lógica aristotélica que nos rege, optamos deliberadamente por esperar que a temporada pelo menos comece antes de chegar a conclusões. O máximo que essas primeiras semanas nos permitem são palpites, e este Capotón tem ou vaidade, ou bom senso demais para arriscar e acabar dizendo o tipo de barbaridade que normalmente escuta indignado neste purgatório de julho/agosto.

Por isso, que fique claro que não pretendemos levar em conta o jogo de sábado contra a Real Sociedad, por exemplo, para constatar isso ou aquilo a respeito do Real Madrid. O máximo que a vitória por 2 x 0 dá são alguns pequenos subsídios para supormos que:

- Existem chances de uma linha de frente com quatro jogadores talentosos funcionar bem. Mas, entram as perguntas: quais quatro e jogando como? Kaká e Cristiano Ronaldo são certezas, claro. Kaká jogando como ponta-de-lança e o português aberto por uma das pontas? Ou os dois com liberdade para se mexerem como bem entenderem? Depende de quem forem os companheiros.

Eu até hoje não me convenci por Karim Benzema: nem em todo o seu tempo com o Lyon, nem na pré-temporada do Real. Benzema se mexe na área como quem pede “com licença”; parece ser cordial demais, talvez francês demais. Pode ser que isso vá embora com o passar do tempo e ele se torne justamente o artilheiro que uma formação ofensiva dessas precisa, mas eu ainda duvido. Como também duvido, infelizmente, que Van Nistelrooy conseguirá voltar ao nível que tinha quando se lesionou seriamente pela vigésima vez. Higuaín marcou 22 gols na temporada passada, mas será que é mesmo o sujeito que você quer como seu homem dentro da área depois de ter gastado 250 milhões de euros para reforçar o ataque? O que nos leva, finalmente, a Raúl – e à terna possibilidade de se desembolsar mais 250 milhões de euros para comprar a máquina do tempo que o faça voltar dez anos na carreira.

Considerando isso tudo, se hoje me mandassem escalar o ataque – eu, que não acompanho os treinamentos e, portanto, não passo de um palpiteiro oportunista -, eu juntava Kaká se aproximando com a bola dominada mais Cristiano Ronaldo aberto de um lado, Arjen Robben do outro e, fazer o quê?, Karim Benzema. Isso até que Robben se machuque de novo e dê lugar a Higuaín, para facilitar as coisas. E em todo jogo que o time estiver ganhando por dois gols, Raúl entra em campo aos 25 do 2º e é substituído aos 44, quando recebe um ramo de flores e uma salva de tiros de canhão.

- Para o quarteto funcionar, vai ser preciso um meio-campo com alguém que faça a bola chegar até o campo de ataque, principalmente até Kaká. Esse é alguém é Xabi Alonso, com Granero (apesar de ser outro estilo de jogador, que segura mais a bola e normalmente joga mais aberto e adiantado) como uma segunda opção útil e Guti como um excelente maquiador e cabeleireiro para ambos. Ao lado deles, um volante marcador, que pode ser Diarra, Gago ou Diarra II (para mim, nessa ordem).

- E enfim chegamos à defesa e a uma sensação que tenho de que Manuel Pellegrini vai acabar tendo que segurar um pouquinho seus laterais para fazer a equipe funcionar de um jeito que todas vedetes do ataque estejam em campo. Do lado direito, Arbeloa, salmantino que é, não se importa de passar o jogo todo atrás da linha do meio-campo – diferente de Sergio Ramos. Mas, até aí, eu prefiro Sergio Ramos jogando de zagueiro central (provavelmente ao lado de Albiol, já que Garay parece que ainda não convenceu o pessoal no Santiago Bernabéu e Metzelder passa o treinamento todo brincando de lutinha com Jerzy Dudek). Outra opção seria Arbeloa no banco, com Sergio Ramos na lateral-direita e uma zaga Albiol-Pepe (lenta demais, não?). Do lado esquerdo, a vaga é de Marcelo – se ele deixar a semelhança com Robinho apenas na aparência e resolver que ainda precisa provar que é alguma coisa, além de jovem e rico. O problema vai ser segurar seu ímpeto de passar o jogo todo atacando. Mas, considerando que seu concorrente é Royston Drenthe, movido eternamente pela inércia, a coisa não deve ser muito complicada. Ou, para realmente trancar o portão e deixar o ataque jogar, Arbeloa ainda pode virar lateral-esquerdo, com Sergio Ramos na direita. Isso para não falar na possibilidade de jogarem três zagueiros (como Pellegrini fez outro dia, com Pepe quase como primeiro volante; como um Mauro Silva da Copa de 1994).

Com o que chegamos à escalação que chutamos ser a ideal hoje: Casillas, Arbeloa, Sergio Ramos, Albiol e Marcelo; Diarra, Xabi Alonso e Kaká; Cristiano Ronaldo, Benzema e Robben.

Você também acha?

Notas relacionadas:

  1. Real Madrid que bate BATE
  2. Mais chato é quem me diz
  3. Banco, pra quem gosta de banco
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , ,