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05/11/2009 - 15:05

Antidoto

Será que, finalmente, encontrou-se uma maneira de enfrentar o Barcelona?

Ou será que nós ouvimos isso há anos sobre qualquer grande time que, em algum momento – porque sempre acontece em alguns momentos – não consegue furar uma e outra retranca que aparecem pela frente?

Porque é claro que se defender sem pudor é uma opção que pode dar certo diante de um time tão bom de bola como o Barça, principalmente se o seu time tem as características para isso, como tem o Rubin Kazan: defesa forte, gente no meio-campo disciplinada e com fundamento, ataque rápido e perigoso. Mas também é claro que isso não funciona a longo prazo, nem em ocasiões seguidas. Poderia, aliás, nem ter funcionado nesses dois jogos em que a equipe de Guardiola ganhou um ponto só: tanto no Camp Nou quanto ontem os catalães perderam uma batelada de chances de marcar. Às vezes as chances vão ser todas desperdiçadas e pronto, paciência. Só que isso não muda nada com relação ao Barcelona ser o Barcelona e seu futebol de toque de bola ser seu futebol de toque de bola, com tudo de louvável (e as mesmas fragilidades, que não são muitas) que tem tido nos últimos tempos.

Destino
Kun Agüero, que não vem jogando bem a temporada toda, resolve fazer sua primeira grande partida justo contra o Chelsea, que há tempos mostra interesse em contratá-lo. A partida serve para decretar a eliminação do Atlético da Champions e dos euros que ela traz. Euros que o Atlético, um dos lanternas do Espanhol, também não deve ter ano que vem. Quando vai precisar, portanto… vender Kun Agüero.

Restam dois
Agora que Cristiano Ronaldo fica pelo menos mais um mês sem jogar e que está começando a deixar de ser tabu o fato de Raúl ser, sim, reserva, chegou a hora de Benzema e principalmente Kaká acharem o jeito certo de jogar pelo Real Madrid. Contra o Milan, já se viu um pouco disso.

Autor: juanpolanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
18/05/2009 - 13:56

I can’t get no satisfaction

Quer dizer que, da mesma forma que um gol do Villarreal no último minuto atrasou o título espanhol do Barcelona, outro gol do Villarreal no último minuto o antecipou. Para desespero do sindicato de limpadores de rua de Barcelona, a madrugada do sábado já foi a quarta comemoração na rambla de Canaletes em menos de um mês – uma pelos 6-2 no Santiago Bernabéu, uma por chegar à final da Champions, outra pelo titulo da Copa do Rei e agora o Espanhol.

Faz bem para a equipe, claro: jogar o mínimo de partidas possível em que precisa de algum resultado. A partir de sábado à noite, Pep Guardiola sabia que, como o Manchester United, teria dez dias inteiros unicamente para preparar a equipe para a decisão do dia 27. Para a parte prática, claro, é o melhor que podia acontecer.

Acontece que, psicologicamente, esta temporada é perigosíssima, porque, apesar dos dois títulos e da campanha até a final, o Barça pode acabar com sensação de derrotado. Comemorou-se muito o que aconteceu até agora, mas sempre com a cabeça na final de Roma. Com uma derrota para os ingleses, o gosto na boca, o balanço moral da temporada será duvidoso. Será menos catártico, por exemplo, do que a do Real Madrid campeão espanhol na temporada passada.

“O Manchester United também”, contestará algum de nossos atentos colegas de cátedra. “Também ganhou o inglês e só agora, por último de tudo, disputa o jogo mais importante da temporada.” Sim, mas o Manchester não tem a obsessão que os barcelonistas têm em recortar um pouco da vantagem gigantesca que os rivais do Real Madrid têm quando o assunto é titulo europeu. O Manchester é o atual campeão de tudo – inglês, europeu, mundial. Quando parar para se decepcionar com um derrota decisiva, vai olhar para trás e ver não o titulo inglês deste ano, mas essa série vitoriosa toda. O Barcelona não. Perder em Roma vai significar olhar para trás e ver um titulo espanhol – o que está muito bom, mas não é nada que não se esperasse apos um bicampeonato do Madrid – e uma Copa do Rei que, a não ser quando acompanha as outras duas pontas da Tríplice Coroa, não vale nada.

A este Barcelona não restam meios-termos: ou vai ser uma equipe para entrar para a história como a melhor do clube em todos os tempos, ou vai acabar, de alguma forma, sendo uma vitima da expectativa que criou à base de tanto futebol bonito.

***

No jogo mais importante deste final de temporada, o Atlético de Madri tomou conta do Valencia, atacou o jogo inteiro e conseguiu a vitória por 1 -0. Está agora em quarto lugar e, com Athletic Bilbao e Almería como próximos adversários, só perde a vaga com uma vacilada enorme – dessas que o Atlético é plenamente capaz de protagonizar.

Apesar disso, a atração do jogo e aquilo que mais será comentado para o futuro foi o lance que resultou no pênalti convertido por Forlán, quando Kun Aguero mergulhou na frente do goleiro Cesar. Depois do jogo, ele próprio admitiu que não foi nada. Para quem já marcou dois gols de mão e é genro do mano de Diós himself, é uma fama cada vez mais perigosa para quem leva a vida correndo de quartos-zagueiros moralistas.

***

Você tem a impressão de que o Real Madrid já não está mais nem aí e que parece já haver uma lista de dispensa pronta? Só impressão??

(Foto: EFE) 

Autor: juanpolanco - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , ,
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